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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 30 de junho de 2018

“Espectros de Batepá” – O livro é hoje lançado em Coimbra - Tema de tese de doutoramento de Inês Nascimento Rodrigues - Visita de Marcelo Rebelo de Sousa, ao Campo de concentração de Fernão Dias, fez com que a imprensa portuguesa trouxesse o caso à atualidade – Temática, agora prosseguida por uma portuguesa, licenciada em Jornalismo, com Mestrado em Estudos Artísticos, candidata a doutorar-se com base de um projecto elaborado no âmbito do programa de ‘Pós-Colonialismos e Cidadania Global’ do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

VISITA A FERNÃO DIAS DE MARCELO REBELO DE SOUSA – TROUXE O MASSACRE DO BATEPÁ À RIBALTA – PARA A IMPRENSA PORTUGUESA E  CANDIDATA A TESE DE DOUTORAMENTO



No passado dia 23 de Fevereiro, e pela primeira vez, um Chefe de Estado Português, deslocou-se ao famigerado campo de concentração de Fernão Dias, para ali prestar homenagem  aos mártires são-tomenses do massacre de Batepá, um episódio sangrento do colonialismo que provocou mais de mil mortos, durante uma cerimónia no quadro da visita de três dias que efectuou a São Tomé e Príncipe. http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/marcelo_rebelo_de_sousa_reconhece_crime_de_batepa



MASSACRE DO BATEPÁ, TEMA DE TESE DE DOURAMENTO - O livro é hoje lançado - Tudo quanto se disser ou escrever nunca é demais para lembrar tão infamante massacre - Todavia, na era da preguicite, há muito quem escreva para se doutorar à custa do que já está escrito, do esforço alheio e até se esqueça de citar as fontes - Nomeadamente, uma certa mentalidade boazinha neo-colonialista e liberalista 
Esperemos que não seja mais um exemplo - Só depois de ler a tese . Mas, para já, é de saudar e de felicitar a iniciativa - Aqui fica a informação- - “Espectros de Batepá” resulta de um projecto de doutoramento elaborado no âmbito do programa de ‘Pós-Colonialismos e Cidadania Global’ do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (CES/FEUC) e do trabalho desenvolvido no projecto “CROME – Memórias Cruzadas, Políticas do Silêncio: as guerras coloniais e de libertação em tempos pós-coloniais”, do qual Inês Nascimento Rodrigues é investigadora.- continua em - buala.org/…/espectros-de-batepa-de-ines-nascimento-rodrigues -

Considera a autora, que  “A literatura são-tomense tem contribuído para a reescrita da história e preservação da memória. Foi através da leitura de autores de S. Tomé e Príncipe que Inês Nascimento Rodrigues tomou conhecimento da dimensão cultural e social do Massacre de Batepá. Considera que em Portugal ainda existem questões de racismo estrutural e mitos em torno do passado colonialista português que devem ser desmistificados


Este ano, durante a visita a S. Tomé e Príncipe, o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, assumiu, 65 anos depois, a responsabilidade de Portugal no Massacre de Batepá. Para a autora do livro, S. Tomé e Príncipe ainda hoje continua a ser discriminado face a outras ex-colónias portuguesas, pelo que é importante fazer um debate sobre o futuro nas relações entre Portugal e os países africanos. https://www.ruc.pt/2018/06/29/apresentacao-do-livro-espectros-de-batepa-sobre-massacre-em-s-tome-e-principe/


A ditadura do regime colonial-fascista, tudo fez para silenciar o brutal massacre do Batepá, de 3 de Fevereiro de 1953, perseguindo quem teve a ousadia de o tornar público, tal o caso  do Capitão Salgueiro Rego e do escritor luso-santomense, Sum Marques,  hedionda barbaridade que teve como epílogo a criação do famigerado campo de morte de Fernão Dias, ali mandado instalar pelo crápula Governador Carlos Gorgulho, sob a liderança do verdugo criminoso, José Mulato, que cumpria pesada pena na cadeia santomense, por duplo assassinato: pois, mas era justamente este o perfil que convinha aos desígnios do extermínio do colonialismo vigente: exterminar, cruelmente, só dó nem piedade, não apenas a escassa elite das ilhas, como tudo quanto pudesse apanhar nas miseráveis aldeias do mato – As razões da vertigem assassina, já são bem conhecidas pelo povo santomenses, que, todos os anos, evoca os seus mortos, a vitimas de tão hediondo massacre, na fatídica data de 3 de Fevereiro – Neste site, já  por várias vezes lhe dedicamos aprofundado espaço,




 De seguida, excertos de um dos vários artigos editados neste meu site   - http://www.odisseiasnosmares.com/2015/01/memorias-do-bate-pa-1-auschwitz-em-s.html




.(...) "Desconhecem o lealismo dos filhos de um Império, desconhecem os aviões e os navios, e todo um arsenal de história, de espírito humano e real metralha, que Deus pôs à disposição dos portugueses"  - In FORROS, PRETOS E BRANCOS,  do jornal A VOZ DE SÃO TOMÉ -  12 de Fev. 1953 - Um dos artigos sobre o MASSACRE DO BETEPÁ




SOBREVIVENTE - A DOR QUE O TEMPO AINDA NÃO APAGOU - ESPANCADA À CRONHADA DEPOIS DE LHE METEREM A CABEÇA NUM TANQUE DE  ÁGUA - Era menina e estava grávida.




Ainda  jovem, e  mesmo grávida, não foi poupada à brutalidade facínora das ordens do então Governador Carlos Gorgulho: arrastada à força de sua casa, levada para um calabouço na então Vila de Trindade, espancada barbaramente, Primeiro deu-se o saque às casas: carregaram o que puderam dos modestos teres e haveres, após o que as incendiaram.






Maria dos Santos, mais conhecida por Mena, agora com 80 anos,  é um  dos rostos debilitados, que ainda hoje espelha o testemunho do incomensurável sofrimento, angústia e lágrimas, por que viveu há 62 anos, - É uma das mártires, ainda sobrevivente dos hediondos massacres de Batepá, que tiveram inicio nos horrores da longa e pavorosa noite de 2 para 3 de Fevereiro de 1953 e que iriam prolongar-se nos ignóbeis espancamentos e torturas,  até à morte, infligidos  a centenas de santomenses, em terríveis interrogatórios, desde brutais choques elétricos, à violenta palmatoada, ao chicote, cacetada e cronhada, a soco e a pontapé,  quer  no afrontoso cárcere da prisão local,  onde os presos, coabitavam  exíguos e afrontosos espaços, em deploráveis e nauseabundas condições higiénicas, quer numa das salas da Fortaleza S. Sebastião (a capitania dos Portos), transformada em laboratório   ao estilo da Gestapo hitleriana, sob a batuta do  famigerado médico Aragão, locais donde partiam para o Campo de Concentração Fernão Dias   

NÃO LANÇARAM 12O HOMENS AO MAR PORQUE A TRIPULAÇÃO SE OPÕS




Memórias do hediondo Massacre do Batepá 

Imagens e palavras de um abominável massacre. O pai de Teresa, esposo de Maria dos Santos, , também vitima da mesma barbárie, depois de lhe terrem queimado a casa e o carro (que saquearam antes de a incendiarem) ainda procurou refúgio no mato mas foi apanhado, preso e enviado para o Campo de Concentração de Fernão, onde acabaria por embarcar, com mais 120 homens para serem lançados ao mar, no barco António Carlos. Tal porém não sucederia por  a tripulação do navio se ter oposto, tal como vim  a saber através de outro depoimento, que obrigaram o comandante a deixar os prisioneiros na Ilha do Príncipe, onde acabariam por ficar presos   – Um desses  homens era o cabo-verdiano, Bernardino Lopes Monteiro, pai  do Coronel Victor Monteiro Dias,  chefe do Gabinete do Presidente Manuel Pinto da Costa, de cujo episódio  conto vir a referir-me neste site.

Agora,  ao voltar a S. Tomé, 39 anos depois de ter partido numa canoa solitária, não podia deixar de passar pela martirizada  vila do Batepá, que, embora não tendo crescido muito, no entanto, já tem mais algumas casas de que no meu  tempo. E foi ali que tive oportunidade de falar com uma antiga sobrevivente, que, juntamente com a filha e netos, ainda teve a amabilidade de me franquear o portão de sua casa e me mostrar o que resta do carro que ardeu quando atearam o fogo a sua casa - a única loja comercial que ali havia, naquela altura, a qual fora saqueada antes de lhe deitarem o fogo -  Penso que esses objetos deviam ser guardados no museu e que não acabassem  por se desfazer com a ferrugem. 

Sim, lá estava ainda a mola de um velho chassi calcinado, assim como a carapaça do motor, junto às raízes da árvore da fruta pão.  E, pelo que me apercebi, não me mostravam tais memórias como meros souvenires (que julgo, o terão feito pela primeira vez a um jornalista), dado  tratarem-se de peças que têm muito a ver com um período, muito sofrido, do casal que ali vivia, e que depois passaram  também a ser, como que um relicário sagrado para os filhos e netos., pelo que não deixei de ver nos olhos e nos rostos de todos, quantos ali se encontravam presentes, como que o perpassar  um sentimento, misto de dor, frieza e de  angústia, difícil de apagar e de esquecer. 

No termo desta visita à Vila do Batepá (que também tinha como destino  uma peregrinação à Roça Saudade, onde nasceu Almada Negreiros,  na companhia de Manuel Gonçalves, o português a quem devo a simpatia de me  acompanhar no jipe que alugou) ambos passámos pelo Mercado Municipal, onde fomos bem recebidos, pudemos almoçar comida típica e  um refrescante vinho de palma, confraternizando e vivendo  momentos de franco e amistoso diálogo, tanto mais que fui ali encontrar santomenses que se lembravam ainda de mim, quer das minhas aventuras marítimas, quer dos artigos que publicara na Semana Ilustrada, sobre os massacres do Batepá – De resto, creio que teria sido  por esse facto que, aquela velhinha de 80 anos, a Mena, com o rosto que parecia um livro ainda vivo de memórias,  me concedera  à porta de sua casa, após o que, já na companhia da sua filha mais velha, me franqueara o seu quintal para me mostrar testemunhos materiais, que o passar dos  anos ainda não desfez.

De referir que, inicialmente algo renitente, com expressão dura e não oculta de alguma  desconfiança, como se, porventura, a memória que os brancos lhe deixaram,  naqueles martirizados dias, ainda pudesse ser estampada num português que agora lhe batia inesperadamente à porta. Sim, pude ver  que há chagas psicológicas, feridas no coração, que deixam marcas para o resto da  vida – Sobretudo, no seu caso, quando era ainda menina e moça, se bem que já grávida  (pois em África o fenómeno  da procriação manifesta-se mais cedo que nas regiões frias) e, além de a espancarem, quase a sufocaram quando lhe meteram a cabeça num tanque de água para a obrigarem a confessar que estava envolvida na tal fictícia conspiração comunista

CAMPO DE EXTERMÍNIO DE FERNÃO DIAS

Um local pantanoso, infestado de mosquitos, embora a escassos metros da praia, onde muitos presos, ou  eram imediatamente acorrentados e lançados ao mar ou, ainda sob o peso de fortes grilhetas,  obrigados a carregar pesadas tinas de água ou grandes blocos de pedra, por forma a que o seu extermínio ainda fosse mais doloroso, porque física e psicologicamente mais sórdido e lento, quando não sufocados pelo terreno movediço da lama para onde também eram atirados ou mortos vivos em valas abertas pelos próprios prisioneiros, que eram obrigados a cavar a sepultura, sob as prepotências e as arbitrariedades de um contratado angolano, um tal Zé Mulato, um inqualificável verdugo que  que as autoridades foram buscar à cadeia,  onde  cumpria pena de assassínio, para chefiar o dito campo de morte. 

 EM PORTUGAL - NUMA REMOTA ALDEIA - TAMBÉM HOUVE OUTRO MASSACRE

Claro que não se pode dizer que, em 1953, os tempos também fossem bons para os portugueses que viviam na “metrópole do império colonial”, muito pelo contrário: eram tempos de repressão, de fome e de miséria – E a pequena aldeia do Colmeal onde nasceu o meu bisavô paterno, varrida por ação de um processo judicial, injusto e prepotente, no dia 10 de Junho de 1957, com os seus habitantes despejados à força, com  desfecho trágico de casas queimadas e algumas mortes por balas da GNR- a guarda pretoriana do regime colonial-fascista -, é  também outra das páginas negras da História da Lusitânia moderna 

Conheci pessoalmente a dureza desses tempo, quando fui trabalhar aos 11 anos, como marçano em Lisboa. Daí  que, os criminosos  acontecimento que ocorreram em Fevereiro de 1953, em S. Tomé, sob o comando do próprio governador colonial,  tenham que também de ser analisados -não estritamente por via de  ódios raciais – mas num contexto mais abrangente – O da época colonial e do fascismo que se servia de todos os meios para defender os interesses de uma certa burguesia privilegiada – Infelizmente é esta a situação a que estamos assistir através da ideologia liberal. 

Ainda entrevistei algumas das vítimas - "Prenderam-me durante 45 dias. Houve a ideia de arranjar mão-de-obra gratuita. E daí surgiram as prisões, mais prisões sem quaisquer razões para isso. Procurava-se emprego e não se encontrava. No entanto, as rusgas sucediam-se e as pessoas que encontravam eram presas. É claro que houve um ou outro que reagiu sobre essas atitudes." Declarações de Bartolomeu Cravid

Pouco depois do 25 de Abril, vi com os meus próprios olhos  essas feridas -  Ainda em chagas vivas por sarar! ... Provocadas por longo cativeiro, no campo de concentração de Fernão Dias, acorrentados a bolas de ferro, tal como aos escravos nos barcos negreiros. Pude entrevistar algumas dessas pessoas para a Revista Semana Ilustrada.

Vi também  a fotografia da famosa cadeira onde os presos eram algemados, submetidos a ignóbeis espancamentos e torturas,  até sujeitos a choques elétricos para os obrigarem a confessar e assinar declarações de factos forjados para os incriminarem o seu envolvimento numa revolta que pretenderia matar o governador e os colonos e aproveitarem-se das suas mulheres  - Mais tarde  a PIDE, enviada   por Salazar, iria negar a existência da conspiração, que depois de ter sido rotulada de comunista, passar a ser provocada por elementos desafetos ao regime – Vi também as   fotos   de outras macabras imagens, que me foram mostradas - Pasme-se pelo então chefe da Redação de "A Voz de S. Tomé e Príncipe"  e professor de português no Liceu, que, com um sorriso irónico, chegara ao pé de mim (claro, quando este quinzenário do regime deixara de se publicar, por foça da revolução de Abril e ele andava um tato ou quanto com assustado e com o "rabo encolhido", receando que as liberdades democráticas lhe pudessem tirar os privilégios) vindo junto de mim com esta surpreendente mas hipócrita sugestão: 

 "Você que é amigo dos pretos, veja se tem a coragem de publicar estas  fotografias! Ao mesmo tempo que mas passa algumas para as mãos, pedindo-me, que, logo que as fotografasse, lhas devolvesse. Com a recomendação: "Mas  se o fizer, acautele-se!  Olhe que eles ainda andam quase todos por aí  e não vão gostar - Agradeci-lhe  o gesto e a recomendação mas  não me amedrontei. Pelo contrário, tinha ali um bom motivo de reportagem, entre mãos mas, para isso, precisava de ouvir  alguns dos sobreviventes e  de  fazer as entrevistas que me fosse possível.

 COMETERAM CRIMES HEDIONDOS E NÃO FORAM PRESOS

Ao chegar a minha casa, olhando com atenção para  aquelas fotos (bastantes  mais do que que as hoje se encontram expostas no museu da resistência), sim, não me foi difícil identificar alguns dos protagonistas  envolvidos nos  criminosos acontecimentos. Um dos quais era o chefe de escritórios da Roça Uba-Budo, onde passei um mau bocado: ia para fazer o estágio do meu  curso de Agente Rural, e, além de me terem dado a categoria  mais baixa da roça, a seguir à dos serviçais contratados, que é a de empregado de mato, ainda me queriam obrigar a tratar o trabalhador por tu e ao estilo colonial  - Bom, como recusasse, fui enviado de castigo para a Roça Ribeira Peixe, com um trabalhador cabo-verdiano, a contar cacaueiros velhos e abandonados, na zona infestada pela cobra preta. Não vou agora contar essa porque, só isso, daria talvez um livro. 

Outro colono, que também  identifiquei, era o “Silva Pereira Taxista”, um branco que habitualmente estacionava o carro frente ao Restaurante Palmar -   Quando lhe falei no assunto,  quase me ia fuzilando com os olhos: você não tem vergonha de me vir falar de um caso , que já foi resolvido pelos Tribunais?!... Vás-se f...." - Vi logo que não era pelos brancos que devia começar - Estava visto que dali não lograva qualquer declaração. De resto, a primeira vez que ouvira falar dos Massacres do Batepá, foi depois do 25 de Abril 

Eu desembarcara, a bordo do paquete Uíge, em Novembro de 1963, numa altura em que ainda devia haver bastantes mais feridas por cicatrizar do que após o 25 de Abril de 1974, mas nem assim nunca ninguém me falou de tais factos. A razão é simples de compreender: eram das tais conversas, publicamente proibidas, tal como proibido chegara a ser o livro das “MEMÓRIAS DE UM AJUDANTE-DE-CAMPO”, a que conto vir a falar numa das postagens seguintes. 

MUSEU NACIONAL DE SÃO TOMÉ – SITO NA ANTIGA FORTALEZA DE S. SEBASTIÃO - ONDE O PASSADO HISTÓRICO PORTUGUÊS NÃO DEIXA MUITO A DESEJAR

São Tomé e Príncipe possui um Arquivo Histórico, localizado na praça de Mártires da Liberdade, na cidade capital,  com  a avenida da Independência e Parque Popular, e o Museu Nacional, localizada no sudeste da mesma cidade, que passou ali a integrar as instalações da antiga fortaleza de S. Sebastião, desde 1975.  

Quem ali for visitar, o vetusto ao edifício, erguida na ponta mais a oeste da margem direita  da Baía Ana de Chaves, sobretudo se é português e se ali entrar com olhos de ver - que esqueça os tempos épicos,  em que os canhões tentaram repelir os invasores Olandeses e Franceses ou até mesmo queira ali lembrar os chamados feitos “por mares nunca dantes navegados” de João de Santarém e Pero Escobar, cujas estátuas, depois de apeadas dos seus pedestais,  se encontram ali à entrada na condição de miseráveis testemunhas  mudas  e desprezíveis de um tempo que, por não merecer ser recordado, à população local, as ostraciza e as vota como que ao rol das pedras mortas, que, mesmo tendo fisionomias humanas, deixaram de ter qualquer importância histórica para a posteridade. Não tenho dúvidas que é mesmo assim – Esse o sentimento que também ali nutre depois de lá entrar – O passado não se pode apagar mas também só merece ser lembrado, se as boas recordações superarem as más. Não me parece que seja  o caso. 

E, embora ao chegar ao local, sendo  um dos admiradores dos poemas épicos de Camões («Sempre, enfim, pera o Austro a aguda proa/No grandíssimo gôlfão nos metemos, /Deixando a Serra aspérrima Leoa, /Co Cabo a quem das Palmas nome demos./O grande rio, onde batendo soa) ainda seja tentado  a sentir algum rebate nostálgico, creio que à saída deixará de o ter – Por uma simples razão: é que, na sala reservada ao  ‘’massacre de Batepá’’ do Museu Nacional, o que ali constata é uma autêntica câmara de horrores.  Mesmo assim, não deixe de testemunhar com os olhos de ver,  até onde chega a barbárie. Que mais não seja para admirar, ali mesmo ao lado, talvez a praia mais concorrida pelo colorido e alegria dos  santomenses, sem olhar a idades ou a sexo.

Obviamente, que, por minha parte, não podia deixar de ali fazer  uma vista  ao Museu Nacional de S. Tomé e Príncipe, onde me deparei com algumas das imagens que já conhecia, as quais, juntas com outros macabros objetos, desde as grilhetas, a implacável palmatoria, capaz de fazer estalar uma mão, às  antigas mauseres,  com baioneta cravada nas pontas, usadas por milícias e forças militarizadas, à foto e farpela do Homem Cristo, que fora crivada de balas e que, mesmo assim, milagrosamente, lograra escapar-se aos  carrascos prisionais, bem como dos rostos desfeitos desfigurados, a par de outros rostos, de figuras que pude conhecer, as quais, conquanto tenham sido poupadas de tais horrores, nem por isso deixaram de suportar várias barbaridades e sevicias. 

Confesso que também guardo más recordações destas  instalações. Era ali a antiga Capitania dos Portos, e, no seguimento da minha viagem clandestina de canoa ao Príncipe, fui ali chamado pelo Capitão dos Portos – um tal Elias da Costa - que, além de me  aplicar pesada coima, me deu uns valentes encontros contra a parede  – Isto já depois  de ter sido recebido no aeroporto de S. Tomé, com um par de socos no estômago e de seguida ter passado pelos calabouços da Pide, supondo que eu não queria ir para aquela ilha mas fugir para o Gabão

 SOBRE O MESMO ASSUNTO:


terça-feira, 26 de junho de 2018

São Tomé – Presidente Evaristo Carvalho pressiona justiça para se sintonizar com o Golpe de Estado encenado por Patrice – .Juiz liberta detidos acusados de subversão por não haver provas para aplicar a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva. – Governo Português, sintonizado com a um governo corrupto e fascista, sem se importar com a veracidade dos factos, condena “sem ambiguidades” tentativa de subversão em São Tomé e Príncipe

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise   - GOVERNO DE PATRICE E O CHEFE DE ESTADO EVARISTO, SINTONIZADOS NA OPRESSÃO À JUSTIÇA E AO DESMANTELAMENTO DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS EM STP, COM O AVAL DA DIPLOMACIA PORTUGUESA -

Era suposto que, o Presidente Evaristo Carvalho, eleito por seu amigo Patrice Trovoada, através de despudorada fraude - já conhecido por pau mandado - , não tardaria a usar a Televisão e Rádio Estatal, sob controlo absoluto do Governo, para se sintonizar com as posições da grotesca encenação perpetrada pelo  fascismo governamental  - E  ei-lo, pois, sem a menor ponta de pudor ou vergonha, a pressionar a independência de um órgão de soberania,  já mais que esmagado e amordaçado pelo Governo e o Chefe de Estado

Refere a agência (STP-Press), porta-voz do Governo  que “O Presidente de São-Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho declarou  que condena a alegada operação que visava o assassinato do Primeiro-Ministro e exortou as autoridades competentes a continuarem as investigações “para que todas as responsabilidades sejam apuradas”. http://www.stp-press.st/2018/06/25/pr-condena-tentativa-abate-ao-pm-exorta-investigacao-apurar-as-responsabilidades/

AINDA BEM QUE ALGUNS JUÍZES VÃO RESISTINDO AO SUFOCO DAS AFRONTAS E MORDAÇAS DE PATRICE TROVOADA, QUE BEM OS DESEJAVA  TER A TODOS NO PAPO  

Juiz liberta detidos acusados de subversão em São Tomé e Príncipe  - A fonte judicial contactada pela Lusa acrescentou que o juiz Francisco Silva considerou não haver provas para aplicar a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.


Todavia, um Primeiro-Ministro vai à televisão, uma vez mais manipulando e ocupando longo tempo de antena, com infundamentadas acusações  -  "o chefe do Governo, Patrice Trovoada, acusou-os de pretender "interromper o funcionamento regular da ordem constitucional" visando, designadamente, o assassínio do primeiro-ministro, com o envolvimento de pessoas que "já desempenharam altos cargos no país".

Os elementos recolhidos até então pelos serviços revelam para além da premeditação, uma forte determinação na execução dos seus desígnios, cumplicidades nacionais e estrangeiras, cabendo agora ao Ministério Publico e a Polícia Judiciaria esclarecer", indicou o Governo no comunicado divulgado quinta-feira e lido pelo ministro da Defesa e Administração Interna, Arlindo Ramos.  http://www.tvi24.iol.pt/internacional/s-tome-e-principe/juiz-liberta-detidos-acusados-de-subversao-em-sao-tome-e-principe

DIÁRIO NOTICIAS – OPTOU POR DAR DESTAQUE À ENCENADA GRAVAÇÃO, DANDO ESTE TÍTULO- Plano para matar primeiro-ministro gravado em áudio Se bem que depois transcreve a noticia da LUSA(…)  Ex-ministro da Agricultura e sargento das Forças Armadas são suspeitos de planear assassinato do primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, mas juiz mandou-os em liberdade porque a prova existente se limita a um registo áudio onde, alegadamente, falam do golpe

A decisão judicial justifica-se com falta de indícios para a prisão preventiva. A principal prova recolhida pelo Ministério Público e mostrada em tribunal é "um registo áudio de 10 minutos" onde, supostamente, se ouve a voz de Gaudêncio Costa, a explicar para Ajax Managem e para um terceiro militar (não identificado nem constituído arguido) como seria feito o golpe", contou ao Plataforma o diretor do jornal online Téla Nón e jornalista da RTP África, Abel Veiga. Essa gravação foi publicada no Facebook e tem sido partilhada por inúmeros são-tomenses. "No registo audio percebe-se que o tiro devia atingir a Águia [o primeiro-ministro) na cabeça". https://www.dn.pt/mundo/interior/plano-para-matar-primeiro-ministro-gravado-em-audio-9503854.html


O ZELOSO  GOVERNO PORTUGUÊS NÃO TARDOU A ESTENDER DE PANTUFAS A BENGALA A PATRICE  - “condena “sem ambiguidades” tentativa de subversão em São Tomé e Príncipe - E nem uma palavra de solidariedade  aos sórdidos ataques  movidos por Patrice ao bispo português, Dom Manuel dos Santos -   Patrice em rota de colisão com o Bispo da Igreja Católica de STP .

O Governo português condena “sem ambiguidades” qualquer intenção de “subverter as instituições democráticas”, a propósito da alegada tentativa de golpe em São Tomé e Príncipe na passada quinta-feira. Através do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), augusto santos silva,  executivo afirmou esta sexta-feira que confia no respeito pelas “firmes credenciais democráticas” naquele país lusófono.  https://observador.pt/2018/06/23/governo-condena-sem-ambiguidades-tentativa-de-subversao-em-sao-tome-e-principe/

PATRICE TROVOADA – UM GOVERNANTE MEDROSO, EGOÍSTA  E COBARDE – SEM RAÍZES E AFECTOS AO POVO QUE  (DES)GOVERNA – S. Tomé e Príncipe é um Povo Pacífico mas tem um Primeiro-ministro, corrupto incompetente e perigoso: para se proteger precisa de pedir apoio ao Ruanda – 

Desde a independência, vários têm sido os países a prestarem a sua cooperação no âmbito militar, porém, nunca se viu situação  em que fosse necessário tão grosso número de tropa  

Um misterioso empresário, com negócios disfarçados em vários países, que nestes anos da sua desgovernação, vem sufocando a liberdade de expressão nos órgãos da rádio e televisão do Estado, tem gerado um ambiente social e politico de grande instabilidade, contribuindo para o recrudescimento dos índices da extrema pobreza da população e contribuindo para o aumento do alcoolismo e criminalidade  



TELEVISÃO E RÁDIO, SOB CONTROLO DO REGIME, SILENCIA DESCONTENTAMENTO POPULAR E A POLÍCIA PROÍBE E REPRIME AS MANIFESTAÇÕES DA OPOSIÇÃO. Alegando que não foram convocadas com  prévio aviso  - Enquanto, nas redes sociais, única alternativa da liberdade de expressão, correm vozes de apelos de desagrado e de indignação e APELOS DE SOCORRO À ONU - PARAÍSO TRANSFORMADO NUM INVERNO PELO DESPOTISMO OPRESSOR E DE PATRICE TROVOADA -

(ACTUALIZAÇÃO) 07-07-2018 STJ excepcional só tem 4 juízes conselheiros  Refere o Téla Nón, que “a maioria parlamentar da ADI que sustenta o Governo, garantiu com 33 votos a eleição de 4 novos juízes para o Supremo Tribunal de Justiça de carácter excepcional. votos a favor a magistrada Euridice Pina Dias, foi eleita para ser Juíza Conselheira do Supremo Tribunal de Justiça.
(…) Dúvidas que ficaram sem esclarecimento porque hoje o debate do tema foi simplesmente proibido na casa parlamentar. https://www.telanon.info/politica/2018/07/06/27353/stj-excepcional-so-tem-4-juizes-conselheiros/  nAbel Veiga
ERA PREVISÍVEL QUE ISTO ACONTECESSE -   - TAL COMO REFERIRMOS EM ARTIGO ANTERIOR -  

NOVA PIDE COLONIAL DE MÁ MEMÓRIA REGRESSA A STP COM O ALTO PATROCÍNIO   – “Patrice – com escutas para mudar comportamentos na sociedade"  - E, naturalmente, para justificar  perseguições  ataques aos seus adversários políticos  - Mas vá lá que um juiz não foi no mesmo coro do fascimo governamental 


E TAMBÉM DISSEMOS QUE: A DIPLOMACIA PORTUGUESA DEVIA SER MAIS CAUTELOSA E TER EM CONTA A IMPOPULARIDADE E O DESCONTENTAMENTO QUE TEM GERADO UM PRIMEIRO-MINISTRO ESTRANGEIRADO -  “Uma evolução patrocinada pela cooperação portuguesa  que garantiu apoio técnico e material para a criação da PJ. «Portugal vai estar sempre ao lado de STP nos esforços necessários para levar avante os compromissos com a segurança dos cidadãos e na reforma da justiça que se afigura crucial para o desenvolvimento do país», - Mas que garantias têm o Sr. Embaixador ou o Governo Português, de que os instrumentos para as escutas vão ser usados para combater a criminalidade? - Se ela está instalada no poder?

Embaixador de Portugal em São Tomé e Príncipe Luís Gaspar da Silva – Esquecendo-se, porventura, de  que está a dar instrumentos a um Governo que vai instalar as escutas da antiga PIDE fascista-colonialista - Ou ainda não se deu conta de que, segundo diz Patrice Trovoada,  "a corrupção é uma tradição e a compra de votos faz parte do jogo".

SERÁ QUE O  EMBAIXADOR PORTUGUÊS NÃO VÊ ESTES DESMANDOS?  - ENTENDERÁ QUE NÃO EXISTEM  OUTRAS ÁREAS  EM COOPERAR? OU QUERERÁ COMPORTAR-SE COMO OS CHINESES, QUE FECHAM OS OLHOS A TUDO? - São Tomé. Parlamento vota exoneração e aposentação compulsiva ... https://observador.pt/2018/05/04/sao-tome-parlamento-vota-exoneracao-e-aposentacao-compulsiva-de-juizes-do-supremo/

O QUE É QUE PORTUGAL RECEBE EM TROCA? DESTE DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES PORTUGUESES, DADO A UM GOVERNO CORRUPTO 02/09/2016 Novo programa de cooperação Portugal-São Tomé envolve 57,5  12/06/2016 - São Tomé e Lisboa assinam este mês cooperação de 43,5 milhões…. Portugal vai doar 1,5 milhões de euros a S. Tomé e Príncipe para  16/01/2017  - Para já não falar de outras dezenas de  milhões em 2017 e 2018

02/02/2018 Um dos principais alicerces de qualquer Estado Democrático, é a Liberdade de Imprensa, e o acesso nomeadamente pelas forças políticas da oposição aos órgãos de comunicação social. EUA alerta o poder são-tomense para garantia da liberdade de ..


Onde  é que já se viu um Primeiro-Ministro, desbocado e irresponsável,  acusar os Tribunais de Máfia? Há uma máfia instalada nos tribunais do país de São Tomé e Principe ... Levou como resposta do principal partido da oposição:  que  “Patrice é o principal coordenador da Máfia nacional” – Téla


Patrice Trovoada, “destruiu um órgão de soberania por causa de um corrupto. O igualmente corrupto presidente da república entrou no jogo. Estamos num pântano que nem o mais alto magistrado da nação sai ileso.  Temos que nos indignar contra esses escumálias! - refere um santomense, atento e consciente.

PARA ONDE IRÁ DESAGUAR UM PAIS, TÃO PACIFICO E MARAVILHOSO? A CORREREM ASSIM AS TÃO LODOSAS ÁGUAS GOVERNAMENTAIS  Seguramente, que não é para um mar de tranquilidade e de confiança - S. Tomé e Príncipe – Governo desacreditado, interna e externamente, causa profunda instabilidade social e amordaça a Justiça.


Advogados, juristas e magistrados indignadosnão acreditam no funcionamento livre e independente dos tribunais e, numa cerimónia carregada de simbolismo, deitaram fogo aos seus diplomas.  Depois do constitucionalista português, Jorge Miranda ter considerado que a exoneração compulsiva de juízes do STJ, é inconstitucional,  também UIJLP- União Internacional dos Juízes de Língua Portuguesa, manifestar a sua  preocupação com a crise que abalou o poder judicial de São Tomé e Príncipe. e, agora, A UALP   União dos Advogados de Língua Portuguesa (UALP manifestou  a sua profunda preocupação pela violação grave dos princípios da independência dos tribunais e da separação de poderes, pilares fundamentais do Estado de Direito Democrático.

NESTE SITE - 8 de Janeiro 2018 - S TOMÉ E PRÍNCIPE – UM PARAÍSO EQUATORIAL A CAMINHAR A PASSOS LARGOS NUM PATÉTICO INFERNO DE TORMENTO PARA AS POPULAÇÕES   -  

REGIME DE PATRICE TROVOADA  QUER IMPOR JUIZ DA CONFIANÇA POLITICA NO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL  PARA NOVA FRAUDE ELEITORAL – A instituição de Soberania, que praticamente se cinge aos atos eleitorais, e que até agora tem coabitado com a presidência do STJ . vindo a gerar altos custos, desnecessariamente, num pais que vive quase a 100% da dependência externa, mas para um Primeiro-ministro  vaidoso e perdulario,  pagando salários de miséria na administração pública,  são meras ninharias, conquanto satisfaça o ego dos seus desígnios e das suas caprichosas e desmedidas  ambições




APARATO DE MUSCULADA FORÇA POLICIAL CAUSA UMA TREMENDA GRITARIA E CONFUSÃO – Tendo acabado por ser adiada a aprovação  do tema mais controverso.

“A corrupção é uma tradição e a compra de votos, faz parte do negócios” – Diz o atual Primeiro-Ministro de STP – Tem sido esta a filosofia de um empresário misterioso e golpista, com a qual logrou uma maioria absoluta nas legislativas e  a elevação de um antigo funcionário colonial à Presidência da República

"Nós santomenses, somos 80% cristãos mas pela politica, que eu estou a ver, o primeiro-ministro quer encaminhar este pais para o inferno – Desabafo de um deputados da oposição, reagindo à presença de uma musculada força de policia de intervenção no segundo dia de debates para aprovação de  vários  projectos de leis,"




No calor aceso do debate inicial, houve deputados da oposição que disseram que se possível defenderiam a constituição com a vida e recusaram-se a intervir, enquanto o corpo policial  nao abandonasse o local.

A Força, na sua postura afrontosa, nunca arredou pé da entrada principal do Palácio dos Congresso, pelo que foram mais os tempos de tensão de que alguma acalmia, cujo ambiente escapava ao controlo da  reportagem radiofónica da confiança, que, para não dramatizar a imagem que era passada pelas antenas cá para fora,  optavam pelos silenciamentos, o que dava uma visão, ainda mais confusa e apreensiva -   Ambiente que não é novidade, sobretudo com os forçados apagões elétricos ou com as inundações dos ruídos de frigideira para que não passae som ou palavra perceptível.

O AUTO-DECLARADO MUÇULMANO PATRICE TROVOADA, CAVA E APRESSA FUNDO O ABISMO  DA SUA QUEDA – Em cada dia que passa, mais a sua impopularidade  o afunda  e distancia do povo, onde nem foi gerado nem  criado, e, tão pouco, até hoje, cultivou quaisquer laços  afetivos e solidariedade  sincera e amiga

Aqui, São Tomé, capital da República de S. Tomé e Príncipe… estamos em directo com o Palácio dos Congressos … Bom Dia, ouvintes da Rádio Nacional! Esta interferência nos Serviços da Rádio Nacional, deve-se à presença de agentes da Policia nacional no Palácio dos Congressos! Os deputados da Oposição estão descontentes e dizem que poderão abandonar a sessão, casos os agentes da policia não abandonem o Palácio dos Congressos!... Alguns saíram da sala e estão  a manifestar junto do Presidente da Assembleia Nacional

AGOSTO - 2017 - Peter Lopes, um dos mais destacados operacionais do golpe de Estado de 16 de Julho de 2003 em São Tomé, que depôs o governo da ex-primeira ministra, Maria das Neves enquanto Fradique de Menezes, Presidente da República de então se encontrava na Nigéria em visita de trabalho. postou um vídeo no Facebook onde acusa Patrice Trovoada de ser «o financiador de golpe de estado de 2003», a

Agosto 15-2017 - Senhor Patrice Trovoada, lembras que tu tens compromissos connosco sobre o Golpe de Estado de 2003, no qual o senhor foi financiador? Eu tenho cartas assinadas pelo teu gabinete, pela tua secretária para eu trazer investidores em São Tomé, trouxe, gastei tempo, gastei dinheiro, fiz compromissos. Quem vai pagar estes gastos todos? O senhor tem vários compromissos connosco, o senhor disse-nos que, uma vez no poder, ia-nos dar parte dos negócios que nós gostaríamos de fazer. Todos têm que saber, o senhor mandou-nos matar o senhor Pinto da Costa e nós não aceitamos. O plano do senhor, depois do Golpe era para assassinar o ex-presidente Fradique de Menezes. 


NESTE VIDEO - ACUSAÇÕES DE PETER LOPES A PATRICIE TROVOAD


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Como é que podemos conviver com esta situação? Quando, abertamente, publicamente! Aparece alguém a dizer  que foi convidado para assassinar o Presidente Fradique Menezes? Como é que podemos conviver com isto?  - Questionava, entre outras preocupantes observações,o líder da bancada do MLSTP, Jorge Amado, que, entre outras questões, colocadas



PATRICE TROVOADA – UM PERIGO PARA A DEMOCRACIA -  BOATEIRO E PROVOCADOR INDECOROSO – Os órgãos de comunicação estão sob a mordaça e o controlo absoluto de Patrice Trovoada -  Quando a oposição é praticamente ignorada nos noticiários e telejornais da rádio e televisão do Estado? - Em que país do mundo é dito a um Bispo, que, antes de expressar a sua opinião, tinha que ir falar com um primeiro-ministro?  - Só na cabeça da intolerância e da malvadez.

Presença de uma musculada milícia do Ruanda, em S. Tomé, continua provocar o  medo, a insegurança e a instabilidade - 

Já invadiu o parlamento, humilhando deputados da oposição - ´tem sido  tomada como um ato terrorista pela oposição - Patrice Trovoada, financiador e  mandante assassinatos políticos do Golpe de Estado de 16 de Julho 2003 –

 UM FRUSTRADO PIGMEU ARVORADO NUM GRANDE MANDÃO


Patrice Trovoada, é um primeiro-ministro, completamente, perdido, derrotado e desfasado  da realidade e dos sentimentos pacíficos, do carácter extrovertido, alegre e amoroso do Povo das duas maravilhosa ilhas –  As suas posições públicas, através da rádio e da televisão, preenchidas com largos e estopadas monólogos, procurando  arrogantemente agarrar-se ao poder, querendo impor o seu autoritarismo e o saque às Ilhas, refletem, justamente os seus medos, a vertigem de sua crescente tresloucada  espiral de fobias e de insensibilidade.  




Paul Kagame, Presidente de Ruanda, acusado de ajudar crimes de guerra  - Stephen Rapp, que lidera o Escritório de Justiça Criminal Global dos EUA, disse ao Guardião que a liderança ruandesa pode estar aberta a acusações de "ajudar e encorajar" crimes contra a humanidade em um país vizinho - ações semelhantes àquelas para as quais o ex-presidente liberiano, Charles Taylor , foi preso por 50 anos por um tribunal internacional em maio.


Quase um pelotão de militares da República do Ruanda, chegou a São Tomé no último sábado. São 20 homens sobretudo oficiais militares, que vão permanecer no território são-tomense durante 2 meses, e para formar as forças armadas e de defesa de São Tomé e Príncipe em vários domínios.
Defesa e protecção dos dirigentes do Estado contra possíveis ataques, com destaque para acções de terrorismo é a principal prioridade do destacamento militar ruandês em São Tomé http://www.telanon.info/politica/2017/05/07/24362/militares-ruandeses-destacados-em-sao-tome-com-polemica/


Patrice teve outros brinquedos 

ESCANDALOSA CENSURA PELA RÁDIO NACIONAL DE S. TOME E PRÍNCIPE - Mal os deputados da oposição passaram intervir, de imediato se começaram a registar as habituais falhas técnicas  na transmissão do debate pela  estação de rádio oficial , ao ponto do líder parlamentar se ter recusado a falar. Tendo-a retomado só quando teve garantias de que a situação estava normalizada, pegando então nas gravíssimas acusações feitas por um dos amigos de Patrice Trovoada, considerado um dos mais destacados operacionais do Golpe de Estado,de 2003, acusações, que urge investigar e julgar –

REALIZADOR DE PROGRAMA RADIOFÓNICO ENCERRADO  -ACUSA GOVERNO DE PRESSÕES SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE 20-08-2017 20:38

O realizador Waldiner Boa Morte e apresentador do `Resenha da Semana´, programa de maior audiência da emissora católica são-tomen PATRICE TROVOADAS  - E ASSIM SE VÃO DESVENDADO ALGUNS DOS SEUS MISTERIOSOS PASSOS - (...) Em São Tomé, o filho do ex-Presidente é visto como uma pessoa misteriosa e ausente. São-tomenses disseram ao DN que o líder do partido Acção Democrática Independente (ADI) desde 1991 "é uma pessoa muito fechada no seio da sua família, não costuma juntar-se com as pessoas nos bairros, nem participar em convívios"

CURRÍCULO DE PATRICE TROVOADA 


1. Suspeito de branqueamento de capital, envio de mais de 600 mil euros do erário público em dinheiro para ser depositado em libreville;
2. Suspeito de ter desviado 30 milhões de dólares americanos;
3. Suspeito de ter financiado o golpe de estado em 2003 e de ter ordenado assassinatos de Pinto da Costa, Fradique e Oscar Sousa;
4. Suspeito de ter comprado em seu nome os barcos pixi ndala e os barcos de patrulha;
5. Foi roubado na sua residência pelo seu segurança uma quantia avultada,o que faz antever lavagem de dinheiro;
6. Fez negócio consigo próprio no caso da aquisição pelo estado (seu governo) do novo edifício destinado ao supremo tribunal de justiça. Negócio que está a ser alvo de uma sindicância;

Ribeiro e Castro (CDS) Ao centro e ao lado de Patrice
6. Perdoou impostos à Rosema para depois tomar conta da empresa dando ordens aos coitados dos irmãos que fazem tudo que ele lhes pede;
7. Vai promover uma reforma monetária envolvida em suspeita de crime. Segundo uma denúncia existe contrafacção das novas notas prontas para entrar no sistema beneficiando o ADI. Acção promovida pelo próprio Patrice Trovoada. A velha dobra que vai sair de circulação, vai voltar a entrar com a colaboração do senhor Governador do Banco Central.
Perante tudo isso dou os meus parabéns ao dr Olegário pelo artigo. Os partidos políticos, a sociedade civil deverão mobilizar se para desmascarar esse mentiroso e corrupto primeiro-ministro. – Recordando as falcatruas de Patrice Trovoada  num comentário postado por um  cidadão santomense, no dia de Natal, no Téla Nón -  A propósito o artigo intitulado Crónica de um Golpe Institucional anunciado De Olegário Tiny 20/12/2017