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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 9 de setembro de 2018

Sporting Clube de Portugal - Frederico Varandas, sucede a Bruno Carvalho – O ex-Diretor Clínico e ex-capitão , condecorado com a medalha D. Afonso Henriques, em missões no Afeganistão, é o novo Presidente dos Leões

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e foto-jornalista - Colaborador do footballdream


Frederico Varandas alcançou 42,32% dos votos (8717 votantes) contra os 36,84% (9.735) recebidos por João Benedito, que ficou em segundo lugar nas eleições. José Maria Ricciardi, o terceiro candidato mais votado, teve 14,55% dos votos, ficando à frente das listas lideradas por José Dias Ferreira (2,35%), Fernando Tavares Pereira (0,9%) e Rui Jorge Rego (0,51%). Houve ainda 2,2% de votos em branco e 0,31% nulos.



João Benedito teve mais sócios a votar em si do que Frederico Varandas, pelo que a vitória deste último se deve ao número de votos aos quais cada sócio votante tem direito. Isto porque, de acordo com os estatutos do clube, quanto mais antigos são os associados, maior é o número dos votos que lhes correspondem.

JN - Sem esconder a comoção e a alegria à chegada à Praça Centenária, Frederico Varandas afirmou que esta foi uma vitória da "independência, resistência, resiliência e da superação". Não esquecendo os agradecimentos aos candidatos derrotados e aos adeptos, o presidente eleito pediu esforço coletivo: "O Sporting não vai ceder, não vai vacilar e nunca vai abdicar dos seus valores e ideais. O lema desta candidatura é unir o Sporting, mas chegou a hora de passar das palavras aos atos. Unir é efetivar a união", defendeu. "Queremos pôr o Sporting a vencer, um Sporting digno. Não é fácil mas é um grande orgulho. É um momento histórico, o melhor dia da minha vida", disse.

No final do discurso da vitória, Frederico Varandas tirou do bolso a medalha de prata alcançada pelo Sporting na final da Taça de Portugal, que os leões perderam frente ao Aves (2-1), logo após os incidentes em Alcochete, e deixou uma promessa. "É esta medalha que mais cedo ou mais tarde irá com o troféu de campeão nacional para o museu. Prometo isso! É uma missão que vou tentar cumprir até ao fim", concluiu.




Desfile de algumas imagens, que fui buscar aos meus aqruivos, ao som do Grupo santomense, OS LEONENSES"

 SPORTINGUISTA DESDE O BERÇO

Apaixonado sportinguista desde a infância. Perfil simpático e discreto, quanto é preciso e caloroso, nos momentos dos golos e das vitórias sportinguistas, nunca se tendo envolvido em contendas  desnecessárias, fosse com quem fosse  - Senão para manifestar o seu distanciamento e demissão quando, no auge das conhecidas controvérsias, decidiu afastar-se e romper a sua ligação à direção presidida por Bruno Carvalho, que acusou de  postura “desviante”, de faceta  “autocrática e sectária”



Reveja algumas imagens, ao som do grupo Leonenses de S. Tomé e Príncipe, que fui buscar ao meu arquivo


O ex-capitão do Exército, 38 anos, é especialista em Medicina Física e de reabilitação e em Medicina Desportiva  Licenciado em Medicina pela faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa (2005), Graduado em Medicina Militar (2005) e Pós-Graduado em Medicina Desportiva (2007).~

É referido no destaque da sua biografia, que “a sua  ligação quase umbilical ao Sporting começou assim que nasceu. Ao três anos, já praticava Ginástica no clube e o avô levava-o aos treinos das mais variadas modalidades desde muito pequeno. O irmão, João Pedro Varandas, foi vogal do Conselho Diretivo do clube durante a presidência de Godinho Lopes e é advogado no escritório de Rogério Alves. Fez parte da Juventude Leonina e já disse várias vezes que “muitas pessoas não entendem” a relação que tem com o clube. “É como se fizesse parte de mim. Como tenho os meus pais, a minha namorada, os meus amigos, tenho o Sporting. Não existe a minha vida sem o Sporting”, confessou nessa entrevista ao jornal do clube.

24/5/2018,Frederico Varandas: o médico que só faltou a um jogo porque estava no Afeganistão   - Referia o OBSERVADOR, quando,  ao  demitir-se de Director Clinico dos leões,  que exercia desde há sete anos, que assumiu com  Godinho Lopes, decidiu anunciar que se candidatura  à Presidência do Sporting  “O  homem que só faltou a um jogo porque estava no Afeganistão”.


A carreira militar começou em 1998, quando ingressou no curso de Medicina na Academia Militar. Em 2005, concluiu a licenciatura em Medicina na Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa e a Formação Complementar em Saúde Militar pela Academia Militar. Depois da missão no Afeganistão, foi condecorado com a Medalha D. Afonso Henriques e hoje, com 38 anos, é capitão do Exército português.

“Pela primeira vez, afegãos e talibãs ouviram o rugido do leão”, contou em junho de 2016 ao Jornal Sporting a propósito daquela vitória que ouviu pela rádio em Kandahar. Essa foi a única final da Taça de Portugal do Sporting que não viu no Jamor. E foi exatamente esse o argumento que utilizou no passado fim de semana, quando ainda se colocava a hipótese do Sporting não comparecer no Estádio Nacional. No Instagram, escreveu: “Faltar a uma final no Jamor? Só se estiver no Afeganistão!”.

Terminou a pós-graduação em Medicina Desportiva em 2007 e em 2016 obteve o grau de especialista na área pela Ordem dos Médicos. A carreira no futebol começou em 2007, quando integrou a equipa médica do Vitória de Setúbal; dois anos depois já era diretor clínico dos sadinos, cargo que manteve até ao verão de 2011, altura em que recebeu o convite para se sentar na sua cadeira de sonho.

Começou como médico dos juniores do futebol do Sporting mas no espaço de um mês rendeu José Gomes Pereira na liderança do departamento clínico do clube. Em 2015, Leonardo Jardim tentou levá-lo para o Mónaco. Recusou e ficou onde sempre quis estar. Foi a cara, o corpo e a alma da equipa médica de Alvalade até esta quinta-feira. Além de se assumir como “aquele que previne, não o que cura”, aproveitou a influência no Sporting para fundar as Jornadas Internacionais de Medicina Desportiva do clube, evento que conta já com quatro edições e leva dezenas de médicos, palestrantes e especialistas ao Auditório Artur Agostinho para discutir a medicina no desporto.

Chegou durante a era Godinho Lopes e continuou durante o legado de Bruno de Carvalho. Apoiou o presidente do Sporting até esta quinta-feira, até acontecerem “sucessivos episódios desviantes” do património comum que atribui ao clube, como destaca no comunicado em que se anuncia disponível para se candidatar à liderança. Agora, depois do apoio inicial, sublinha a faceta “autocrática e sectária” de Bruno de Carvalho e deixa bem claro que a demissão que apresenta não é “um afastamento da vida do Sporting Clube de Portugal”

No banco do Sporting, assume uma postura que extravasa tudo aquilo que se esperava de um diretor clínico. Salta, grita, levanta-se e não consegue esconder que, além de médico, é adepto. Já foi expulso por reações mais explosivas mas também é ele que não tem amarras quando é necessário acalmar um jogador, como se viu tantas vezes com Marcos Rojo e mais recentemente com Acuña.

A relação que mantém com os jogadores ultrapassa em larga escala o simples sigilo médico-paciente. Na semana passada, entre toda a convulsão interna que se vivia em Alvalade, disponibilizou a Com Corpus Clinic – a clínica que tem em Lisboa – e treinou particularmente com João Palhinha, Bruno Fernandes e Daniel Podence. No domingo, depois da derrota com o Desp. Aves no Jamor, foi ele que andou pelo relvado a consolar e um outro, a limpar lágrimas, a abraçar Rui Patrício. Foi ali, naquele cenário de total desilusão, que decidiu que seria candidato à presidência do Sporting em caso de eleições.

Anunciou a decisão no Instagram: Bruno Fernandes e Piccini aplaudiram, João Pereira, Tobias Figueiredo e João Mário, todos ex-jogadores leoninos, apoiaram. Garante que é a pessoa certa para reverter uma situação de rescisões por justa causa. “Para mim não existe o dia de folga em que desligo do Sporting. Quando perco, fico em casa fechado, não falo com ninguém. Nunca consigo desligar a ficha. Essa parte irracional em relação ao Sporting, que é a única na minha vida, mantenho-a. Mas sempre fora da área profissional”, contava em 2016.


Frederico Varandas alcançou 42,32% dos votos (8717 votantes) contra os 36,84% (9.735) recebidos por João Benedito, que ficou em segundo lugar nas eleições. José Maria Ricciardi, o terceiro candidato mais votado, teve 14,55% dos votos, ficando à frente das listas lideradas por José Dias Ferreira (2,35%), Fernando Tavares Pereira (0,9%) e Rui Jorge Rego (0,51%). Houve ainda 2,2% de votos em branco e 0,31% 


CURRÍCULO DE FREDERICO VARANDAS  Em 1998 ingressou no 1º curso de Medicina da Academia Militar. Em 2005 concluiu a Licenciatura em Medicina na Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa e a Formação Complementar em Saúde Militar pela Academia Militar.

Em 2007 terminou a Pós-Graduação em Medicina Desportiva.
Realizou o Internato Geral e o Internato Complementar da Especialidade de Medicina Física e de Reabilitação no Hospital de Santa Marta, tendo obtido o grau de Especialista de Medicina Física e de Reabilitação em 2012.
Ingressou no Departamento Médico do Vitória de Setúbal Futebol Clube em 2007. Foi Director Clínico do Vitória de Setúbal de 2009 a 2011.
Em 2008, com a patente de Tenente foi o Médico Oficial da Força Nacional Destacada no Afeganistão, tendo feito parte da 1a Companhia de Comandos que constituiu a Quick Reaction Force da ISAF-NATO. Por serviços desempenhados nessa missão foi louvado e condecorado com a Medalha D. Afonso Henriques.
Desde 2009 que é Capitão do Exército Português.
Em 2011 ingressou no Departamento Médico do Sporting Clube de Portugal e é Director Clínico do mesmo entre 2011 e 2018.
Em 2015 cria e assume a Direcção Clinica da Comcorpus Clinic.
Em 2016 obteve o grau de especialista em Medicina Desportiva, pela Ordem dos Médicos.
Co-autor do livro “Traumatologia Desportiva”, Pessoa P, Jones H – 2015.
Fundador e Presidente das Jornadas Internacionais de Medicina Desportiva do S.C.P. .
Apresentou mais de 30 comunicações sobre temas de reabilitação em Reuniões Clínicas, Cursos pós-graduados, Jornadas, Simpósios e Congressos.
  http://www.comcorpus.pt/index.php/pt/quem-somos/corpo-clinico/2-dr-frederico-varandas


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