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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

HÁ 4 ANOS, PATRICE TROVOADA E SEU PAI, MIGUEL TROVOADA LOGRARAM ENGANAR MUITA GENTE EM PORTUGAL - RECORDANDO TAMBÉM OS ACALORADOS DIAS DA DINÂMICA ASSOCIAÇÃO CÍVICA, PRÓ-MLSTP

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise
Patrice Trovoda, parido e educado fora de STP  - apenas veio saquear as Ilhas
 E ATÉ FOI CRIADO UM MANIFESTO PELA DEMOCRACIA EM STP - "Portugueses criam e aderem ao Manifesto pela Democracia em STP

Aumenta o número de portugueses subscritores de um manifesto, que um grupo deles decidiu lançar após uma refeição conjunta no passado dia 18 de Setembro. Dentre outros apelos, o grupo de cidadãos portugueses, quer que a campanha eleitoral para as eleições de 12 de Outubro, seja sem restrições de expressão e reunião, e que as eleições sejam livres, transparentes e democráticas.

São Tomé e Príncipe que desde o advento da democracia pluralista em 1990, é considerado pela comunidade internacional como exemplo singular em África com destaque para a região de África Central, pela forma pacífica, ordeira, livre e transparente como realiza todos os actos eleitorais até a presente data, ao ponto de os resultados das eleições terem sido sempre aceites por todos os envolvidos, é agora confrontado com um manifesto nascido em Lisboa, a pedir democracia e transparência nas eleições de 12 DE Outubro https://www.telanon.info/sociedade/2014/10/02/17576/portugueses-criam-e-aderem-ao-manifesto-pela-democracia-em-stp/

EM 2014-  - PATRICE TROVOADA, DEPOIS DE TER ENCENADO UMA GRANDE CAMPANHA EM PORTUGAL, ONDE SE REFUGIOU, QUE LHE PERMITIU REGRESSAR, EM VOO DE JATO PRIVADO,  ACOMPANHADO DE DEPUTADOS PORTUGUESES - CDS-PSD E PS - ALÉM DE TER EVITADO SER PRESO - E HAVIA BASTOS FUNDAMENTOS PARA IR PARAR ATRÁS DAS GRADES - AINDA ENGANOU MUITA GENTE  - PELO MENOS LOGROU CONCRETIZAR AS SUAS BANHADAS, COM DINHEIRO SACADO AO POVO- 


 DO BLÁ BLÁ BLÁ! AO BLUFF FIASCO- PINTA CABRA 


Ribeiro e Castro (CDS) Ao centro e ao lado de Patrice
06-10-2018 "Vão escolher entre Patrice Trovoada, chefe de um governo do ADI, ou Jorge Bom Jesus a tentar controlar MLSTP, fação um, fação dois, fação três, PCD, MDFM, UDD, PTS, UMDP, blá blá blá blá blá blá blá", afirmou, no comício de encerramento da campanha eleitoral, perante uma multidão que enchia o recinto junto ao Estádio Nacional 12 de Julho, na capital são-tomense, que então acusou a oposição de ter "a medalha de ouro das mentiras"https://www.dn.pt/mundo/interior/sao-tomeeleicoes-candidato-no-poder-dramatiza-pedido-para-renovar-maioria-absoluta-9958475.html



7/10/2018, 14:39"Eu acho que fizemos um bom trabalho, na campanha eleitoral, mas sobretudo em quatro anos de governação, e eu espero que os são-tomenses reconheçam isso", afirmou aos jornalistas Patrice Trovoada. https://observador.pt/2018/10/07/candidato-a-novo-mandato-no-governo-de-sao-tome-espera-reconhecimento-do-bom-trabalho/


ESTE O TEXTO QUE EDITAMOS EM 21 DE OUTUBRO DE 2014


Finalmente, o 22 de Novembro, está à porta, e, nesse dia, a  tomada de posse dos novos deputados da Assembleia Nacional, saídos das eleições legislativas do passado dia 12 de Outubro, cerimónia que decorrerá  no auditório do Palácio dos Congressos , com a presença de cerca de duas centenas de convidados, entre os quais representantes diplomáticos das Embaixadas de Estados estrangeiros e parceiros internacionais acreditados em São Tomé e Príncipe. 

Depois de um compasso de espera, mais longo que o habitual, espera-se que a capital de São Tomé e Príncipe, volte a conhecer um dia especialmente movimentado e a despertar as atenções da curiosidade internacional – Sim, já  vão longe os ecos dos dias agitados dos comícios e da festiva propaganda eleitoral, agora é a vez dos deputados eleitos tomarem posse das suas altas funções e de se ouvir o discurso ponderado e conciliador do Presidente da República Santomense, Manuel Pinto da Costa.


Segundo noticias  divulgados, «Trata-se de uma cerimónia que vai testemunhar perante o mundo e África a vitalidade da democracia e do Estado de Direito, onde a alternância se faz sem perturbações e respeitando as Leis da República»

Como é do conhecimento público, as eleições simultâneas com as Autárquicas foram ganhas pelo partido Acção Democrática Independente (ADI) com quatro das seis Câmaras Municipais. Na Regional da ilha do Príncipe, o ADI alcançou maioria absoluta com 33 dos 55 deputados do Parlamento

Realizada a  tomada de posse dos novos deputados, que decorrerá, naturalmente,  no espaço nobre da Assembleia Nacional,  segue-se a cerimónia da nomeação do Presidente, vice-Presidente, Conselho de Administração e do Secretário-geral, que culminará com o discursos oficiais das duas figuras maiores da Nação: com as palavras do Presidente da Assembleia Nacional, bem assim   do Chefe de Estado, Manuel Pinto da Costa, que  encerrarão o importante acontecimento democrático.

Estes os primeiros passos, com os quais se abrirão os caminho para a cerimónia do empossamento do XVI Governo constitucional, liderado por Patrice Trovoada – Só depois desse ato é que então se dará inicio a um novo ciclo governativo, que se deseja estável e  pugne pelo bem-estar e progresso do Povo de São Tomé e Príncipe, já que, até hoje, nenhum governo logrou chegar ao fim da legislatura. 

RECORDANDO OS ACALORADOS DIAS DA DINÂMICA ASSOCIAÇÃO CÍVICA, PRÓ-MLSTP

Os dias que antecederam a proclamação da independência de São Tomé e Príncipe, já quase se vão esfumando com o imparável calendário  do tempo, todavia, merecem ser recordados, e é  também  o propósito desta postagem, com algumas fotos e textos, de minha autoria, publicados, na Revista Semana Ilustrada, acerca das primeiras manifestações públicas  do movimento pró-independentista,  em vésperas de mais um dia histórico na consolidação da democracia e do multipartidarismo das Ilhas Verdes do Equador -



   Imagens e palavras históricas – Comício Público

São Tomé – Julho 1974 

“Independência Total de S. Tomé e Príncipe é o que o Povo quer. Era o grito, vibrado em uníssono, por largos milhares de santomenses, no seu dialecto, numa grandiosa manifestação organizada pela Associação Cívica Pró-Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe.





A  referida manifestação teve lugar num sábado à tarde. Principiou no Riboque, sede daquela Associação Cívica, foi engrossando à medida  que ia percorrendo as principais ruas e avenidas da cidade de S. Tomé,  e terminou mais tarde no mesmo local, num verdadeiro mar de gente, em calorosa exaltação de confiança e de apoio ao novo destino político que o Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe, com sede em Libreville, Gabão, pretende dar a estas terras e às suas populações.


Dirigiam o prolongado e grosso cortejo de manifestantes, os irmãos, Costa Alegre, que, sobre o tejadilho de um carro, proferiram frases de apoio não só ao Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, como aos mais representativos Movimentos dos outros territórios, sob domínio portugês, cujos nomes, seguidamente, eram repetidos em coro pela multidão



Registaram-se algumas paragens, durante as quais os dois irmãos Costa Alegre chamaram a atenção do Povo para a necessidade imediata da independência total e das vicissitudes que o colonialismo lhes havia imposto ao longo de séculos. Fez-se ainda a leitura de alguns panfletos, que no final foram distribuídos a todos os manifestantes,  e nos quais se referia que “só com a independência total  as riquezas que o Povo de S. Tomé e Príncipe produz servirão Povo. E ainda: “A instrução, a assistência médica para servir o Povo de S. Tomé e Príncipe, só com a independência total, pois com ela haverá o controlo da riqueza pelo Povo para satisfação das necessidades do Povo” e noutro passo a seguinte frase: “Enquanto a riqueza continuar a sair para o estrangeiro, para servir alguns, o Povo de s. Tomé e Príncipe não será verdadeiramente livre”


A dita manifestação, a primeira até agora levada a cabo, decorreu, embora calorosa, como o maior aprumo, ordem e civismo.
Julho – 1974 - A associação Cívica pró-Movimento Libertação de São Tomé e Príncipe promoveu há dias  o seu primeiro Comício.

Teve lugar frente ao  largo do mercado Municipal, e congregou enorme multidão de simpatizantes daquela Associação Cívica.

Nos panfletos distribuídos a toda a assistência podia ler-se: "O M.L.S.T.P. (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe) definiu sempre como único meio para a satisfação das necessidades do povo de São Tomé e Príncipe, a independência total, o que significa o fim da exploração, o combate à fome, à miséria, ao analfabetismo, à doença crónica, que o colonialismo nos deixa, depois de 500 anos de dominação. A nossa causa é justa e para a sua total realização, o Povo de São Tomé e Príncipe precisa de conhecer quem são os seus inimigos.
Lotamos contra a exploração que nos brutaliza e oprime. Os inimigos são, portanto, os exploradores, os colonialistas"

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