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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

ADI SOFRE DERROTA DA COLIGAÇÃO UNIDA QUE CHUTOU O "PINTA-CABRA" E ELEGEU O DEPUTADO DELFIM NEVES A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL - A TRIBO DE TROVOADA TEM DE SE AFASTAR IMEDIATAMENTE DA GOVERNAÇÃO – - Diz quem sabe: "SE A OPOSIÇÃO TIVER A MAIORIA, DEIXARÁ DE SER OPOSIÇÃO E FORMARÁ GOVERNO - SÃO TOMÉ É UM PEQUENO PAIS, DESEJO QUE TENHA PAZ E CONCÓRDIA - Palavras do Prof. Jorge Miranda, considerado “o pai da constituição portuguesa e o autor do projeto da Constituição de STP, a pedido do então Presidente Manuel Pinto da Costa, de quem ficou com uma impressão muito positiva,Oposição UNIDA CHUTOU Pinta-Cabra, elegeu o deputado Delfim Neves, a Presidente da Assembleia Nacional, com 28 votos, mais três de que Carlos Correia 25 - E confirma a derrota da ADI de Patrice Trovoada, ausente no estrangeiro desde Sábado passado - Presidente da República, Evaristo Carvalho, tem de aceitar o resultado e acatar a lei constitucional.

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Contámos editar o video das palavras transcritas do constitucionalista Jorge Miranda 

Imagem Téla Nõn 









São Tomé e Príncipe:   Oposição unida  vence a turma do Pinta-Cabra, elegendo o deputado Delfim Neves, a Presidente da Assembleia Nacional, com 28 votos, mais três de que Carlos Correia 25  -  Confirmando, assim,   derrota  da ADI de Patrice Trovoada, ausente no estrangeiro desde Sábado passado  - Que é donde, de facto, nunca mais deveria regressar: 

BIOGRAFIA DE UM SAFADO - O estrangeirado Emery, é por natureza o típico  egoísta, insensível ao sofrimento alheio e mal agradecido, tipo do "bom vivant" 

que  não reconhece amizades com ninguém nem o significado que tem a palavra  amizade ou solidariedade: todo ele é egoísmo, farsa, cinismo e pose.  Confessa-se “um convicto muçulmano mas gosta de se enfrascar em álcool e de vez em quando uma boa carne, gosto de saborear a vida, sou um ‘bom-vivant’». 

Admite ainda ser ambicioso, mas no «bom sentido da palavra» (?) e considera-se altruísta (?) porque gosta de partilhar, embora lamente que isso seja encarado por uma «certa classe política de gente egoísta» como arrogância porque tem a visão de que «se [uma pessoa] partilha é porque tem muito»....  -Estes, sôfregos?... Quanto mais têm mais querem

Mas o que ele partilha? E em que ele foi alguma vez altruísta? Se nem uma dobra aumentou  às pensões de fome de 20 euros - 
"Entre as suas paixões, elege os desportos de combate, que pratica desde pequeno, e hoje em dia faz boxe tailandês, (muay thai) seis vezes por semana com o seu «personal trainer».- Muçulmano convicto, converteu-se ao islamismo em Paris em 1984, incentivado pelo amigo Ali Bongo, filho de Omar Bongo, ex-Presidente do Gabão, país onde nasceu e onde passou a adolescência. «Tínhamos namoradas nos mesmos círculos. Durante as férias escolares, corríamos a cidade de motos (…) eu ia com o Ali Bongo no seu Maserati...», descreveu, no posfácio da sua biografia autorizada, «Patrice Trovoada – Uma voz africana», de Carlos Oliveira Santos, lançada em setembro.

Empregando um termo de Jorge Amado, que, brilhantemente,  liderou a bancada do MLSTP-PSD, quando denunciava que, o partido ADI, tinha sido fundado nos negócios de contrabando e droga, frisando: voês são novos; não têm culpa e  conhecem o  passado do ADI - Sim, mas têm ao menos de apreender com os erros do presente: O partido ADI é formado por pessoas, como todos os partidos. O mau é quando essas pessoas não aprendem a autonomizarem-se do cheep do chefe?  

EVARISTO DE CARVALHO - LIBERTA-TE DO CINISMO DE PATRICE TROVOADA - E AFASTA-TE DE QUEM JÁ TE QUIS MATAR


Não foi por acaso que te sugeri para te sentares nessa pedra
Conhecemos-nos  desse o tempo em que ambos trabalhávamos na Brigada de Fomento Agro-Pecuária: tu, como chefe de secretaria - num posto a que raros santomenses logravam alcançar - eu, como simples técnico agrícola estagiário- 

Como reconhecerás,  tive sempre um bom relacionamento contigo e não gostaria de o perder:  pois eras das poucas pessoas, de quem, a uma palavra que se lhe dirigisse, vinha sempre uma outra acompanhado com um amável sorriso  - 

Cultivaste esse hábito e creio que foi através dele que também  aprendeste  a subir a corda da vida;   não fica mal a  um politico e não é defeito é uma virtude. Mas terás de te convencer que,  as gracinhas e os sorrisos que o chefe te dispensa, quando  te abraça ou aperta a mão, é descarado teatro:  não tem a mesma seriedade que o teu: é simplesmente o sorriso cínico de quem só quer receber e nao dar nada e troca - Daquele género de criaturas que usam as outras ,como papel decartável da casa de banho ou com a mesma ligeireza que mudam de  meias. 

EVARISTO: - A PEDRA QUE TE OFERECI  - EM FORMA DE AMULETO - NÃO É UMA PEDRA QUALQUER  -  NÃO PERMITAS QUE SEJA VENHA A SER UMA PEDRA NO SAPATO - BEM PELO CONTRÁRIO, A DESCALÇADEIRA 

Na Lagoa azul, onde nos encontrámos e lhe te algumas dezenas de fotografias: algumas das quais, já muito populares, nomeadamente as poses sentado nem duas pedras

Pediste-me as minhas opiniões, quando me revelaste que te ia candidatar a PR - Falámos e trocamos amigavelmente ideias longamente sobre o assunto.   Pois bem:  se estivesse agora junto dele, dir-lhe-ia: distancia-te dos demónios e não sejas seu escravo ou mordomo

Lembrar-te-às, certamente, da pedra em forma de calçadeira que te dei: espero que ainda a conserves e a tenhas guardado, pois creio que tem dado sorte, quando não, talvez já te tivesses levado  algum balázio - pois creio ter havido instruções nesse sentido; mas por gente da tua casa militar, com as munições do teus paióis   e por ordens dos que te abraçam como judas fez a Cristo. 

Não penses que foram os espanhóis: exerce a tua influência para serem mandados em paz para junto das suas famílias;  eles foram simplesmente traídos e usados como como embrulho para carne de talho. 

O teu amigo, como já não sabe como hã-de descalçar a bota, mandou-lhe dizer que os soltaria se se declarassem culpados. Até onde vai a estupidez,  a malvadeza

A propósito da dita pedra, lembrar-te-ei, como então também reconheceste, que não é uma pedra vulgar nem talhada pela Natureza  é o melhor amuleto que alguma vez tivesse na tua vida;

Tens que saber distanciar-se desses farsantes, que nunca souberam o que são privações, como tu conheceste na tua meninice, as dificuldades por que passaste na tua infância e adolescência e o que custa a ganhar o pão que  o diabo amassa.   Haverás, pois,  de concluir, mais cedo ou mais tarde, que, Patrice Trovoada que se diz teu amigo, tal criatura só  conhece o seu umbigo, que até gosta de aconchegar quando faz discursata - 

É das tais pessoas,  tal como alguns cadastrados que já entrevistei, capazes de cortar um dedo para sacar um anel. Toma cuidado com a tua vida:  olha que o objectivo dele não é o de regressar a PM mas o de tomar o lugar

DELFIM NEVES ELEITO NOVO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL DE STP – “Contrariamente às afirmações oficiais de Patrice Trovoada e Levy Nazaré, o Movimento Cauê (MCI-STP) não votou para o candidato do ADI a Presidente da Assembleia Nacional, tendo em consideração que António Monteiro, Presidente do Movimento não votou, tendo ainda em consideração que houve um boletim em branco, que tudo indica ser da segunda deputada do mesmo Movimento, Beatriz de Azevedo: - Delfim Neves 28 - Carlos Correia 25 - Abstenção 1 - António Monteiro não votou -  - Comentou, Octávio bandeira, em informar com Verdade


"Delfim Neves é vice-presidente do Partido do Partido da Convergência Democrata (PCD), que liderou a coligação com o Movimento Democrático Força de Mudança 
MDFM) e a União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), nas eleições de 07 de outubro, em que obteve cinco assentos parlamentares.
Para o lugar de Vice-presidente da AN, foi proposto o candidato Guilherme Otaviano, um empresário e deputado eleito pelo MLSTP-PSD no distrito de Mé Zóchi, o segundo maior do país.
Pelo lado da  Ação Democrática Independente (ADI),este partido propôs a candidatura de Carlos Correia Cassandra para o cargo de presidente da Assembleia Nacional, que foi derrotada por Delfim Neves"
BABAY BAY
Aquando da invasão da AN por tropas ruandesas

PELO QUE IA TRANSPARECENDO NOS VIDEOS, EM DIRETO, ATÉ CHEGOU A PARECER QUE OS DEPUTADOS
CONSTITUÍAM UMA ÚNICA FAMÍLIA POLITICA – HAVENDO MESMO ALGUMAS SONORAS  GARGALHADAS NA SALA – 

OXALÁ SEJA O ADVENTO DE  NOVOS TEMPOS, BEM  MAIS CONCILIADORES E CONSTRUTIVOS,  QUE  OS DA MÁ MEMÓRIA  CULTIVADOS PELA MAIORIA, AGORA DERROTADA, CUJO LÍDER DO PARTIDO E DO GOVERNO, SE DEU AO DESPLANTE DE ORDENAR A INVASÃO  DA CASA DA DEMOCRACIA, COM A AFRONTOSA PRESENÇA DE TROPA RUANDESA. - Pirou-se, sábado passado, clandestinamente, em voo de jacto -Deseja-se que mude de azimute de vez  e deixe em paz as ilhas onde nem foi gerado nem parido nem criado

Com efeito, a 1ª Sessão da AN  da  XI legislatura, que teve início às 09horas, 08h00, em Portugal,  visando dar posse aos 55 deputados  eleitos no dia  7 de Outubro, além da eleição do  Presidente da Assembleia Nacional, bem com dos membros  da Mesa Definitiva e dos Membros do Conselho de Administração  da NA, foi atentamente seguida em vídeo, com transmissões em direto e comentários nas redes sociais,  função  uma vez mais, ignorada pela rádio  e televisão, receando, porventura,  que o regime  pudesse ser beliscado – No entanto, constatou-se que  decorrera em  ambiente calmo e num clima diferente e menos crispado de  sessões anteriores,  provocadas  por uma bancada,  que, por dispor de maioria folgada,  era tentada a impor o seu autoritarismo e arrogância

O DESPUDOR DO CANDIDATO CARLOS CASSANDRA FOI LIMINARMENTE REJEITADO -




No exterior, prevêem-se festejos, no final da sessão, que certamente irão prolongar-se já pela noite adentro, uma vez que “todos os caminhos e atenções estão virados para o Palácio dos Congressos – diz cartaz que previamente anunciava a festa da tomada de posse dos novos deputados, na convicção de que a confirmação da vitória era inevitável –

JÁ VISTE ISTO, Ó EVARISTO?
E, a verdade,  contrariamente ao que o partido de Patrice Trovoada, esperava, na expetativa de  virar a cabeça algum deputado da oposição, supondo, porventura,  que poderia fazer o mesmo com  a isca dos banhos que é fácil lançar ao humilde  cidadão, que tem de se conformar com pensões miseráveis de 20 euros ou 40 de ordenado mínimo – e para quem o tem -, pois terá que reconhecer que, a democracia é também alternância do poder e não ditadura, a imposição de uma única vontade, pelo que, a partir de hoje, o poder governativo passou, incontestavelmente,  para os partidos da coligação

Esta é pois  também a decisão que o Presidente da República, tem de respeitar e não continuar a servir de “pau-mandado”, tal o alcunha como já  é conhecido

De resto, este tem sido também o apelo, já por várias vezes reiterado, ao Chefe de Estado, por parte da oposição – e cuja vitória é agora reforçada com pelo mais importante órgão de soberania legislativo – é legitimamente proclamada.

Precisam de acreditar no futuro
A nova força politica, apelou para que, a pós as eleições, possa  indigitar logo um Executivo formado pelo MLSTP-PSD e a coligação  a coligação PCD-UDD-MDFM, garantindo que um Governo do partido mais votado, Ação Democtática Independente, cairá no Parlamento, com a maioria a chumbar o seu programa. No entanto, Evaristo Carvalho disse que rejeitava ceder a "pressões" da oposição.

imagem de campanha do MLSTP
Ficando, assim, por terra, as pretensões do Partido de Patrice Trovoada, que, apesar de não ter a maioria, tem vindo  com o alegado pretexto   de  “o Partido vencedor indicando o ministro Olinto Daio  para chefiar próximo Governo"

A decisão foi tomada pela direção do partido atualmente no poder, após o primeiro-ministro cessante, Patrice Trovoada, ter anunciado que não pretendia liderar um novo executivo, na sequência das legislativas de 07 de outubro, que o seu partido venceu com maioria simples (25 em 55 lugares na Assembleia Nacional). https://www.dn.pt/lusa/interior/sao-tomeeleicoes-partido-vencedor-indica-ministro-para-chefiar-proximo-governo-10205680.html

EVARISTO CARVALHO, SE DESCONHECE AS NORMAS DA CONSTITUIÇÃO, AQUI LHE DEIXO O CABAL ESCLARECIMENTO DO PROF. DOUTOR, JORGE MIRANDA  “AUTOR DO PROJECTO DA CONSTITUIÇÃO DE STP QUE DIZ:

"Num Governo parlamentar ou num governo semipresidencial, a maioria é que forma o Governo.
Tanto quanto eu sei, em São Tomé, não há nenhum partido com a maioria absoluta: o partido de Patrice Trovoada, teve maioria relativa mas não teve maioria absoluta, julgo que, com outro partido, não consegue formar governo, e, ao que parece, havendo da atual oposição, até agora, uma coligação ou possível coligação com maioria absoluta, então deve ser essa coligação  a formar Governo: algo semelhante, de certa maneira, verificou-se em Portugal, há três anos.


A honrosa entrevista, que nos concedeu, já foi largamente divulgada, em vídeo,  nas redes sociais – Mas vamos também editá.la neste nosso site – Estamos a ilustrá-la com outras imagens  para editarmos, igualmente em vídeo - Entretanto aqui lhe deixámos as suas  palavras:

CONSTITUCIONALISTA JORGE MIRANDA, ESCLARECE: - SE A OPOSIÇÃO TIVER A MAIORIA, DEIXARÁ DE SER OPOSIÇÃO E FORMARÁ GOVERNO   - SÃO TOMÉ É UM PEQUENO PAIS, DESEJO QUE TENHA PAZ E CONCÓRDIA   - Declarou-nos,  o Prof. Jorge Miranda, considerado “o pai da constituição portuguesa e o autor do projeto da Constituição de STP, a pedido do então Presidente Manuel Pinto da Costa, de quem ficou com uma impressão muito positiva 

O  Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde continua a ministrar aulas nos cursos de mestrado e de doutoramento, num intervalo da sua  prestigiada atividade docente, disponibilizou-se a contribuir para o esclarecimento das normas constitucionais que devem ser seguidas  pelo Presidente da República e dos partidos. .

QUANDO HÁ UMA MAIORIA DE APOIO A UM GOVERNO, ESSA MAIORIA DEVE CONSTITUIR GOVERNO   MESMO QUE SEJA O PARTIDO MAIS VOTADO -SÃO TOMÉ É UM PEQUENO PAIS, DESEJO QUE TENHA PAZ E CONCÓRDIA


"
Tanto quanto eu sei, em São Tomé, não há nenhum partido com a maioria absoluta: o

partido de Patrice Trovoada, teve maioria relativa mas não te maioria absoluta , julgo que, com outro partido, não consegue formar governo, e, ao que parece, havendo da atual oposição, até agora, uma coligação ou possível coligação com maioria absoluta, então deve ser essa coligação  a formar Governo: algo semelhante, de certa maneira, verificou-se em Portugal, há três anos – 


Declarações do Prof  Jorge Miranda,   considerado  “o pai da constituição portuguesa e o autor do projeto da Constituição de STP, a pedido do então Presidente Manuel Pinto da Costa - Palavras extraídas de uma entrevista, de que já fizemos eco, através de um video, largamente divulgado no Facebook, , que nos concedeu no intervalo de uma das suas aulas, na Faculdade de Direito  de Lisboa.


Jorge Miranda é um dos mais distintos constitucionalistas portugueses. É Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde continua a ministrar aulas nos cursos de mestrado e de doutoramento. É também Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Desenvolve investigação nas áreas do Direito Constitucional, da Ciência Política e do Direito Internacional. Os seus interesses específicos recaem sobre Direito Fundamentais, Teoria da Democracia, Direito Eleitoral e Referendário, as Relações entre Constituição e Direito Internacional e a estrutura das normas constitucionais. Desenvolve projectos de investigação em todas estas frentes e é o Investigador Principal, no âmbito do Centro de Investigação em Direito Público (CIDP), do projecto de investigação plurianual com o título Informal Changes in Constitutional Law, com um enfoque na problemática da “Mutação Tácita” da Constituição no Direito Constitucional Português, Europeu e da América do Sul. Participou activamente na redacção da Constituição Portuguesa e das Constituições de Timor-Leste e de São Tomé e Príncipe. É Professor Honorário da Universidade do Ceará e recebeu o título de Doutor Honoris Causa de várias instituições como a Universidade do Porto, a Universidade de Lovaina, a Universidade de Vale do Rio dos Sinos e a Universidade de Pau. Foi condecorado com várias distinções entre as quais a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e a Comenda da Ordem de Santiago de Espada. Entre as inúmeras obras que publicou são de destacar o Manual de Direito Constitucional (em sete volumes), a Teoria do Estado e da Constituição e o Curso de Direito Internacional Público. Publicou ainda vários artigos de grande relevância científica e impacto público em Espanha, no Brasil, em Itália e em França. https://www.icjp.pt/corpo-docente/docente/1898


De referir que, Patrice Trovoada já foi primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe duas vezes, tendo sido destituído em 2012 e o seu Governo substituído por outro de "iniciativa presidencial", considerado "ilegal" e "inconstitucional" pelo constitucionalista Jorge Miranda.

 SE A OPOSIÇÃO TIVER A MAIORIA, DEIXARÁ DE SER OPOSIÇÃO E FORMARÁ GOVERNO   - SÃO TOMÉ É UM PEQUENO PAIS, DESEJO QUE TENHA PAZ E CONCÓRDIA   - Declarou-nos,, numa amável e honrosa entrevista, que reproduzimos neste vídeo, o Prof. Jorge Miranda, considerado  “o pai da constituição portuguesa e o autor do projeto da Constituição de STP, a pedido do então Presidente Manuel Pinto da Costa, de quem ficou com uma impressão muito positiva,

JTM - Sr. Professor: - Neste momento, há uma grande confusão em S. Tomé: o partido ADI, de Patrice Trovoada, embora tivesse ganho as eleições, não É  maioritário: a oposição, tem a maioria – Qual é a sua opinião sobre esta leitura?

Jorge Miranda - Num Governo parlamentar ou num governo semipresidencial, a maioria é que forma o Governo.
Tanto quanto eu sei, em São Tomé, não há nenhum partido com a maioria absoluta: o partido de Patrice Trovoada, teve maioria relativa mas não teve maioria absoluta, julgo que, com outro partido, não consegue formar governo, e, ao que parece, havendo da atual oposição, até agora, uma coligação ou possível coligação com maioria absoluta, então deve ser essa coligação  a formar Governo: algo semelhante, de certa maneira, verificou-se em Portugal, há três anos.
Há 3 anos, nas eleições de 2015, verificou-se que o partido social democrata era o partido mais votado, mas não tinha maioria relativa. Ainda chegou a formar Goveno mas esse Governo não passou na AR,
E o PR, de então, teve de nomear para PM, o chefe do 2º partido mais votado, que obteve o apoio dos outros partidos, e com isso, conseguiu passar nos outros partidos  passar no Parlamento.

JTM – A chamada geringonça?

Jorge Miranda: Há quem lhe chame esse nome: eu confesso que  não gosto de usar esse nome. Mas, em termos jurídico-políticos, não tem sentido.
O que tem sentido é que, ,quando há uma maioria de  apoio a um governo ou não desapoio  ao governo! – No caso português, talvez seja melhor preferível dizer que a maioria é de não desapoio ao Governo, essa maioria deve poder constituir governo, essa maioria deve constituir Governo; mesmo que, o partido que formou governo, não tenha a maioria absoluta ou não ser o partido mais votado no parlamento: o que interessa é que haja uma maioria  para apoiar ou desapoiar um governo

JTM - Sr. Professor: - Neste momento, há uma grande confusão em S. Tomé: o partido.
ADI, de Patrice Trovoada, embora tivesse ganho as eleições, não é maioritário: a oposição, tem a maioria– Qual é a sua opinião sobre esta leitura?
Neste momento, o poder e o dever da crise , cabe ao Presidente da República. Quem deve ter neste momento um papel ativo É o Presidente da República


Jorge Miranda - Num Governo parlamentar ou num governo semipresidencial,  a maioria é que forma o Governo.
Tanto quanto eu sei, em São Tomé, não há nenhum partido com a maioria absoluta: o partido de Patrice Trovoada, teve maioria relativa mas não teve maioria absoluta , julgo que, com outro partido, não consegue formar governo, e, ao que parece, havendo da atual oposição, até agora, uma coligação ou possível coligação com maioria absoluta, então deve ser essa coligação  a formar Governo: algo semelhante, de certa maneira, verificou-se em Portugal, há três anos.
Há 3 anos, nas eleições de 2015, verificou-se que o partido social democrata era o partido mais votado, mas não tinha maioria relativa. Ainda chegou a formar Governo mas esse Governo não passou na AR,

E o PR, de então, teve de nomear para PM, o chefe do 2º partido mais votado, que obteve o apoio dos outros partidos, e com isso, conseguiu passar nos outros partidos passar no Parlamento.

JTM – A chamada geringonça?

Jorge Miranda: Há quem lhe chame esse nome: eu confesso que  não gosto de usar esse nome. Mas, em termos jurídico-políticos, não tem sentido.
O que tem sentido é que, quando há uma maioria de  apoio a um governo ou não desapoio  ao governo! – No caso português, talvez seja melhor preferível dizer que a maioria é de não desapoio ao Governo, essa maioria deve poder constituir governo, essa maioria deve constituir Governo; mesmo que, o partido que formou governo, não tenha a maioria absoluta ou não ser o partido mais votado no parlamento: o que interessa é que haja uma maioria  para apoiar ou desapoiar um governo

JTM – Sr. Professor: eu conheço o Evaristo Carvalho: foi meu colega na Brigada de Fomento Agropecuário; somos velhos amigo.   – É   uma pessoa de quem eu tenho  consideração mas é considerado muito passivo. E, neste momento, qual deve ser a posição dele: deve convocar a Assembleia, como ele já anunciou  ou convocar a Assembleia? O que é que deve fazer, em sua opinião?... Face à leitura destes resultados, o que é o Presidente da República, deverá  fazer?

Jorge Miranda: Isso  não me compete a mim  responder…. Penso que, base nos prazos constitucionais,  ainda há reuniões,

JTM -  A próxima reunião da Assembleia está marcada para o dia 22 de Novembro
Jorge Miranda : Portanto,  no dia 22 de Novembro!  É um prazo bastante longo, entre  as eleições e a primeira reunião da Assembleia! Até lá, julgo eu,  o Presidente, poderá     envidar esforços para ver se há um governo possível! De maneira a que, S. Tomé, não fique numa situação de paralisia  ou de alguma instabilidade durante esse período
Portanto, o Sr. Presidente, na minha opinião pessoal – com o devido respeito, deveria procurar até 22 de Novembro, saber quais são as soluções possíveis.
Tendo em conta a solução mais provável - tendo em conta  a composição do parlamento, então devia encaminhar as coisas, de maneira que, logo que Assembleia reunisse, fosse possível formar um Governo.

JTM – Portanto, segundo a Constituição de STP, compete ao Presidente da República, fazer a leitura dos resultados e depois nomear, não é?

Jorge Miranda – É como em Portugal! A Constituição é muito parecida  com a portuguesa: também o governo é formado com base nos resultados eleitorais mas o Presidente  da República faz a leitura:
Aqui, em Portugal, o Presidente Cavaco Silva,  entendeu nomear o partido mais votado, embora sem ter a maioria absoluta, e, sem ter a maioria absoluta, formou-se esse governo, que durou 4 semana    e depois não passou no Parlamento! E, depois, então, recorreu-se ao expediente de formar um governo com o partido socialista e com o não desapoio do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda
Pode-se fazer uma crítica: é que se perderam 4 semanas inutilmente. Em todo o modo, era o parecer do Presidente da República e ele fez isso com boas intenções, até por eventualmente temer que, o Bloco de Esquerda e o Partido   Comunista, não estivessem dispostos a deixar passar o Partido Socialista, tendo em conta  a história das relações entre o Partido Socialista e o Partido Comunista.

JTM – Neste momento, o Sr. Primeiro-ministro, ainda, encontra-se em Lisboa, tendo abandonado o país, antes da leitura dos resultados eleitorais pelo Tribunal Constitucional . E disse, nas entrevistas, que está  a enveredar contatos aqui, para formar Governo: - Inclusivamente, , ontem, um  dirigente da AD, veio dizer que ia fazer contatos para formar governo!
Jorge Miranda – Mas em Lisboa?!...

JTM – Em lisboa e lá em S. Tomé!...Em lisboa, até já deu entrevistas à televisão!...

Jorge Miranda: Isso, eventualmente, é a partir do que aconteceu com Pedro Passos Coelho, há três anos!... Se ele tem essa liberdade, não discuto! O problema é da viabilidade desse governo!


JTM – Sabe que há certo receio! Patrice Trovoada, ele conseguiu!... Enfim, não quero entrar nesses pormenores!... Mas ele criou um clima de grande suspeição!... E receia-se, que, eventualmente, ele possa – porque é uma pessoa poderosa! Com muito poder económico! -  possa, eventualmente, quando reunir a Assembleia  - passe a expressão – aliciar alguns deputados!

Jorge Miranda – Ah, mas sobre isso já não me pronuncio!...

JTM – Claro, com certeza… Portanto, Sr. Professor , muito obrigado pela sua atenção! … Mas acha que o Primeiro-ministro deveria estar em S. Tomé? … Ele diz que não quis interferir!... Aliás, note que ele foi encontrar-se com Bongo, no Gabão, que lhe mandou uma embaixada liderada por um general  para ir ao Tribunal Constitucional a interferir! O que foi muito mal encarado!
Neste momento, ele está cá: diz que vai continuar a fazer contatos internacionais! Visitas privadas com empresários, etc. Isso é uma questão interna, obviamente. Mas, na sua perspetiva, em seu entender, qual acha como o PM deveria proceder?... Estar em S. Tomé!..
A esta pergunta, Jorge Miranda,  não quis pronunciar-se: entendendo, naturalmente, que é uma questão  de ordem pessoal, um problema politico,  preferindo apenas pronuncia-se no plano jurídico:

Jorge Miranda - “O que deve haver é uma maioria de apoio  ou não desapoio ao Governo” E essa é que é a grande responsabilidade do Presidente da República!
Portanto, neste momento,   o poder e o dever da resolução da crise, cabe ao Presidente da República! Portanto, quem deve ter um papel ativo é o Presidente da República

JTM – Também se disse, que ele quererá enveredar esforços, antes de reunir à Assembleia!

Jorge Miranda: Acho que sim! Acho que é o que deve fazer

JTM – Faltou-nos, no entanto, dizer (pois, o Sr. Professor, concedeu-nos alguns minutos,  no intervalo da sua agenda ) que, as iniciativas, deste âmbito, até agora têm sido mais da parte da oposição de que dele -  Preferindo, continuar a  colocar-se no papel do pau-mandado - alcunha por  que já é conhecido -,  servindo  os  interesses de  Patrice Trovoada,  de que os do povo.

- Portanto – insistindo na questão, aclarando:  podemos dizer, que, numa primeira análise,  quem tem a maioria é a  chamada oposição…

Jorge Miranda  -  A chamada oposição se tiver a maioria, deixará de ser oposição  é s sustentará um governo

JTM – Nesse caso, então não  seria mais prudente , ser já o PR a encarar essa possibilidade?

Jorge Miranda: eu compreendo, que,  o Sr. Presidente da República  queira esperar pela reunião da Assembleia…. Pode fazer essas diligências, contatos, tomar essas iniciativas, mas,  formalmente,   compreendo que, só depois  da Assembleia, ter reunido a 1ª reunião, toma uma decisão.

JTM – O Sr. Prof já uma vez deu um parecer!... Quando Patrice Trovoada,  tinha sido  afastado!... Recorda-se?

Jorge Miranda – Sim, sim, tenho uma ideia disso
.
JTM - E coloca-nos esta pergunta: E então  e o Manuel Pinto da Costa, ainda é vivo?...  - Sim, respondemos.”  -  E,  também,  o Miguel Trovada, ainda é vivo?

JTM – Sim! Ambos são vivos – E qual a opinião que tem dessas duas figuras?

Jorge Miranda – Ah, eu conheci os dois, pessoalmente. Tinha boa impressão dos dois

JTM – Chegou a dialogar com os dois!.


Jorge Miranda – Sim, com os dois:-  compreendo melhor Manuel Pinto da Costa, que me pediu que  fizesse um projeto de  Constituição. E, de Miguel Trovoada, encontrei-o  uma duas vezes.  

JTM – Portanto, a opinião que guarda dessas pessoas é …

Jorge Miranda: É positiva -A minha opinião é positiva.

JTM – Curiosamente, ambos já se reuniram, com Leonel D´Á’lva no sentido de se encontrar  ruma solução pacifica para refletir sobre a crise
Jorge Miranda: ainda bem!.. Áinda bem!... S. Tomé e Príncipe, que é um pequeno paraíso, que tenha  paz e concórdia.


Caro Exmo. Senhor
Professor Doutor Jorge Mirada

Venho renovar-lhe os meus sinceros agradecimentos pela amável e honrosa entrevista que me concedeu, que está tendo um grande êxito no  facebook, com centenas de cópias -É já viral no bom sentido da palavra.
 Esta tarde conto editá-la no Youtube e no meu site , pelo que, assim que conclua a sua edição, lhe enviarei o linke do vídeo e do postagem 

Entretanto, envio-lhe a transcrição a texto, que vou editar no meu site
Queira, aceitar, pois, os cumprimentos da minha maior estima e admiração
Jorge Trabulo Marques

Se vir alguma gralha ou lapso na transcrição, agradeço que me diga

 Caro Jorge Trabulo Marques

Muito obrigado pelas belas e emocionantes fotografias que mandou.
Muito obrigado também pelo registo da entrevista.
Está correto.
Cordial abraço.

Jorge Miranda

Mensagem encaminhada de jorge trabulo Marques <jorgetrabulomarques@odisseiasnosmares.com> -----
   Data: Thu, 25 Oct 2018 10:10:19 +0100
     De: jorge trabulo Marques <jorgetrabulomarques@odisseiasnosmares.com>



Patrice Trovoada já foi primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe duas vezes, tendo sido destituído em 2012 e o seu Governo substituído por outro de "iniciativa presidencial", considerado "ilegal" e "inconstitucional" pelo constitucionalista Jorge Miranda.

Em meados de Novembro de 2012, a maioria parlamentar, composta pelos partidos MLSTP/PSD, PCD e MDFM-PL, num total de 29 deputados, aprovou a Moção de Censura, contra o décimo quarto governo constitucional liderado por Patrice Trovoada, por forte indícios de “forte suspeita de lavagem de dinheiro”, entre outras irregularidade e prevaricações

Para não cair nas malhas judiciais, escapou-se para Portugal, onde, desde então, passou a  promover a sua imagem, com vários artigos de opinião, na imprensa portuguesa, arregimentando personalidade de peso para a sua “causa” as quais,, inclusivamente, depois de  terem comparecido ao lançamento do seu livro, Uma Voz Africana", de Carlos Oliveira Santos, apresentado no ISCTE, em Lisboa, por Ângelo Correia e Vítor Ramalho, entre outros figurantes, se prontificaram acompanhá-lo no mesmo jato de  regresso a S. Tomé, nas vésperas das eleições de outubro de 2014, que,  Patrice Trovoada: Um apaixonado por desportos de combate  mesmo sem a sua presença, em campanha, mas graças às gamelas  de notas  que mandou distribuir pelos  seus emissários na  “compra de votos”, o chamado banho,  sim, haveria de lograr à  maioria absoluta nas legislativas     

 após hábil e dispendiosa promoção, com  sondagens encomendadas  para influenciarem  o eleitorado, com apoios que arregimentou  

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