expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Quem sou eu

Minha foto
Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 16 de dezembro de 2018

SEDE DA CPLP – NUM SÁBADO ESPECIAL - “O Papa Francisco já tem conhecimento de que a Guiné Equatorial está à sua espera e será bem-vindo! - Declarou o Embaixador Tito Mba Ada, a Jornalista da Voz do Vaticano, no final da tomada de posse do novo secretário-executivo, Francisco Ribeiro Teles – E depois de já ter sido bombardeado com a já habitual pergunta da pena de morte, até porque o maior país asiático é uma grande democracia e os seus milionários, são todos uns bons rapazes, podem continuar a enriquecer à vontade, ninguém se incomoda - A mais bela e rica herança do colonialismo espanhol, na Guiné Equatorial, não é a dos chalés e outras construções que unicamente serviam para alojar os colonos, enquanto a população negra tinha de se acomodar em miseráveis barracas - Hoje, neste país, esses pobres tugúrios deram lugar a tranquilos bairros sociais - O diplomata, vendo-se rodeado por uma inesperada avalanche dos media e, depois de responder a todas as perguntas, disse: - os meios de CS, “não tem conhecimento da Guiné Equatorial; quero aproveitar para convidar este coletivo para visitar a Guiné Equatorial e poder conhecer aquele belo pais"



 JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA - INFORMAÇÃO E ANÁLISE

PORTUGAL DEVE OLHAR PARA A GUINÉ EQUATORIAL COMO UM MEMBRO HISTÓRICO DE PLENO DIREITO NA CPLP,  - que mais tempo pertenceu ao domínio português de que à coroa de  Castela - SEM CHAVÕES FABRICADOS E PRECONCEBIDOS PELA COBIÇA DO LIBERALISMO SELVAGEM  -  Pormenores mais à frente e o vídeo com a entrevista dos media ao  Embaixador Tito  Mba Ad, ilustrada com imagens da cerimónia na CPLP






A mais bela e  rica herança do colonialismo espanhol, na Guiné Equatorial, que, em Julho do ano passado, tive o privilégio de contemplar,  não é a  dos chalés ou dos palácios nas fincas (roças) e de outras construções que unicamente serviam para alojar os colonos, enquanto a população negra tinha de se acomodar em miseráveis barracas   - 

Prisión Playa Negra  - 43 anos depois
Bococo- 27-11-1975 - Canoa  acostada - Guiné Equatorial
E muito menos o sistema altamente repressivo e criminoso,  como a tenebrosa cadeia central,  apelidada de black beach, onde estive injustamente encarcerado por  suspeita de espionagem, em finais de Novembro e alguns dias de Dezembro de 1975,  quando aportei numa remota enseada de Bioko, após 38 penosos dias numa frágil piroga -  felizmente, posto em liberdade graças ao humanismo e à sensibilidade do então comandante Teodoro Obiang Nguema Mbasongo, atual Presidente da Guiné Equatorial, após me ter chamado ao seu gabinete, acreditando na  minha versão de náufrago,  contrariando  as ordens expressas do desconfiado e tresloucado seu tio  Francisco Macías Nguema que havia ordenado a minha execução. – sim, nenhum desses edifícios, pode comparar-se à imponência e singularidade das monumentais igrejas católicas, que não se  vêm noutro país africano – Custeadas, principalmente,  por contributos do seus fiéis.   


Se bem que, não seja de esquecer o outro lado despótico do  cristianismo, como ainda hoje acontece com o extremismo islâmico,   aquele que foi usado como uma das principais armas da expansão colonial: espada numa das mãos e o crucifixo na outra – Porém,  esse fenómeno também era extensivo aos tempos obscuros da ignorância, da intolerância  e das trevas, tendo como expoente as barbaridades cometidas pela Santa Inquisição, dos tribunais  eclesiásticos,  com a queima dos chamados hereges e judeus nos  pelourinhos e nas praças públicas






A doutrina de Jesus Cristo, que continua a ser  a maior religião do mundo, defendia e defende, entre outros valores intemporais, a mensagem  do amor e da fraternidade e de que, sob o teto dos céus, somos todos iguais perante Deus     Mas que acabaria por ser subvertida  e usada como instrumento de domínio e de poder  -  Pecado venal esse que ainda persiste em alguns sectores religiosos.

No entanto, independentemente de todas essas vicissitudes, importa realçar o património artístico e religioso legado pela herança colonial -   sem dúvida, o mais importante, como, de resto, também o  é também na Europa 

Por isso mesmo,  quem visitar Malabo, a capital da Guiné Equatorial, Ilha de Bioko, ex-Fermando Pó, descoberta pelo navegador português, com o mesmo nome,   dificilmente deixará de admirar a famosa catedral  de Santa Isabel localizada na Avenida da Independência,  construída em 1877, com doações de paroquianos, empresas comerciais e do governo espanhol. 

PUDE CONTEMPLAR ESTE MARAVILHOSO PAINEL NA IGREJA DE S. FERNANDO, EM MALABO

A GUINÉ EQUATORIAL COMEMOROU, EM LISBOA, NO PASSADO MÊS DE OUTUBRO, O SEU 50º ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA FOI MAIS UMA  FESTA DE AMIGOS DE QUE VOLTADA  PARA OS HOLOFOTES DA MEDIA - Efeméride a que nos reportamos neste sit


Sim, foi em 12 de Outubro de 1968, há  50 anos,  que a Guiné Equatorial, se separou definitivamente do domino espanhol e proclamou a sua independência – Trata-se, por isso, de uma das efemérides mais significativas da história deste pequeno pais, com uma superfície  28 mil km quadrados e cerca de 700 mil habitantes, localizado no Golfo da Guiné, constituído pelo enclave continental do Rio Muni, entre o Gabão e os Camarões, 26.017 km².  (onde vive 80 por cento da população), e por cinco ilhas habitadas, das quais a principal é Bioko (Fernando Pó), com a capital Malabo: com 2017 km2 de território; Ano Bom, com 17 km2 de extensão) - Compõem ainda o território equato-guineense as ilhas da Bahia de Corisco (Corisco, Elobey Grande, Elobey Chico), próximas à costa com o Gabão

 Contudo, pese a sua pequena dimensão geográfica, é no entanto  um gigante económico, um dos países mais prósperos de ´África, com um Produto Interno Bruto per capita do mais alto do continente africano

GUINÉ EQUATORIAL - UM PAIS COM CERCA DE 2 MILHÕES DE HABITANTE E MAIORITARIAMENTE CRISTÃO, LADEADO POR PAÍSES MUÇULMANOS - O PAPA FRANCISCO JÁ RECEBEU O PRESIDENTE TEODORO OBIANG, NO VATICANO E TEM ENVIADO AS MAIS ALTAS FIGURAS DA IGREJA DE ROMA, A MALABO –  FALTANDO APENAS  A PRESENÇA DO SUMO-PONTÍFICE  -

A maioria das pessoas neste  país, constituído por 36.125 quilómetros quadrados de área, com uma população que não chega os 2 milhões de habitantes,  milhão de pessoas. são nominalmente cristãs, enquanto predominantemente praticam uma combinação de catolicismo e animismo.

De recordar que o Papa Francisco recebeu, em audiência, há dois anos, em  08/10/2016,  o presidente da República da Guiné Equatorial, Sr. Teodoro Obiang,. encontro esse em que foi abordada a  contribuição positiva da Igreja Católica em favor do desenvolvimento humano, social e cultural do país, especialmente na educação e bem-estar. Papa Francisco recebe presidente da Guiné Equatorial

A COBIÇA DO NO-COLONIALISMO NÃO OLHA A MEIOS PARA A SUA RAPINA - E ENCONTRA SEMPRE CUMPLICIDADES PARA LHE FACILITAR  O SAQUE  

Margaret Thatcher deu sua aprovação "para a tentativa de golpe de seu filho Mark na Guiné Equatorial  Margaret Thatcher aprovou uma tentativa fracassada de usar um exército de mercenários para derrubar o presidente da Guiné Equatorial , de acordo com as memórias inéditas do principal protagonista da oferta, o ex-oficial SAS Simon Mann .  Margaret Thatcher 'gave her approval' to her son Mark's failed coup attempt in Equatorial GuineMargaret Thatcher 'gave her approval' to her son Mark's failed coup ..

 


Mark Thatcher  e Simon Mann Ex-membros do 32ª Batalhão Búfalo, autores do  fracassado golpe de Estado em 2004 – com cumplicidades, anteriores ao fracassado golpe de 16 de Ulho de 2003, 3m S. Tomé  - Tudo por via da rapina do chamado ouro negro
Os promotores alegaram que o líder da oposição da Guiné Equatorial, Severo Moto, seria instalado como o novo presidente em troca de direitos petrolíferos preferenciais às corporações afiliadas aos envolvidos com o golpe.[4] Recebeu a atenção da mídia internacional após o envolvimento relatado de Sir Mark Thatcher no financiamento do golpe, pelo qual foi condenado e multado na África do Sul. Tentativa de golpe de Estado na Guiné Equatorial em 2004

O ENVIADO DO VATICANO CARDEAL FERNANDO FILONI, EM MAIO DE 2017, ESTEVE DE VISITA A MALABO - Tendo então enaltecido a ação evangelizadora da igreja neste país

 Estou feliz de estar neste lindo país, terra de uma Igreja jovem e promissora, pela segunda visita pastoral. Escolhi iniciar essa visita com este encontro para entrar em contato com a Igreja local através de seus agentes pastorais. Vocês são os protagonistas principais da vida da Igreja e de sua missão na Guiné Equatorial.” s 17/5/2017). VATICANO - Cardeal Filoni a sacerdotes e religiosos de Malabo

EM MEADOS DE NOV DESTE  ANO, TAMBÉM VISITOU S. TOMÉ  E ANGOLA O cardeal Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos. responsável pela propagação da fé, esteve,   foi o enviado do Papa  Francisco  em visita pastoral, integrada nas celebrações dos cinquenta anos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe - outro pequeno pais de África, maioritariamente católico -  também já havia passado pela capital da Guiné Equatorial  


EM ANGOLA APROVEITOU PARA LANÇAR ALGUNS ALERTAS CONTRA O OPORTUNISMO DAS NOVAS CEITAS  O prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos da Igreja Católica, cardeal Fernando Filoni, teceu, em Luanda, duras críticas a todos quantos usam a Igreja para fins escusos e disse ser inaceitável que tal ocorra, já que a religião deve estar ao serviço da dignidade humana.


PORTUGAL DEVE OLHAR PARA A GUINÉ EQUATORIAL COMO UM MEMBRO HISTÓRICO DE PLENO DIREITO NA CPLP,  - que mais tempo pertenceu ao domínio português de que à coroa de  Castela - SEM CHAVÕES FABRICADOS E PRECONCEBIDOS PELA COBIÇA DO LIBERALISMO SELVAGEM  - 

Não é fácil, a uma certa mentalidade instituída,  num pais como um longo passado colonial e 40 anos de fascismo, libertar-se da sobranceria de  velhos  preconceitos colonialistas –  E, sobretudo, num tempo marcado pelo individualismo egoísta  e  superficialidade exibicionista

 A Guiné Equatorial, composta por territórios insulares e outro continental, esteve mais tempo sob o domínio da  coroa portuguesa, que propriamente da espanhola, para a qual passou por acordos régios, contrários à vontade das próprias populações  autóctones, que não reconheciam outra soberania senão a Portuguesa,  contudo, além da ignorância histórica, revelada por algumas elites,  mercê também de outras cumplicidades do neocolonialismo atual, ao invés de aceitar a sua  adesão na CPLP, como um direito perfeitamente justificado e natural  e até de alcance positivo das relações económicas entre os dois países, não deixam de vociferar a sua ignorância e verrinosa tacanhês.

Daí que, as declarações proferidas pelo embaixador equato-guineense em Portugal, em Outubro, passado,  por ocasião das comemorações alusivas ao 50º aniversário da independência do seu pais, sejam perfeitamente compreensíveis

12-10-2018 - Guiné Equatorial espera relação com Portugal "sem julgamentos precipitados
"Acreditamos que, no futuro, as nossas relações com Portugal continuem baseadas no respeito, na confiança, no entendimento mútuo, sem julgamentos precipitados, reforçando a cooperação nos grandes domínios em que Portugal tem grande experiência e naqueles em que a natureza da Guiné Equatorial oferece vantagens de negócio, em benefício recíproco", afirmou hoje Tito Mba Ada, embaixador equato-guineense em Lisboa e junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O diplomata falava durante uma cerimónia, em Lisboa, para assinalar os 50 anos da independência da Guiné Equatorial em relação a Espanha, que se celebraram no passado dia 12 de outubro. https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guine-equatorial-espera-relacao-com-portugal-sem-julgamentos-precipitados

A GUINÉ EQUATORIAL - DESDE O FRACASSADO GOLPE DE ESTADO, EM 2004, FINANCIADO PELO NEOCOLONIALISMO EUROPEU - JAMAIS DEIXOU DE SER UM ALVO ABATER - OS PAÍSES DO  IRAQUE E A LIBÍA FICARAM REDUZIDOS A ESCOMBROS PARA LÁ COLOCAREM OS SEUS FANTOCHES - E Ó QUE SE PRETENDE IMPOR NUM PAIS DE GRANDE RIQUEZA PETROLÍFERA. - A pretexto dos direitos humanos

O diplomata Tito Mba Ada,  vendo-se rodeado por uma vistosa equipa  dos media e, após responder a todas as perguntas, lançou este convite:  os meios de CS, “não tem conhecimento  da Guiné Equatorial; quero aproveitar este coletivo para visitar a Guiné Equatorial  e poder conhecer aquele belo pais 





O Embaixador da Guiné Equatorial em Lisboa e junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Tito Mba Ada, uma das várias personalidade, que participaram  na tomada de posse do diplomata Francisco Ribeiro Teles, como secretário executivo da CPLP, que contou com a presença dos chefes de Estado de STP, Cabo Verde e de Portugal, para além do Ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto  Santos Silva, do Ministro das relações Exteriores de Angola,   Manuel Domingos Augusto, entre outros convidados, foi também uma das entidades que os media procuraram questionar, no final da referida cerimonia, `no pequeno átrio de acesso ao antigo palácio do Conde de Penafiel,  
.
E, como já vem sendo habitual, a inevitável pergunta  dos direitos humanos e da pena de morte . quando, afinal, o líder da oposição, Severo Moto, apoiado pelo liberalismo internacional,  além de outras cumplicidades, até já chegou a estar preso em Espanha pelo envio de armas para promover golpe de Estado   Severo Moto acepta seis meses de cárcel por tratar de enviar armas a 

O diplomata além de prontamente ter respondido às várias perguntas, aproveitou ainda oportunidade  para formular o convite aos jornalistas, ali presentes para visitarem o seu pais e confirmarem, com os seus próprios olhos uma realidade, que é bem diferente daquela que geralmente é propalada, alegando que os meios de CS, “não tem conhecimento  da Guiné Equatorial; quero aproveitar este coletivo para visitar a Guiné Equatorial  e poder conhecer aquele belo pais 

Nesse momento, o correspondente da Rádio Vaticano, em Lisboa, aproveitou para colocar esta pergunta: 
- "Sendo a Guiné Equatorial, um pais profundamente católica, porque não a visita do Papa Francisco?

A que o diplomata, respondeu  com esta pergunta: “O Papa Francisco?” – Eu não passo falar em nome do Papa Francisco: eu sei que você, que é um bom jornalista, que está acompanhar   a cobrir as noticias religiosas, poderia transmitir ao Papa Francisco que, quando quiser visitar a Guiné Equatorial, será bem-vindo.

O jornalista contrapõe, questionando de novo: “O Convite é do seu Governo ou da Conferência Episcopal? 

Resposta do Embaixador: “O Papa Francisco já tem conhecimento de que a Guiné e Equatorial está à sua espera”.

LUSA - “Moratória é, na prática, a abolição da pena de morte  - O embaixador da Guiné Equatorial em Portugal, voltou a lembrar o que, já dissera, por várias vezes,  frisando, que, "na prática, não há pena de morte" no país devido à introdução de uma moratória desde que aderiu à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP

"A questão da pena de morte é uma herança colonial, temos uma população de dois milhões de pessoas, somos um país católica e não queremos matar ninguém, foram os colonos que nos deram a herança da pena de morte", acrescentou o diplomata.

Questionado várias vezes pelos jornalistas sobre a existência de uma moratória e não da abolição efetiva da pena de morte, Tito Mba Ada explicou: "Aderir à CPLP significou a oportunidade para terminar tecnicamente com essa questão, à data de hoje não há pena de morte, estamos a trabalhar nas questões técnicas e jurídicas para interpretar e incluir a definição nos códigos penais, e pedimos para respeitarem os técnicos para fazerem bem o seu trabalho". https://www.dn.pt/lusa/interior/moratoria-e-na-pratica-a-abolicao-da-pena-de-morte---embaixador-da-guine-equatorial--10327554.html

 EMBAIXADOR DA GUINÉ EQUATORIAL CONFESSOU-NOS TER FICADO SURPREENDIDO POR NUNCA TER VISTO TANTOS JORNALISTAS A QUESTIONÁ-LO

Afinal, no dia da tomada de posse de Francisco Ribeiro Telles,  como secretário-executivo da CPLP - cerimónia aqui destacamos com um vídeo de algumas das imagens que ali registamos, ilustrando as declarações à imprensa do Embaixador Tito sim, pese o facto de contar com a  com a presença de três chefes de Estado – Cabo-Verde, STP e Portugal – quem  voltou a ser manchete foi o já estafado argumento dos direitos humanos e da pena de morte na Guiné Equatorial: sim, tomara a maioria dos países europeus apresentar as suas cidades, além de avenidas amplas, modernos e belos edifícios,  limpas de lixo e sem os tugúrios das barracas  – que ali deram lugar a geométricos e bem traçados bairros sociais – isto  para já não falar do estendal da  miséria que vai pelo resto da África, América e oceania, e por aí adiante –

 Só que, as jazidas do  petróleo, tal como na Venezuela,  onde o liberalismo selvagem não desiste de meter o garfo, é demasiado sedutor para, a pretexto dos apregoados direitos humanos e outros chavões, continuar com a sua hipócrita cruzada democrática – Pois, o grande mal de África,  não adveio tanto  de uma grande maioria de dirigentes políticos  se perpetuarem no poder - pois, olhe-se para o  parlamento português , com muitas caras de há mais de 30 e tal anos e um cavaquismo  - 12 anos de PM e 10 de PR – o grande mal é escassez  de dirigentes ou políticos nacionalistas, que, ao invés de  defenderem os interesses coletivos e do seus povo, vendem a  alma ao diabo.

GOVERNO PORTUGUÊS – PARA FAZER O JEITO AO CALCULISMO DE PATRICE TROVOADA, CEDEU METADE DA PRESIDÊNCIA A STP - Com o fito de promover, Maria do Carmo Silveira Trovoada, que abandona o cargo de Governadora do  Banco Central de São Tomé e Príncipe entre 2011 e 2016, para alimentar estratégias  trovoadistas, sim, para que  lhe viesse a suceder no cargo, como Primeira-ministra (funções  que. ex-militante do MLSTP-PSD,  já desempenhara de junho de 2005 a abril de 2006, tendo acumulado também o cargo de ministra do Plano e das Finanças de São Tomé e Príncipe. E ele viesse  apresentar-se como sucessor de Evaristo Carvalho - Dificilmente, depois de se ter escapado às suas responsabilidades. dificilmente o estrangeirado, voltará a ter alguma chance na politica santomense

Mas, os calculismos, além de terem sido gorados, pois não é crível que venha apresentar-se a liderar a manta de retalhos, em que se encontra ADI, também a cumplicidade do ministério de Augusto Santos Silva, por via dos interesses galpistas, acaba por ser atingido, afetando o desempenho de Portugal, na CPLP  - Claro que isto não é  inocente 07/11/2016 Galp reforça em São Tomé e Príncipe com participação em três blocos 04-08-2016 SIC Notícias | Augusto Santos Silva gere crise das viagens
ere-...


“Ribeiro Telles quer abrir portas internacionais para a CPLP “ – Mas, um mandado, reduzido a 2 anos,  que o MNE dividiu com STP para servir estratégias de Patrice Trovoada, poderá limitar-lhe alguns dos passos que pretenda dar .


Refere, o PÚBLICO,  que, Francisco Ribeiro Teles. quando atende o telefone em Roma, onde até sexta-feira era embaixador de Portugal, o diplomata apressa-se a dizer que a sua função é “executar o programa” de Cabo Verde — que neste momento tem a presidência rotativa da CPLP — e que o seu mandato só tem dois anos, metade do previsto pelos estatutos. “Não tenho um programa. O meu programa de acção é o que foi definido por Cabo Verde e, por isso, a minha principal preocupação será pugnar pela sua implementação”, diz Ribeiro Telles. 

  
Com uma certificação internacional junto do BAD e da União Europeia, a CPLP pod
 e ganhar um novo fôlego financeiro, diz Francisco Ribeiro Telles, novo secretário-executivo da comunidade


Ribeiro Telles, que tem 65 anos e entrou no Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) em 1983 — vindo do Serviço Nacional de Parques, onde era ornitólogo — trabalhou como diplomata em Angola, Brasil e Cabo Verde e acompanhou o dossier de Timor-Leste como chefe de gabinete de Jaime Gama, ministro dos Negócios Estrangeiros nos anos 90. Em Portugal e noutros países do “clube lusófono”, é visto como um “candidato natural” a secretário-executivo da CPLP. Nestes 35 anos de MNE, foi assessor diplomático nos palácios de São Bento e de Belém (em mandatos de Mário Soares) e conheceu a fundo quatro países da comunidade.
https://www.publico.pt/2018/

17/03/2016 São Tomé e Príncipe e Portugal dividem secretariado-executivo da CPLP nos próximos quatro anos
"Temos um acordo em que a candidatura para os próximos quatro anos será dividida em duas partes distintas. Primeira parte, primeiros dois anos, será dada a oportunidade a São Tomé e Príncipe para tomar essa pasta e os próximos dois anos será para Portugal", totalizando assim quatro anos, https://www.jornaldenegocios.pt/economia/mundo/detalhe/sao_tome_e_principe_e_portugal_dividem_secretariado_executivo_da_cplp_nos_proxi
imos_quatro_anos

PELO QUE NOS APERCEBEMOS, DENTRO DO CURTO PERÍODO DE DOIS ANOS, DEIXOU SORRISOS E SIMPATIAS E FEZ O QUE LHE FOI POSSÍVEL - PENA QUE TENHA SIDO UMA DAS PEÇAS NO JOGO DE UM XADREZ PRECONCEBIDO



NUM TABULEIRO ONDE PATRICE TROVOADA TAMBÉM FOI OUTRA DAS PEDRAS – ELE LÁ SABIA O PORQUÊ: 16/02/2018  "O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, considerou hoje que os países lusófonos não estão a “fazer um bom uso” da CPLP devido às suas agendas internas, advertindo que a organização pode “deixar de ter interesse” nos próximos anos.



“Eu considero que nós não estamos a fazer um bom uso da CPLP. Para isso é preciso que as agendas dos países deixem lugar a uma agenda da comunidade”, disse o chefe do Governo são-tomense, em entrevista à agência Lusa em Lisboa. CPLP pode “deixar de ter interesse” nos próximos anos – Patrice ...



MARIA DO CARMO TROVOADA, LÍDER DA CPLP. DECLAROU-NOS  ESTAR CONCENTRADA EM   CONCLUIR O SEU MANDATO ATÉ AO FINAL DO ANO E DA MELHOR FORMA






Maria do Carmo Trovoada, na breve entrevista, que nos concedeu, no passado dia 30 de Outubro, por ocasião da festa aniversário dos 50 anos da independência da Guiné Equatorial,  que decorreu numa das salas do Centro Cultural de Belém,   reconheceu que o pais estava a atravessar um momento  politico, muito particular, até com alguma situação de indícios de violência, pouco comum e até agora desconhecido  na politica santomense – Acreditando, porém, “existir maturidade politica dos acores para encontrarem uma forma de viabilizarmos o país


NÃO SÃO BARRACAS - SÃO BAIRROS SOCIAIS

GUINÉ EQUATORIAL - UM EXEMPLO SINGULAR EM ÁFRICA – DE  PAZ E PROSPERIDADE  - Pese as pressões do liberalismo global para a libilializarem num caos e a entregarem aos fantoches, da rapinagem árabe e africana .  - E quem sustenta estes que querem tomar o poder? Oposição na Guiné Equatorial acusa CPLP de ter “vendido” entrada .




Estive em Malabo e em  Bata uma semana -  Em Julho do ano passado, 2017 - Andei por onde quis e me apeteceu; usei a Internet à vontade e sem restrições - Não vi gente a pedir nas ruas nem barracas Mas vi gente sorridente e Feliz - - Sei que há noticias regularmente com essa história dos direitos humanos - ;Mas porque não se atiram aos ditadores orientais e andam com eles ao colo e até pedir-lhes dinheiro emprestado?
 

Os EUAPaís dos paladinos das liberdades, têm o pior índice de pobreza dos países ricos46% da populaçãoestá abaixo da linha da pobreza dos EUA – Os milhões que dormem nas ruas ao frio, ao abandono, à fome, são livres, podem até gritar à vontade  Mas se precisarem de assistência social o capitalismo não lhes acode

Fernando Pó - 1771

De salientar que, a Guiné Equatorial, as Ilhas Seychelles e as Maurícias estão em alta na lista de países africanos pelo PIB per capita. A Guiné Equatorial é um país localizado na África Central,  com uma população  de 1.222.245 habitantes, cobrindo apenas cerca de 28 mil km quadrados –  Constituído pelo enclave continental do Rio Muni e por cinco ilhas,  sendo a maior de todas, Bioko (ex-Fernando Pó), com a sua capital de Malabo.

O território continental, com Bata, a cidade mais moderna de África, está rodeado pelo Gabão, Nigéria e Camarões,   países, essencialmente muçulmanos, com os quais, no entanto, tem mantido boas relações de vizinhança, e prova-o a recente visita do presidente nigeriano,  Olusegun Obasanjo, que felicitou o governo, presidido por S. E. Obiang Nguema Mbasogo, pelo grau de progresso http://www.guineaecuatorialpress.com/noticia.php?id=10759 

Mas a sua população,  tal como S. Tomé e Príncipe, é maioritariamente católica, pelo que as celebrações da quadra natalícia, ocupam a agenda dos principais eventos.

1771 - Ano Bom
Três séculos, possessão portuguesa, que o tratado de El Pardo separou contra a vontade do povo nativo: convocando o Capitão Mor da sobredita Ilha, e alguns negros mais principaes, lhe propus as ordens de Sua Mag, dizendo lhes hera preciso jurarem obediencia a El Rey Catholico, me responderão que não, e que elles não conheciao senão a El Rey de Portugal, e que do de Espanha nunca ouvirão falar; ao que se sseguio hum motim geral de Homens e/ Mulheres” – Mais à frente, outros pormenores de um dos países mais tranquilos e pacíficos de África,  pese a verborreia odiosa orquestrada pela cobiça do  liberalismo selvagem


Embaixada Guiné Equatorial: Meio século de independência
por Revista Business Portugal · 10 Dezembro, 2018 - Vale a pena ler a entrevista
A Guiné Equatorial comemorou 50 anos de independência face à colonização de Espanha. Tito Mba Ada, embaixador da Guiné Equatorial em Portugal, considera que o país tem tido um percurso positivo, marcado pela superação e instalação de uma democracia sem convulsões, onde prevalecem os direitos e liberdades individuais da população. Em entrevista à revista Business Portugal, abordamos a comemoração do cinquentenário, o estado da economia nacional, assim como os principais desafios para o futuro do país. http://revistabusinessportugal.pt/embaixada-guine-equatorial-meio-seculo-de-independencia/


E TAMBÉM RECORDAR ALGUNS EXCERTOS DA  INTERESSANTE ENTREVISTA QUE, O ano passado, o  Embaixador Tito Mba Ada, concedeu ao mesmo magazine.

A MISSÃO DA GUINÉ-EQUATORIAL JUNTO DA CPLP  -  “Portugal é uma prioridade para a Guiné Equatorial” – Este o título da interessantíssima,  entrevista que concedeu à revista Businiss e que teve honras de destaque especial na capa e que tomo a liberdade de aqui transcrever .com o texto acompanhada de algumas fotos e vídeos de minha autoria e excertos de artigos anteriores

A Guiné Equatorial foi o último país a integrar a CPLP. Descobertos por um navegador português, consideram que esta integração foi um “regresso a casa”. Saiba mais sobre este país e o que pode representar para a lusofonia e para o mundo com Tito Mba Ada, embaixador da Guiné Equatorial em Portugal.

Businiss A Guiné Equatorial é um país de cerca de um milhão de habitantes. Conte-nos um pouco mais sobre o país e as suas principais atividades económicas
.

Tito Mba Ada A Guiné Equatorial é um pequeno país em extensão, mas com grandes ambições. Está geograficamente situada na África Central, por baixo do Equador. Temos fronteiras terrestres com os Camarões e Gabão e fronteiras marítimas com a Nigéria e São Tomé e Príncipe. É um país suis generis porque nele convivem pacificamente vários grupos étnicos. A Guiné Equatorial é um epicentro pois, para além dos seus grupos nativos, recebe cidadãos de vários países africanos e europeus. É, portanto, um país muito pacífico. A Guiné Equatorial conta, atualmente, com ligações aéreas das principais companhias mundiais, estando ligada a todo o mundo. Embora tenha sido considerada, até aos anos 90, como um dos países mais pobres do continente africano, a Guiné Equatorial, graças à descoberta dos seus recursos naturais e às decisões acertadas dos dirigentes, ocupa hoje um lugar privilegiado no contexto do mundo. 

É um país que deixou de ser apenas recetor de cooperação externa e passou a ser ele mesmo um grande contribuidor de cooperação mundial. No dia 4 de dezembro, o governo da Guiné Equatorial entregou um importante prémio Unesco, posto à disposição da comunidade internacional, que premeia a investigação em ciências naturais. Este ano foi especial, já que o vencedor foi um investigador português da Universidade do Minho, Rui Luís Gonçalves dos Reis. Além disso, a Guiné Equatorial está a fazer um grande contributo para a investigação em áreas como a malária e ébola. Não somos um país com muitos recursos, mas partilhamos os poucos que temos com a comunidade internacional. Fruto desse esforço na cooperação, a Guiné Equatorial vai ocupar, a partir de 1 de janeiro de 2018, o seu assento como membro não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Economicamente é o terceiro maior produtor de petróleo de África e é o sexto país africano a tornar-se membro da OPEP. Além do petróleo e do gás, também tem boa madeira, um mar imenso e uma terra fértil. Esta é a Guiné Equatorial.

Businiss  -Em 2014 tornaram-se membros de pleno direito da CPLP. Que portas abriram essa conquista?

Tito Mba Ada  -A Guiné Equatorial tornou-se oficialmente membro da CPLP na cimeira de Díli. Digo oficialmente porque a Guiné Equatorial foi descoberta por um cidadão português, Fernando Pó. Já nascemos lusófonos. Temos uma relação antiga com o mundo lusófono, uma relação bilateral direta com Portugal, portanto a entrada oficial na CPLP é simplesmente para nós um regresso a casa. Somos lusófonos e esse é um direito que ninguém pode mudar. A integração na comunidade também foi reforçada pelas excelentes relações de amizade e de cooperação que a Guiné Equatorial mantém com cada um dos estados-membros da CPLP. 



Com São Tomé e Príncipe temos históricas relações de amizade; com o Brasil temos assinado acordos de cooperação em vários domínios; Angola é um país irmão, tal como a Guiné-Bissau e Cabo Verde, com quem mantemos uma cooperação magnífica. O país que estava mais longe era Timor, mas a Guiné Equatorial conseguiu mobilizar várias visitas de estado entre os dois países para que possa haver uma cooperação mútua. Estes são sinais de que a Guiné Equatorial nasceu lusófona, é lusófona e continuará a ser um país membro de pleno direito da CPLP. É claro que por razões óbvias da colonização passamos a pertencer, na área política, a Espanha. Recebemos de Espanha muita cultura. O importante é celebrar esse triângulo com muitas potencialidades culturais, económicas e políticas, cujo epicentro é a Guiné Equatorial. Em África, somo o único país com três línguas oficiais: espanhol, francês e português, além de outras línguas nacionais. Um cidadão da Guiné Equatorial fala no mínimo quatro idiomas. É uma grande potencialidade.

Businiss  -A cooperação com Portugal já se fazia em áreas como a educação e a promoção da língua portuguesa. Que iniciativas foram desenvolvidas em prol destes dois temas?

Tito Mba Ada  -Com Portugal precisamos de reforçar ainda mais a cooperação ao nível do ensino. A formação do capital humano é um dos principais objetivos do meu governo e cremos que Portugal tem boas condições para ajudar a Guiné Equatorial. É sabido que ninguém pode falar uma língua não materna em dois dias. A Guiné Equatorial integrou-se voluntariamente na CPLP e tomou a decisão de assumir a língua portuguesa como terceira língua oficial. Esta decisão está-se a implementar com determinação. O governo já está a cumprir a parte que lhe corresponde: já a declarou como idioma oficial; está a introduzir a língua nas escolas; os programas informativos da televisão e da rádio estão a ser transmitidos em português; a Universidade Nacional da Guiné Equatorial tem aulas em português; os políticos, começando pelo Presidente da República, estão a fazer os seus discursos em português. O país está a desenvolver esforços consideráveis para ser um difusor da língua portuguesa nessa parte do mundo, mas para isso precisamos da cooperação dos estados-membros. Estamos a tentar criar bolsas de estudo para os jovens, que são a garantia da integração, para que possam vir a Portugal estudar e falar com os seus homólogos o mesmo idioma. 

O setor agroalimentar, das pescas e da pequena indústria seriam setores a desenvolver, também com a cooperação portuguesa. Os empresários portugueses já estão alertados para o investimento na Guiné Equatorial? A Guiné Equatorial tem um programa de desenvolvimento que foi desenhado quando o país desenvolveu os recursos petrolíferos. O governo, tendo em conta as experiências do petróleo em diferentes países, convocou uma cimeira nacional e convidou parceiros bilaterais para ajudar a Guiné Equatorial a refletir sobre como gerir os recursos. Esta cimeira resultou num programa de desenvolvimento a realizar em etapas: a primeira etapa, que já terminou, prendia-se com a criação de infraestruturas. Não tínhamos estradas, não tínhamos um aeroporto condigno. Hoje temos cinco. Ainda há muito a fazer, mas estamos contentes com as infraestruturas criadas. A segunda fase destina-se a evitar a dependência do setor petrolífero. Queremos a diversificação da economia e, para isso, temos que criar novas fontes de crescimento. As prioridades são os setores marítimo e agroalimentar, nos quais Portugal também pode retirar vantagens. Portugal tem muita experiência nessas áreas e queremos que colabore e faça negócios na Guiné Equatorial. Acreditamos que os empresários portugueses já podem avançar para aproveitar as oportunidades que oferece este país.

Businiss  - Em termos da entrada no país, que exigências são feitas para se entrar legalmente na Guiné Equatorial?

Tito Mba Ada -Em diplomacia, impera a reciprocidade. A Guiné Equatorial já tem instalada uma missão diplomática em Portugal que está a oferecer serviços de todo o tipo aos cidadãos portugueses e aos cidadãos da Guiné Equatorial que residam em Portugal. Para obter o visto é simples, basta ter o passaporte válido, o boletim de vacinação internacional atualizado, o certificado de registo criminal e um seguro de viagem. Gostaríamos que Portugal também prestasse este mesmo apoio aos equato-guineenses. Infelizmente, a missão diplomática portuguesa na Guiné Equatorial ainda não pode conceder vistos, o que dificulta o programa de cooperação entre os dois países, o processo de integração e a livre circulação de pessoas.

Businiss  -Podemos dizer que a Guiné Equatorial é um país seguro?

Tito Mba Ada  -Sim. A questão da segurança é uma prioridade para o meu governo. Um país que não tem paz é um país que não tem desenvolvimento. Fruto dessa estabilidade, a Guiné Equatorial, nos últimos anos, converteu-se no epicentro de grandes eventos internacionais. Organizámos a Cimeira da União, os Jogos Africanos, a cimeira com a União Europeia, a cimeira com os Países Árabes, a Cimeira ACP (Países de África, Caraíbas e Pacífico). Se não houvesse garantia de paz e estabilidade, esse tipo de eventos não se realizaria na Guiné Equatorial.

Businiss  - O turismo é uma atividade que já se destaca na economia da Guiné Equatorial? Já existem infraestruturas para corresponder à procura?

Recebido pelo Secretário-Geral do PDGE
Tito Mba Ada  -Estamos a trabalhar para que o turismo seja seletivo e estratégico. Temos uma biodiversidade incrível que já se encontra a ser estudada por universidades americanas. É um turismo de investigação. Não queremos um turismo massivo, mas sim com qualidade. Temos uma nova cidade que se chama Djibloho, no meio da natureza, com condições incríveis. Lá, o governo construiu uma nova universidade que vai receber estudantes de todo o mundo. Imaginem uma construção moderna de Lisboa, mas no meio no mato. Estamos a criar condições para abrir, paulatinamente, a Guiné Equatorial ao mundo.

Businiss  -Em que medida é que o processo de adesão da Guiné Equatorial a membro de pleno direito da CPLP foi delicado?

Tito Mba Ada  -O processo foi delicado porque muitas pessoas não entendiam o regresso da Guiné Equatorial ao mundo lusófono e não sabiam a ligação natural que a une a Portugal. Mais tarde perceberam que a CPLP ganha mais com a integração da Guiné Equatorial: ganha espaço marítimo, ganha mercado internacional, ganha capacidade linguística. A CPLP fica numa posição privilegiada através da Guiné Equatorial. Algumas questões delicadas, como a questão da língua, foram julgadas sem conhecimento de causa. Outra questão delicada prendeu-se com a pena de morte. A Guiné Equatorial é um país com muito respeito pelos direitos humanos. Acabámos de realizar, pela primeira vez, três eleições ao mesmo tempo: senado, parlamento e autarquias. O relatório por parte da comissão de observação diz tudo: transparência. A Guiné Equatorial tem um programa chamado Ensaio Democrático. A democracia não é propriedade de nenhum estado e nenhum tem uma democracia perfeita. Estamos a copiar as boas práticas de uns e a evitar as más práticas de outros, sempre garantindo a paz. Graças a esse programa, todos os políticos da Guiné Equatorial pensam no desenvolvimento do país. 


A democracia está a avançar com pés firmes. Depois de muito tempo sob herança colonial, a Guiné Equatorial fez um referendo para instituir novas instituições democráticas no país. Antes não tínhamos Senado e agora temos duas Câmaras, não tínhamos Tribunal de Contas e agora temos para ajudar a controlar o Governo e a lutar contra a corrupção. Temos um Defensor do Povo, para acompanhar o cumprimento dos direitos de todos os cidadãos. Antes, o chefe de Estado podia desempenhar essa função eternamente. Agora, há limitação do mandato. Temos muitas mulheres a ocupar cargos importantes, sem descriminação de salário nem de acesso às oportunidades. 


Jorge Marques  com o Embaixador Tito Mba Ada

Somos um Estado católico, que tem respeito pela morte. Não nos interessa a pena de morte, uma herança colonial. Antes de pertencer à CPLP, a Guiné Equatorial já estava a lutar contra a pena de morte com a outorgação de amnistia e concedendo indultos aos condenados. Tínhamos leis coloniais que previam a pena de morte, mas fazer parte da CPLP foi a melhor oportunidade para encontrar uma solução legal para fazer face a esse problema. E, por isso, foi adotada a Moratória, já que legalmente não era possível abolir a pena de morte. A abolição implica alterar a Constituição. Em 2012 fizemos um referendo, que é a expressão máxima para mudar a lei fundamental, e não é possível voltar a tocar, em tão pouco espaço de tempo, na Constituição. Por isso adotámos a Moratória, que na prática é o mesmo que a abolição. Já não se pratica a pena de morte na Guiné Equatorial. No entanto, o desafio continua, porque a ausência de acervo jurídico obriga-nos a trabalhar para que a pena de morte tenha leis alternativas nos diferentes códigos do país. Pedimos, assim, a Portugal apoio técnico nesta matéria, para que a Guiné Equatorial possa terminar a obra da melhor forma.

Businiss  -Para terminar, e visto que estamos no final de 2017, gostaria de deixar uma mensagem aos nossos leitores?

Tito Mba Ada -Neste mês de natal gostaria de agradecer a todos os empresários que estão a explorar o mercado da Guiné Equatorial e, sobretudo, gostaria de deixar uma palavra de encorajamento, para que continuem a viajar para Guiné Equatorial. Gostaria também de dizer aos meus compatriotas para que aproveitem as oportunidades que têm ao estar em Portugal. Quero agradecer também aos portugueses, ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa e ao Governo de Portugal por me abrir as portas. Portugal é uma prioridade para Guiné Equatorial e sentimo-nos aqui como em casa. - Extraído de http://revistabusinessportugal.pt/missao-da-guine-equatorial-junto-da-cplp-portugal-e-uma-prioridade-para-a-guine-equatorial/


 EMBAIXADOR TIO MABA ADA - UM APAIXONADO PELO FADO E POR PORTUGAL - TRATA-SE DOS UM DOS MAIS DISTINTOS DIPLOMÁTICAS DA GUINÉ EQUATORIAL - Promovido a  conselheiro, no 6º congresso do PDGE, no qual tive a honra e o prazer de estar presente  -  entrevista, que gentilmente e  concedeu em Bata, em Julho passado, disse-nos que, “Portugal é um dos países que beneficiou da integração da Guiné Equatorial na CPLP, em termos de negócios”. “Temos muitas ligações antigas com Portugal, a Comunidade é uma prioridade para a Guiné Equatorial e queremos que todos os dias venham portugueses a conhecer este belo pais.

Jorge Marques  com o Embaixador Tito Mba Ada


“Cremos que muitos portugueses não conhecem a Guiné Equatorial. Têm que vir conhecer a Guiné Equatorial, investir na Guiné Equatorial, conhecer os guineenses, e trabalhar juntos, porque juntos somos mais fortes e competitivos” – Declarou-me,  o Embaixador Tito Mba Ada, numa honrosa e interessante entrevista, que me concedeu  no Centro de Conferências de Ngolo, em Bata, no encerramento do VI Congresso Ordinário do Partido Nacional Democrático da Guiné Equatorial, que decorreu, na primeira semana de julho, em ambiente de calorosa e significativa participação,  com transmissões diretas da televisão nacional e   das várias cadeias estrangeiras,   sob o Lema A Renovação Continuidade

Nenhum comentário :