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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Adler Santigo – Um Jornalista Santomense que a morte colhe na flor da idade, vitima de acidente de mota.

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 



Agência STP-Press
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As minhas condolências à família enlutada e o meu abraço amigo aos jornalistas santomenses, solidário e sentido pela perda do  muito querido e estimando companheiro da sua nobre  mas muito espinhosa profissão - Embora as ilhas sejam pacificas, em  toda a parte o  jornalista é geralmente o alvo dos erros ou pressões do políticos e uma profissão de alto risco - Pois quantos não morrem anualmente ou por via de acidentes, em  zonas de conflitos ou assassinados - 


Relatório da Unesco mostra que 86 jornalistas foram mortos em 2018 – Os enviados especiais às vezes morrem em zonas de guerra, mas os jornalistas locais que investigam corrupção, crime e política são as maiores vítimas. Eles representam 90% dos repórteres assassinados, segundo a Unesco. As mulheres na profissão também são um alvo particular, vítimas de assédio sexual e abuso pela Internet. https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/11/02/relatorio-da-unesco-mostra-que-86-jornalistas-foram-mortos-em-2018.ghtml

Nas minhas peregrinações que fiz, quando ali voltei 39 anos depois, foram até alguns amáveis jornalistas que amavelmente me acompanharam a vários pontos da ilha, tal como documento com estas duas imagens - E muitas outras que tenho no meu arquivo

NUM MEIO PEQUENO SER JORNALISTA -  COMPETENTE E LIVRE DE PRESSÕES NÃO É FÁCIL

A comunicação social, em S. Tomé e Príncipe, está de luto: perde uma das figuras populares do canal de televisão privado, digital, TV Andim, o jornalista   Adler Santiago, vitima  de acidente de viação.

 Era uma das imagens simpáticas e dinâmicas, uma presença nos ecrãs da televisão,  sorridente e  amável, da TV  Andim, nomeadamente, no campo das entrevistas e reportagem

 O infausto acontecimento, assinalado pela imprensa local, com sentida consternação, a que nos associamos  deveu-se ao choque da sua motorizada com um jipe: pois, os baixos salários também aqui atingem os profissionais da comunicação social, que  tèm que  recorrer ao transporte mais económico, que, justamente, por esse facto, é  também aquele que  costuma correr mais riscos e ensombrar as estatísticas do trânsito.

Adeus Adler Santiago…

Foto Téla Nón
 O jornalista, Abel Veiga,  do Téla Nón, num artigo intitulado, "Enfim... Adeus Adler Santiago, recorda-o como um Jovem humilde, um jornalista dedicado,  frisando que "a Comunicação Social, perdeu um dos seus mais promissores jornalistas. Que a sua alma descanse em paz. https://www.telanon.info/sociedade/2019/01/22/28550/enfim-adeus-adler-santiago/

Por sua vez, são também de profundo pesar  as palavras  expressas na redes sociais, com a sua imagem .

Além de serviços de reportagens, Adler de Barros Santiago, formado numa universidade cabo-verdiana, conduzia também programas de debate bem como apresentação de outros géneros jornalísticos nesta estação privada de TV digital Andi
STP-Press
Por seu turno, a agência STP-Press, fala do  profissional que fez a diferença no mundo do jornalismo são-tomense pelo seu rigor e pela sua imparcialidade” – consideração publicada esta no Site oficial da Andim TV face ao fatal acidente”
Além de serviços de reportagens, Adler de Barros Santiago, formado numa universidade cabo-verdiana, conduzia também programas de debate bem como apresentação de outros géneros jornalísticos nesta estação privada de TV digital Andim. http://www.stp-press.st/2019/01/19/morreu-jornalista-sao-tomense-da-tv-andim-vitima-acidente-viacao/

EIS O QUE DISSEMOS NESTE SITE, EM 5 DE MAIO DE 2017 

Jornalismo profissão de alto risco  – Em 2016 foram mortos 115 jornalistas – Brasil lidera ranking de jornalistas mortos - Mas há um pequeno país no mundo, dos mais pacíficos,  onde “Falar Não Pode “ – Onde  um Primeiro-ministro confunde jornalistas com guardas  presidenciais armados e faz censura na rádio e televisão  - No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu o “fim de todo o tipo de repressão contra jornalistas: lembrou que “precisamos que todos defendam nosso direito à verdade”.





EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE NINGUÉM É MORTO POR EXPRESSAR A SUA OPINIÃO – É UMA TERRA MARAVILHOSA E PACIFICA – Mas, atualmente, diz o presidente da Associação dos jornalistas São-tomenses (AJS), Juvenal Rodrigues, que a situação dos profissionais da comunicação social assemelha-se a de um "país que vive num estado de exceção disfarçado".

TÉLA NÓN - "Parece que o país vive num estado de exceção disfarçado, porque há comissários políticos e agentes que gravam conversas, mesmo em situações de convívio", disse Juvenal Rodrigues na IV conferência anual por ocasião de 03 de maio, Dia Internacional de Liberdade de Imprensa.


“A descarada censura que chega ao ponto de descaracterizar completamente certas matérias produzidas por jornalistas, a ponto dos autores não reconhecerem o trabalho que deixaram feito; a autocensura, a ausência de debates e do contraditório e a exclusão acentuaram-se consideravelmente desde outubro de 2014», prosseguiu o Presidente da Associação de Jornalistas de São Tomé e Príncipe.



“Bufaria” no seu auge no seio dos profissionais da comunicação social e não só. Uma democracia fragilizada. «Não se pode falar verdadeiramente de um Estado de Direito Democrático neste quadro. O democrata convicto não tem medo do contraditório, não receia críticas e não alimenta a “bufaria”- passe a expressão. O pluralismo é uma das características da democracia», frisou Juvenal Rodrigues.
Perseguição, é a lei decretada contra os órgãos de comunicação social, ou profissionais, que não se vergam a vontade do Chefe.

«A perseguição tem outros contornos. Por exemplo, acabar com programas nos órgãos públicos, cujos rostos não são militantes ou simpatizantes do partido no poder. A tentativa de asfixiar economicamente os mesmos. Os militantes e simpatizantes é que têm todos os direitos e mais alguns. Existem casos em que a mesma pessoa é assistente de imprensa de vários organismos estatais, além de estarem vinculados a órgãos públicos. Regra geral, o apoio do Estado ao fomento de órgãos de imprensa privados nunca foi expressivo, num país em que o mercado é inexpressivo e o setor privado está de rastos. Mas atualmente, a situação piorou, com a retirada de publicidade de empresas em que o Estado também é acionista, naqueles títulos de imprensa fora do controlo do poder».

Pressão contra os jornalistas que não abdicam da sua liberdade, atingiu níveis invulgares e o Ministério Público, não consegue agir em tempo útil.  «Outra forma de pressão. O Sr.primeiro-ministro,Patrice Trovoada, acusou publicamente numa entrevista difundida a 11 de setembro de 2016 pela TVS e a Rádio Nacional, que jornalista independente recebeu arma de guerra da Presidência da República. A Associação dos Jornalistas solicitou logo depois ao Ministério Público com carácter urgente para investigar o facto. Manifestou-se disponível a colaborar no que fosse necessário e fê-lo. A verdade é que passados quase oito meses, o Ministério Público ainda não divulgou o aguardado relatório», denunciou a Associação dos Jornalistas.
divulgou o aguardado relatório», denunciou a Associação dos jornalistas - Excerto de  STP -  “Falar não Pode” Mais detalhes sobre a verdade dita pela AJS no dia da liberdade de imprensa, podem ser conhecidos aqui – Discurso AJS

LUSA  - (..) O presidente do sindicato dos jornalistas e técnicos da comunicação social (SJS), Helder Bexigas, denunciou, por seu lado, a marginalização de alguns jornalistas nos órgãos públicos.

"Profissionais experientes e competentes são marginalizados, humilhados e silenciados, porque não se prestam a fazer o jogo da manipulação, da distorção dos factos e até da mentira", disse Helder Bexigas.Excerto de  Dia mundial de liberdade de imprensa assinalado em São Tomé e


O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, reconheceu a "luta visível" de muitos profissionais da comunicação social "para que a informação seja divulgada com rigor e verdade".
O presidente do Conselho Superior de Imprensa, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, Patrick Lopes, defendeu uma comunicação social livre, independente e pluralista, que permita a todos os são-tomenses a terem acesso a uma informação credível e diversificada".LUSA - Excerto de  Dia mundial de liberdade de imprensa assinalado em São Tomé e
LEVIANDADES E INCONSCIÊNCIAS DE UM PERIGOSO GOVERNANTE - Eis o que dissemos neste site, em 18 de Setembro, a propósito das acusações infundadas que fez a um jornalista - CONFUNDE JORNALISTAS COM GUARDAS ARMADOS





.Nós estamos a fazer um trabalho de recolha de armas!.... Bom, como é que um jornalista recebe da Presidência da República, para seu uso pessoal, uma arma de guerra?!... É jornalista?!... É jornalista?... É independente?!... O que é que ele é?!... É mercenário?!...  Jornalista?!... É o quê?!...
- Mas o Sr, disse que não vai citar nomes? - Pergunta  um dos entrevistadores
- Não vou citar nomes!

- E então por que é que o Governo não cita o nome?
-Não vale a pena!  O que eu estou simplesmente a dizer é que são práticas, que, a mim me deixam um bocadinho duvidoso sobre a independência de muitos jornalistas!...

Um jornalista… é subjetivo, dizer que ele é independente e não é independente!... Mas esse tipo de promiscuidade, de jornalista membro nacional de partido, jornalistas que defendem armas da Presidência da República, etc

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