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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 13 de janeiro de 2019

ROSTOS QUE ESPELHAM NAS RUGAS AS VICISSITUDES DOS ANOS E DO TEMPO





APENAS DIFEREM NO TOM DA PELE - PELAS VEIAS CORRE A COR DO MESMO SANGUE - Dois rostos – Um de Cabo Verde, em S, Tomé, outro da minha aldeia - Chãs - do concelho de V. Nova de Foz Côa -  As mesmas rugas do tempo, o sentimento universal estampado de quem não viu passar os dias sem sacrifícios e sofrimento. Um dos rostos, o da minha terra, já partiu para a eternidade, há uns anos; o da outra mulher cabo-verdiana, vive na Roça Água Izé, e era também a imagem de alguma felicidade e expectativa num dia em que, o Presidente, Jorge Fonseca, ali chegava e preenchia a vida do vazio dos demais dias, da ausência que a saudade da sua ilha longínqua não apaga.





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