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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

“A China está a aproveitar-se para comprar países inteiros e, nalguns casos, a preço de saldo. Portugal é um bom exemplo desse investimento" - "Dívida de Angola à China ronda os 23 mil milhões de dólares” – Estão a pagá-la com o petróleo ao preço da água. Nas campanhas perfilaram-se nos dois lados: Chineses acham que Trump ou Clinton serão melhores do que Obama” – Desta vez erraram no alvo. -Quase toda a dívida externa da Venezuela está nas mãos da China, que não quer um governo que deixe de lhe pagar. China e Japão possuem quase 50% da dívida pública dos EUA detida por estrangeiros

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informaçao e análise 

Na China,  quem não alinhar nos esquema da Ditadura, é condenado por corrupção: mas esta está instalada no próprio regime que influencia e corrompe ao mais alto nível no mundo inteiro  - Tendo logrado grandes vantagens através de apoios que concedem aos políticos: A eleição de Cliton, foi apoiada pelos chineses, que depois lhe franqueou  as portas para o comércio mundial   
Também estiveram por detrás do apoio, tal como a Rússia, a Trumps, mas desta vez erraram no alvo 

MUITO CAUTELOSOS - MAS TAMBÉM SE ENGANAM - Os chineses acreditam que qualquer um dos candidatos à Casa Branca, a democrata Hillary Clinton ou o republicano Donald Trump, será melhor do que o atual presidente dos EUA, Barack Obama. https://www.jn.pt/mundo/interior/chineses-acham-que-trump-ou-clinton-serao-melhores-do-que-obama-5482449.html


AMORDAÇARAM  O PEQUENO E O MÉDIO COMÉRCIO SANTOMENSE - CONSTRUINDO UMA MONSTRUOSO EDIFÍCIO  NO CENTRO DA CAPITAL - SEM O MENOR RESPEITO PELA PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO  TRADICIONAL - EM ANGOLA, ATÉ DAS PEQUENAS QUITANGAS DOS BAIRROS DAS BARRCAS, JÁ SE APODERARAM 






"Negócios da China" com cunho angolano Grupo chinês prometeu reconstruir algumas das infraestruturas de Angola. Em troca do financiamento, pedia o petróleo angolano como garantia. Mas os projetos têm sofrido atrasos e há críticas à falta de transparência.

foi criada em 2003 e está sediada numa morada em Hong Kong, na China. Faz parte do chamado grupo de Queensway e entrou em Angola numa altura em que o país estava ainda a recuperar da guerra civil e precisava de infraestruturas. https://www.dw.com/pt-002/neg%C3%B3cios-da-china-com-cunho-angolano/a-6648933

A MESMA EMPRESA DO GRUPO QUEESWAY LIGADA ASO NEGÓCIOS CORRUPTOS DE PATRICE TROVOADA Catamarans, Vedetas da guarda costeira, os 30 milhões, e o chinês Sam Pa

Um homem de negócios, com ligações a Angola, e que segundo a imprensa internacional ostenta uma fortuna avaliada em 9 mil milhões de dólares. É o dono da empresa China International Fund, que o Ministro das Finanças Américo Ramos, a mando do Primeiro-ministro Patrice Trovoada, assinou o acordo de crédito financeiro de 30 milhões de dólares para construção de uma cidade administrativa em São Tomé. O acordo foi assinado no dia 20 de Julho de 2015 a mando do Primeiro Ministro e Chefe do Governo, Patrice Trovoada(Leia o mandato do PM e o teor do acordo https://www.telanon.info/politica/2017/06/07/24585/catamarans-vedetas-da-guarda-costeira-os-30-milhoes-e-o-chines-sam-pa/

Obras chinesas em Angola são sinónimo de má qualidade A qualidade das obras executadas por empresas chinesas em Angola deixa muito a desejar. Estradas, hospitais e casas apresentam muitos problemas em pouco tempo de duração. Falta fiscalização e a corrupção continua. https://www.dw.com/pt-002/obras-chinesas-em-angola-s%C3%A3o-sin%C3%B3nimo-de-m%C3%A1-qualidade/a-44995560



Dívida de Angola à China ronda os 23 mil milhões de dólares 5/9/2018 Archer Mangueira, que se encontra na capital chinesa a acompanhar a comitiva o Presidente angolano, João Lourenço, à terceira cimeira do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), referiu que para amortizar a dívida de Angola à China terão de ser criados projetos que potenciem um encaixe financeiro a médio e longo prazos. https://observador.pt/2018/09/05/divida-de-angola-a-china-ronda-os-23-mil-milhoes-de-dolares/

China e Japão possuem quase 50% da dívida pública dos EUA detida por estrangeiros

Cerca de metade da dívida pública está na mão de investidores estrangeiros. A China é, actualmente, o maior credor dos Estados Unidos, detendo 1,17 biliões de dólares da dívida pública norte-americana.




 
CHINESES FIZERAM A FESTA DO PORCO, EM LISBOA,  COM APOIO DAS EMPRESAS PORTUGUESAS QUE COMPARARAM A PREÇO DE SALDO -

 África está nas mãos dos chineses , a Europa é outro fruto apetecido -  Com os apoios nas campanhas  Chineses apoiaram  Cavaco Silva para que o Governo de Passos e Portas, lhe oferecesse a EDP e as principais empresas públicas   
  
A Liga dos Chineses em Portugal (LCP) anunciou hoje o apoio à recandidatura de Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República nas eleições de Janeiro, justificando a decisão com a necessidade de aproximar os chineses naturalizados aos assuntos políticos. https://sol.sapo.pt/artigo/7941/chineses-em-portugal-apoiam-cavaco-silva

Nos últimos anos, tem havido um retrocesso contra o que alguns consideram a abordagem neocolonial da China à África - drenar o continente de seus minerais brutos em troca de empréstimos baratos, projetos de infra-estrutura enormes, mas às vezes de má qualidade, e uma relutância estratégica em procurar muito de perto a corrupção de alto nível.


A Europa, que aponta que já 36% do comércio da África é com a UE, comparado com apenas 16% à China, está interessada em explorar sua vantagem geográfica em termos de proximidade com o continente ao mesmo tempo em que enfrenta a questão politicamente divisiva. de migração descontrolada.



2 de setembro de 2018O presidente da Comissão Européia, Jean-Claude Juncker, propôs uma nova aliança com a África para aprofundar as relações econômicas e aumentar o investimento e o emprego.

A proposta poderia ajudar a criar até 10 milhões de empregos na África nos próximos cinco anos, disse Juncker.

A visão envolve o que ele chama de um acordo de livre comércio "continente a continente".

Faz parte do plano da União Europeia aprofundar os laços com a África para combater a crescente influência da China.






A Europa tem uma mensagem complicada para a África.

Por um lado, os líderes da União Europeia ainda estão preocupados com o desafio da imigração descontrolada e suas conseqüências políticas.

Daí o apelo de Jean-Claude Juncker por mais 10.000 guardas para impedir que os africanos e outros migrantes atravessassem as fronteiras da Europa.

E com mais guardas, dinheiro de ajuda mais antiquado também, para apoiar estados africanos frágeis e empobrecidos e encorajar seus cidadãos a ficarem em casa, em vez de se juntarem aos que se dirigem para a Europa.



Propostas da UE:

Facilitar os estudantes africanos a estudar em universidades europeias

Ajudar a África a melhorar o clima para as empresas e aumentar a assistência financeira

Fornecer um total de US $ 46 bilhões em subsídios ao longo dos sete anos a partir de 2021




Visão | "A China está a aproveitar para comprar países inteiros



Entre 2001 e 2004, foi chefe de Contrainteligência e Segurança do Eurocorps, em Estrasburgo. Recentemente, durante a formação do Governo de Pedro Sánchez, o nome do espanhol Pedro Baños, 58 anos, chegou a ser dado como certo para diretor da Segurança Nacional. No entanto, a oposição protestou, atribuindo a este militar simpatias pró-Putin. A editora Clube do Autor acaba de lançar, em Portugal, o seu livro Os Donos do Mundo.

Em Espanha, o Partido Popular e o Ciudadanos acusaram-no de simpatias pró-Rússia. A que atribui essa suspeita?

Tenho defendido, e continuo a defender, que a União Europeia (UE) deve fazer o possível por manter muito boas relações com a Rússia. 

(…) Escreve, no livro, que a Europa já manda pouco e tenderá a mandar cada vez menos. Isso sente-se em quê?

Estamos a retroceder na capacidade de influenciar o contexto mundial. Em contrapartida, outros países afirmam-se, muito centrados na Ásia, sobretudo a China, mas não devemos esquecer a Índia, com os seus 1 300 milhões de habitantes, muito boa tecnologia, e onde as elites falam inglês, o que permite maior penetração nos mercados internacionais. Estamos numa guerra económica claríssima, em que a Europa perde competitividade. Até há pouco tempo representava 25% do PIB mundial, hoje anda pelos 17% e, por volta de 2030, prevê-se que não seja mais de 7% ou 8%. Se não formos capazes de reinventar a UE, teremos um futuro realmente incerto.

Até que ponto a vinda de refugiados levanta problemas reais de segurança à Europa?

Quando se fala em segurança, há novamente que ter em conta a nossa diversidade. A principal preocupação dos países do Leste ou do Centro da Europa é com a Rússia. Já na faixa mediterrânica, Itália, Malta, Espanha ou Grécia, o problema são os movimentos migratórios em massa descontrolados, até pelo perigo de terrorismo de recorte salafita e jihadista. Esta diversidade faz com que também não sejamos capazes de chegar a acordo quanto a políticas comuns para combater os riscos de segurança. 
É uma grande debilidade.

O declínio da Idade do Petróleo que consequências geoestratégicas trará?

Na Europa, somos absolutamente dependentes do exterior em energia, seja em gás ou em petróleo. Isto não vai mudar assim. Ainda que amanhã todos os automóveis particulares passassem a ser elétricos, o petróleo continuaria a ter muita importância, pois grande parte do que nos rodeia provém de derivados do petróleo. No Médio Oriente, coexistem vários fatores, mas um importante é obviamente o domínio dos poços de petróleo, porque na Arábia Saudita, no Kuwait ou no Iraque estão os poços mais rentáveis do mundo, tanto pela qualidade do crude como pela facilidade de extração.

Portanto, não influirá muito na evolução do Médio Oriente?

Todos os problemas do Médio Oriente se repercutem no conjunto da UE. O mesmo sucede com o Magrebe, os países do Sahel e, cada vez mais, com a África Ocidental. A intervenção na Líbia, absolutamente errada, trouxe grande desestabilização. Voltando ao Médio Oriente, travam-se ali guerras sobrepostas, como no caso da Síria, onde há uma guerra civil, uma guerra regional e uma guerra de política mundial, a do confronto entre a Rússia e os EUA.

Como perito em contrainteligência, de que forma prevê que evolua o terrorismo jihadista?

Continuará a existir, porque não se eliminaram as suas raízes. Porém, preocupa-me muito mais o fundamentalismo salafita que está a instalar-se na Europa, ao qual se presta menos atenção.

(…) Como vê a China na sua relação 
com os EUA e com a Europa?

A China, de forma mais astuta e a longo prazo, quer também dominar o mundo, e igualmente através da economia. Isto não é novo, pois, já em finais dos anos de 1970, Deng Xiaoping reinventara o país deixado por Mao, para poder reforçar a sua capacidade económica. 
E a China está a aproveitar para comprar países europeus inteiros e, nalguns casos, a preços de saldo. Portugal é um bom exemplo do investimento chinês, seja no porto de Sines, nos transportes aéreos, na Banca ou na eletricidade estatal, seja através dos Vistos Gold, quase todos adquiridos por chineses. A penetração da China em setores estratégicos do continente europeu é um dado relevante.

O embaixador norte-americano em Portugal disse recentemente que os EUA estão preocupados, sobretudo por os negócios envolverem empresas estatais chinesas. Assim, tratar-se-ia de uma parceria política e não económica.

É perfeitamente compreensível essa preocupação do embaixador. E poderíamos falar também de África ou da América Latina. Há alguns confrontos, como na Venezuela, a que não é alheia essa disputa política entre EUA e China. Quase toda a dívida externa da Venezuela está nas mãos da China, que não quer um governo que deixe de lhe pagar. Os EUA estão muito preocupados, veem a China cada vez mais como o principal inimigo. Claro que, quando esta se tiver consolidado do ponto de vista económico, o próximo passo será dotar-se de um exército mais poderoso, não só em número de efetivos mas também qualitativamente.


Dedica parte do livro à guerra pelo Espaço. Em que ponto estamos?


O domínio do Espaço é um novo campo de confronto entre as grandes potências. Não só porque, se a população continuar a crescer ao ritmo atual, serão necessários novos destinos para a Humanidade mas também pelos recursos naturais, a energia, os materiais que existem em asteroides e planetas. A China e a Índia também estão nesta corrida. Em janeiro, Trump deu ordens à NASA para tratar do regresso de seres humanos à Lua, seguindo depois dali pelo menos para Marte. E crê-se que se têm instalado armas a laser em alguns satélites. 
O Espaço está de novo a ser militarizado.

Quais são as grandes evoluções geoestratégicas previsíveis 
para os próximos tempos?


Preocupam-me vários temas que são transversais. Os países, sobretudo os pequenos, devem estar atentos às tentativas de controlo económico por parte de grandes grupos investidores, de grupos de capital de risco ou de fundos soberanos de outros países. Senão, estaremos a vender os nossos países a preços muitos baixos, o que terá consequências no futuro.

Outro problema é a degradação do meio ambiente, incluindo as alterações climáticas. Recursos naturais como a água vão adquirir um valor enorme. Grandes multinacionais já estão a investir em água, o que se relaciona com outro desafio estratégico que é a demografia. Nalguns países, o problema será a baixa natalidade, como já acontece na Europa. Ao contrário, em África a população vai duplicar (até 2050). Outra ameaça importante é a disputa que se trava no ciberespaço, na internet e nas redes sociais, com toda a manipulação e todo o controlo dos meios de informação. Lamentavelmente, creio que os políticos não prestam a devida atenção a isto, que será uma grande vulnerabilidade para toda a Europa.


Mas há maneiras de conseguir realmente mais segurança no ciberespaço?

Muito mais. Um ataque importante no ciberespaço pode bloquear um país inteiro. Tudo é controlado pela informática, seja o fornecimento de água e de eletricidade seja o funcionamento dos bancos. Os grandes países têm verdadeiros exércitos neste tipo de tarefas. 
Os EUA elevaram o seu comando de ciberguerra, já nem lhe chamam ciberdefesa, ao nível de comando estratégico, tal é a importância disto para a segurança dos cidadãos. Há que prestar toda a atenção a este tipo de risco. http://visao.sapo.pt/atualidade/entrevistas-visao/2018-08-12-A-China-esta-a-aproveitar-para-comprar-paises-inteiros-e-nalguns-casos-a-preco--de-saldo.-Portugal-e-um-bom-exemplo-desse-investimento


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