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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Catarina de Bragança – Nasceu Princesa em Portugal e foi Rainha em Inglaterra, onde lhe deu Império “Uma das melhores e mais puras mulheres que se sentaram no trono de Inglaterra”..


PÁGINAS DA HISTÓRIA PORTUGAL E A SUA LIGAÇÃO À CORTE INGLESA
 

"UMA RAINHA PORTUGUESA QUE MARCOU A CORTE INGLESA"


"Nasceu em 25 de novembro de 1638, em Vila Viçosa, onde então viviam seus pais os Duques de Bragança, D. João e D. Luísa de Gusmão.

Após a Restauração da Independência, a negociação do seu casamento entrelaçou-se com os interesses diplomáticos de Portugal, na conjuntura da Guerra com a Espanha. Acabaria por casar-se, em maio de 1662, com o penúltimo rei absoluto de Inglaterra, D. Carlos II. Como dote de casamento, o Rei português pagou 2 milhões de cruzados e entregou à Inglaterra, a cidade de Tânger, no Norte de África, e Bombaim (hoje a maior cidade da Índia), na costa Oriental Indiana.
No despique pelo poder, D. Carlos II foi derrotado por Cromwell, exilando-se durante 9 anos na Europa Continental (França e Holanda). Voltou a Inglaterra para governar a partir de 1660. Dois anos depois casou com D. Catarina de Bragança e, desde logo, a rainha mostrou a força do seu carácter obrigando o Rei a duas cerimónias de casamento (uma pela Igreja Católica, em segredo; outra pela Igreja Anglicana, em público).
A vida de casada com o monarca inglês não foi fácil, porque o rei teve várias amantes, algumas na própria Corte. Teve dessas relações vários filhos ilegítimos mas nunca conseguiu ter qualquer filho legítimo, apesar de D. Catarina ter engravidado mais do que uma vez".  Excerto de https://viajandonotempo.blogs.sapo.pt/d-catarina-de-braganca-32480


Catarina de Bragança (1638-1705), rainha consorte de Inglaterra (1662-1685), pelo seu casamento Carlos II, da casa dos Stuart. Foi ela que mandou construir o palácio da Bemposta.

"A Rainha portuguesa que mudou a Inglaterra e lhe deu um Império"


"Nasceu princesa em Portugal, foi rainha de Inglaterra (a única portuguesa a sê-lo) e por duas vezes chegou a ser regente do trono de Portugal. À portuguesa Catarina de Bragança está associado o nome do bairro de Queens, em Nova Iorque, o nome do bolo que todos conhecemos por “queque”, o hábito de beber chá na Grã-Bretanha (entre outras novidades introduzidas na corte inglesa) e o início do grande império britânico na Índia, tendo tido ainda um contributo primordial para a independência de Portugal face a Espanha



Filha do (futuro) rei João IV, nasceu em Vila Viçosa no dia de Santa Catarina, 25 de Novembro, quando reinava em Portugal o rei espanhol Filipe III. Dois anos depois, o 1.º de Dezembro – restauração da independência nacional – marcou o início de um longo período de 28 anos de guerra com os espanhóis, que não se conformaram com a declaração de independência e a subsequente ocupação do trono português por João IV (duque de Bragança). Este facto iria marcar o destino de Catarina.


Em 1661, mais de 20 anos de guerra tinham deixado o país “exausto e as populações desesperadas, com a sobrecarga dos impostos, as contínuas levas de soldados, a falta de mantimentos e o cansaço dos espíritos” e a fome alastrava a várias zonas do país. Nesse ano, havia notícias seguras de que Espanha estava a preparar uma grande invasão de Portugal. Para agravar a situação, muitos países, incluindo a Santa Sé, não tinham ainda reconhecido a nova situação portuguesa. Portugal estava cada vez mais dependente do apoio de Inglaterra e negociou, por isso, um novo tratado confirmativo da velha aliança luso-britânica e o casamento da princesa Catarina de Bragança com o rei de Inglaterra, Carlos II, que ocorreu no ano seguinte. A temida invasão espanhola veio a acontecer uns meses depois. Os espanhóis chegaram a tomar posse de Évora, mas a invasão acabou por ser repelida pelo nosso exército, com a preciosa ajuda de milhares de soldados ingleses. Nova grande invasão foi tentada em 1665, mas mais uma vez sem sucesso. Espanha e Portugal acabaram por assinar um tratado de paz e a guerra terminou finalmente. Portugal tinha garantido a independência conquistada em


O casamento de Catarina de Bragança com o rei de Inglaterra, tendo sido fundamental para o futuro de Portugal, custou muito ao país. O dote da princesa incluía o pagamento, por Portugal, de dois milhões de cruzados, que custaram muito a reunir. A rainha (Leonor de Gusmão) terá dado o exemplo, desfazendo-se das suas numerosas e valiosas jóias. Empenharam-se pratas, jóias e outros tesouros de conventos e igrejas portugueses. E durante dois anos foi necessário dobrar o pagamento das sisas. Além dos dois milhões de cruzados, o dote da princesa Catarina incluiu ainda a transferência, para os ingleses, da posse de Tânger, em Marrocos, e de Bombaim, na Índia. Foi precisamente com Bombaim, oferecida pelos portugueses, que os ingleses iniciaram a sua presença na Índia e aí construíram um grande império, que se manteve até à independência indiana e paquistanesa no século XX…


Catarina de Bragança partiu para Inglaterra, para casar, em 1662. Tinha sido educada num convento, de onde só tinha saído meia dúzia de vezes, e não sabia uma única palavra de inglês. Católica num país de protestantes (foi a última rainha católica de Inglaterra), foi alvo de inúmeras suspeições, intrigas e conspirações, o que se agravou com a circunstância de nunca ter conseguido ter um filho do rei (que, em contrapartida, teve 15 filhos das suas muitas amantes). Tentaram convencer a rainha a entrar num convento, o parlamento inglês chegou a oferecer ao rei 500 000 libras caso este se divorciasse de Catarina e em 1678 a rainha foi mesmo formalmente acusada, pelo parlamento, de estar por detrás de uma conspiração para matar o rei. Era, ainda assim, estimada em Inglaterra. Sobre Catarina de Bragança escreveu a escritora britânica Lillias Campbell Davidson que foi “uma das melhores e mais puras mulheres que se sentaram no trono de Inglaterra”.

Excerto de 


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