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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

PÚBLICO. Edição de hoje, destaca a cooperação de assistência médica da ONG do Instituto Marquês Valle Flôr “ (IMVF) “Equipa portuguesa está em São Tomé há oito anos a estudar a surdez nas crianças” – Mas a Fundação instalou-se há 30 anos, nas Ilhas Verdes, conforme recordámos em Odisseias nos Mares no passado dia 12 de Fev.



Este era o titulo que demos ao nosso post: - Instituto Marquês de Valle Flôr  - No reforço da cooperação com São Tomé e Príncipe – Uma das ONGD, mais antigas e ativas, nas Ilhas Verdes do Equador - Fundado em 1951, com o estatuto jurídico de Fundação.  - E desde há 30 anos nas Maravilhosas Ilhas Verdes do Equador


E DESTACÁMOS O “EXEMPLO DEVOTADO E DIGNIFICANTE DE BEM SERVIR O POVO-IRMÃO DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE – HÁ 3O ANOS - PELO INSTITUTO MARQUÊS DE VALLE FLOR - DESEJANDO QUE SEJA UMA OPORTUNIDADE PARA SER UMA EFEMÉRIDE JUSTAMENTE RECORDADA E ASSINALADA”   . http://www.odisseiasnosmares.com/2019/02/instituto-marques-de-valle-flor-no.html

Começamos por sublinhar que  “existem, em STP,  várias ONG, cuja atividade passa praticamente despercebida, pois, de um modo geral, o trabalho voluntarioso destas organizações, quando bem intencionado, é feito mais próximo das populações desprotegidas de que a pensar nos holofotes da ribalta dos media. 

CONGRATOLÁMO-NOS POR ESTE MERECIDO DESTAQUE PELO JORNAL PORTUGUÊS:

"Equipa portuguesa está em São Tomé há oito anos a estudar a surdez nas crianças" - PÚBLICO


Foi em Fevereiro de 2011 que dois otorrinolaringologistas, dois enfermeiros e um audiologista portugueses rumaram a São Tomé e Príncipe naquela que seria a primeira de muitas outras expedições, no âmbito do projecto Saúde para Todos – Especialidades, desenvolvido pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF).
Os médicos previam encontrar vários casos de otites médias crónicas, ou seja, infecções persistentes do ouvido médio. Porém, depois de um primeiro contacto com a população, a equipa deu conta de um elevado número de surdez em crianças. Das 640 crianças observadas, 34% são surdas (13% das quais sofrem de surdez profunda) e 22% ouvem apenas de um ouvido (consideradas normouvintes), sendo que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um indivíduo é surdo se ambos os ouvidos tiverem surdez.
Regra geral, a surdez em crianças deriva de infecções e, como tal, é passível de ser tratada. No entanto, os médicos aperceberam-se de que muitos dos casos correspondiam a surdezes irreversíveis, pelo que decidiram dedicar-se ao estudo das possíveis causas desta patologia naquela população.

“Aquilo que verificámos na primeira missão é que, ao contrário do que estávamos à espera, que eram as tais otites médias crónicas, encontrámos muita surdez, mas com ouvidos normais, ou seja, não havia infecções. Tínhamos sobretudo a parte da surdez irreversível sem possibilidade de recuperação”, explica ao PÚBLICO Cristina Caroça, investigadora da Universidade Nova de Lisboa e médica otorrino que liderou a equipa no terreno. 

Desde a quarta missão até à penúltima, a 26.ª, mais de metade das crianças observadas, com menos de 15 anos, revelaram uma surdez com perda auditiva em pelo menos um dos ouvidos ou nos dois. “A grande maioria das crianças [mais de 50%] tem os dois ouvidos surdos ou uma surdez unilateral”, nota Cristina Caroça. No total, considerando a população toda da amostra (incluindo adultos e crianças), 32% dos indivíduos apresentam surdez bilateral neurossensorial, um tipo de surdez irreversível.
“Sabemos que a surdez condiciona muito o desenvolvimento socioeconómico de um país, porque um surdo não se integra tão facilmente numa sociedade ouvinte, não trabalha, fica isolado e não tem autonomia. Percebemos que, naquela população, este era um problema de saúde pública”, acrescenta a investigadora, cuja tese de doutoramento incidiu sobre a surdez em São Tomé e Príncipe.
Nas crianças, a “surdez apresenta um risco aumentado de baixa aprendizagem, abuso físico, social, emocional e sexual, podendo mesmo levar à morte”, escrevem os autores num artigo científico que resultou desta investigação, publicado em 2016 na Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facial.​
Segundo os autores, em 2016 a OMS estimava que cerca de 5% da população mundial (360 milhões de pessoas) apresentava incapacidade auditiva, com elevada prevalência nos países em desenvolvimento da Ásia e África subsariana. Em Portugal, estima-se que existam mais de 26 mil surdos.

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