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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

TRAGÉDIA NO PICO CÃO PEQUENO - HÁ 3 ANOS, EM S. TOMÉ - SANGUE, SUOR E SOFRIMENTO - SALVEI-ME POR MILAGRE, QUANDO ALI ACOMPANHAVA, EM REPORTAGEM UMA EQUIPA DE ALPINISTAS - Dos sorrisos ao pesadelo: - Mal haviam começado a escalada, quando, ao procurar um melhor ângulo para a fotografar, ao agarrar-me a um arbusto, este solta-se e precipita-me numa ravina a vários metros e num montão de afiadas rochas – Se não perdi a vida, a devo a Deus e à pronta assistência de bons amigos, que me foi prestada; quer no local, quer a que veio ao meu encontro, graças às diligências do Coronel Victor Monteiro

Jorge Trabulo Marques  - Jornalista 

Senhor não deixes  que eu me canse por mais revezes que sofra a minha vida -



SONHO ADIADO DE QUEM ACREDITAVA PODER-SE DESFRALDAR AS BANDEIRAS NACIONAIS - DOS DOIS PAÍSES IRMÃOS - NA CRISTA DO PICO CÃO PEQUENO Por uma equipa de alpinistas, vindos de Portugal: composta por  uma canadiana, uma portuguesa e um português, acompanhados por um médico oftalmologista, que se deslocaram  a S. Tomé para conhecerem as suas belezas naturais, (sim, porque os apaixonados pela escalada, são intrinsecamente amantes da Natureza) ali  fazerem um teste  no Pico Cão Pequeno, uma vez que já  todos os seus elementos sabiam que a primeira conquista, havia pertencido, há 15 anos, à equipa italiana, liderada por Matteo Rivadossi, e, caso as condições meteorológicas o permitissem e a  escalada fosse coroada de sucesso (sim, porque, na Gravana, seria o tempo ideal, embora  nos meses de Janeiro e Fevereiro se registe um abrandamento da temperatura e de menor precipitação, designado por Gravanito.)  aproveitarem para  hastearem as bandeiras nacionais de S. Tomé e Príncipe e de Portugal, no seu cume,  como um gesto de amizade e de cooperação, entre os  dois países irmãos.


A bandeira portuguesa, trouxeram-na de avião; a de S.T.P, foi oferecida pelo Coronel Victor Monteiro, Diretor do então Gabinete do Presidente da República – 

Por seu turno, e uma vez que a referida equipa se propunha colaborar com as minhas pesquisas arqueológicas  e em mergulhos nalguns pontos da costa marítima,  que iniciara em 2014, entre outros locais, onde é suposto ter começado a colonização portuguesa, e, tendo tido o apoio da  Presidência da República de Manuel Pinto da Costa, que disponibilizara para o alojamento, uma das vivendas  do Palácio do Povo, a equipa aceitou deslocar-se a S. Tomé . 

Por sua vez, a Embaixada Portuguesa,  quando tomou conhecimento do projeto, também manifestou a sua disponibilidade para uma palestra, no final da sua estadia, no Centro Cultural Português - Infelizmente, uma violenta queda, quando procedia à recolha de imagens, na altura em que a referida equipa, empreendia  a sua ascensão, veio gorar todos estes arrojados mas belos propósitos.

UM DESEJO ESBOÇADO EM 25 DE NOVEMBRO DE 2015  - NA PALESTRA DA ESCALDA DO PICO CÃO GRANDE, PROMOVIDA PELA ASSOCIAÇÃO DESNÍVEL  Palestra: 40 Anos sobre a Escalada do Pico Cão Grande 

Esta iniciativa, inteiramente costeada pela equipa que se propunha escalar o pico Cão Pequeno, começou a ser delineada, em Novembro passado, durante a palestra, sobre os 40 anos da escalada do Pico Cão Grande.que teve lugar na Casa da Gruta, em Cascais, sede da Associação Desnível



Corajoso Constantino Bragança 
Na verdade, em 12 de Outubro, de 1975, a três dias da minha partida para uma aventura marítima, a minha equipa, conquistava, finalmente, o tão desejado cume do Pico Cão Grande, tentado por várias equipas estrangeiras, sem êxito - Dois anos sozinho, e, por fim, de, 73 a 75, com uma equipa de valorosos santomenses - Constantino Bragança, Cosme Pires dos Santos, e os guias, Sebastião e o Chico - conquistávamos a crista de um dos mais difíceis e caprichosos monólitos do planeta

Tal o entusiasmo gerado  à volta da descrição e das imagens apresentadas daquela escalada, associada às maravilhas da paisagem de S. Tomé e Príncipe, que ficou a desde logo a pairar o desejo de ali se deslocar uma equipa de alpinistas desta associação para concretizar a segunda escalada do Pico Cão Grande, depois de quatro tentativas goradas por outras equipas , tal como foi referido em – Casa da Gruta, em Cascais, encheu para ouvir falar da . Mas, por agora, objetivo era  apenas de uma espécie de teste no Cão Pequeno.




De facto, o  alpinismo é um dos desportos mais arrojados e nobres, entre as várias modalidades desportivas, por isso mesmo, não só exige preparação técnica adequada, de molde a evitarem-se riscos desnecessários, como também,  qualidades humanas  de elevada craveira  - coragem, equilíbrio mental  e determinação, sentimento de lealdade e companheirismo para com os elementos da equipa, porque, a escalada, é sobretudo, um desporto de equipa. -  mas ao mesmo tempo de um grande desprendimento  e humildade - É dos tais desportos que não encaixa  no perfil dos vaidosos, desonestos ou batoteiros.




Cosme - A escassos metros da crista
Não se faz uma escalada, para competir seja como quem for. Não se luta contra ninguém, nem para agredir a  própria  Natureza mas para  se ir ao encontro da sua harmonia ou do  que ela tem de mais belo e  aparentemente agreste e desafiador  - Buscar o prazer  da superar o grau  de dificuldades, que a mesma se nos apresente. Não se escala uma parede aprumo   como quem  joga futebol e procura meter um golo na baliza do adversário - Mas há, no entanto, quem ouse fazer escalada, não para melhor conhecer e desafiar as suas próprias capacidades ou pelo gosto que tem pelo contato estreito  com a natureza, mas unicamente para exibir a sua vaidade e comercializar - E, então aí, vale tudo: até a batota, a desonestidade e a mentira.

CORTARAM TRÊS MINUTOS DO FILME QUE APRESENTARAM NUM FESTIVAL - SÓ ME ENVIARAM 37


Crista do Cão Pequeno e não a do Cão Grande

Creio que que terá sido esse o espírito - do exibicionismo farsante - de uma equipa de alpinistas italianos, que, em Agosto de 2001, veio gabar-se, para as televisões, ter sido a primeira e a única a escalar o Pico Cão Grande - Mas não é verdade.   Escalaram o Pico Cão Pequeno, em dois dias, segundo declarações do Guia que os acompanhou, fizeram lá um filme e rotularam-no como se fosse o da conquista do Cão Grande.  Com a duração de 40 minutos,  com grandes apoios da CEE, entre outros, sendo a maior parte, constituído com  imagens da ilha, que apresentaram a um festival mas só me enviaram 37 minutos, ocultando-me as passagens mais comprometedoras – Mesmo assim, deixaram muitos rabos de fora.

Mas esta é uma questão a que já me referi noutra postagem e que conto ainda  procurar desenvolver e documentar, detalhadamente,  noutra oportunidade  - Para já, o intuito deste post é reportar-me ao que se passou na manhã, Sábado, dia 6 de Fevereiro de 2016 - Com uma expedição, que começou, plena de sorrisos e de alegria e que terminou num verdadeiro pesadelo

 MAU PRESSÁGIO


  

Rogério Alpine, líder da equipa -  quem sabe se por um pressentimento premonitório  - E, pelos vistos, até acertou - telefonara-me na véspera, à noite, a sugerir para que eu ficasse na cidade, tranquilamente agarrado ao meu computador,  que deixasse  inteiramente à sua equipa, a expedição ao Sul e ao Cão Pequeno. O mesmo me voltou a sugerir, quando chegámos de jipe à antiga dependência de Santa Josefina, Roça Porto Alegre - que ali ficasse





Obviamente, que, tal como ficara acordado em Lisboa, a minha intenção era realmente fazer o registo fotográfico dessa sua expedição, assim como da visita de reconhecimento que a equipa pretendia fazer ao Cão Grande.~

 HESITAÇÕES INICIAIS RESOLVIDAS PELO PRÓPRIO GUIA  

"A TÉCNICA DO MACACO" AINDA CONTINUA A SER A MELHOR FORMA DE SE ESCALAREM OS MAIS DIFÍCEIS  PICOS DE S. TOMÉ - FOI ASSIM QUE SE ESCALOU O CÃO GRANDE  - É por isso que, a nossa proeza do Cão Grande ainda não foi imitada, pese o facto de já lá terem ido várias equipas de alpinistas profissionais, com mais avançada tecnologia: uma francesa, outra japonesa e duas italianas

Realmente, a noite fora muito chuvosa e a rocha basáltica  das paredes do Pico Cão Pequeno, que é coberta de vegetação, encontrava-se muito húmida e escorregadia - Havia muitos arbustos, mas hesitava-se em fazer uso seguro deles - Pelo que me apercebi, o entusiasmo parecia arrefecer e adiar a tentativa para outra oportunidade. . 

No entanto, eu que já conhecia bem esse tipo de vegetação no Cão Grande e dela me havia servido, tanto para iniciar a escalada, como em várias fases do percurso, sabia que, com algum cuidado, podia ajudar a resolver as dificuldades iniciais, nomeadamente onde a pedra está menos enxuta e se cobre de vegetação, agarrada aos milenares sedimentos da erosão 




 
Face a uma certa hesitação, que parecia deitar por terra, tanto esforço da exaustiva caminhada,  sugeri para que permitissem  ao guia Admilson, dar a sua ajudinha.

Sim, ele que tão útil fora a desbravar caminho até ao local: -  um jovem e atlético santomense, de origem cabo-verdiana, que já evidenciara as suas capacidades quando cumpriu serviço militar e que agora trabalha com o seu pai, mãe  e demais irmãos, na dependência de Santa Josefina, da antiga Roça Porto Alegre, sim, sugeri para que o deixassem mostrar as suas habilidade e trepar pelos arbustos, levando consigo a corda da escalada, de modo a prendê-la a uns arbustos, aí a uns 20 ou 30 metros acima, ou seja, junto à parte da rocha, que passava a encontra-se livre de vegetação e seca - Numa área já mais exposta ao ar, logo menos escorregadia e mais adequada à fixação de pitões e das  tradicionais técnicas alpinísticas  

E, na realidade, num ápice, o jovem, tira o sapatos, fica descalço e trepa por ali acima, como se estivesse a trepar em qualquer árvore da floresta, garantindo que  podiam iniciar a escalada com segurança.


Quando deixei de os ver, descalcei os sapatos e tentei a minha chance para fazer umas imagens à equipa, que, do ponto onde me encontrava, não podia registar

Não podendo trepar o mesmo arbusto que o jovem, tentei  fazê-lo de outra forma, ou  seja, agradando-me a outro arbusto, justamente onde os elementos da equipa se haviam agarrado à corda inicial - Ao testar puxá-lo. mesmo antes de trepar, como estava em meias - e não descalço - escorrego com o arbusto atrás de mim - Rolando desamparado ravina abaixo, batendo com as costas e a cabeça de pedra em pedra-

 Sabia que não era a forma ideal e a mais segura - Mas fui traído pelo musgo escorregadio - Caso a ponta da corta não tivesse sido  recolhida, penso que podia ter ido até onde o guia foi, podendo acompanhar fotograficamente a escalada  - Qualquer repórter fotográfico  - seja qualquer for a sua idade - arrisca para fazer o melhor possível a sua reportagem  -Era o que pretendia fazer - 

Mas os meus companheiros - muito experimentados nos perigos da escalada  - lá tinham as suas razões  - Se bem que eu também a tivesse nos cinco anos a caminho do Pico Cão Grande - Mas agora a idade era diferente 

Quando me vi a sangrar da cabeça de vários pontos e de um braço, com fortes dores nas costelas, entreguei o telemóvel ao jovem guia para  comunicar com a equipa - sim, ali, àquela altura, havia rede - Esta decide desistir da escalada e regressar - Porém, receando que pudesse vir a desmaiar e a constituir algum estorvo acrescido ao seu retorno, através da espessa floresta, resolvi ir descendo, amparado a um pau - E nem assim perturbei a sua progressão, quando nos apanharam

FAÇANHA DAS ARÁBIAS CHEGAR AO SOPÉ DO PICO CÃO PEQUENO  E ESCALÁ- LO É TAMBÉM UM GRANDE DESAFIO

 A começar pela aproximação do sopé, que é já de si uma autêntica odisseia na floresta - Cobras pretas, que podem surgir onde menos se espera - e foram vistas pelo nosso guia - raízes que emergem do chão, vivendo da saturada humidade aérea, troncos de árvores gigantescas e seculares de todos os tamanhos e de variadíssimas espécies, que surgem por entre enormes pedregulhos de basalto, arbustos os mais surpreendentes e variados, fetos gigantes, que dir-se-ia remontarem ao principio das eras, sem dúvida, uma caminhada íngreme, exaustiva, sufocante e titânica. Um desafio aos espíritos mais aventureiros e amantes da Natura.

A minha tenda na Praia Jalé
Chegar onde cheguei, com uma pesada mochila às costas é já de si uma enorme proeza - É que do alto e de uma certa exposição dessa ravina, descobre-se uma panorâmica fantástica, funda e larga, mas que, ao menor deslize, também pode proporcionar um voo para a morte - Mas o meu objectivo não era a escalada


Em todo o caso, este pico, que mais lembra um enorme falo de que um simples bloco maciço, ia-me pregando uma grande partida e devorando-me a vida, justamente onde começa a libertar-se dos restos da última mancha verde da brenha densa arbustiva e arbórica, que o envolve desde as mais fundas grotas – Mas a culpa nem é dele mas minha: porque, eu não ia com o intuito de o escalar mas tão somente de o fotografar -Essa proeza, que tem outra história, pertence-me a mim e a mais três valorosos santomenses - E já lá vão quarenta anos; é muito tempo na vida humana http://www.odisseiasnosmares.com/…/cao-grande-em-sao-tome-g… -

  Mas, nestas coisas, os azares surgem quando menos se espera - Até ao atravessar uma rua . No entanto, pressentia que algo parecia determinado, pois são das tais curvas ou cruzes da vida ou do destino, que gostam de nos fazer as suas patifarias ou testar as nossas capacidades  – A noite havia sido chuvosa, com relâmpagos a incendiar o mar a e floresta – Era deste cenário que me apercebia, dentro da minha pequena tenda, na Praia Janela, um pequeno paraíso de areias douradas e suaves, situado ao sul da Ilha de S. Tomé – Mas longe de imaginar que o inferno não era meteorológico mas outro
REPORTAGEM PUBLICADA PELO JORNALISTA  ADILSON CASTRO 
Jorge Trabulo Marques sofre queda violenta na escalada do Pico Cão Pequeno em São Tomé 

O jornalista e investigador português, Jorge Trabulo Marques sofreu na manhã do passado Sábado, uma violenta queda junto ao sopé do Pico Cão Pequeno, com vários ferimentos na cabeça, nos braços e violentas pancadas nas costelas, no momento que se preparava para escalar mais uns metros deste pico, de forma a melhor poder acompanhar fotograficamente a equipa profissional de alpinistas (Paula Ferreira, portuguesa; Catherine De Freitas, Cadadiana; Rogério Alpine Morais português), que se prepunha hastear as bandeiras nacionais de São Tomé e Príncipe e de Portugal.
.Naquele momento, a equipa que já se encontrava a progredir em plena face do pico, alertada pelo estrondo da queda e também pelo guia, Adanilson, decide suspender imediatamente a escalada e retornar a base para prestar assistência a Jorge Marques.

Primeiros socorros
Não obstante a violência da queda e o derrame do sangue provocado, o jornalista e antigo escalador do Pico Cão Grande, não perde tempo e serenidade, e, receando que pudesse vir a desmaiar e a constituir um problema acrescido aos seus companheiros, resolve descer a íngreme e dificílima vertente com o seu próprio pé, amparado e ajudado pelo guia, de forma a encontrar o trilho de regresso a Praia Jalé, onde se encontrava o acampamento, ao mesmo tempo contacta o coronel Victor Monteiro, Diretor da Presidência da República, a quem relata o sucedido; o qual prontamente lhe diz ir proceder a todas as diligências necessárias, para que lhe fossem prestados os primeiros socorros o mais rapidamente possível (enviando um maqueiro ao seu encontro do posto de Porto Alegre), e seguidamente conduzido ao Hospital Central Ayres de Menezes na Cidade de São Tomé, onde foi dada a assistência médica e cirurgiã nos serviços de urgência, que decidiram pelo seu internamento temporário.

Jorge Trabulo Marques que se encontra atualmente em São Tomé, onde tomou parte nas comemorações do 63ºaniversário do Massacre do Batepá, que tiveram lugar na histórica Praia Fernão Dias, e para dar continuidade as suas pesquisas históricas acompanhado por uma equipa alpinistas especialistas em mergulho, que se prepunham escalar o Pico Cão Pequeno e, posteriormente, deslocarem-se à Praia de Ananbom, onde supostamente teria começado a colonização portuguesa, em declarações a redação do Jornal Transparência, manifestou-se vivamente reconhecido aos seus companheiros que vieram ao seu encontro para lhe prestar todo o seu apoio, ao guia que o acompanhava, e especialmente ao Coronel Victor Monteiro, pelo envio da assistência tão rápida:- pois, ao fim de hora e meia, já o maqueiro Juceley Fernandes, enfermeiro parteiro do Posto de Porto Alegre, ia ao seu encontro numa velha motorizada conduzida pelo cozinheiro do complexo turístico Jalé, numa verdadeira maratona, por caminhos e trilhos cheios de obstáculos e extremamente difícil de percorrer, através da densa floresta equatorial e que lhe prestou os primeiros socorros.
Ao lado do maqueiro
Ao lado do jovem guia 
Entretanto, mais adiante já o Jipe, conduzido pela equipa de alpinistas, levava rapidamente até a Vila Malanza, onde o esperava uma ambulância que o conduziria ao hospital da cidade de São Tomé.
Com a sua mota levou o maqueiro
Neste momento, Jorge Trabulo Marques, após vários tratamentos hospitalares recebidos, durante a noite passada e a manhã de hoje, foi autorizado pelo médico Pascoal de Apresentação, a permanecer na vivenda temporária da Presidência da República, que havia sido facultada a ele e á equipa dos alpinistas investigadores, tendo o referido o médico se mostrado disponível a prestar a assistência que for necessária, se precisar de se dirigir ao hospital.
Por: Adilson Castro 
DEUS ESTEVE AO MEU LADO - GRAÇAS TAMBÉM AOS BONS AMIGOS E A PRONTA E EFICIENTE ASSISTÊNCIA MÉDICA 
De entre as várias manifestações de apreço e de solidariedades expostas no Facebook, vou aqui tomar a liberdade de reproduzir a mensagem  do Coronel Victor Monteiro e a minha resposta
QUE SUSTO!!!!!!!

Caro amigo Jorge Trabulo Marques.
Gostava de aproveitar agora, depois do alívio, porque o susto já passou, de desejar-te rápidas melhoras.

Os meus agradecimentos, por isso, devem ser extensivos a todos quantos espontaneamente acudiram ao meu grito de socorro e colaboraram incondicionalmente para que tudo andasse bem:

De entre tanta gente, gostava de destacar as seguintes pessoas:
PRIMEIROS SOCORROS NA FLORESTA
+Enfermeiro de Porto Alegre- Juceley (estancou a hemorragia no crânio, com uma sutura de 3 pontos)
+Motorista-Manuel
EQUIPA DA AMBULÂNCIA
+Enfermeiro-Germias
+Maqueiro-Antonai
+Motorista-Cunha
HOSPITAL Dr.Ayres de Menezes
+Administrador-Dr.Carlos Neves
+Dr. Lima
+Dr. Pascoal
+Dr. Gian (Costa-marfinense)
+Dr. Guilherme
+Enfermeira-Cipriana

- Enfermeira Elka da Cruz
.-Enfermeiro Jerceley
+Maqueiro-Ângelo
- Maqueiro Antunay
ECO-RESORT JALÉ
+Coordenadora-Evarilde
+Gerente do Restaurante-Manuel.
Obrigado Meu Caro e Bom Amigo Coronel Victor Monteiro 

Um grande Bem-haja a todas as pessoas que tiveste a gentileza de enunciar;   ao seu espírito de bem servir e de abnegação - Sem o teu grito de alarme e a sua generosidade, dificilmente teria resistido. 

Salvaste-me a vida -  Quem saiu aos seus não degenera e tu tens a quem sair: a uma querida e corajosa mãe e a um pai extremoso e corajoso que também salvou muitas vidas de serem atiradas ao mar. Conheci-o quando era empregado de mato na antiga Roça Rio do Ouro e quando tu ainda eras um adolescente - Lembro-me bem do teu rosto. porque o teu pai era um cabo-verdiano muito estimado e comunicativo naquela roça e tu quase não o largava de mão, agarrado às suas calças, descalço e de calção Mal te pus ao corrente do meu acidente ( e ainda bem que àquela altura o telemóvel funcionou) sei que nem mais um instante teu coração descansou: foi um dia arrasador para ti - Fazendo diligências várias para ser prontamente socorrido - E assim aconteceu - Graças à tua generosidade e o teu abnegado esforço - Que rapidamente puseste em movimento um grande abraço de solidariedade - Operaste um autêntico milagre - E também porque as pessoas que contactaste, compreenderam que o momento não era de esperas mas de acção: desde o maqueiro que prontamente me saturou dos grandes golpes na cabeça, que não paravam de jorrar sangue - Mais uns minutos, dificilmente podia manter-me em pé, pois já começava a sentir fortes tonturas - Depois, foi a pronta evacuação na ambulância que me transportou para o hospital. E, ao chegar ali, tanto carinho, tanta disponibilidade, que,a bem dizer, nem sei onde hei-de começar a agradecer - Sim, a todos os rostos que me acarinharam e me assistiram , aos meus companheiros que também tanto se esforçaram por me salvar - Um grande abraço amigo - De ti, já tinha as melhores recordações, mas com esta grandeza, penso que é inigualável


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