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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 15 de março de 2019

Equinócio da Primavera 2019 – Dia 20 de Março, ao nascer do sol (07.00horas), no Santuário Sacrificial da Pedra da Cabeleira, localizado numa zona castreja, aldeia de Chãs, de Vila Nova de Foz Côa, com a leitura de poemas de David Mourão Ferreira, Amália Rodrigues, Alda Graça Espírito Santo, Teixeira de Pascoais, Manuel Daniel entre outros poetas.

Jorge Trabulo Marques  - Jornalista  - Autor da Descoberta e coordenador do evento
NASCER DO SOL NA PEDRA NO SANTUÁRIO RUPESTRE DA PEDRA DE Nª SRª da  CABELEIRA, ASSINALA  A ENTRADA DA PRIMAVERA 


Evocando a ancestrais tradições esquecidas no tempo, ao mesmo tempo  contemplando  o  Olho de Hórus,   também conhecido como Olho de Rá, era o símbolo do poder real dos faraós, sendo um dos amuletos mais venerados no Egito, em todas as dinastias. Segundo a mitologia, Hórus é um deus da mitologia egípcia cuja representação era um falcão. Entre os antigos egípcios, Hórus era o deus do sol nascente e personificava a luz. Filho de Osíris e Ísis, era inimigo de Seth, o deus que representava a violência e a desordem. Numa guerra contra Seth, Hórus perdeu um dos olhos, que foi substituído por um amuleto com formato de serpente, símbolo que os faraós utilizavam na frente de suas coroas, e que ficou conhecido como o Olho de Hórus. Após sua recuperação, Hórus organizou novo exército e conseguiu a vitória sobre Seth.




PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE E JUSTIÇA E SERENIDADE AOS AFLITOS E DESERDADOS OU SEM UM ABRIGO 




Numa cerimónia simples, mas prenhe de esplendor e magia, às 07.00 da manhã, precisamente no momento em que a graciosa gruta em forma semicircular é atravessada pelos raios solares do nascer do sol. Num espetáculo, verdadeiramente deslumbrante a quem tem o privilégio de o contemplar – A meteorologia dá-nos a previsão de um dia lindo, de céu azul e limpo, que, os participantes, poderão viver momentos de raro esplendor, alegria e misticismo, tal como, em tempos idos, os antepassados, que ali se fixaram, os teriam vivido, quando ali celebravam e saudavam os seus  ídolos. Num local Sagrado de cura, cruzado pelas energias  bem-fazejas terrestres, que os homens da era da pedra lascada edificaram, cultuaram e veneravam com o seus ritos ancestrais  -  40º 59´ 39.94" N - 7º 10´ 35-46" W

Venha pois conhecer e contemplar a réplica da imagem e o poder energético do símbolo mais antigo da civilização egípcia, que os homens da pré-história ali terão ido buscar às suas raízes ancestrais mais longínquas - Lugar místico e lendário já conhecido pelo "Stonhenge Português"

MOMENTOS DE POESIA E DE ENCANTAMENTO E BRILHO CELESTIAL Desde que, EM 2001,  tivémos a felicidade de descobrir a existência dos vários calendários  solares pré-históricos, ali existentes, tem sido nossa preocupação e  dos amigos que  têm colaborado nas celebrações dos ciclos das estações, que temos associado a momentos de poesia, pelo que tencionámos ler poemas de de David Mourão Ferreira, Amália Rodrigues, Alda Graça Espírito Santo, Teixeira de Pascoais, Manuel Daniel entre outros poetas

O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar

A observação do alinhamento solar decorre, entre as 07.00 e 07.30, no lugar de Quebradas-Tambores, num rochoso planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. Oportunidade excelente para celebrar o primeiro dia da estação mais  desejada e florida do ano e principiar bem um santo dia. Num local agreste mas encantador - Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares!










O templo sacrificial,  que parece desafiar as leis do equilibro e da  gravidade, tal a acentuada inclinação e aparente frágil base de apoio,  ergue-se alpendrado sobre uma enorme laje que descai em forma de altar -  Destacando-se, silenciosa e majestosamente, no requebro do alto de um vasto maciço rochoso, conhecido pelos penhascos dos Tambores na  vertente  granítica do fértil e maravilhoso vale da Ribeira da Centeeira. A mesma linha de água que, depois de correr de sul para  Norte  e penetrar  a leste no  apertado e íngreme canhão   das ladeiras dos picos, vai desaguar ao Côa, junto à foz da qual se situam um dos mais belos núcleos das gravuras paleolíticas do Vale Sagrado




O monumental calendário solar, quando observado da retaguarda, configura  a insólita imagem  de   um gigantesco crânio pronto a ser decepado, como que, evocando, certamente, bárbaros ritos ancestrais - , abrindo-se, todavia, em forma de auspicioso leque, no seu frontispício  voltado a poente,   atravessado, na sua base, por uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento,  iluminada pelo seu eixo no momento em que o Sol  começa a elevar-se por detrás do recinto amuralhado, como que assinalando, astronómica e matemáticamente,  o primeiro dia dos dois ciclos das estações do ano,  os equinócios do Outono e da Primavera. 

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