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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 29 de março de 2019

MARINHA PORTUGUESA EM STP - Em operações de capacitação de fiscalização marítima conjunta: de combate à pirataria, exercício multinacional de segurança marítima do Golfo da Guiné; .de treino e de apoio de socorro a náufragos – O mais recente episódio, foi prestado pelo Navio patrulha da Marinha Portuguesa, NRP Zaire, a um veleiro inglês em águas de São Tomé e Príncipe.

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise


É do conhecimento público, o  valioso  contributo que a Marinha Portuguesa, tem vindo a prestar a STP, quer na fiscalização e combate ao contrabando e pirataria, nas suas águas territoriais,  em operações de socorro e de salvamento  de náufragos,  quer em várias atividades de formação e treino conjuntos com as Forças Armadas, assim como ações de apoio técnico  para devolver a operacionalidade a algumas embarcações, de apoio social, com a realização consultas médicas à população, e entrega de material social a várias instituições, missões essas enquadradas no  âmbito da cooperação no domínio da defesa, com o objetivo principal de contribuir para o reforço internacional de capacitação dos países do Golfo da Guiné, em particular dos países de língua oficial portuguesa, em matéria de segurança marítima e no combate às atividades ilícitas no mar.

Tendo oferecido,  em Fevereiro de 2018, tal como foi noticiado, um navio patrulha para melhor controlo da sua costa, cooperação técnico-militar financiada no âmbito do Programa Estratégico de Cooperação (PEC) que inclui a formação de quadros, fornecimento de equipamentos, fardamentos e botas e fiscalização das suas águas..

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De sublinhar,  a participação de Portugal no âmbito do exercício internacional, que se realiza anualmente,  promovido pelo comandante das forças navais norte-americanas para a Europa e África e 6ª Esquadra (United States Naval Forces Europe-Africa/United States 6th Fleet), em cooperação com países africanos (Angola, Benim, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gambia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Togo, República do Congo, República Democrática do Congo e Serra leoa), bem como com a Alemanha, Bélgica
Por exemplo, essa missão,  que decorreu, o  no ano passado, entre os dias 21 e 28 de Março, designada OBANGAME EXPRESS 2018,  de recordar que, a Marinha portuguesa, esteve presente com três navios, uma aeronave e 342 militares, 311 eram da Marinha e 31 da Força Aérea, apoiados por três navios da Marinha - a fragata “Álvares Cabral”, o reabastecedor “Berrio” e o patrulha “Zaire” - e uma aeronave P-3C de vigilância marítima da Força Aérea.






 
  DESTACAR  MISSÕES NO PRESENTE ANO 2019


NRP Zaire socorreu veleiro inglês nas águas são-tomenses

O Navio patrulha da Marinha Portuguesa, NRP Zaire, prestou auxílio durante quase dois dias a um veleiro inglês em águas de São Tomé e Príncipe.

Na tarde do dia 24 de março, o NRP Zaire, cuja tripulação já é em parte constituída por elementos da Guarda Costeira são-tomense, esteve empenhado numa missão de busca e salvamento marítimo, tendo largado do porto de São Tomé, pelas 16h00, com o intuito de prestar auxilio a um veleiro de pavilhão inglês, com um ocupante a bordo de nacionalidade australiana. A embarcação, um catamarã de 12 metros de nome Mon Ami, encontrava-se à deriva a cerca de 20 milhas náuticas a norte de São Tomé, em virtude de ter a vela danificada e os motores inoperacionais. https://www.telanon.info/politica/2019/03/27/28929/nrp-zaire-socorreu-veleiro-ingles-nas-aguas-sao-tomenses/



Navio português ajuda autoridades de São Tomé e Príncipe na deteção de navio em infração – A operação de apoio, ocorrei em meados de janeiro, do corrente ano


11-01-2019 O navio patrulha “Zaire”, da Marinha portuguesa, em missão de capacitação da Guarda Costeira de S. Tomé e Príncipe participou nos últimos dois dias numa missão de fiscalização marítima conjunta com a Guarda Costeira e com a Direção das Pescas deste país.
Entres os dias 9 e 10 de janeiro foi realizada uma ação de vistoria, a cerca de 50 milhas náuticas a Este da cidade de São Tomé, ao navio “Nata 2”, com bandeira de Namíbia e Armador de Taiwan, numa operação que durou cerca de 20 horas.
O responsável técnico em matéria de fiscalização da pesca, um inspetor da Direção das Pescas, foi projetado para o navio namibiano, de 55 metros de comprimento e três metros e meio de calado, com uma guarnição de 28 tripulantes, a partir do navio patrulha da marinha portuguesa.

Para garantir a segurança durante toda a operação, foi igualmente projetada uma equipa de Fuzileiros Navais de São Tomé e Príncipe, formada para este efeito por Fuzileiros da Marinha portuguesa, ao abrigo do projeto “Zaire”. A ação foi observada a bordo por dois militares da Marinha portuguesa.
(…) O “Zaire” prossegue a sua missão de Capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, dando continuidade ao apoio a ações de fiscalização conjunta, tendo-se até ao momento, efetuado dez missões desta natureza https://www.emgfa.pt/pt/noticias/1311

A fragata “Álvares Cabral”, da Marinha portuguesa, durante a sua passagem por São Tomé e Príncipe, desenvolveu, entre os dias 20 e 25 de fevereiro, várias atividades de formação e treino conjuntos com as Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, assim como ações de apoio técnico, para devolver a operacionalidade a algumas embarcações, de apoio social, com a realização consultas médicas à população, e entrega de material social a várias instituições. https://www.marinha.pt/pt/media-center/Noticias/Paginas/Fragata-da-Marinha-portuguesa-leva-forma%C3%A7%C3%A3o-e-apoio-social-a-Sao-Tome-e-Principe.aspx




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