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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 28 de março de 2019

S. TOMÉ - ADI - ALIANÇA DEMOCRÁTICA INDEPENDENTE, ACÉFALA E EM TURBULÊNCIA, ADVOGADO AGOSTINHO FERNANDES, PARECE- SER A ÚNICA PERSONALIDADE que transmite seriedade e coerência e que poderá dar algum rumo a um partido em tempestuosa deriva e reforçar o pluralismo democrático

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise
 
 


AGOSTINHO FERNANDES - ÚNICO CANDIDATO A RESISTIR NO PING-PONG DA DESORIENTAÇÃO ADI 

“Principal oposição em São Tomé marca conselho nacional para aclarar congresso” – Ou para gerar ainda mais confusão?

Refere a Lusa, que “Agostinho Fernandes, único candidato à liderança do ADI, disse  à televisão pública são-tomense (TVS) que tem "dúvidas quanto à legalidade deste conselho nacional", mas afirmou que respeitará "todas as decisões que venham a ser tomadas" por este órgão do partido.


"Tenho dúvidas quanto à legalidade da convocação deste conselho nacional extraordinário, uma vez que nos termos do Estatuto quem tem essa competência é a comissão política, mas se os conselheiros do ADI maioritariamente se exprimirem no sentido, quer seja de realização do congresso na data que eles já tinham marcado, que ser numa data a ocorrer nos próximos oito ou 15 dias, eu respeitarei essa posição", acrescentou. https://www.dn.pt/lusa/interior/principal-oposicao-em-sao-tome-marca-conselho-nacional-para-aclarar-congresso-10730623.html


PATRICE TROVOADA – O FORAGIDO – SE UM DIA  VOLTAR  A STP OU SERÁ  METIDO  ATRÁS DAS GRADES OU, ENTÃO, O MAIS CERTO É PRÁ ARRANJAR NOVOS SARILHOS, DESESTABILIZAR, GERAR MAIS CONFUSÃO E DEPOIS  PÔR-SE ANDAR PARA URDIR NOVAS  COMÉDIAS.

Como é sabido,  pelas hostes da chamada Aliança Democrática independente, reina a desorientação e também  sinais de debandada – Pois, sem o saco azul do misterioso empresário Patrice Trovoada, com empresa de jatos no Gabão, imobiliária gerida pela mulher em Lisboa e no Texas – fora os saques das negociatas que terá feito nas centenas de passeatas pelo estrangeiro – dificilmente encontrará  servos disponíveis que lhe sirvam os caprichos.

Patrice Trovoada no seu estilo Rambo


Ele que, abandonou  o país- segundo consta -   carregado de divisas, em jato clandestino pelo Gabão para   que, o seu amigo, Ali Bongo,  lhe enviasse um general, deixando atrás  uma esquadra, pronta a disparar se necessário fosse,  agora a pavonear-se, arvorado em árbitro democrático, graças aos  amigalhaços ruandeses e gaboneses, em fabricadas fraudes eleitorais, em que é hábil e experimentado, fazendo vida faustosa, envergando luxuosas camisas,  pois que se deixe andar por lá, já que, se um dia aqui voltar  ou é julgado e metido  atrás das grades ou então ainda vem gerar mais sarilhos e confusão  e desestabilizar a  paz social e a vida pacifica e democrática do país. 




TURISMO, AGRICULTURA E PESCAS , SÃO AS PRINCIPAIS SOLUÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS - Independentemente do petróleo vir ou não vir. - Declarações de Agostinho Fernandes,  há quatro anos, na amável entrevista que me concedeu e ainda antes da tomada de posse do XVI governo constitucional.


 Agostinho Fernandes, começou por considerar que "estas eleições permitiram que o Povo Santomense se expressasse no seu mais profundo sentimento, em relação à estabilidade política no nosso país"

 Afirmando que, de facto, o Governo foi derrubado por uma moção de censura mas, dois anos depois, o Povo voltou a recolocar o governo no seu lugar, demonstrando, claramente, a todos os políticos, que essa vontade do Povo é que deve prevalecer"

 Por isso, diz o ex-ministro da Economia: "é um ponto de partida interessante, que, se for respeitado por todos os atores políticos, permitirá ao nosso país ter uma estabilidade nos próximos quatro anos e permitir que o Governo possa trabalhar e ir ao encontro dos anseios da população"

ESTABILIDADE GOVERNAMENTAL DE MODO A  "PÔR COBRO À POBREZA"

 Uma das preocupações do próximo Governo - dizia, Agostinho Fernandes - "é pôr cobro a uma situação de pobreza bastante aguda" em que vivem os santomenses - "Infelizmente os governos não têm tido  estabilidade suficiente para poder trabalhar no sentido de pôr cobro a essa pobreza. Portanto, para nós essa é a primeira preocupação:  lutar para que nós possamos diminuir o sufoco da pobreza que ainda existe na nossa população, agindo, digamos,  nos mais variados sectores da nossa economia, atraindo o investimento privado estrangeiro, de modo que nós possamos criar mais e melhores postos de emprego, aumentar o poder de compra dos santomenses e permitir, de facto, que os santomenses possam respirar e ir ao encontro dos seus anseios próprios, tendo novas oportunidades de trabalhar, de satisfazer as necessidades da sua família e serem empreenderes, e por aí fora."

O ex-Ministro do Plano e Desenvolvimento,  Agostinho Fernandes, que, durante a curta governação do 14º Governo constitucional,   havia inaugurado, no centro pesqueiro de Neves, uma unidade, com vista a  melhorar um pouco a questão do tratamento do pescado, criando condições para uma pesca semi-industrial com vocação para abastecer o mercado interno e também para exportação, voltou a referir que, São Tomé e Príncipe, tem futuro, independentemente do petróleo nomeadamente no sector das pescas, turismo e agricultura

 "O turismo, se for bem explorado, pode dar  rendimentos suficientes para poder marcar o  desenvolvimento e satisfazer as necessidades do país. Mas nós sabemos que também temos outros recursos: o mar é uma grande potencialidade, que nós  temos, e, se for devidamente explorado, também podemos tirar de lá rendimentos para melhorar as condições de vida do nosso Povo, sem desprimor para outros sectores como a agricultura – Embora, tenhamos um país limitado em termos de superfície territorial mas nós podemos apostar em certos sectores específicos e partir daí catapultar este país"

 Quanto às relações com Portugal, reconhece que continuam boas, como sempre, disse-nos o ex-governante e possível figura ministeriável, sublinhando que "Portugal,  é um parceiro do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. Desde a primeira hora esteve connosco e continua, dentro das suas possibilidade, em tudo o que possa permitir o desenvolvimento e o bem-estar do nosso Povo"

QUEM É AGOSTINHO FERNANDES:

 Simpatizante do Porto e do Manchester, tendo como suas figuras de proa e principais referências, Barack Obama, Nelson Mandela (Madiba), Martin Luther King Jr., Svnf-lawyers,

 Agostinho Quaresma dos Santos Fernandes, que estudou na Universidade de Toulouse, embora jovem, é já uma das figuras emblemáticas da ADI e um dos rostos, que se apontam como ministeriáveis para um dos mais altos cargos  do próximo Governo.

  -  Empossado como Ministro do Plano e Desenvolvimento, no décimo quarto governo constitucional, pasta, então criada, para tutelar vários sectores da economia, desde agricultura, pescas, turismo, comércio e indústria, sim, ele que, há quatro anos, era já considerado pelos observadores políticos, como “Um super ministério nas mãos do jovem jurista.(ADI)," naturalmente que não deixará de ser chamado por Patrice Trovoada para o acompanhar no novo projeto governamental.

 PRINCIPAL OBJETIVO DA AUDIÊNCIA - QUE ENTÃO ME CONCEDEU - FOI PARA LHE DAR CONHECIMENTO DA REGATA DE CANOAS NO GOLFO DA GUINÉ – À vela e a remos, com pirogas primitivas, unicamente tripuladas por pescadores dos países da região, de caráter supranacional e suprapartidário, sob a égide do Presidente da República de São Tomé e Príncipe - Devidamente apoiada por via marítima e aérea. - Pormenores em:
http://www.odisseiasnosmares.com/2013/08/regata-remos-e-vela-gabao-s-tome.html


Recebeu-me numa das aprazíveis esplanadas do complexo turístico, situada na Praia Emília, de forma simpática e cordial, tendo mesmo esboçado alguns largos sorrisos, na sua impecável  postura diplomática, quando lhe falei, não do jornalista, que também ali estava para registar algumas  das suas palavras, acerca dos projetos do Governo, que o partido vencedor ia liderar, mas, sobretudo,  do homem  aventureiro que partira para o mar em demanda das origens do povoamento destas maravilhosas ilhas, evocando ao mesmo tempo a ignominiosa rota dos barcos negreiros, entre outros objetivos  científicos, humanísticos e desportivos e que não queria regressar a Portugal, sem lhe dar conhecimento do projeto que apresentei a Sua Exa. o  Sr. Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, ou seja, da realização de uma regata de canoas, tripulada por pescadores dos países do Golfo da Guiné, e que gostaria que o novo governo, igualmente apoiasse, sim, deixou-me muito satisfeito, pois achou a ideia muito interessante - Apoio que voltou a sublinhar, no momento, em que nos despedíamos, agora já na presença de José Diogo, que viria a ser nomeado Vice-Presidente da Assembleia Nacional, que entretanto ali acabava de chegar.

 Isto porque, disse, "eu defendo que é preciso criar alguma coisa que possa unir de facto os santomenses. E, se nós tivermos uma atividade de uma certa envergadura supranacional  e que possa ser algo que aglutine os santomenses e faça  ecoar no mundo o bom nome de São Tomé e Príncipe, eu acho que é uma incitativa excelente e que deve contar  com o Povo e com todos os atores políticos e económicos de São Tomé e Príncipe” - sublinhou, já no termo da breve entrevista que honrosamente me concedeu.


Neste golfo, encontram-se as ilhas de: Bioko e Ano Bom (Guiné equatorial) e as Ilhas da República Democrática de S. Tomé e Príncipe -  Países convidados: Libéria, Congo e Angola


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A FUGA DE ESCRAVOS NAS CANOAS –  Referida por Gerhard
Seibert, numa conferência, em 2009

(tradução) …..escravos fugidos de São Tomé ou do Príncipe, realizaram em suas  canoas pelas correntes marinhas ligações à ilha de Fernando Pó. Em 1778,  o ano da transição do domínio Português ao da Espanha, um grupo de  ex-escravos de São Tomé e Príncipe viveu no sul de Fernando Pó.  (..)Após a abolição da escravatura em 1875, trabalhadores contratados africanos fugidos respetivamente, foram frequentemente devolvidos  pelas Autoridades espanholas para os seus senhores em São Tomé e Príncipe. Outros foram simplesmente entregues aos empregadores locais.

Um século mais tarde, em 1975, Jorge Trabulo Marques, partiu sozinho desta ilha numa canoa em uma tentativa de atravessar a Atlântico. Em vez disso, depois de uma odisseia de 38 dias, ele desembarcou em Fernando Pó. Ele era detido e interrogado pelas autoridades locais e depois repatriado  - Excertos de ]Equatorial Guinea's External Relations: São Tomé e ..










Regata de Canoas do Golfo da Guiné – Com a participação: Libéria, Costa do Marfim, Gana, Benim, Nigéria, Guiné Equatorial, S. Tomé e Príncipe, Camarões, Gabão, Congo e Angola



Como já tive ocasião de sublinhar, não vim a São Tomé, 39 anos depois,  com o propósito de me envolver nas questões políticas internas mas tão somente para matar saudades da maravilhosa Ilha Verde, do imenso mar azul que a envolve, coroando-a  de marulhos de alva espuma e  por um infindo  azul marinho, só possível à  luz dos trópicos, de tal modo tão sedutor e atraente que me fez ir ao seu encontro por três vezes, nas frágeis pirogas dos pescadores, sim, e também rever velhos amigos, relembrar memórias – E muitas são essas memórias, desde que desembarquei na Baía Ana Chaves, a bordo do paquete Uíge, num já distante dia de Novembro de 1963 - a Out de 1975 – Porém, conquanto, não fosse minha intenção inicial ir além da condição do simples peregrino, a verdade é que, ao ser reconhecido por vários amigos, era difícil passar despercebido e não corresponder aos amáveis afetos, aos muitos gestos de amizade e cortesia, que se estenderam desde o cidadão anónimo, a dirigentes históricos do MLSTP , incluindo o seu fundador, Manuel Pinto da Costa, além de outros ocasionais encontros com diversas personalidades.

Nota -Agradecimento ao jornalista Adilson Castro, do Jornal Transparência, que nos acompanhou ao local e a quem confiámos o registo das imagens


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