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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 14 de março de 2019

SÃO TOMÉ - AGOSTINHO FERNANDES, CANDIDATO A LIDERAR ADI? – E A SUCEDER AO FORAGIDO PATRICE TROVOADA, QUE, DEPOIS DE O DEMITIR DE MINISTRO, O PROMOVEU A BANCÁRIO ADMINISTRADOR?... – De facto, foi ele a dar o primeiro chuto e a desmoronar o castelo de cartas do seu Messias e Tutor - BOM ERA - PARA A DEMOCRACIA DE STP - QUE FOSSE ELE O LIBERTADOR DA DIABÓLICA SOMBRA DE PINTA CABRA

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informaçao e análise 



Não retiro uma palavra do post que editei, em 13-10-2016, com este título:   “Em S. Tomé - Ventos de tornado fazem tremer Governo de Patrice Trovoada,– Ministro de Economia e Cooperação Internacional, Agostinho Fernandes,  apresentou  a sua demissão em pleno Conselho de Ministros – Negócios milionários  das pescas,  o cerne do imbróglio?!.. - Salários por pagar na função pública geram descontentamento e instabilidade, numa altura em que o papel do novo Chefe de Estado é subalternizado pelo Primeiro-Ministro que se apresenta no Quartel Militar a exigir disciplina e chama a si honras militares de excecional aparato

Agostinho Fernandes, Ministro da Economia e Cooperação Internacional, que  havia transitado do  Ministro do Plano e Desenvolvimento no XIV Governo constitucional, foi-nos dito que teria apresentado a demissão no Conselho de Ministros e que a mesma teria sido aceite - 


A confirmar-se tal facto, obviamente que o castelo de Trovoada, tem neste episódio o incontornável sinal de que algo vai mesmo muito mal no reinado  dos "banhos públicos", e que, naturalmente,  tenderá a desmoronar-se  http://www.odisseiasnosmares.com/2016/10/em-s-tome-ventos-de-tornado-fazem.html
 Outros pormenores mais à frente

AGOSTINHO FERNANDES VAI TAPAR OS BURACOS QUE PATRICE TROVOADA, NUNCA TAPOU, NEM NAS RUAS NEM NOS BURACÕES DOS COFRES DO ESTADO OU QUERERÁ  MESMO  AFASTAR DE VEZ  UM DAQUELES QUE FUNDARAM UM PARTIDO  NOS OBSCUROS NEGÓCIOS DO CONTRABANDO E DROGA? 

Ausente do país,  a passear-se em Portugal, num bruto bólide, nos países por onde tem os seus misteriosos negócios  ou   por onde os amigos do Ruanda, já lhe  arranjaram um  valente tacho, como observador das eleições no Senegal, sim, não esquecer que, o ex-primeiro-ministro são-tomense Patrice Trovoada, na conferência de imprensa, em  Novembro passado,  garantiu que não vai chefiar o próximo executivo  e  que a ADI  vai encontrar uma figura que possa executar o projeto do partido –

Pois, mas como é sabido, a palavra de Patrice Emery, é tal como o  berro da cabra-montês:   é berro   de trombone mas  depressa desaparece. Não tardou a  vir dar o dito pelo não dito,  declarar  num vídeo nas redes sociais que a seu devido tempo verá se será "candidato à Presidência do partido."

ENTRETANTO, NUM  “BARCO”  HÁ  DERIVA, HÁ QUE LHE  DAR- ALGUM RUMO – MESMO QUE SEJA PROVISÓRIO  E DE FARNEL RECEHADO - VENHA DONDE VIER -  CONTENTAR AS HOSTES ÕRFAS  E  ESFOMEADAS 

Não me admiraria, pois,  que seja uma espécie de prelúdio para, depois de alguma bonança nas agitadas águas do naufrágio do chamado Partido  Acção Democrática Independente, ADI, venha a emergir um tal despudorado e ambicioso, “Pinta Cabra”,  para se candidatar ou a PM ou ao lugar do seu pau-mandado, Evaristo Carvalho, que, mesmo depois de lhe ter imposto, como novos assessores, do seu quartel general,  alguns dos seus mais fieis  “generais” da sua esquadra,  seja forçado a demitir-se e abrir caminho ao padrinho, que o elegeu, agora em sentido contrário: O meu amigo, o meu conselheiro, o meu irmão, o mais velho, o meu camarada Evaristo do Espírito Santo Carvalho, é o nosso candidato às eleições presidenciais Elogios de Patrice Trovoada no anúncio do candidato do ADI as eleições de 17 de Julho 2016.


Licenciado em direito, Agostinho Fernandes, actual administrador do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, exerceu as funções de ministro de Plano e Desenvolvimento e da Economia e Cooperação do então governo chefiado pelo antigo-primeiro-ministro, Patrice Trovoada, o auto-suspenso presidente do ADI, que também admitiu a hipótese de recandidatar-se ao cargo.


Na cerimónia da apresentação da candidatura, que decorreu ontem num hotel da capital,  na presença dos membros mais servis ao foragido gabonês, desde  ex-ministros  ao ex-secretário-geral do partido, Levy Nazaré, e de outros quadros do ADI, o agora candidato Agostinho Fernandes , defendeu o reforço da coesão interna, da democracia e do diálogo como linhas mestras do seu projeto de liderança.
"Os militantes e dirigentes que dão suporte político à minha candidatura querem um ADI para são Tomé e Príncipe mais aberto, mais inclusivo, mais democrático, mais organizado, mais participativo e com uma agenda política de médio e longo prazo, conhecida de todos", frisou.




Perante as incertezas do futuro e alguma descrença num amanhã diferente, alguns militantes e dirigentes do partido começaram, legitimamente, a afrouxar o seu sentido de entrega às causas do partido bem como a sua combatividade política, redesenhando até o seu posicionamento na vida política. Como é óbvio, a continuar assim, mais cedo ou mais tarde, esta opção de autoflagelação conduzirá o partido a marginalidade política, situação que julgo não ser do interesse da esmagadora maioria dos companheiros do ADI.

É ciente destes riscos que, com os olhos postos no futuro, vários militantes e dirigentes do partido entenderam que não têm o direito de assistir, impávidos e serenos, a transformação do ADI, o NOSSO PARTIDO, numa estrutura política fragilizada e instrumentalizada, sem liderança legítima e sem uma agenda coletiva, de médio e longo prazos.

(…) Apesar das recentes eleições legislativas terem ditado o afastamento do ADI da governação, não o afastou do poder. Porque foi o ADI quem, inequivocamente, venceu as eleições legislativas, somos hoje, orgulhosamente, o partido com maior representação parlamentar.

(,,,) Lamentavelmente, depois dos resultados eleitorais de 7 de Outubro último, o ADI transformou-se numa espécie de barco sem comandante e sem rumo. Instalou-se, desnecessariamente, a discórdia e a desunião entre companheiros de outrora. Perante as incertezas do futuro e alguma descrença num amanhã diferente, alguns militantes e dirigentes do partido começaram, legitimamente, a afrouxar o seu sentido de entrega às causas do partido bem como a sua combatividade política, redesenhando até o seu posicionamento na vida política. Como é óbvio, a continuar assim, mais cedo ou mais tarde, esta opção de autoflagelação conduzirá o partido a marginalidade política, situação que julgo não ser do interesse da esmagadora maioria dos companheiros do ADI.

É ciente destes riscos que, com os olhos postos no futuro, vários militantes e dirigentes do partido entenderam que não têm o direito de assistir, impávidos e serenos, a transformação do ADI, o NOSSO PARTIDO, numa estrutura política fragilizada e instrumentalizada, sem liderança legítima e sem uma agenda coletiva, de médio e longo prazos.



(…) O Congresso marcado para 30 de Março próximo abre uma janela de oportunidade para a restauração da confiança dos nossos concidadãos, particularmente os da diáspora, em relação ao nosso partido. Mas, tal só será possível se formos capazes de promover uma verdadeira mudança dentro do ADI, mediante o reforço da coesão interna, da democraticidade e da abertura para o diálogo fora do partido. O ADI não se pode furtar à sua responsabilidade de concorrer para a restauração de uma sã convivência política no país, com respeito pelas diferenças, pois é da pluralidade que nasce a nossa força como povo e nação.

(…) Hoje, são muitos os nossos concidadãos que perderam a crença num país melhor, fruto da total desilusão com uma classe política que, por incompetência ou falta de vontade, não consegue oferecer mais do que a mediocridade. Fazer política tornou-se, aos olhos de muitos dos nossos concidadãos, tão asqueroso quanto pertencer à um gang de pequenos bandidos e marginais. Muito boa gente, cidadãos valiosos, preferem, por esse fato, permanecer na sua zona de conforto, assistindo, na plateia, ao espetáculo desolador que os políticos exibem ciclicamente, legislatura após legislatura e ao sucumbir de um país que nos viu nascer e que, como se referia alguém recentemente, a continuar assim, “vamos deixar pior do que o encontramos”.

Ao invés das lutas estéreis pelo poder, os partidos políticos precisam de se entender urgentemente sobre uma agenda económica para São Tomé e Príncipe, pois o nosso verdadeiro problema não é político, mas sim económico. As incessantes querelas político-partidárias são apenas o efeito de uma causa maior que é a persistente debilidade económica e financeira do nosso país, para a qual devemos olhar com mais atenção. Precisamos de um país que gere convenientemente todos os recursos de que dispõe e que tenha foco na criação da riqueza e do emprego. Na realidade, enquanto o acesso ao poder, mais concretamente o executivo, continuar a representar aos olhos da elite política santomense e os seus subsidiados a única via ou a via mais fácil para ter acesso aos recursos financeiros, corremos o risco de não ultrapassar a crispação reinante na política nacional e as suas consequências nefastas para o desenvolvimento do país.

O ADI tem a obrigação de ser parte da solução deste problema já que também tem a sua quota parte de responsabilidade na sua criação. Todavia, como afirmara o físico alemão Albert Einstein “não podemos resolver um problema com o mesmo estado mental que o criou”. Daí que, só mudando a nossa forma de pensar e de comportar, podemos contribuir para a mudança deste clima permanente de crispação e instabilidade em que vivemos, de modo a podermos ser, fazer e ter mais do que até hoje conseguimos, como povo e como país. – Excertos extraídos da página de candidatura de Agostinho Fernandes  https://www.facebook.com/notes/agostinho-fernandes/um-adi-para-s%C3%A3o-tom%C3%A9-e-pr%C3%ADncipe/2126043740806610/



PRINCÍPIO DA QUEDA DE UM "MESSIAS" - 13-10-2016 

O Primeiro-ministro de São-Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, havia anunciado para breve «uma remodelação parcial do Governo, em busca de melhores resultados económicos e para fazer face aos interesses e Bem-estar de todos os são-tomenses».  Mas, pior a emenda que o soneto:  no que deu foi em gerar  uma indisfarçável onda de  mal-estar e desconfiança no seio do seu próprio executivo: por um lado, por força das especulações, que imediatamente se seguiram, nas redes sociais, com a indicação dos supostos nomes que poderiam ser dispensados: é que, nestas coisas, recomendam as boas normas da política, que as remodelações, quanto têm que ser feitas, fazem-se no momento apropriado e não se anunciam ou adiam.

Pelos vistos, as consequências, aí estão, com um ministro de peso, um técnico altamente qualificado, a bater com a porta em pleno Concelho de Ministros. - Mas lá chegará o dia em que o gabonês; Patrice Émery Trovada, é substituído por um santomense Primeiro-Ministro  - seja outro ou do perfil do que agora lhe vira as costas 

Conquanto não fosse dos nomes que tivessem vindo a publico, como possíveis a remodelar, o certo é que,  a avaliar pelo que nos é transmitido  pelas nossas fontes, não é Patrice Trovoada, que manda ministro para casa, é um ministro que lhe dá uma chutada".

Como nota suplementar a este meu comentário de 13-10-2016, acrescentarei o seguintei: agora resta saber se  - sem o  farnel de Patrice  - será mesmo outra sapatada a quem depois lhe deu um grande bornal bancário? 



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