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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Drama do naufrágio Amfitriti podia ter sido evitado: Um militar, que trabalhava a bordo, vendo que o barco ia supercarregado, atirou-se a nado para terra, As manifestações de pesar também exprimiram descontentamento para com o que consideram algum alheamento do poder central - “Os barcos vão carregados e não oferecem segurança e os bilhetes de avião custam 200 e tal euros, que não dá para o povo comprar o bilhete: Os aviões com a bandeira Nacional, só servem, para transportar turistas, p resort "Belmonte"e BOM BOM, Sundy Roça e Sundy/Praia do Concessionário, Sul Africano(vulgo homem da LUA de" HBD” – Dizem-nos.


Jorge Trabulo Marques - Jornalista


Em S. Tomé e no Príncipe, realizaram-se de manhã e de tarde, manifestações de pesar  e luto  para com as vitimas  mortais e as desaparecidos no naufrágio do navio Amfitriti, ocorrido na quinta-feira passada - . Na Ilha do Príncipe, muito condicionadas pela chuva, foi também distribuído um manifesto, pelo qual  se acusa o  Governo Central de ser "responsável e politicamente imputável" por este e outros acidentes – Surpreendente é o silêncio do  Governo Regional,  que nunca tenha levantado a voz  às falácias não cumpridas do anterior Governo

Em ambas as ilhas, de manhã e de tarde, realizaram-se várias ações  em memória de todos aqueles que perderam a vida. “Perdi duas jovens (primas), uma já fora sepultada e outra lá ficou no Mar! – Disse-nos o cantor Gilberto Gil Umblina, natural do Príncipe, residente em S. Tomé,  informando-nos que,  esta manhã, eu e o escritor/sociólogo, Lúcio Amado, a mãe de dois sobreviventes e funcionários do navio Amfitriite  e alguns(estudantes)  solidarizaram-se com a iniciativa na Praça da independência e com a deposição de ramos de flores ao Mar na ponte do cais velho 

“Por que é que  o militar,  que já estava dentro do Navio, aquando da sua partida, resolveu atirar-se a nado  para a terra? Foram muitas as pessoas  que assistiram. Ele é natural da Trindade e disse que o Navio estava super-carregado – Desabafo que nos foi transmito, em mensagem pelo FB, pelo Cantor Gilberto Gil Umbelina  - Que acrescenta ainda 


“Teve medo e não prosseguiu a viagem. É natural de São Tomé, a trabalhar no Príncipe.  Duas  das vitimas, a mulher e o filho,   são naturais de Santana, distrito de Cantagalo. Tenho escrito para uma court metragem, intitulado "xiquila", em que narava um drama, quase parecido, com, o destino da malograda, com outra linguagem, depositei - a na sociedade de autores (Sãtomé e Príncipe) apenas umas partes. Abraço



No Príncipe , a  chuva condicionou  a a manifestação, que, por via das condições atmosféricas., esteve  "aquém das expetativas"  refere a Lusa

“Ouve  manifestação sim, não pudemos sair à rua à hora marcada e tivemos uma participação um pouco aquém das expetativas, por causa de muita chuva", disse a Lusa Maria dos Prazeres, da organização.


Marcada inicialmente para as 09:00 locais (10:00 em Lisboa) a manifestação só começou cerca duas horas depois, tendo percorrido as ruas da cidade de Santo António até à ponte do cais da cidade, onde foram deitados ao mar ramos de flores em homenagem as vítimas mortais e desaparecidos no naufrágio do navio Amfitriti, ocorrido na quinta-feira passada.

Do acidente foram resgatados com vida 55 passageiros, oito morreram e outros nove estão dados como desaparecidos.


A manifestação tinha inicialmente carater de protesto, sobretudo contra o Governo central, mas os organizadores alteraram o seu objetivo.

"Essa manifestação de amanhã deixa de ser uma manifestação de protesto e passa a ser de solidariedade com as vítimas. Queremos dar tempo ao governo central para cumprir as promessas feitas na reunião realizada este sábado aqui na região autónoma do Príncipe", explicou Maria dos Prazeres, em declarações aos jornalistas no domingo.

A mesma fonte garantiu, no entanto, que caso os governos central e regional "não façam nada" para evitar mais mortes na travessia entre as duas ilhas, os manifestantes são "sair à rua em protesto quantas vezes forem necessárias".

Entretanto, a comunidade regional está a recolher assinaturas para um manifesto que diz ser "contra a marginalização do Príncipe" para ser entregue às autoridades governamentais.


O documento de cinco páginas, que a Lusa teve acesso, refere que, "nenhum cidadão compreende, sobretudo aqueles que vivem na ilha do Príncipe [...] que a adoção de medidas e decisões políticas do Governo central, com o objetivo de ligação inter-ilhas e diminuição de assimetrias em termos de desenvolvimento entre elas, seja, voluntária ou involuntariamente, sinónimo de morte, luto e frustração, periodicamente, configurando, consciente ou inconscientemente, um processo gradual e, aparentemente, sistemático".

No manifesto acusa-se o Governo central de ser "responsável e politicamente imputável" por este e outros acidentes, sublinhando que estes naufrágios repetitivos estão a "semear a dor, sofrimento, luto, marginalização, periferização, angústia e frustração de uma comunidade inteira".

A organização adianta que está a recolher as assinaturas para esse manifesto e, logo que o processo esteja concluído vai entrega-lo ao Governo, disse Maria dos Prazeres.

"Não nos podem pedir ou exigir, como membros desta comunidade regional, simultaneamente, diligências procedimentais e organizacionais que, eventualmente, poderão contribuir, paulatinamente, ao longo dos tempos, para a garantia do equilíbrio económico-financeiro regional e, consequentemente, dar uma resposta aos problemas sociais, prementes e futuros, de todos aqueles que cá vivem, de acordo com o estatuto político-administrativo da Região, dispensando, deste modo, apoios, ajudas ou iniciativas do governo central", diz o manifesto. https://www.dn.pt/lusa/interior/sao-tome-manifestacao-no-principe-com-adesao-aquem-das-expetativas---organizacao-10845082.html




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