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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 19 de abril de 2019

SEXTA-FEIRA SANTA – UM SAGRADO RITUAL DE HÁ DOIS MILÉNIOS - QUE RECORDA A CRUCIFICAÇÃO, MORTE E O SEPULCRO DE JESUS CRISTO EM NOME DA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE




Hoje, Sexta-feira Santa- O Dia considerado, pela liturgia católica, em que o mundo cristão recorda  o julgamento, a paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos atos religiosos – Vila Nova de Foz Côa, onde a população é maioritariamente católica, manteve a tradição – 

Imagens registadas há  cinco anos  - Eram dez horas da noite quando a procissão, presidida pelo padre António Ferraz, saía da Igreja Matriz para evocar o Auto da Paixão de Cristo em alguns pontos da cidade.

Passos mais ou menos cadenciados, orações e cânticos, sons de banda filarmónica  entrecortados por   silêncios  ou algumas palavras furtivas, emprestaram ao ato momentos de impressionante pendor religioso e místico.



A tradição já não é como antigamente. Os sinos deixavam de tocar e os únicos sons que se ouviam eram o das matracas.  E também já lá vai o tempo dos  longos jejuns  e da abstinência de carne, salvo quem comprasse as bulas. Hoje a procissão é acompanhada por uma banda filarmónica,  a de Freixo de Numão, por sinal a única no concelho, mas nem por isso deixa de continuar a ser um ritual que apela  - mesmo para quem não professe o catolicismo – para os sentimentos mais profundos sobre a  meditação dos mistérios da vida e da morte.




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