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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 4 de maio de 2019

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa – Assinalado em S. Tomé – Em ambiente de reflexão e de franco convívio - Jorge Bom Jesus “Não haverá democracia forte sem uma imprensa responsavelmente excelente - Apelando aos jornalistas para assumirem o quarto poder com competência e responsabilidade

Jorge Trabulo Marques - Logo que possível serão editados videos e outros pormenores


Jorge Bom jesus, felicitou “a  família da Comunicação Social no dia mundial Liberdade de Imprensa  no fórum de reflexão, que ontem decorreu em S. Tomé, organizado  pelo  Sindicato e Associação de jornalistas são-tomenses em parceira com Secretaria de Estado para Comunicação Social vão


 O Primeiro-ministro de STP declarou que  se trata de uma  data que  evoca a liberdade de expressão e que deve enaltecer a ética profissional, o pluralismo – Frisando que é importante refletir sobre as condições difíceis  em que trabalham os profissionais da comunicação social  estatal, nomeadamente na Rádio Nacional, na TVS, na agência noticiosa STP-Press e nos órgãos privados


“Hoje, mais do que nunca o profissional da imprensa não deverá nem poderá ser conotado como comissário, agente político ou um mero servidor de interesses de certos grupos, outrossim, os fazedores da comunicação social são ouvidos, os olhos, a boca e a voz da sociedade de forma a tornar melhor o selo de garantia para a manutenção da democracia e da liberdade de expressão”, acrescentou.


Tendo reconhecido  as “ condições difíceis em que trabalham” órgãos estatais da comunicação social, nomeadamente, a Rádio Nacional, a Televisão são-tomense e Agência STP-Press, Jorge Bom Jesus disse que “ da parte do governo tudo será feito a medida do nosso alcance para a mudança desse paradigma”.

O chefe do Governo santomense sublinhou que a liberdade de imprensa prossupõe uma ambiente profissional plural de divulgação de informações, sem tintura ou medo com a pluralidade de opiniões sobre o mesmo tema e as diversas ideologias  que podem ser manifestadas e contrapostas, alvejando um processo de pensamento  de cada individuo.

Recordou que, na constituição da República de STP está plasmado no 29º e 30º o direito de liberdade imprensa ao qual se acresce a liberdade de expressão, como   condição    sine qua non     para o aprofundamento   e a persecução das democracias em STP.

Esses articulados constitucionais deverão ser sempre o estandarte dos profissionais de CS de STP.

Este 3 de Maio, que se celebra, hoje, á boca e à voz da sociedade  de forma a tornar melhor o selo de garantia para a manutenção  da democracia e da liberdade de expressão inerentes à natural condição humana.



Creio que é importante refletir sobre as condições difíceis em trabalham os profissionais da CS estatal, nomeadamente na Rádio Nacional, na TVS, na agência noticiosa STP-Press e nos órgãos privados e creio que devem ajudar o Estado a reaver através da reposição da autoridade  dos valores, pelo respeito pelo património comum e dos direitos e deveres, prometendo que, da parte do Governo tudo será feito na medida do nosso alcance para a mudança desse paradigma"


Por sua vez, o presidente do sindicado de jornalistas e técnicos da comunicação social, Hélder Bexigas disse que "queremos aproveitar esta ocasião para incentivar todos os jornalistas e profissionais da comunicação social em São Tomé e Príncipe a serem fiéis aos princípios e aos códigos da sua profissão a serem respeitadores da ética e da deontologia que regem a nossa profissão e a lutarem sempre por uma imprensa verdadeiramente livre, rigorosa e imparcial”.

Bexigas disse ainda que “ aos jornalistas que aqui tenho a honra de representar, não esqueçais nunca de que uma imprensa livre, livre, pluralista e investigativa é imprescindível para um país como nosso que se quer próspero, desenvolvido e livre”, garantindo que o sindicato “não abdicará das suas responsabilidades e estará sempre firme em defesa da classe”.

Por seu turno, Juvenal Rodrigues,  Presidente da Associação de Jornalistas, depois de se congratular com o ambiente positivo que se vive no pais, no que respeita à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, consagrados na constituição de STP, recordou que, Associação, recordou que “há dois anos, a Associação dos Jornalistas Santomonenses denunciou publicamente que não se podia falar: vivia-se no País, o período mais sombrio do Estado de Direito Democrático- Mesmo alguns representantes de instituições das estruturas do poder optaram pelo silêncio, provavelmente por conveniência, face a alguns demandos que se assistiu

“Felizmente, esta página foi virada com novo cenário político que emergiu das eleições de Outubro de 2018. A maior parte dos eleitores decidiu dizer basta ao sufoco para respirar melhor e exprimir livremente as suas opiniões,” –



Consciente de que o país vive um momento complexo, delicado e de grandes desafios, os jornalistas e técnicos da CS, aproveitam a efeméride que hoje se celebra para refletir sobre a sua forma  de contribuição  no processo de desenvolvimento do arquipélago , pondo o cidadão tanto individual  como coletivamente no centro dos conteúdos.


Mas não só. Fiscalizar a ação dos órgãos de soberania , em particular do Governo, investigar os indícios de má gestão ou de corrupção, facilitar a troca de ideias e opiniões sobre assuntos relevantes para o desenvolvimento do país fazem parte do pacote de intervenção da comunicação social, além do entretenimento


Com essa reflexão, vamos assim ao encontro  de um dos objetivos da celebração do dia 3 de Maio


Vários temas vão ser abordados. Espera-se recolher subsídios para que o trabalho diário  dos comunicadores responda às exigências atuais


Outro momento importante será a validação  de alguns dos documentos que irão permitir consolidar a estruturação o da classe”-sublinhou Rodrigues no seu discurso.

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