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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 25 de maio de 2019

SAO TOMÉ E PRINCIPE - ADI SACODE A ALA OU PARECE TÊ-LA SACUDIDO DO NÚCLEO AUTORITÁRIO E DIVISIONISTA DO APÁTRIDA PATRICE TROVOADA E ELEGE UM DEMOCRATA, LEGÍTIMO E CULTO FILHO DA TERRA - Aliança Democrática Independente, elegeu por aclamação, Agostinho Fernandes, para liderar o maior partido da oposição: - Que definiu como prioridade a união do partido e manifestou o desejo de contactar "todos os atores sociais" para procurar "um consenso" na condução democrática do pais..

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA - INFORMAÇÃO E ANÁLISE -
FINALMENTE A BONANÇA EM  AGITADAS ÁGUAS PARTIDÁRIAS - ESPERA-SE  QUE CONSTRUTIVA E DEFINITIVA E  NÃO  AS TRÉGUAS DE NOVOS CONFRONTOS - Que é o mais provável que venha a suceder -
Agostinho Fernandes - S. Tomé - Nov 2014 - Por Jorge Trabulo Marques

O ROSTO DO NOVO LÍDER DA ADI QUE HERDA O CONTURBADO FARDO DE PATRICE TROVOADA
 
Diz o jornalista,  Octávio Bandeira, em Informar com verdade no Facebook  - O NOVO LIDER DO ADI, AGOSTINHO FERNANDES VIAJOU HOJE PARA PORTUGAL
"Esperemos que o líder da oposição não decepcione os seus apoiantes e vá ter com o fantasma do Patrice Trovoada. Se isto acontecer, estará a começar com o pé esquerdo, pois não esquecer que teceu duras críticas justas ao fugitivo que destruiu e mentiu ao País nestes últimos 4 anos". https://www.facebook.com/groups/1046261748750459/





AGOSTINHO FERNANDES - UM ESTILO DIFERENTE DE COMUNICAR E DE ESTAR NA POLITICA - DE QUEM O ANTECEDEU



MUITA INCÓGNITA  - Pois, onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão - E o homem do saco, continua a ser o Pinta Cabra - Agostinho Fernandes, viajou para Lisboa, ao seu encontro, na perspectiva  de um entendimento, tendo-o até elogiado publicamente - Nestes termos: "Patrice Trovoada foi um grande líder do ADI. Vamos, nesta perspetiva de união, encontrar com Patrice Trovoada mecanismos de consenso e entendimento para que o partido possa avançar, neste contexto em que ele, pessoalmente, não pode liderar o ADI" - Pessoalmente duvido que, da parte de PT, possa haver alguma vez apaziguamento.  

 Atente-se nesta reação: "Este congresso é ilegal. É uma festinha deles", disse um apoiante do partido à Lusa, referindo que o objetivo de Agostinho Fernandes é "fazer uma coligação com o MLSTP"



CONTUDO, UM ENORME PASSO, JÁ FOI DADO - Depois de agitada turbulência, com adiamentos, expulsões e outras peripécias,  provocadas por interferências externas e autoritárias de  Patrice Trovoada, com ameaças físicas e pressões de vária ordem,  com a finalidade de continuar  a ser o grande patrão de um partido, fazendo dele  a sua  alavanca pessoal, com intuitos declaradamente egoístas,  tal como fez nos últimos 4 anos de STP, a sua quinta privada, unicamente para ostentação da sua vaidade e da rapina, em detrimento do sacrificado povo santomenses, onde nem foi parido nem gerado e nem sequer procurou criar quaisquer laços de afetividade, dado ter passado mais tempo, em passeatas pelo estrangeiro, de que propriamente no país.

Congratulo-me, pois,  com a eleição de Agostinho Fernandes, para líder do partido santomense da  Aliança Democrática Independente – Sem dúvida, um  legitimo e conceituado filho das Ilhas Verdes do Equador, com reconhecidas qualidades para liderar o maior partido da oposição e poder vir afirmar-se, como figura credível do concerto do pluralismo democrático destas maravilhosas Ilhas, cuja evolução foi profundamente afetada por um tal misterioso empresário, cujas grotescas peripécias são bem conhecidas pelos cidadãos santomenses, minimamente atentos e conscientes. 
QUEM É AGOSTINHO FERNANDES:

 Simpatizante do Porto e do Manchester, tendo como suas figuras de proa e principais referências, Barack Obama, Nelson Mandela (Madiba), Martin Luther King Jr., Svnf-lawyers,

Nove 2014  - O que então escrevi-  Agostinho Quaresma dos Santos Fernandes, estudou na Universidade de Toulouse, embora jovem, é já uma das figuras emblemáticas da ADI e um dos rostos, que se apontam como ministeriáveis para um dos mais altos cargos  do próximo Governo.
Empossado como Ministro do Plano e Desenvolvimento, no décimo quarto governo constitucional, pasta, então criada, para tutelar vários sectores da economia, desde agricultura, pescas, turismo, comércio e indústria, sim, ele que, há quatro anos, era já considerado pelos observadores políticos, como “Um super ministério nas mãos do jovem jurista.(ADI)," naturalmente que não deixará de ser chamado por Patrice Trovoada para o acompanhar no novo projeto governamental - Outros pormenores, mais à frente


Refere a Lusa, que, o “novo líder do Ação Democrática Independente (ADI, oposição em São Tomé e Príncipe), Agostinho Fernandes, eleito hoje por aclamação, definiu como prioridade a união do partido e anunciou que vai contactar "todos os atores sociais" para procurar "um consenso".

"Em primeiro lugar, vamos olhar para dentro de casa, vamos começar a tratar dos nossos problemas", afirmou hoje Agostinho Fernandes, candidato único à liderança do ADI eleito hoje por aclamação num congresso realizado na capital são-tomense.

No seu discurso após a eleição, perante centenas de militantes, que enchiam o Cinema Marcelo da Veiga, na capital são-tomense, sublinhou: "O compromisso que inequivocamente assumimos hoje é o de sarar as feridas no seio da nossa família política", disse, anunciando que vai promover o diálogo "com vista ao restabelecimento da confiança, da união e da coesão".



Agostinho Fernandes - S. Tomé - Nov 2014

A realização, hoje, do congresso para eleger o presidente do partido -- depois da auto-ssuspensão de funções do antigo líder, Patrice Trovoada, em novembro passado -- foi confirmada esta sexta-feira pela comissão eleitoral do ADI, contrariando o conselho nacional, que na quinta-feira tinha anunciado o adiamento do congresso, sine die, alegando "o ambiente que se vive" no interior do partido.

A decisão do conselho nacional surgiu dias depois de Patrice Trovoada, ausente de São Tomé e Príncipe há vários meses, ter enviado um vídeo a recomendar o adiamento do congresso.

"O momento político atual do nosso país apela a um ADI forte e coeso, capaz de fazer uma oposição cerrada, mas construtiva", afirmou, considerando que "o país, as instituições e os seus legítimos representantes passaram a ser a chacota do mundo, de tão desoladora que tem sido a atuação daqueles que deveriam representar [o povo] com dignidade".

Depois de tratar dos problemas internos do partido, acrescentou em declarações aos jornalistas, a nova liderança do ADI irá contactar os restantes partidos políticos.

"Propomos iniciar um verdadeiro diálogo franco e aberto com todos os atores da nossa sociedade, desde os partidos políticos, organizações sindicais, instituições religiosas, organizações não-governamentais e também organizações empresariais e o setor privado, no sentido de nos comprometermos de uma vez por todas com o país que nós queremos", disse.

"Acreditamos que o principal problema é o clima de crispação desnecessário que vivemos. [Pretendemos] criar um espaço de entendimento, de consenso, para que os principais problemas do nosso país sejam postos em cima da mesa e todos possamos trabalhar, cada um com a sua filosofia e os seus princípios, os seus ideais, mas rumo a um ideal coletivo que é os superiores interesses do nosso país", afirmou Agostinho Fernandes.



O novo presidente do partido afirmou-se ainda disponível para convocar um novo congresso para eleger a direção dentro de seis meses.

"Não temos medo nem receios de eleição interna. (...) Caso os militantes e dirigentes do ADI assim o entendam, dentro de seis meses podemos voltar para um novo congresso eletivo para dar oportunidade a todos os que queiram para se poderem candidatar", anunciou.

Questionado, no final, sobre a possibilidade de a ala pró-Patrice Trovoada impugnar a sua eleição, Agostinho Fernandes deixou um conselho: "Que encontremos nós a solução, ao invés de recorrermos aos tribunais. Tenho plena consciência de que a razão não está do lado deles".- 


Os militantes empunhavam bandeiras amarelas e azuis (cores do partido) e t-shirts com mensagens como "É a vez do povo mandar" (sic), "Vamos avançar", "Estamos prontos", mas também "Mais além", o slogan da candidatura às eleições legislativas de outubro passado, encabeçada pelo antigo presidente do ADI, Patrice Trovoada (primeiro-ministro entre 2014 e 2018).


Agostinho Fernandes evocou o antigo líder do partido, "cuja visão, dedicação e contribuição para o crescimento e relevância política do ADI lhe reservam, sem a mais pequena sombra de dúvidas, um lugar de honra na estrutura do partido", referiu, recebendo aplausos tímidos, que só aumentaram quando Agostinho Fernandes pediu "uma salva de palmas".

"Patrice Trovoada foi um grande líder do ADI. Vamos, nesta perspetiva de união, encontrar com Patrice Trovoada mecanismos de consenso e entendimento para que o partido possa avançar, neste contexto em que ele, pessoalmente, não pode liderar o ADI", referiu.

No exterior do edifício, alguns militantes do ADI contestavam, indignados, a eleição de Agostinho Fernandes.

"Este congresso é ilegal. É uma festinha deles", disse um apoiante do partido à Lusa, referindo que o objetivo de Agostinho Fernandes é "fazer uma coligação com o MLSTP" (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata), atualmente no poder.LUSA 

https://www.dn.pt/lusa/interior/lider-da-oposicao-em-sao-tome-elege-novo-presidente-em-congresso-contestado--10940724.html
Agostinho Fernandes é novo presidente do Partido ADI -  OUÇA AS DECLARAÇÕES DE AGOSTINHO FERNANDES, EM https://www.andim.tv/politica/891-agostinho-fernandes-e-novo-presidente-do-partido-accao?fbclid=IwAR1kQ_03evZaaJ-Ki9_HRmibzSJtqQ4YCxDsvrIcxr-cmPh78vx-ojfcfpo




Novembro - 2014 - TURISMO, AGRICULTURA E PESCAS , SÃO AS PRINCIPAIS SOLUÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS - Independentemente do petróleo vir ou não vir. - Declarações de Agostinho Fernandes,  há quase cinco anos, na amável entrevista que me concedeu e ainda antes da tomada de posse do XVI governo constitucional.

 Agostinho Fernandes, começou por considerar que "estas eleições permitiram que o Povo Santomense se expressasse no seu mais profundo sentimento, em relação à estabilidade política no nosso país"

 Afirmando que, de facto, o Governo foi derrubado por uma moção de censura mas, dois anos depois, o Povo voltou a recolocar o governo no seu lugar, demonstrando, claramente, a todos os políticos, que essa vontade do Povo é que deve prevalecer"

 Por isso, diz o ex-ministro da Economia: "é um ponto de partida interessante, que, se for respeitado por todos os atores políticos, permitirá ao nosso país ter uma estabilidade nos próximos quatro anos e permitir que o Governo possa trabalhar e ir ao encontro dos anseios da população"

ESTABILIDADE GOVERNAMENTAL DE MODO A  "PÔR COBRO À POBREZA"

 Uma das preocupações do próximo Governo - dizia, Agostinho Fernandes - "é pôr cobro a uma situação de pobreza bastante aguda" em que vivem os santomenses - "Infelizmente os governos não têm tido  estabilidade suficiente para poder trabalhar no sentido de pôr cobro a essa pobreza. Portanto, para nós essa é a primeira preocupação:  lutar para que nós possamos diminuir o sufoco da pobreza que ainda existe na nossa população, agindo, digamos,  nos mais variados sectores da nossa economia, atraindo o investimento privado estrangeiro, de modo que nós possamos criar mais e melhores postos de emprego, aumentar o poder de compra dos santomenses e permitir, de facto, que os santomenses possam respirar e ir ao encontro dos seus anseios próprios, tendo novas oportunidades de trabalhar, de satisfazer as necessidades da sua família e serem empreenderes, e por aí fora."

O ex-Ministro do Plano e Desenvolvimento,  Agostinho Fernandes, que, durante a curta governação do 14º Governo constitucional,   havia inaugurado, no centro pesqueiro de Neves, uma unidade, com vista a  melhorar um pouco a questão do tratamento do pescado, criando condições para uma pesca semi-industrial com vocação para abastecer o mercado interno e também para exportação, voltou a referir que, São Tomé e Príncipe, tem futuro, independentemente do petróleo nomeadamente no sector das pescas, turismo e agricultura

 "O turismo, se for bem explorado, pode dar  rendimentos suficientes para poder marcar o  desenvolvimento e satisfazer as necessidades do país. Mas nós sabemos que também temos outros recursos: o mar é uma grande potencialidade, que nós  temos, e, se for devidamente explorado, também podemos tirar de lá rendimentos para melhorar as condições de vida do nosso Povo, sem desprimor para outros sectores como a agricultura – Embora, tenhamos um país limitado em termos de superfície territorial mas nós podemos apostar em certos sectores específicos e partir daí catapultar este país"

 Quanto às relações com Portugal, reconhece que continuam boas, como sempre, disse-nos o ex-governante e possível figura ministeriável, sublinhando que "Portugal,  é um parceiro do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. Desde a primeira hora esteve connosco e continua, dentro das suas possibilidade, em tudo o que possa permitir o desenvolvimento e o bem-estar do nosso Povo"



 PRINCIPAL OBJETIVO DA AUDIÊNCIA - QUE ENTÃO ME CONCEDEU - FOI PARA LHE DAR CONHECIMENTO DA REGATA DE CANOAS NO GOLFO DA GUINÉ – À vela e a remos, com pirogas primitivas, unicamente tripuladas por pescadores dos países da região, de caráter supranacional e suprapartidário, sob a égide do Presidente da República de São Tomé e Príncipe - Devidamente apoiada por via marítima e aérea. - Pormenores em:
http://www.odisseiasnosmares.com/2013/08/regata-remos-e-vela-gabao-s-tome.html


Recebeu-me numa das aprazíveis esplanadas do complexo turístico, situada na Praia Emília, de forma simpática e cordial, tendo mesmo esboçado alguns largos sorrisos, na sua impecável  postura diplomática, quando lhe falei, não do jornalista, que também ali estava para registar algumas  das suas palavras, acerca dos projetos do Governo, que o partido vencedor ia liderar, mas, sobretudo,  do homem  aventureiro que partira para o mar em demanda das origens do povoamento destas maravilhosas ilhas, evocando ao mesmo tempo a ignominiosa rota dos barcos negreiros, entre outros objetivos  científicos, humanísticos e desportivos e que não queria regressar a Portugal, sem lhe dar conhecimento do projeto que apresentei a Sua Exa. o  Sr. Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, ou seja, da realização de uma regata de canoas, tripulada por pescadores dos países do Golfo da Guiné, e que gostaria que o novo governo, igualmente apoiasse, sim, deixou-me muito satisfeito, pois achou a ideia muito interessante - Apoio que voltou a sublinhar, no momento, em que nos despedíamos, agora já na presença de José Diogo, que viria a ser nomeado Vice-Presidente da Assembleia Nacional, que entretanto ali acabava de chegar.

 Isto porque, disse, "eu defendo que é preciso criar alguma coisa que possa unir de facto os santomenses. E, se nós tivermos uma atividade de uma certa envergadura supranacional  e que possa ser algo que aglutine os santomenses e faça  ecoar no mundo o bom nome de São Tomé e Príncipe, eu acho que é uma incitativa excelente e que deve contar  com o Povo e com todos os atores políticos e económicos de São Tomé e Príncipe” - sublinhou, já no termo da breve entrevista que honrosamente me concedeu.


Neste golfo, encontram-se as ilhas de: Bioko e Ano Bom (Guiné equatorial) e as Ilhas da República Democrática de S. Tomé e Príncipe -  Países convidados: Libéria, Congo e Angola


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A FUGA DE ESCRAVOS NAS CANOAS –  Referida por Gerhard
Seibert, numa conferência, em 2009

(tradução) …..escravos fugidos de São Tomé ou do Príncipe, realizaram em suas  canoas pelas correntes marinhas ligações à ilha de Fernando Pó. Em 1778,  o ano da transição do domínio Português ao da Espanha, um grupo de  ex-escravos de São Tomé e Príncipe viveu no sul de Fernando Pó.  (..)Após a abolição da escravatura em 1875, trabalhadores contratados africanos fugidos respetivamente, foram frequentemente devolvidos  pelas Autoridades espanholas para os seus senhores em São Tomé e Príncipe. Outros foram simplesmente entregues aos empregadores locais.

Um século mais tarde, em 1975, Jorge Trabulo Marques, partiu sozinho desta ilha numa canoa em uma tentativa de atravessar a Atlântico. Em vez disso, depois de uma odisseia de 38 dias, ele desembarcou em Fernando Pó. Ele era detido e interrogado pelas autoridades locais e depois repatriado  - Excertos de ]Equatorial Guinea's External Relations: São Tomé e ..










Regata de Canoas do Golfo da Guiné – Com a participação: Libéria, Costa do Marfim, Gana, Benim, Nigéria, Guiné Equatorial, S. Tomé e Príncipe, Camarões, Gabão, Congo e Angola



Como já tive ocasião de sublinhar, não vim a São Tomé, 39 anos depois,  com o propósito de me envolver nas questões políticas internas mas tão somente para matar saudades da maravilhosa Ilha Verde, do imenso mar azul que a envolve, coroando-a  de marulhos de alva espuma e  por um infindo  azul marinho, só possível à  luz dos trópicos, de tal modo tão sedutor e atraente que me fez ir ao seu encontro por três vezes, nas frágeis pirogas dos pescadores, sim, e também rever velhos amigos, relembrar memórias – E muitas são essas memórias, desde que desembarquei na Baía Ana Chaves, a bordo do paquete Uíge, num já distante dia de Novembro de 1963 - a Out de 1975 – Porém, conquanto, não fosse minha intenção inicial ir além da condição do simples peregrino, a verdade é que, ao ser reconhecido por vários amigos, era difícil passar despercebido e não corresponder aos amáveis afetos, aos muitos gestos de amizade e cortesia, que se estenderam desde o cidadão anónimo, a dirigentes históricos do MLSTP , incluindo o seu fundador, Manuel Pinto da Costa, além de outros ocasionais encontros com diversas personalidades.

Nota -Agradecimento ao jornalista Adilson Castro, do Jornal Transparência, que nos acompanhou ao local e a quem confiámos o registo das imagens

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