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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 14 de junho de 2019

A festa religiosa a Santo António, de Lisboa – Terminou com magníficos fados ao consagrado e popular santo franciscano, tocados e cantados por Evandro Menezes – no dia do seu aniversário, que lhe mereceram rasgados elogios e “Parabéns a Você”, acompanhado por Delmindo, além de lindos hinos e canções religiosas, na igreja onde nasceu - Depois da tradicional Procissão, ter percorrido várias artérias de Alfama, atraindo milhares de fiéis e de turistas e após a celebração litúrgica, com o altar erguido na escadaria da Sé Catedral, o andor com a sua imagem recolheu à sua igreja, uns metros abaixo para o encerramento da sua festa

JORGE TRABULO MARQUES - Jornalista 
A procissão de Santo António de Lisboa, continua a ser a mais concorrida de todas as festividades religiosas da capital – Não só para  fieis  como para curiosos e turistas: Pois, como é sabido, multidão atrai multidão. E foi o que, uma vez mais, ali constatámos, na qualidade do jornalista e observador.



Quando ali chegámos, já  o desfile  religioso,  se concentrava frente aos frontispício da  emblemática Sé de Lisboa, com  a cerimónia do adeus presidida pelo Bispo Auxiliar D. Américo Aguiar, que, além da evocação, ao legado exemplar das virtudes de Santo António, devoto servo da fé de Cristo, bem como dos franciscanos, que o têm tido como patrono e seu guia – Depois, a imagem de Santo António recolheu à sua igreja, uns metros abaixo - o único templo lisboeta que, com todo o seu simbolismo, é propriedade da autarquia, onde decorreu a última cerimónia religiosa do dia, a que assistimos.

Não é frequente, cantarem-se os parabéns de aniversário, seguidos de salvas de palmas, no interior de uma igreja, e então com a beleza e a monumentalidade da igreja de Santo António – Mas foi justamente o que ali, testemunhámos, ao fim da tarde ontem – Dedicados ao jovem Evandro  Menezes, natural da Freguesia da Vila das Lajes, Ilha Terceira, Açores, onde nasceu no dia 13 de Junho de 1996, além de extraordinário talento, é um caso singular de uma grande devoção ao Santo António: pois, a sua voz e os sons dedilhados pela sua  guitarra ou viola, emprestam, de facto,  uma sonoridade e um  cunho verdadeiramente encantatório e sobrenatural.

O ano passado, vimo-lo acompanhado de sua mãe e foi até com  alguns dos seus sons, que ali gravámos que ilustrámos vários vídeos, que dedicamos a STP – Este ano foi acompanhado por Delmindo, outro extraordinário músico, e, por vezes, também por Fernanda – São alguns desses sublimes momentos, que lhe oferecemos num vídeo, que dedicamos ao encerramento da festa religiosa ao Santo António, um dos santos mais populares da Igreja Católica,  cuja imagem  é venerada nas várias igrejas portuguesas, italianas, brasileiras e também no sul de França.

Foi bom ter lá ido, porque é sempre bonito ver exaltações ao sagrado, seja a que pretexto for. Os coros religiosos, que, desde criança, sempre me encantaram,  que   habitualmente ouço em minha casa,  que é precisamente os que escuto, através da Internet, enquanto escrevo estas linhas,  são para mim como um alento espiritual, conquanto  tenha uma maneira, muito minha  de me dirigir ao sagrado,

Até porque, tal  como é teológica e cientificamente reconhecido, a imaginação e os sentimentos  do ser  humano, têm  essa necessidade, de sentir a sublimação e a transcendência, a  do culto ou a devoção por qualquer coisa que ultrapassasse a sua compreensão. De outro modo, a vida ser-lhe ia insuportável, independentemente de quaisquer  crenças e convicções religiosas. 

IMPRENSA DESTACA A MOBILIZAÇÃO DE FIÉIS E TURISTAS À MAIS ANTIGA E CONCORRIDA FESTA RELIGIOSA DA CAPITAL  

Rádio Renascença  - "Milhares em procissão nas ruas de Lisboa. “Temos de ter orgulho de testemunhar que Santo António é nosso" 13 jun, 2019 - 23:07 • José Carlos Silva, com redação
Com a relíquia de Santo António na mão e junto ao peito, o bispo auxiliar de Lisboa lembrou o exemplo de simplicidade de Santo António e dos franciscanos.

A imagem e uma relíquia de Santo António voltaram esta quinta-feira à tarde a dar uma volta por Alfama, em Lisboa, na procissão dedicada ao santo.
Foram milhares os que saíram à rua, misturados com os turistas, numa manifestação de fé e festa. A imagem de Santo António percorreu cerca de dois quilómetros na caixa aberta de uma viatura todo o terreno.
Não foi fácil para a Polícia Municipal manter a caixa de segurança, com os fiéis a tentarem romper o cordão para chegar o mais perto possível de Santo António. Afinal de contas, esta é uma procissão especial.
Com a relíquia de Santo António na mão e junto ao peito, seguiu D. Américo Aguiar, o bispo auxiliar de Lisboa, que na chegada junto à Sé de Lisboa lembrou o exemplo de Santo António e dos franciscanos.
“Que também nós sejamos tocados por esse testemunho sempre, na simplicidade da nossa vida. Não temos de ter tudo para nós, à custa de menos para os outros. Deus providencia e providenciou tudo para todos, o problema é que alguns acham que é tudo para eles e mais nada para os outros. O nosso papel é sermos capazes de cativar no coração de todos para termos consciência disso mesmo.”
O bispo auxiliar de Lisboa deixou outro recado: Santo António é português, mas também temos de fazer por isso.
“Podemos ir a qualquer ponto do mundo, ao país mais estranho, que vamos encontrar uma imagem, uma capela ou um oratório dedicado a Santo António de Lisboa. Mas nós temos de fazer por isso. Ficamos chateados dizem Santo António de Pádua, mas nós temos de fazer por isso, todos nós, a cidade. Temos de ter orgulho de testemunhar que o António é nosso, não é só que a taça é nossa, é que o António é nosso”, afirmou D. Américo Aguiar, que se estreou na procissão de Santo António em Lisboa. https://rr.sapo.pt/noticia/154727/milhares-em-procissao-nas-ruas-de-lisboa-santo-antonio-e-nosso
 SITE DO MUNICÍPIO DE LISBOA  - Também destaca a tradicional procissão a Santo António 

"Muitos milhares de fiéis acorreram à tradicional Procissão de Santo António, no dia 13 de junho, integrando-se no cortejo ou assistindo à sua passagem, juntamente com muitos outros milhares de turistas.

A venerada imagem de Santo António - que, não sendo o padroeiro da cidade é, pelo menos, o patrono dos bairros que envolvem a colina do Castelo - saiu da igreja de que é orago ao final da tarde, sendo o seu andor transportado numa viatura do Regimento de Sapadores Bombeiros, com efetivos da Polícia Municipal assegurando a escolta que, com a ajuda de varas, permitiam a passagem da imagem entre as decorações festivas dos arraiais.


O desfile processional, na qual se integravam o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e o presidente da Junta de freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, abria com o turifário e a Cruz, entre lanternas. Seguiam-se os acólitos e os membros de diversas confrarias e irmandades dos oragos de diversas igrejas, capelas e ermidas de Lisboa, e os membros professos de várias ordens religiosas. Vinham então as imagens dos diversos santos que se foram incorporando ao longo da Procissão, à passagem pelos templos de que são orago e, naturalmente, a viatura do RSB com a imagem de Santo António. Logo a seguir, a representação da Câmara Municipal de Lisboa e de outras entidades civis, escoltada por elementos da Polícia Municipal, encerrava esta primeira secção do cortejo processional.

A segunda secção, eminentemente religiosa, era composta pelos diáconos, sacerdotes, cónegos do Cabido da Sé, bispos e o Pálio. Finalmente, a banda que marcou o ritmo do andamento compunha a terceira secção, com todo o povo que seguia no encalço da imagem.A Procissão percorreu grande parte dos bairros da colina do Castelo, maioritariamente artérias de Alfama: passou as Cruzes da Sé até S. João da Praça (incorporando-se então no cortejo a imagem de S. João Baptista), Largos de S. Rafael e de S. Miguel (incorporando-se aqui a imagem do patrono da Igreja de S. Miguel), Rua da regueira, Rua dos Remédios, Largo de Santo Estêvão (incorporação da imagem deste santo), Rua das escolas Gerais, Travessa de S. Tomé, Largo das Portas do Sol, Largo de Santa Luzia (incorporação das imagens de S. Tiago e Santa Luzia), Rua do Limoeiro, Largo de S. Martinho, e Largo da Sé, onde decorreu a celebração litúrgica, com o altar erguido na escadaria desta catedral. Finalmente, a imagem de Santo António recolheu à sua igreja, uns metros abaixo - o único templo lisboeta que, com todo o seu simbolismo, é propriedade da autarquia. http://www.cm-lisboa.pt/municipio/noticias/detalhe-da-noticia/article/procissao-de-santo-antonio-5


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