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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 6 de junho de 2019

O Conselho de Estado Santomense, emudeceu a estratégia alarmista e divisionista de Evaristo Carvalho, de afastar o Governo: E propôs que promovesse o Diálogo Nacional - Manuel Pinto da Costa, a figura de topo dos conselheiros e seu porta-voz, foi justamente o que veio declarar à comunicação social

Jorge Trabulo Marques - Jornalista   - CARTA DESESTABILIZADORA JOGADA POR  EVARISTO, FICOU  FORA  DO  BARALHO  




Evaristo Carvalho, jogou a sua cartada mas as contas saíram-lhe furadas (pois a maioria do Conselho de Estado, não esteve ao seu lado nem é maioritariamente representativa das suas forças desestabilizadoras), pelo que  logrou amansar a estratégia, sub-reptícia que estaria na inesperada convocação do Conselho de Estado – Aliás, bastaria a presença serena, sábia e histórica, de Manuel Pinto da Costa, para que, Evaristo Carvalho, não fosse além do chinelo:

O fundador da nacionalidade santomense, a emblemática figura,  a  consciência mais lúcida e fiel da Nação, declarou,  no final do referida reunião, "que está fora de qualquer hipótese a queda do Governo" – Referindo que se chegou à conclusão que se torna necessário abrimos o País a um diálogo sob orientação do Presidente da República, com partidos políticos, sociedade civil organizada, para definitivamente começarmos nós próprios a conhecermos São Tomé e Príncipe e chegarmos a conclusão o que já temos em acerto com consensualidade”

Tendo considerado que “ o País está completamente desarrumado”, defendendo  que “temos de arrumá-lo em função da aquilo que pretendemos fazer com o País,”, considerando ser “um trabalho importante que deve ser feito rapidamente e, propusemos este trabalho ao Presidente da República, e ele tomou boa nota”

Manuel Pinto da Costa, foi sempre um defensor do diálogo, quer no seio do seu partido, quer interpartidário: Um defensor de consensos: ouvimos-lhe estas palavras, no 12 de Julho de 2015“ temos de saber também e ao mesmo tempo construir pontes entre nós próprios, independentemente das diferenças, num permanente diálogo construtivo e gerador de consensos estratégicos que permitam ao país construir um futuro melhor, o futuro com que todos sonhamos desde que conquistámos a independência. O diálogo nunca será uma causa perdida nem falhada porque sem diálogo não há democracia nem coesão social.

Mesmo que os resultados fiquem aquém das expectativas o diálogo será sempre um instrumento fundamental para unir as diferenças, enriquecer a diversidade e encontrar caminhos comuns que mobilizem as energias da nação para vencer os desafios do século XXI.

MANUEL PINTO DA COSTA DEFENDE QUE A SOCIEDADE CIVIL TEM DE ORGANIZAR-SE PARA COMBATER A DITADURA

Questionado sobre eventual expediente visando uma hipotética queda do governo, Pinto da Costa disse que “ não vai haver queda do governo, nesta reunião saiu a necessidade da gente criar um espaço para melhor entendimento e diálogo entre os órgãos da soberania, sem o qual, corremos o risco de fazer política em função de interesse partidário”.   


Quanto a estabilidade, paz e tranquilidade, Pinto da Costa condiciona que “ enquanto não resolvermos o problema de fundo que está ligado as preocupações essenciais dos são-tomenses não haverá estabilidade”, apontado como exemplo a falta de emprego, sobretudo, para a para juventude.


Tendo apelo a “sociedade civil a organizar-se para se combater a ditadura dos partidos políticos” Pinto da Costa disse “ nós chegamos a conclusão que estamos numa sociedade que é preciso ter muito cuidado, ela está completamente partidarizada, está tão partidarizada que influência qualquer um de nós e, muitas vezes cada temos de partidarizar para garantirmos a sobrevivência”.

“ Vem um governo, põe gente do seu partido e tira gente que não é do seu partido e quatro anos depois, vem outro partido e faz o mesmo, dai ficamos no vai e vem e não saímos disto” – disse Pinto Costa, sustentado que “cada um tem o direito de pertencer a partido que quiser, mas ele não tem o direito de fazer mal à São Tomé e Príncipe”. – STP-Press
http://www.stp-press.st/2019/06/06/conselho-de-estado-propoe-ao-presidente-da-republica-a-realizacao-do-dialogo-nacional/


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