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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 29 de junho de 2019

S. Tomé e Príncipe – Ilhas Maravilhosas, que dispõem de imensos recursos naturais: Jorge Bom Jesus pede extrema criatividade ao sector privado para se inverter a crítica situação financeira do País – Sim, em 4 anos de um extinto regime de saque contínuo, há que arrepiar caminho .Mas também que os empresários se convençam que o tempo da mão-de-obra escrava, já passou à história e não é para perpetuar


Jorge Trabulo Marques - Informaçao e análise 


Em STP os rostos das crianças e dos adultos, transparecem alegria e paz - Não se descobrem as mazelas das barrigas de balão ou as pernas de galinhas ou os braços esqueléticos do resto de África: a natureza é fértil e pujante ao longo do ano – Mas não só de banana ou fruta-pão é possível uma vida minimamente condigna: é preciso algum dinheiro para o calçado e vestuário, medicamentos e outras elementares necessidades e o país ficou de tanga, delapidado por sucessivos atos de correpção de um governante que passou a maior parte do tempo ausente, das ilhas, donde, aliás, nem sequer nasceu ou foi educado.

Compreende-se, pois,  o apelo de Jorge Bom jesus – Em querer dinamizar o sector privado, sobretudo o produtivo, por forma a que se possam explorar os enormes recursos naturais: - Claro, mas para isso é também necessário que certas mentalidades se convençam que o futuro não pode estar apenas cingido ao emprego no funcionalismo público – E, também, que o sector privado saiba corresponder com renumerações salariais justas e pôr de lado a velha tradição da mão-de-obra barata e escrava.

Refere a  ( STP-Press ) – O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus presidiu sexta-feira o Iº encontro sobre a situação do sector privado nacional, durante o qual, pediu a classe económica-empresarial para ser “extremamente criativa e inovadora” de modo a se inverter a crítica situação económico-financeira do País.

“ Peço encarecidamente a todos os actores políticos, económicos, sociais, sobretudo, os da vertente económica empresarial para que sejam, extremamente, criativos e inovadores no sentido de podermos dar volta a esta situação” – disse Jorge Bom Jesus tendo-se referido ao crítico cenário económico-financeiro do País.

“ Os próximos tempos vão ser de sacrifícios, por isso, o sector privado é extremamente importante” – disse Bom Jesus, acrescentado que “ a necessidade é estarmos a trabalhar para criarmos ambiente passível de negócios para atrairmos capital directo estrangeiro e encontrarmos crédito para restaurar, reabilitar o tecido empresarial nacional”.

“ Tendo em conta o défice primário, o País precisa correr atrás de receitas para honrar este desfasamento que existe em relação as despesas,” – disse Jorge Bom Jesus, tendo argumentado que “temos que tomar também em consideração a situação do tecido empresarial são-tomense”.

Indo pelo mesmo diapasão, o presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, Jorge Correia, na sua intervenção disse que “ se houver entre sector público e o privado mãos dadas, há muito que podemos efetivamente conseguir, pois, é preciso ter em conta que o sector privado é espinho dorsal da economia do País, é ele que proporciona emprego, criação de riqueza, bem-estar à população e, é ele que contribui para os cofres do Estado”.
Este encontro com operadores económicos do País, surge seis dias depois do ministro são-tomense do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz ter afirmado que “a situação económico-financeira do País  é muito má”, tendo revelado na altura que só em termos de dívidas internas, o “Estado são-tomense deve à Empresa Nacional de Combustível, ENCO, cerca de 150 milhões de dólares, valor equivalente ao Orçamento Geral do Estado, OGE, são-tomense. http://www.stp-press.st/2019/06/29/bom-jesus-pede-extrema-criatividade-ao-sector-privado-para-se-inverter-a-critica-situacao-financeira-do-pais/

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