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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Manuel Pinto da Costa - Parabéns pelo seu Aniversário - Com o dia, já quase a terminar, espero que tenha sido um dia muito alegre e feliz - O Pai da Nacionalidade de São Tomé e Príncipe, completa hoje 82 anos – A quem já tive o prazer e a honra de oferecer . como preito da minha singela homenagem - uma antiga camisola do MLSTP, quando me recebeu na residência oficial da Presidência, na Trindade, em 4 de Nov de 2014, a única relíquia que me restava da minha Odisseia de 38 longos e dramáticos dias no Golfo da Guiné - Estarei sempre ao seu lado - Como Admirador e Amigo, do Guia e Referência Politica, Social e Cívica dos mais nobres ideais da Nação Santomense - Homem de um só rosto e de uma só fé . Atento e Observador aos anseios e problemas mais prementes do país onde nasceu, em 5 de Agosto de 1937

Jorge Trabulo Marques -Jornalista - Investigador da Origem do povoamento da Ilhas do Golfo da Guiné 




Hoje é um dia muito especial na vida de Manuel Pinto da Costa – Um dos principais rostos da nacionalidade santomense: - cofundador e dirigente do MLSTP, e o primeiro Presidente da República Democrática de S. Tomé e Príncipe –  Falar do seu nome, é associar a imagem  e o perfil  a uma das mais heróicas e ilustres figuras destas Ilhas maravilhosas do Equador. 

Nasceu no dia 5 de Agosto de 1937 em Água Grande – Já lá vão 82 anos mas a vida não se esgota na contagem das gravanas na sua amada ilha mas na forma intensa, sábia, inteligente  e dedicada, como se persegue um ideal, como se dá sentido à vida! – E a do Dr. Manuel Pinto da Costa, tem sido uma vida, particularmente exemplar, dedicada à causa pública, à fundação e aos destinos da sua amada pátria, de quem sente o apelo, de um dever de consciência e de entrega, não olha a sacrifício

DEFENSOR  DOS PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS E  DAS PONTES DE DIÁLOGO - " Palavras proferidas, nas comemorações do 12 de Julho de 2015, que aqui me apraz recordar .




"Dizia eu há 3 anos que é preciso, neste mundo global, competitivo e vivido em tempo real devido aos avanços tecnológicos no domínio da comunicação,  construir pontes para o exterior, preservando a imagem de um país que é, seguramente, a sua principal marca.


Hoje queria acrescentar que temos de saber também e ao mesmo tempo construir pontes entre nós próprios, independentemente das diferenças, num permanente diálogo construtivo e gerador de consensos estratégicos que permitam ao país construir um futuro melhor, o futuro com que todos sonhamos desde que conquistámos a independência.


O diálogo nunca será uma causa perdida nem falhada porque sem diálogo não há democracia nem coesão social.

Mesmo que os resultados fiquem aquém das expectativas o diálogo será sempre um instrumento fundamental para unir as diferenças, enriquecer a diversidade e encontrar caminhos comuns que mobilizem as energias da nação para vencer os desafios do século XXI.

Uma das distintas figuras,  com quem tive a honra e a grata satisfação  de dialogar, antes da independência de S. Tomé e Príncipe e de quem, com igual simpatia e cordialidade, me despedi ao deixar esta maravilhosa Ilha para tentar a travessia oceânica, numa frágil piroga, de S. Tomé ao Brasil - 

Mas só, 39 anos mais tarde, o poder voltar aqui a reencontrar e abraçar, concedendo-me a honra e o prazer de me receber na sua residência oficial, no morro da Trindade – Gesto amigo e cordial, que muito me sensibilizou, de particular significado na minha vida profissional e do amor a uma terra, ao seu Povo, pacifico e generoso, a que me sinto ligado por laços de profundo afeto, como se fosse a terra onde nasci, como se fosse também um dos seus filhos.

  

Pouco passava das 11 da manhã, quando, Manuel Pinto da Costa, acompanhado pelos seus assessores, descia as curtas escadas da sua residência, e vinha ao meu encontro, num dos mais belos e aprazíveis mirantes ajardinados do referido Palácio, no qual se desfruta uma impressionante panorâmica sobre a ilha – Cumprimentando-me, de forma afetuosa e  cordial, numa saudação comum de quem há muito não se via mas cujas boas memórias não esquecem facilmente  – Aproveitava a oportunidade para lhe fazer a entrega  da camisola do MLSTP, que me acompanhara na longa odisseia dos 38 dias à deriva numa piroga, a mensagem que não chegara ao destino e  voltava ao ponto de partida, bem como para lhe  comunicar a intenção de vir a doar o espólio fotográfico da exposição que apresentei no Padrão dos Descobrimentos, por ocasião da Expo98, "Sobrevier no  Mar dos Tornados e Tubarões, 38 dias à deriva numa piroga". afim de que, por seu intermédio, fosse entregue no Museu Nacional de S. T. P.





"MENSAGEM DO POVO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, PARA O POVO BRASILEIRO" - Que não chegou ao destino  mas continua perfeitamente actualizada.


Em meados de Outubro,  pouco tempo   depois da Independência e após a escalada do Pico Cão Grande, deixaria São Tomé a bordo do pesqueiro Hornet para ser largado numa piroga na Ilha de Ano Bom, 180 Km a sul da linha do Equador, a fim de tentar a travessia atlântica - com uma mensagem redigida por José Fret Lau Chong que então desempenhava as funções de ministro da Informação, Justiça e Trabalho – cargo que ocupou entre 1975 e 1976 – a qual dizia, entre outras palavras, o seguinte:



"A recente independência  nacional de S. Tomé e Príncipe, e a consequente libertação do nosso povo do domínio colonial português, reforça a afinidade dum passado histórico comum com o Povo Brasileiro, e daí, a razão de ser de uma irmandade que importa  reviver, sempre que possível, para se reforçar. 


Assim, aproveitando a travessia  atlântica do camarada Jorge Trabulo Marques, que servindo-se de uma simples canoa, vai percorrer  o mar, de S. Tomé ao Brasil, evocando a rota por que, na era retrógrada, os escravos eram conduzidos  para as plantações  da cana do açúcar, o povo de S. Tomé e Príncipe, representado pela sua vanguarda revolucionária,  o MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (MLSTP), saúda fraternal e calorosamente, o povo irmão do Brasil" - Excerto




Não era ficção mas surpreendente realidade: ver à minha frente o mesmo homem, com o mesmo perfil, a mesma determinação, bonomia, o mesmo entusiasmo e seriedade, e até ainda exteriorizando  uma grande juventude,  que aceitara a duríssima  tarefa de conduzir os destinos do seu jovem país entregue à sua sorte, levar por diante a pesadíssima herança colonial, com apenas quatro licenciados, roças abandonadas,  com índice de  mortalidade infantil das mais elevadas de áfrica, um único liceu para os mais afortunados e três ou quatro escolas primárias.

Atualmente, em São Tomé existem muitas carências, é verdade,  mas não há sinais de fome. Peixe abunda e das mais diversas espécies. Não se vêem as imagens de uma áfrica faminta. O mar é de um madrepérola quente e acariciador a convidar os olhos e o corpo. Não faltam frutos na floresta e aninais domésticos, desde o porco, à galinha ou ao cabrito, em estreita simbiose e harmonia com as pessoas e o ambiente paradisíaco envolvente. 

O FACTO DE S. TOMÉ SER PEQUENO NÃO SIGNIFICA QUE LHE SEJA IMPOSSÍVEL ASPIRAR AOS MESMOS SONHOS DOS  GRANDES PAÍSES 


Sem dúvida, perfeitamente compreensível e atual  explicação do Dr. Victor Correia, proferida há 39 anos 

Dizia ele que,“Pelo facto de S. Tomé ser pequeno, isto não quer dizer que vá precisar de esmolas; nós temos casos de países pequenos que não carecem de terem um exercito, ou mantêm  uma pequena força simbólica e esses países, também pequenos, não tem Universidade. E o caso de S. Tomé, pois não poderá  aspirar a ter uma Universidade. S. Tomé, após a sua independência, estabelecerá acordos com quem entender, a fim de assegurar todos esses aspectos que por si só n:ío poderá; acordos que poderá salvaguardar a sua defesa, sem  efectivamente  ter um grande exército; acordos que poderão assegurar  a formação dos elementos  de S. Tomé  mais capazes  queiram prosseguir cursos superiores". 

DOAÇÃO DO ESPÓLIO DA EXPOSIÇÃO "ODISSEIAS NOS MARES DO GOLFO DA GUINÉ", APRESENTADA NO PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS, EM LISBOA, EM 1999, AO MUSEU NACIONAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE



Registo, em vídeo, de algumas passagens da audiência que me fora concedia, a mim, Jorge Trabulo Marques, no dia 4 de Outubro de 2014,  na qualidade de Jornalista,  investigador e navegador solitário, pelo Sr. Presidente da República de S. Tomé e Príncipe, Dr. Manuel Pinto da Costa  - Durante a honrosa e gratificante audiência, que se prolongaria por mais de duas horas, muitos foram os assuntos abordados, desde a narrativa das minhas aventuras solitárias, em canoas, aos  tempos atribulados da descolonização, até  outras questões da atualidade, cuja explanação se tornaria demasiado longa, oportunidade esta também aproveitada para a oferta de algumas fotografias da tentativa da travessia de S. Tomé ao Brasil, que se saldaria por 38 longos e penosos dias à deriva no Golfo da Guiné, assim como de uma t-shirt, usada na referida  odisseia  marítima, com o símbolo do MLSTP, ao mesmo tempo que lhe comunicava  o desejo de doar ao Museu Nacional de STP, o espólio da minha exposição fotográfica e documental, inaugurada no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, por ocasião da Expo99 –


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