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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 11 de agosto de 2019

MATANÇA DAS TARTARUGAS, EM S.TOMÉ E PRINCIPE, ESTÁ PIOR QUE NO TEMPO COLONIAL – APESAR DO ABNEGADO ESFORÇO DAS ONG E LEIS DA SUA PROTEÇÃO – ALGUMAS ESPÉCIES ESTÃO EM VIAS DE EXTINÇÃO – O MESMO SUCEDE EM CABO VERDE - HÁ MAIS CARÊNCIAS ALIMENTARES, MAIS POPULAÇÃO E A PLATAFORMA MARÍTIMA É VARRIDA POR FROTAS ESTRANGEIRAS, SEM EFICAZ FISCALIZAÇÃO - Tudo se consome e aproveita: desde trapos velhos ao que ainda é possivel pescar

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA - INFORMAÇÃO E ANÁLISE~

25/11/2017 Mais de 400 tartarugas capturadas em três anos em São Tomé -  (Lusa) - Mais de 400 tartarugas foram capturadas, abatidas e consumidas entre 2013 e 2016 em São Tomé, levando a Organização Não-governamental Tatô a lançar uma nova campanha contra a captura destes animais"https://www.dn.pt/lusa/interior/mais-de-400-tartarugas-capturadas-em-tres-anos-em-sao-tome-8943243.html

Noutro tempo, a única arte artesanal era a dos  trabalhados em carcaças de tartaruga – Mesmo assim, as tartarugas abundavam porque havia mais peixes, que agora, na águas marítimas de STP e a caça das tartarugas, era episódica, quer pelos pescadores quer pelos mergulhadores de caça submarina  - O hábito do seu consumo, ainda não estava generalizado. Além disso, havia menos população  e melhores recursos agrícolas – As roças eram cultivadas, se bem que através de trabalho  escravo, mas não faltavam frutos, sejam nas pequenas lavras dos forros, seja nas grandes propriedades.

No entanto, desde há uns anos para cá, tudo se pesca, abate e consome para superar as extremas carências básicas alimentares e as   condições miseráveis a que, o grosso da população, tem sido votado, por via de sucessivos atos de corrupção e de erros de governativos  

Gestão errada essa que vêm negligenciando  os recursos naturais da terra e do mar, permitindo, que, frotas estrangeiras, a troco de umas esmolas circunstanciais, os devassam e varram com absoluto desprezo da sobrevivência do  sacrificado povo das Ilhas.
 Referindo-me ao caso das tartarugas, de facto, a situação é alarmante, tal como o denunciam as organizações que zelam pela sua salvaguarda. As tartarugas marinhas existem há mais de 150 milhões de anos,  conseguiram sobreviver a todas as mudanças do planeta, mas atualmente são dos seres mais vulneráveis do planeta. De acordo com estimativas cientificas, de 1000 filhotes nascidos, apenas um chega à idade adulta.


Carne e ovos de tartaruga à venda 

"E o grande problema das tartaruguinhas é que, se elas desaparecerem, nós também vamos ficar com o ecossistema marinho mais pobre – Reconhece a bióloga, Sara Viera,  frisando que a sua importância ecológica é muito grande, principalmente nas zonas de recrutamento dos peixes, onde os peixes se vão reproduzir e desenvolver"

Tartaruga Sada vai desaparecer em menos de cinco anos"  - Alerta lançado, em Fevereiro de 2016 pela bióloga Sara  Vieira  - Filha do Presidente do Benfica, grande apaixonada pela defesa das tartarugas   -  Alertando que "a tartaruga Sada, uma das cinco espécies existentes em São Tomé e Príncipe, pode desaparecer "em menos de cinco anos", correndo também outras quatro espécies "um sério risco de extinção", disse à Lusa Sara Vieira, bióloga marinha portuguesa. "Os dados não são nada otimistas. Pelo menos a tartaruga Sada, a mais ameaçada em São Tomé e Príncipe vai desaparecer em menos de cinco anos. Acho que já vamos um pouco tarde" para tentar travar a sua extinção, disse a bióloga da Associação Portuguesa para o Estudo, Proteção e Conservação das Tartarugas Marinhas dos Países Lusófonos.


"São Tomé e Príncipe era um dos poucos países do mundo sem uma lei de proteção de tartarugas marinhas. Em 2014, foi aprovado pelo Governo o decreto-lei nº 6/2014 sobre a captura e comercialização de tartarugas marinhas. Mesmo assim esta espécie continua a ser ameaçada.
As praias, sobretudo das comunidades de Morro Peixe e Micoló, no norte de São Tomé, e Santana e Porto Alegre, no sul, são onde existe maior atividade de captura.
"Já foi uma grande vitória ter aprovado uma lei, mas só isso não basta, é preciso fiscalizar porque é um problema realmente muito grande. Não são somente quatro ou cinco pessoas que capturam tartarugas marinhas, são centenas de pessoas que dependem desta atividade como meio de subsistência", explicou Sara Vieira.

A bióloga defendeu um "maior compromisso" do Governo para ajudar a encontrar alternativas económicas para essas pessoas, porque caso contrário "essa captura nunca vai acabar". 02/01/2016 https://www.dn.pt/sociedade/interior/tartaruga-sada-vai-desaparecer-em-menos-de-cinco-anos-4961387.html
Sara Vieira, sem dúvida,  uma verdadeira peregrina em defesa da proteção das tartarugas marinhas, palmilhando as praias de norte a sul, Micolóló, Fernão Dias. Morro Peixe,  Santana, Porto Alegre e outras praias - Além de ficar a conhecer uma personalidade de uma grande generosidade, um coração sensível, dedicado e amoroso, bem como de  também poder saber das suas preocupações, em relação à falta de mecanismos capazes de uma fiscalização eficaz - Pois teme que a lei, que foi aprovada. se transforme numa lei morta e a matança das tartarugas persiga.. 



EXISTEM HÁ MILHÕES DE ANOS - MAS HÁ ESPÉCIES QUE ESTÃO EM VIAS DE EXTINÇÃO

As tartarugas marinhas existem há mais de 150 milhões de anos,  conseguiram sobreviver a todas as mudanças do planeta, mas atualmente são dos seres mais vulneráveis do planeta. De acordo com estimativas cientificas, de 1000 filhotes nascidos, apenas um chega à idade adulta.

"E o grande problema das tartaruguinhas é que, se elas desaparecerem, nós também vamos ficar com o ecossistema marinho mais pobre – Reconhece a bióloga, Sara Viera,  frisando que a sua importância ecológica é muito grande, principalmente nas zonas de recrutamento dos peixes, onde os peixes se vão reproduzir e desenvolver"


De facto, São Tomé e Príncipe podia ser o maior santuário mundial da desova de tartarugas marinhas, já que, das sete espécies existentes no mundo, cinco são atraídas pelas maravilhosas praias das Ilhas Verdes do Equador -  Tantas como as que se dirigem à costa brasileira, sendo que, quer no outro lado do Atlântico, quer nas duas Ilhas do Golfo da Guiné, duas espécies estão em risco de extinção

As tartrugas  marinhas, além de contribuírem para o equilibro do biodiversidade, podiam trazer grandes dividendos turísticos e à investigação científica e ambiental,  bem maiores da atracão que, atualmente,  já exercem, aos visitantes que demandam as praias para assistirem à  maravilhosa largada dos ninhos em direcção ao mar, porém,  as organizações, que, em regime de voluntariado,  proporcionam a incubação dos seus ninhos, em lugares protegidos, ainda se vêm a braços, tanto  com falta de apoios, como, sobretudo, pelas capturas indiscriminadas para o consumo da sua carne.


Em 2014, foi aprovado pelo Governo de São Tomé e Príncipe. uma lei sobre a captura e comercialização de tartarugas marinhas – Considerada, então, pelas organizações ecologistas, uma grande vistoria – Mas o receio da bióloga Sara Viera, a coordenadora dos projetos científicos e de fiscalização, é que se transforme numa lei morta: não basta que a lei tenha sido vertida ao papel: é preciso fiscalizar porque é um problema realmente muito grande. Não são somente quatro ou cinco pessoas que capturam tartarugas marinhas, são centenas de pessoas que dependem desta atividade como meio de subsistência", explicou Sara Vieira, pelo que a bióloga defende um "maior compromisso" do Governo para ajudar a encontrar alternativa económicas para essas pessoas, porque caso contrário "essa captura nunca vai acabar".




 Ilha de São Tomé - Momento maravilhoso da largada de um ninho de tartarugas em direção ao oceano, junto à linha do Equador na Praia Jalé - Recanto de um paraíso rodeado de coqueiros, areia fina, dourada e macia, a perder-se por extensa superfície de um azul esmeralda de água quente, brilhante e cristalina – Um raro privilégio que jamais se apagará da retina de quem o contempla -

"A MATANÇA“ 18/11/2013  No mês de Outubro último 44 tartarugas foram abatidas nas praias da ilha de São Tomé. A ONG MARAPA, está a contabilizar a morte das tartarugas dia a dia, na ilha de São Tomé, onde as autoridades governativas não conseguem evitar a previsível tragédia. Desde Agosto último quando a ONG decidiu publicar mensalmente dados sobre a matança abusiva das tartarugas, já foram contabilizados 74 abates. No cartaz mensal em que suplica por socorro às tartarugas marinhas, a MARAPA diz que as tartarugas estão ameaçadas na ilha de Sã Tomé. Suplica por ajuda, para evitar uma tragédia a curto prazo.Téla Nón >> Matança de tartarugas não pára de aumenta

EM CABO VERDE, HÁ ESPÉCIES, TAMBÉM  EM VIAS DE EXTINÇÃO -Estudos das tartarugas marinhas em perigo de extinção em Cabo Verde - A tartaruga cabeçuda de Cabo Verde é a terceira população mundial da espécie, com 9.000 a 22.000 ninhos anuais, e este arquipélago africano é seu único ponto de nidificação estável em todo o Atlântico Oriental, isso é, da Espanha à África do Sul. As principais ameaças das tartarugas em Cabo Verde são a caça furtiva de fêmeas e a perda de hábitat pelas atividades turísticas. Ademais, o aquecimento global está alterando a produção de sexos, a contaminação lumínica relacionada com o turismo ameaça a sobrevivência das crias, a elevação do nível do mar ameaça a muito ninhos, e a depredação de neonatos tanto na praia, quanto no mar, é muito alta e dificulta muito a recuperação da espécie.- Excerto de http://www.dicyt.com/…/estudos-das-tartarugas-marinhas-em-p…

HIPÓLITO DIAS, O PESCADOR E AMBIENTALISTA DA PRAIA DE MORRO PEIXE - VALOROSO E DEDICADO FILHO DAS ILHAS MARAVILHA DO GOLFO DA GUINÉ 
Uma das figuras santomenses, mais entusiastas pelo estudo e defesa das tartarugas na sua maravilhosa ilha , a que já me referi, neste site, é o ambientalista, Hipólito Dias, com quem tive o prazer de conviver, no principio de Novembro de 2014, na praia de Morro Peixe: quer junto dos seus colaboradores, quer junto das suas canoas e de outros pescadores, bem como de me receber na sua humilde casa de madeira, transformada num autêntico museu marinho -
HIPÓLITO LIMA – O ESFORÇO, O AMOR E A  DEDICAÇÃO DE UM SANTOMENSE EM PROL DA SALVAÇÃO DAS TARTARUGAS

Durante a minha breve mas profícua estadia em S. Tomé, 39 anos depois de ali ter partido para tentar a travessia oceânica de canoa S. Tomé- Brasil, uma das boas surpresas, que agora ali tive foi realmente ter-me encontrado,  na Praia de Moro Peixe, com o Sr. Hipólito, sem dúvida, um dos santomenses mais apaixonados pela salvação e reprodução das tartarugas.

Morro Peixe, é uma pequena  aldeia de pescadores situada na costa norte de São Tomé, zona litoral na  qual se encontram (pela qualidade e tranquilidade das sua finas areias) algumas das praias mais procuradas para a desova das tartarugas, nomeadamente, as praias de Micondó,  Conchas,  Atrás-do-Morro, Tamarindos,  São Carlos, Manque Bicho, do Caroceiro, do Governador e da Brigada – Visto que, nas muito batidas nas suas margens  ou já sem areia a descoberto, devido ao aumento do nível das águas ou, então, naquelas onde predominam os duríssimos gogos  ou areia grossa, tais condições impedirem  a sua nidificação.


A casa típica  de madeira, onde vive, Hipólito Lima, conhecida por “Casa Tatô, erguida ali mesmo à beira da praia, está transformada num autêntico museu de informação das tartarugas mas também de meios  para a sua proteção e monitorização. 


 É, digamos, um ponto obrigatório para os amantes da natureza, e sobretudo da vida das tartarugas. O seu entusiamo, data de há mais de vinte anos.  Diz-nos que “tudo começou em 1996, com biólogos americanos – E, desde então, fez da sua vida, uma verdadeira cruzada, totalmente entregue à salvaguarda de “um dos répteis mais antigos que ainda habitam a Terra – estima-se que elas começaram a existir cerca de 220 milhões de anos atrás. Habitantes da terra ou do mar, as tartarugas possuem um escudo ósseo, que evoluiu para protegê-las contra predadores. 



Tartarugas em S. Tomé e Príncipe- A lei da sua proteção entrou em vigor e as organizações ambientalistas já espalham a mensagem pelas praias – Hipólito Dias, um dos santomenses mais apaixonados pela defesa de um dos animais mais antigos do planeta, ameaçados de extinção 

A tartaruga (capaz de atravessar oceanos na busca de alimentos e para nidificar) pode chegar a desovar mais de uma centena de ovos mas apenas pouco mais de 1% chega à fase de adulta, que pode atingir os 180 anos, se não for capturada – Mas, de um modo geral isso não acontece porque a sua existência, corre sérios risco de extinção.

Os seus principais inimigos (além dos agentes poluidores e das redes de pesca, em que ficam presas ou das aves e dos peixes que matam e engolem os pequenos filhotes quando abandonam os ninhos), tem sido a captura indiscriminada em todas as regiões do globo, desde os ovos à carne, ementa preferida nos pratos asiáticos, mas não só nesses países: Também em S. Tomé e Príncipe, é frequente verem-se pedaços de tartaruga retalhada exposta na canastra das peixeiras - 

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