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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 24 de agosto de 2019

“O Barco de uma Vida’’ – Romance do escritor santomense Adriano Neto


É notícia – e de saudar - que “o escritor São-tomense, Adriano Conceição Neto,  acaba de colocar no mercado de São Tomé e Príncipe, uma obra literária, com mais de 500 páginas”


Trata-se de um obra literária “que retrata a sua infância, sociedade e peripécias da vida que viveu, nomeadamente, na localidade de Fundação Popular e Água Porca, no distrito de Água Grande, na Ilha de São Tomé, no âmbito do arquipélago de São Tomé e Príncipe.
A fonte disse à Agência STP-Press que Neto começou a escrever o livro pontualmente nas suas horas de lazer, quando estudava, em Coimbra, Portugal.
Segundo sabe-se, que a obra literária lançada na última quinta-feira, no país, levou mais de 20 anos a ser escrita, sendo que se intensificou nos últimos três anos. 
Adriano Neto é um jovem, académico São-tomense, que vive na diáspora em Salzburgo, Áustria e deslocou-se a São Tomé, para fazer o lançamento oficial do seu livro, “O Barco de uma Vida”.

Várias pessoas afectas ao mundo académico, da cultura e literário afluíram-se ao local de oficialização da obra para adquiri-lo ou apreciar a nova produção literária.
E destas pessoas, Hilária Teixeira, enalteceu a qualidade da Obra e disse que ela retrata várias fases de uma vida, designadamente, do autor e algumas pessoas com quem este partilhou a infância, incluindo ela própria.
(,,,) http://www.stp-press.st/2019/08/23/adriano-neto-lanca-obra-literaria-o-barco-de-uma-vida/


SINOPSE - No grande quintal da casa, onde todos os dias os oito irmãos e alguns rapazes do bairro da Fundação Popular e da zona de Água-Porca, em São Tomé e Príncipe, se juntavam espontaneamente para brincar, o pequeno Amaril destacava-se dos demais meninos. É que, durante a correria que faziam, mesmo que os restantes rapazes só arrancassem depois dele, o Amaril era sempre o último a chegar. Quando andava na rua, alguns meninos atiravam-lhe sorrisos trocistas e isso magoava-o e entristecia-o, criando nele sentimentos ambivalentes profundos.
Um certo dia, o pequeno Amaril fez um barco de papel e depositou-o no pequeno riacho que passava atrás da sua casa e comparou o percurso que o barquito iria fazer com a imagem da sua vida. Contudo, o seu pai, ao contrário, disse-lhe: "cada um de nós constrói o seu futuro e o seu destino e somos nós próprios quem devemos conduzir o barco a um porto seguro".~

O pai, o senhor Vitório, um funcionário público, sempre preocupado com a educação dos seus filhos, achava que essa era a única herança que lhes podia garantir. Assim, juntava os seus filhos e debatia com eles diversos temas, exortando-os à ideia de paz, de solidariedade e de um comportamento exemplar fora e dentro de casa.
A mãe, a Dona Chepa, à semelhança de outras mulheres no país, era doméstica. Para além do imenso trabalho que tinha, desdobrava-se em tarefas suplementares que trouxessem mais algum dinheiro para casa, de forma a suprir os escassos recursos financeiros.

Os rapazes do bairro, entretanto, cresceram e cada um seguiu o seu rumo. Quando o Amaril saiu do país para ingressar na Universidade de Coimbra, teve um único desejo: é que, para ter sucesso no estudo, houvesse luz elétrica que iluminasse a cabeceira da sua cama, em vez da ténue luz de velas que muitas vezes usava em São Tomé para estudar.

A história do Amaril é emocionante e narra uma multiplicidade de fatores socioeconómicos e culturais em São Tomé e Príncipe.
Adriano Borges Neto da Conceição nasceu em São Tomé a 19 de janeiro de 1965 no seio de uma ampla e humilde família de oito irmãos.
Em São Tomé e Príncipe, a sua terra natal, fez o Ensino Primário, Básico e Secundário.
Em 1987, ingressou na Universidade portuguesa de Coimbra e começou por estudar Biologia na Faculdade de Ciências e Tecnologias, tendo alcançado o terceiro ano (ver mais https://www.wook.pt/livro/o-barco-de-uma-vida-adriano-neto/22247248




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