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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 24 de agosto de 2019

“O Golfo da Guiné é agora o pior ponto de pirataria do mundo” – S. Tomé e Príncipe faz parte destes perigosos mares – Enorme impacto da pesca ilegal na pirataria marítima - No primeiro semestre deste ano, 78 incidentes de pirataria e ataques armados contra navios


Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 


29/06/2019  - "O Golfo da Guiné, na costa sul da África Ocidental, é o mar mais infestado de piratas do mundo. O Bureau Internacional Marítimo (imb) relata 72 ataques no ano passado em embarcações no mar entre a Costa do Marfim e Camarões - acima de 28 em 2014. Este ano, até agora, registrou 30. Embora alguns dos aumentos possam refletir reportagens mais completas, Max Williams da Africa Risk Compliance (arc), uma consultoria de segurança, diz que a pirataria continua cronicamente sub-registrada. Os proprietários de navios temem que seus navios sejam retidos no porto durante uma investigação. Sua empresa estima que o número real de ataques no ano passado foi o dobro do valor da imb.  https://www.economist.com/international/2019/06/29/the-gulf-of-guinea-is-now-the-worlds-worst-piracy-hotspot

ACCRA, GANA - 25/07/2019 “O Golfo da Guiné continua a ser um ponto quente para a pirataria, representando a grande maioria das apreensões de reféns e sequestros em todo o mundo, de acordo com o International Maritime Bureau (IMB).  - No início deste mês, 10 marinheiros turcos foram capturados por piratas na costa da Nigéria e supostamente estão sendo mantidos como reféns.

"Duas regiões marítimas são principalmente perturbadas pela pirataria marítima” – escreve ABHISHEK MISHRA, referindo que o Golfo de Áden, a leste da África, e o Golfo da Guiné, a oeste. A forma mais comum de pirataria moderna e assalto à mão armada no mar em ambos os Golfos é o sequestro de navios, com foco no sequestro e pagamento de resgates. Além dos efeitos nacionais e regionais, a pirataria marítima e o assalto à mão armada no mar são considerados uma ameaça à economia global. Do ponto de vista econômico, a pirataria marítima é uma ameaça para a economia regional e global, já que as principais rotas marítimas da África (Sea Lanes of Communications) são afetadas adversamente. Mais de 90% das importações e exportações da África são movidas por mar. Embora seja difícil quantificar o custo exato da pirataria nos dois Golfos, os custos incorridos são, no entanto, significativos.
(…) PIRATARIA NO GOLO DA GUINÉ

Estendendo-se do Senegal a Angola, o Golfo da Guiné cobre mais de 6.000 quilômetros de costa e compreende 20 estados costeiros, ilhas e estados sem litoral. Esta bacia marítima é de importância geopolítica e geoeconómica para o transporte de mercadorias de e para a África Central e Austral. Além disso, é um ponto crítico para o comércio de energia na África, com extração intensiva de petróleo no Delta do Níger, na Nigéria. A maioria dos ataques na África Ocidental ocorre na Região do Delta do Níger, na Nigéria, embora tenha havido relatos de ataques em Benin, Gana, Costa do Marfim, Guiné, Togo e Serra Leoa, entre outros.

Golfo da Guiné
O Delta do Níger tem estado no epicentro dos crimes marítimos da África Ocidental devido a vários fatores. Muito paradoxalmente, a descoberta de grandes quantidades de hidrocarbonetos offshore gerou mais pobreza do que riqueza. Isso exacerbou as tensões sociais e aumentou a poluição ambiental. Apenas o governo central, as empresas de petróleo e as elites locais se beneficiaram da produção de petróleo. Os excluídos dos benefícios se voltaram para o crime organizado na forma de "petro pirataria". Essa forma de pirataria tem como objetivo roubar o petróleo bruto de navios-tanque e oleodutos, a fim de processar os ganhos em refinarias instaladas ilegalmente

(…) Portanto, algumas medidas precisam ser tomadas para combater a pirataria. Em primeiro lugar, os estados afetados precisam compartilhar informações sobre o que está acontecendo em seus litorais e vizinhos. Em segundo lugar, os estados que enfrentam desafios marítimos e de pirataria devem procurar desenvolver uma legislação forte para processar criminosos. Em terceiro lugar, são necessárias atividades conjuntas de treinamento para que os países possam desenvolver procedimentos e melhorar sua interoperabilidade. Por fim, os estados também devem reservar dinheiro ou fundos suficientes para construir capacidade local. Tanto a segurança marítima como o desenvolvimento da governança são dificultados por questões de capacidade. Portanto, é imperativo que os estados africanos trabalhem para colmatar a disjunção entre vontade política e prontidão, por um lado, e capacidade operacional, por outro. https://www.orfonline.org/expert-speak/piracy-again-back-infest-west-african-waters-what-driving-52339/

Pesca ilegal no Golfo da Guiné – Marinha dos Camarões aprisiona 4 barcos chineses 1 de Junho 2015 - Segundo a imprensa camaronesa, as 4 embarcações eram tripuladas por chineses. Estavam a pescar nas águas camaronesas, sem qualquer autorização das autoridades competentes do país vizinho de São Tomé e Príncipe.
As 4 embarcações de pesca ilegal foram conduzidas pela marinha camaronesa para o porto de Douala. https://www.telanon.info/sociedade/2015/06/01/19342/pesca-ilegal-no-golfo-da-guine-marinha-dos-camaroes-aprisiona-4-barcos/

 "O impacto da pesca ilegal na pirataria marítima: evidências da África Ocidental - Ginger L. Denton e Jonathan R. Harris

O recente aumento da pirataria marítima está frequentemente associado a questões econômicas, como o declínio da indústria pesqueira, mas ainda não há consenso sobre se uma redução na pesca local causa um aumento nas taxas de pirataria. Introduzimos o uso de pescado não declarado e do tipo de indústria pesqueira, além da captura de peixe relatada nas águas do Golfo da Guiné, ao analisar os fatores que influenciaram a pirataria na África Ocidental. Usando um conjunto de dados recentemente divulgado, que inclui captura de peixe ilegal, não regulamentada e não declarada (IUU) por setor, mostramos que um aumento na pesca reportada e não declarada produz um aumento na pirataria. Além disso, descobrimos que os aumentos nas capturas industriais de peixe estão relacionados com o aumento da pirataria marítima, enquanto o oposto é verdadeiro para a captura de peixe artesanal e de subsistência. Esperamos que esta nova abordagem ressalte o impacto da pesca industrial em larga escala sobre a pirataria em todo o mundohttps://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/1057610X.2019.1594660






O NAVIO SANTO ANTÓNIO, COM OITO TRIPULANTES A BORDO DESAPARECIDO HA 2 MESES - SEM DEIXAR RASTO  DESDE O PASSADO DIA 22 de Junho 2017 - 

A embarcação, que fazia a ligação de  S. Tomé ao Príncipe, levava consigo 8 tripulantes e transportava cerca de 87 toneladas de carga diversa, com destaque para bidões de combustíveis  Mais um navio desaparece na ligação entre São Tomé e Príncipe ..


GOVERNO DE PATRICE TROVOADA PEDE AJUDA A PORTUGAL, SÓ UM MÊS DEPOIS - POR FORÇA DAS PRESSÕES DOS FAMILIARES DA TRIPULAÇÃO E DA OPINIÃO PÚBLICA  _ Quem é que agora poderá encontrar o paradeiro do barco, após 60 dias do seu desaparecimento?


Embarcação madeirense, posta a reflutuar pela Marinha Portuguesa 

28/07/2017  - O governo são-tomense tem sido confrontado com várias críticas e acusações de que "não tem feito nada" para esclarecer o desaparecimento do navio Santo António durante uma ligação entre as duas ilhas. – Lusa –   – em Portugal ajuda São Tomé a localizar embarcação desaparecida há  mais de um mês  http://www.jornaltransparencia.st/b43.htm


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