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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 24 de agosto de 2019

Peixe gigante devorador de gaivotas - Abate das gaivotas nas Berlengas, atentado ecológico da insensibilidade humana - Quem o esquecerá?... Não poluam as praias e os mares, com lixeiras a céu aberto e deixem as aves livremente voar que elas lá se defendem dos predadores naturais


Jorge Trabulo Marques – Jornalista e investigador -  Não matem   o voo gracioso dos sonhadores  e poetas e preocupem-se antes com a grave poluição das praias e dos oceanos. 
Persista a maldita praga impossível de controlar ou  a insensibilidade vesga dos poderosos senhores do betão armado e das luxuosas vivendas das grandes patuscadas.  - Não exponham a céu aberto o lixo que conspurca e poluiu a sagrada natura – Perante esse manjar envenenado as frágeis e graciosas aves   não fazem mais de que limpar dos ares o cheiro pestilento das lixeiras, aquilo que  os humanos deviam fazer.


 A NATUREZA ENCAREGA-SE DE PRESERVAR OS EQUILIBRIOS ECOLÓGICOS - A INTERVENÇÃO HUMANA É QUE OS ATRAIÇOA  - CONSPURCANDO OS MARES DE LIXO OU DEIXANDO ENORMES LIXEIRAS A CÉU ABERTO

No principio da década de 90, pude testemunhar um verdadeiro massacre a milhares de gaivotas nas Berlengas, através de alimentos envenenados, culpando estas belas aves  as causadoras do desiquilibro da biodiversidade local, quando, a principal causa, se devia e continua a dever aos depósitos do lixo amontoados a céu aberto nas costas marítimas, onde as referidas aves vão alimentar-se, criando-lhes novos hábitos, em vez de procurarem o sustento à superfície dos estuários dos rios ou no mar, com os inerentes riscos  para a saúde pública e para as próprias aves.

Diz um recente artigo que «As "aves não são infelizes", nem precisam que "se dê de comer à mão", considerou Henrique Barros, presidente do ISUP, defendendo a necessidade de uma maior prevenção junto à população para que coloque o lixo urbano nos locais convenientes.

"Se as pessoas tivessem cuidado de colocar o lixo nos sítios em que deve ser colocado, e depois os municípios tivessem o cuidado de o recolher convenientemente, e se as pessoas não promovessem a alimentação à mão às gaivotas," era uma forma de controlar o fenómeno, acredita aquele investigador na área da saúde pública”. https://www.dn.pt/lusa/interior/reportagem-biologos-recuperam-habitats-naturais-nas-berlengas--11012742.html

A CULPA É DAS GAIVOTAS OU DA INSENSIBILIDADE HUMANA?   - A TRETA DO COSTUME  - "Gaivota e Chorão, duas pragas num paraíso!

"O Arquipélago das Berlengas situa-se a 5.7 milhas do Cabo Carvoeiro e é constituído por três grupos de ilhéus: Berlenga Grande e recifes adjacentes, Estelas e, um pouco mais distante, Farilhões.(…)As medidas radicais de controlo da população, passaram numa primeira fase pelo abate de gaivotas adultas através de alimento envenenado e desde há alguns anos pelo controle da natalidade da população das gaivotas na Berlenga através da destruição de ovos. A colónia, hoje com menos de 20 mil casais, necessita ainda de uma atenção especial, para que seja possível atingir a estabilidade com o habitat. https://jra.abae.pt/plataforma/artigo/gaivota-e-chorao-duas-pragas-num-paraiso/
Não é surpresa alguma, uma ave fazer um gracioso voo rasante sobre o mar e, num ápice,  trazer pendurado um peixe no bico para depois o devorar de seguida, porém, já causa espanto,  quando é um peixe que faz da ave, a sua guloseima preferida.

O vídeo da imagem, encontra-se editado em vários linkes, mas a fonte principal parece ter sido a de um trabalho da BBC, com esta tradução - Pássaro é comido por peixes gigantes - Blue Planet II: Episódio 1 Preview - BBC One


Todavia, o relato, que surge noutros sites, é nestes termos:

"O mar da República das Seychelles é calmo. De repente, um peixe salta do mar para se alimentar com a gaivota wuyou. Inicialmente, a história de um peixe comendo um pássaro veio apenas da história de um pescador.

Na ausência de qualquer evidência fotográfica, o diretor da tripulação achou que esse era um risco válido para uma carreira de 30 anos. Assim, a tripulação de quatro pessoas levou 800 kg de equipamento de filmagem, que inclui uma câmara anti-shake, chegou a um atol remoto na República das Seychelles, onde foi filmado. Levou várias semanas para finalmente capturar o peixe raro"



Em 2015, um estudo realizado pela expedição “Race for Water Odyssey” percorrendo durante 300 dias a rota atlântica da França ao Rio de Janeiro determinou que cerca de 80% da poluição dos oceanos é composta por plásticos. Cerca de 10% de todo o plástico produzido por ano vai parar nos oceanos através do descarte irregular desses resíduos e do despejo de esgotos sem tratamento diretamente no mar.. http://sustentahabilidade.com/poluicao-das-praias-e-mares-o-lixo-plastico/


Quase metade dos rios na China estão poluídos  Ao todo, 40% dos rios do país estão seriamente poluídos e 20% são considerados tóxicos e impróprios ao contato humano Parte do problema se deve às aproximadamente 10 mil indústrias petroquímicas ao longo do rio Yangtze e de outras 4 mil instaladas ao longo do Rio Amarelo. O cenário parece ainda mais alarmante se levarmos em conta que, embora extremamente poluídos, nenhum desses dois rios está entre os sete mais poluídos da China. -Segundo o Ministério de Supervisão do país, em média 1.700 acidentes industriais por ano poluem as águas da China. Os vazamentos (ou lançamentos) de poluição industrial nas águas dos rios chineses são responsáveis anualmente por cerca de 60 mil mortes prematuras. https://envolverde.cartacapital.com.br/quase-metade-dos-rios-na-china-estao-poluidos/

A CRIMINOSA MATANÇA DAS GAIVOTAS NAS BERLENGAS   - "O crime foi praticado em 1994, no Ilhéu das Berlengas, em que milhares  de gaivotas foram envenenadas - Estivemos no local e nem queríamos acreditar no que víamos: às  tantas havia gaivotas mortas por todas as vertentes do ilhéu. .Porém, apesar do monstruoso ato ter sido duramente criticado por amigos de natureza de todo o mundo, ainda há quem defenda tão macabra barbárie ou persista à socapa na mesma selvajaria


.Não cessam os instintos de malvadez, a  matança  promovida pela praga da peste egoísta dos defensores do cimento  armado, que facilmente se  apavoram com  o voo poético das gaivotas –  E até das inofensivas pombas, antigos símbolos da paz – Dizem que  estas aves são uma praga -Não haverá quem possa calar ou cortar o bico de raiz de vez a esta famigerada  casta de peste de suínos? - Uma certa mentalidade burguesa e hipócrita não se importa de passear os cães pelos jardins para ali irem deixar as carraças e os cocós   e de por lá até andarem a ladrar ou mesmo morder o pacifico cidadão mas incomodam-se  com o piar de uma gaivota, alegando razões de sujidade e de comportamento agressivo.  Porto luta contra gaivotas ...Praga de gaivotas persiste na Berlenga - Depois escudam-se através destas medidas radicais. Alimentar cães dá multa
De volta e meia levantam-se umas certas vozes sibilinas de rostos redondos e barrigas fartas  e avantajadas, a vociferarem contra o que consideram a praga das gaivotas, como se estas aves não tivessem direito à vida e à liberdade de procriarem – e até aumentarem a sua população – Ou será que o número de seres humanos no planeta Terra, da atualidade, é o mesmo que a um ou dois séculos?


É evidente que, muitas das nossas aldeias, estão a ficar desertas. ´´É verdade que, a população portuguesa está a regredir – E porquê? Porque o liberalismo selvagem, que odeia o voo poético das gaivotas, promoveu a precaridade  no trabalho, aprovou leis que favorecem os despedimentos e a liberalização das rendas de casa, dando azo à ganaãncia desmedida de usurários senhorios, ao mesmo tempo que   reduz os ordenados ao nível da malga de arroz asiático – Por isso mesmo, quem é que pode casar e ter filhos? Os ricos, que cada vez são mais ricos e pobres mais pobres. –Sim, só a extravagância dos  milionários é que pode dar-se ao luxo de comprar quadros de Picasso por valores astronómicos, ao mesmo tempo que a esmagadora maioria dos artistas não consegue vender um único quadro, já que, quem lhos podia comprar, era a classe média e esta está a desaparecer.





IMPOSSÍVEIS DE CONTROLAR SÃO OS ESCRIBAS DESTES TEXTOS

E qual o problema!. - “Em 20 anos a população de gaivotas quase triplicou em Portugal e o mesmo aconteceu em Inglaterra, França, Itália e Espanha. Os programas de controlo populacional destas aves no nosso país limitam-se, por agora, à Reserva Natural das Berlengas e a alguns municípios, como Peniche, Lagos e Área Metropolitana do Porto. Também a nível europeu, pouco tem sido feito, reclama Peter Rock, ornitólogo inglês que estuda o “fenómeno” das «gaivotas urbanas» há quase 30 anos. Gaivotas "urbanas": uma praga (im)possível de controlar ...




Inteiramente de acordo – Dos Açores chegam porém estas vozes sensatas, a quem fora pedida a opinião : “Associar “oficialmente” o controlo populacional de uma espécie, através do abate, a um produto turístico “ex-líbris” de uma ilha, que deve ter uma conotação o mais ecológica e “limpa” possível, é contraproducente ética, social, turística e economicamente. É colocar uma “sombra negra” sobre um dos produtos que mais “dá brilho” a Sta Maria e que alguns agricultores levaram vários anos a “construir”. Daí que, sabendo o que está em causa,  alguns desses agricultores já tenham expressado a sua discordância". 

"Quem não se lembra da grande polémica que se gerou à volta do abate de gaivotas nas Berlengas em 1994, com várias reclamações de ONGAS nacionais e internacionais; escritos condenatórios na comunicação social; contestação das comunidades e de operadores turísticos? Aqui houve aprendizagem e, desde então, o  efetivo populacional das gaivotas é feito controlando-se a sua natalidade,  através da destruição de ovos.   – Excerto NATURMARIENSE: Agosto 2014     




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