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Quem sou eu

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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Percurso de Bicicleta - Jovem pedalou, em São Tomé e Príncipe, 550 km de bicicleta, sozinha, em Julho 2019 ... Depois de ter percorrido 838 km de bicicleta pela Alemanha, Áustria, Eslováquia e Hungria (Rio Danúbio) India, Timor e muitas outras paragens. – Vale a pena ver as maravilhosas imagens registadas por esta corajosa andarilha a pedelar - Além de uma rota na agricultura

Jorge Trabulo Marques - Jornalista

RuteNorte
A espantosa surpresa, com as belíssimas fotos, da jovem atleta ciclista, chegou-nos, através de amável mensagem, enviada por Gerhard Seibert, cujas imagens  gostosamente tomamos a liberdade de aqui divulgarmos, através das quais se testemunham  belas panorâmicas, as lindas praias e até mergulhos nas límpidas  azuis e transparentes águas quentes equatoriais, bem como os sorrisos e a simpatia, tão proverbial do povo santomense, com a sua espontaneidade, alegria e caloroso acolhimento. 



RuteNorte
"Fiz ao todo 550 km de bicicleta nas duas ilhas: 205 na ilha do Príncipe (onde estive onze dias) e 345 na ilha de São Tomé (onde estive dezoito dias). São Tomé tem uns 50 km de comprimento e 30 de largura, e o Príncipe tem uns 30 km de comprimento e 6 de largura.  Distam entre si 160 km. Sendo as ilhas tão pequenas, bem que podem perguntar-me como consegui fazer tantos quilómetros. Andei às voltas?

RuteNorte
Efetivamente mudei de padrão, nesta minha viagem por São Tomé e Príncipe. Não ando com um carro de apoio. Comprei os voos e a estadia na internet, e vim sozinha, sem agências de viagens desta vez. Instalei-me num ponto fixo, o mais possível no centro das ilhas, e a partir daí saio todos os dias para um ponto diferente. Vou fazendo percursos em forma de estrela, digamos. Todos os dias vou – e regresso. Daí a repetição de quilómetros. Além de que sendo ilhas montanhosas, os quilómetros propagam-se nas curvas e contra-curvas. E subidas e descidas, pois claro.

RuteNorte
Sendo o meu estilo de viagens lento, com muitas paragens e conversas pelo caminho, e ainda uns mergulhos de vez em quando, não consegui mesmo assim conhecer todos os pontinhos. Ficaram a faltar-me umas coisas aqui e ali. Vinte e nove dias não foram suficientes. Mas a maior parte do país ficou vista – e bem vista, com toda a calma. Quem tiver pressa de conhecer São Tomé e Príncipe bem que pode sair já destas crónicas, mais vale mudar já de website, porque estas vão decorrer ao ritmo das minhas pedaladas lentas e cheias de paragens e fotos. E sorrisos.

RuteNorte
Sobre São Tomé e Príncipe não se encontra quase nada na internet. Há muitas fotos de praias, de crianças sorridentes, edifícios da época colonial, e pouco mais. Mas São Tomé e Príncipe não é só praias e crianças sorridentes, tem de haver muito mais do que isso. É esse o desafio a que me proponho: pegar na bicicleta, embrenhar-me pelos caminhos de terra e florestas, e ver o que há aqui. Onde estão vocês, meus amigos? O que andam a fazer? O que são as vossas vidas?

Vou espreitar tudo. E sou convidada a entrar em suas casas. Vou ter longas conversas, pausadas, sem pressas. Leve-leve. Esta expressão “leve-leve” é típica de São Tomé e Príncipe, e significa “suavemente, sem pressas”. Sem esforço desnecessário. Pedalar com calma. Vai leve-leve, dizem-me, acenando-me com um sorriso. Vou sim, vou leve-leve.

RuteNorte
O povo santomense é tímido. Já estão habituados a turistas a circularem de jipe, já nem ligam. As caras pálidas passam nos seus jipes, às vezes tiram fotos da janela do carro, e na maioria das vezes só vão às praias bonitas e turísticas. Eu optei por caminhos alternativos – literalmente – pois estou a seguir trilhos para bicicleta de BTT (“bicicleta de mato”, como dizem os santomenses). Instalei a app “Maps.me” – uma maravilhosa app gratuita; fiz download do mapa de São Tomé e Príncipe, et voilà! Por vezes nem sigo por estradas, sigo por trilhos. Esta aplicação indica quatro tipos de caminhos: carro, pedestre, comboio (quando existe) e trilhos de BTT. A ponto de perguntar-me por vezes se isto é mesmo um caminho que vai dar a algum lado. Com arbustos cerrados dum lado e de outro, a roçarem em mim e na bicicleta. Só cabe uma pessoa, carros não entram, nem sequer motas. “O caminho é por ali”, diz-me um homem, apontando para a estrada. “Não, o GPS está a indicar-me que é por aqui”, respondi eu. “Sim, este caminho vai lá dar” – elucidou uma mulher. E desapareci no meio do mato. E que belas surpresas tive nesse dia, tanta gente que se encontra a trabalhar no meio do mato. Lá chegaremos.

RuteNorte
Pelo que nestas circunstâncias, quando as pessoas se deparam com uma mulher sozinha de bicicleta pelos cantos mais recônditos e inesperados (aqui estou eu!) a surpresa é significativa. Mandam-me parar, chamam-me, querem saber mais. Não sou só eu que quero bisbilhotar, o povo santomense também tem curiosidade e enche-me de perguntas mal a timidez inicial se vai. O facto de falarmos todos português é fulcral. Fala-se português em todo o lado, não há dificuldade de abordagem.


Sendo assim, vamos partir. Levo-vos a todos sentadinhos no meu ombro, e talvez em cima do meu capacete, pequeninos, escondidos, para verem tudo com os vossos próprios olhos. Têm de colocar uns óculos de proteção e um pequenino capacete também, por segurança.http://rutenorte.com/cronicas-de-viagens/sao-tome-e-principe-550-km-de-bicicleta-sozinha-29-dias/

NOTICIA DE OUTRA ROTA  - NA AGRICULTURA

Ministro da Agricultura abre seminário sobre validação do acordo de facilitação regional do comércio  - Te
xto: Afonso Amaral “InterMatamata” e Ricardo Neto **Foto: Afonso Amaral “InterMatamata”

STP-PRESS
São-Tomé, 28 Ags ( STP-Press ) – O ministro são-tomense da Agricultura e Desenvolvimento Rural,  Francisco Ramos, em representação da ministra do Comércio, presidiu terça-feira a abertura do seminário de sensibilização sobre “Validação do Roteiro e do Plano de Acção para  Implementação do Acordo de Facilitação do Comércio na Comunidade Económica dos Estados da África Central”, CEEAC
No evento que decorre num dos hotéis de São Tomé, Francisco Ramos disse que São Tomé e Príncipe está menos dependente da importação de bens de primeira necessidade e muitos deles de qualidade duvidosa” e apelou para “sermos capazes de aplicar a integração da nutrição nas legislações e regulamentações de comércio nacionais e regionais” http://www.stp-press.st/2019/08/28/ministro-da-agricultura-abre-seminario-sobre-validacao-do-acordo-de-facilitacao-regional-do-comercio/ 


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