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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

domingo, 22 de setembro de 2019

Jorge Fonseca - Campeão Mundial de Judo – Nasceu em S. Tomé - A estrela judóca sportingusita, sorridente, humorado e descomplexado - Veio para Portugal aos 11 anos - “Tive a sorte de ter o Dr. Passarinho que me disse: ‘Ouve lá, ó preto, vais superar o cancro e serás o maior’. Era o que precisava ouvir”

Jorge Fonseca - Outra das grandes glórias do desporto das Ilhas Verdes do Equador  - Imagens da Web



O atleta luso-são-tomense, Jorge Fonseca, que se sagrou, campeão do mundo na categoria de -100kg em Tóquio, no Japão, alcançando a “melhor classificação de sempre em campeonatos do mundo”, ao vencer o russo Niyaz Ilyasov., tornou-se no primeiro luso-santomense  a conquistar uma medalha de ouro em Mundiais ao derrotar Ilyasov, terceiro classificado nos Mundiais de 2018.

DN O agora campeão do mundo em Judo nasceu em São Tomé e Príncipe. Jorge Fonseca veio para Portugal com a mãe e com o padrasto e viveram na Damaia. Foi no concelho da Amadora que Jorge Fonseca despertou para o judo.

Nascido em São Tomé e Príncipe a 30 de outubro de 1992, Jorge Fonseca chegou a Portugal com 11 anos. Ainda jogou à bola com os outros miúdos na rua, "mas não tinha jeito nenhum" e começou a praticar judo numa escola na Damaia seduzido pelos combates de Pedro Soares, que hoje é seu treinador no Sporting. "O Pedro Soares dava aulas na escola da Damaia. Eu ia olhando pela janela para ver como era, no dia a seguir voltava... Fui começando a gostar. Ainda não era assim nada de especial, mas pedi autorização à minha mãe e fui experimentar. Sabes, eu não era assim, era um bocado gordinho... Comecei a investir no trabalho do meu corpo para ser um grande judoca", recordou em tempos, ao Observador, o novo campeão do mundo de judo na categoria -100 kg.
Demorou pouco a impor-se no tatami e em 2013 deu mostras de poder fazer carreira no judo. Nesse ano conquistou o título português de sub-23 e conseguiu algo de inédito para o judo nacional ao tornar-se o primeiro atleta masculino português a alcançar o título de Campeão da Europa de sub-23.
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A glória ameaçava chegar quando a vida lhe trocou as voltas. Aos 17 anos foi pai e as prioridades mudaram. Pouco depois da felicidade de ser pai, em 2015 o judoca descobriu que tinha um tumor na perna. Apesar disso o judo nunca deixou de fazer parte do seu dia-a-dia.
Superou a doença com a ajuda do filho. "Foi complicado, porque quando fazia os tratamentos estava sempre maldisposto, de cara trancada, e tinha ali ao meu lado o meu filho que me fazia rir. Cheguei a ir treinar doente. Na altura dos tratamentos ficava arrasado, mas quando estava com ele ganhava força", desabafou o atleta ao jornal Sporting, que treina três horas de manhã, outras três à tarde e folga apenas ao domingo.
Com o tempo consumido pela família, a saúde e o judo, os estudos foram ficando para trás. Agora, garante que ainda quer acabar o 12.º ano para poder ir para a polícia. Até lá brilha no judo. E é no Japão, país onde já foi detido por duas vezes - uma delas por passar a rua fora da passadeira, a outra por correr na rua sem T-shirt -, que ele espera repetir o triunfo daqui a um ano. Jorge Fonseca sonha ganhar os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020: "Tenho de acreditar que vou conseguir."
O primeiro campeão mundial
Até aqui, dizia que tinha o campeonato do Mundo "entalado na garganta" depois de um sétimo lugar conquistado nos anteriores mundiais. Agora, no Japão, Jorge Fonseca vingou-se e conquistou o título mundial na categoria de -100 kg, ao vencer o russo Niyaz Ilyasov na final e após ter derrotado o azeri Elmar Gasimov, o georgiano Liparteliani, o chileno Briceno, o indiano Avtar Singh e o irlandês Benjamin Fletcher.. https://www.dn.pt/edicao-do-dia/31-ago-2019/interior/jorge-fonseca-o-campeao-do-mundo-comecou-na-damaia-e-foi-pai-aos-17-anos-11254291.html
EXPRESSO – “Tive a sorte de ter o Dr. Passarinho que me disse: ‘Ouve lá, ó preto, vais superar o cancro e serás o maior’. Era o que precisava ouvir”
Depois de ser campeão do mundo de judo, em Tóquio, Jorge Fonseca deu uma entrevista ao Expresso. Esta é a versão integral de uma conversa longa em que o judoca conta detalhes de uma vida que nem sempre foi fácil
Eu comecei a festejar uma medalha antes, porque sabia que mesmo que perdesse ia ser vice-campeão do mundo e por isso já estava feliz. Mas antes do combate o meu treinador chamou-me disse que eu tinha capacidade para fazer mais e estivemos a falar durante uma hora. Acabei por mudar aquela minha forma de pensar.
O que ele lhe disse que o fez mudar de ideias?
"Tu ainda não ganhaste nada. Tu tens idade, tens tempo para fazer história, por isso aproveita esta fase boa em que estás para fazer história". Quando ele me disse que eu não tinha ganho nada ainda, eu pensei "fogo!?" (risos). Mas por um lado fez-me aumentar a autoestima de que podia ser campeão do mundo. Por isso entrei muito confiante para o último combate, sabia o que tinha de fazer. Acabei por projetar o meu adversário no início do combate e tive de aguentar três minutos até final.
Consegue ouvir e assimilar alguma coisa do que o treinador lhe diz durante o combate?
Sim. Nós estamos muito perto um do outro e basicamente estou sempre a vê-lo. Eu tento concentrar-me só no meu adversário e no meu treinador e abstrair-me do público, por isso consigo ouvir a voz do Pedro durante o tempo todo. – Excerto https://tribunaexpresso.pt/entrevistas-tribuna/2019-09-20-Tive-a-sorte-de-ter-o-Dr.-Passarinho-que-me-disse-Ouve-la-o-preto-vais-superar-o-cancro-e-seras-o-maior.-Era-o-que-precisava-ouvir


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