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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 26 de outubro de 2019

Nuno Rebocho – “A Ilha do Amianto” – O mais recente livro do jornalista, poeta e escritor – Lançamento em Lisboa, Rua da Emenda, dia 29

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

A Ilha de Amianto", editado pela "Apenas Livros, vai ser apresentado por Mário Máximo, n´A Cooperativa (Rua da Emenda, 72, em Lisboa) a partir das 18h 30m da próxima Terça-Feira, 29 de Outubro, numa iniciativa conjunta do Centro InterCulturaCidade, a editora Apenas Livros e o Circuito Cultural Lusófono, integrada na "Semana do Livremente" (promovida pela Junta de Freguesia da Misericórdia

Nuno Rebocho é jornalista, poeta e escritor, nasceu em Queluz, em 1945, Portugal, cresceu e estudou em Moçambique, viveu longos anos em Cabo Verde. Participou activamente na luta contra a Estado Novo de Salazar, chegando a ser preso durante cinco anos, por motivos políticos, na cadeia do Forte de Peniche.

Ex-jornalista da imprensa escrita e da rádio, tanto em Portugal como em Cabo Verde, desempenhou funções de chefe de redação da RDP Antena 2. Foi adjunto do Ministério da Habitação, Obras Públicas e Transportes do VI e VII Governos Constitucionais de Portugal e assessor da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, em Cabo Verde. É Cidadão Honorário da Cidade Velha e nomeado assessor lusófono da Korsang di Melaka.
É autor de uma vasta obra publicada em Portugal, Cabo Verde, Brasil, Espanha e Argentina.


Nas suas peregrinações pelo mundo, o autor relata assim a sua chegada à Córsega: um dos poemas do seu livro “A Ilha de Amianto”.

A Ilha de Amianto", editado pela Apenas Livros, vai ser apresentado por Mário Máximo, n´A Cooperativa (Rua da Emenda, 72, em Lisboa) a partir das 18h 30m da próxima Terça-Feira, 29 de Outubro, numa iniciativa conjunta do Centro InterCulturaCidade, a editora Apenas Livros e o Circuito Cultural Lusófono, integrada na "Semana do Livremente" (promovida pela Junta de Freguesia da Misericórdia


Nuno Rebocho é jornalista, poeta e escritor, nasceu em Queluz, em 1945, Portugal, cresceu e estudou em Moçambique, viveu longos anos em Cabo Verde. Participou activamente na luta contra a Estado Novo de Salazar, chegando a ser preso durante cinco anos, por motivos políticos, na cadeia do Forte de Peniche.

Ex-jornalista da imprensa escrita e da rádio, tanto em Portugal como em Cabo Verde, desempenhou funções de chefe de redação da RDP Antena 2. Foi adjunto do Ministério da Habitação, Obras Públicas e Transportes do VI e VII Governos Constitucionais de Portugal e assessor da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, em Cabo Verde. É Cidadão Honorário da Cidade Velha e nomeado assessor lusófono da Korsang di Melaka.
É autor de uma vasta obra publicada em Portugal, Cabo Verde, Brasil, Espanha e Argentina.


O PLANETA INVISÍVEL

o planeta invisível. a bruma come
o tempo mas a bexiga natatória dos sentidos garante a realidade. à tona das rugas
(quando, onde) onde o silêncio silfa
como olhos na barriga da memória descubro a confusa mancha
das coisas por acontecer. aos poucos,
no jeito de desarvorar roupas,
a montanha sacode a névoa.
a ilha poisa sobre o mar.

o planeta visível. permanece a ausência quando os olhos se atarefam na manhã. olhos que iniciam a timidez dos gestos
e definem missões para os momentos. por exemplo: além uma cidade, um monte. além o casario arrepela-se de lixeiras
e as gaivotas triunfam sobre os restos. esta é a ilha. os contornos encerram nítidos
os olhos das ausências. então, o silêncio guardado nas orelhas uiva como apelo.
a ilha descobre-se. e o mar acaba.


OUTRAS NOTAS BIOGRÁFICAS DE NUNO REBOCHO E DA SUA OBRA - Iniciou sua carreira na página juvenil do Diário de Lisboa, em 1963. Foi redactor da revista O Tempo e o Modo e da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, porém só viria a ingressar no jornalismo profissional em abril de 1974 em jornais diários como o Jornal Novo, Tribuna, jornal da cidade do Porto, A Tarde", "Jornal de Economia", "O Século"; e em semanários - "Vida Mundial", "Novo Observador", "O Sinal", "Dez de Junho", "Ideal". E também em revistas especializadas - "Pesca & Navegação", "TT-Todo o Terreno", "Motor" (foi director do suplemento de Turismo). Presença activa na imprensa regional - "Notícias da Amadora", "Comércio do Funchal", foi chefe de redacção de "Aponte" (Montijo) e "A Nossa Terra" (Cascais). Desempenhou funções diversas - redactor principal, chefe de secção, sub-chefe de redacção, chefe de redacção. Em 1989 enveredou pelo jornalismo radiofónico, colaborando com Moliceiro FM (Aveiro), cronista da Rádio Comercial (prograna de Turismo, de Carlos Amorim; programa de Rui Castelar) e de comentador. Ingressou na RDP (Radiodifusão Portuguesa), destacado para a Guarda durante um ano. Depois, foi editor, chefe do departamento de Informação Especial. Actualmente é chefe de redacção da RDP - Antena 2. Integrou conselhos de redacção e a Comissão de Trabalhadores da empresa radiofónica. Em Cabo Verde, colaborou com o semanário "Horizonte", com "Expresso das ilhas" e com "Liberal on-line" (de que é delegado em Lisboa). Integrou os órgãos dirigentes da AJEPT, Associação de Jornalistas Portuguesees de Turismo. Participou com poesia no tríptico de serigrafias de Silva Palmeira "A Lisboa", Centro Português de Serigrafias. Lisboa 1997. Foi comissário da Bienal do Mediterrâneo, Dubrovnik, Croácia, 1999. Animador cultural, organizou A Festa da Poesia, na Galeria Artdomus, S. Pedro de Sintra em 2000-2001; As Noites da Liberdade, na Biblioteca Museu da República e Resistência, Lisboa em 2005; A Poesia à Mesa, no restaurante Panela de Barro, Carnaxide em 2006. Foi vice comissário da Festa da Poesia - Encontros de Poetas Portugueses, na Figueira da Foz em 2003/4/5. Organizou o Dia Mundial da Poesia, em 2006, em Penamacor. Participou nas Jornadas Poéticas de Artiletra (Cabo Verde), 2007; em Correntes d'Escrita, Póvoa do Varzim, 2007; na I Bienal de Cultura Lusófona-Encontro de Culturas, Malaposta-Odivelas 2007. É membro efectivo da AVSPE (Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores).
Obras  -Romance -A Segunda Vida de Djon de Nha Bia (2010)

Poesia - Breviário de João Crisóstomo (1965); Uagudugu (1994); O Onanista (1994); Um Poema a Lenine (1994);Manifesto (Pu)lítico (1995); Memórias de Paisagem (1996); A Invasão do Corpo (1997); Santo Apollinaire, meu santo (1997); Xblung Cascais (1997);; A Nau da India (1999); A Arte de Matar (2001)
Cantos Cantábricos (2002); Poemas do Calendário (2003); Manual de Boas Maneiras (2005); A Arte das Putas (2006); Colectâneas e Antologias; Desintegracionismo (1965)
Um Embrulhe Xê D'Area (1998) https://pt.wikipedia.org/wiki/Nuno_Rebocho









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