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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

RUTE NORTE - Príncipe - Praia Banana – Outros dos belos percurso da ciclista portuguesa, que pedalou 550 km por São Tomé e Príncipe


A ciclista portuguesa Rute Norte, que pedalou por vários países, desde o ocidente ao oriente,  fez 550 km de bicicleta, sozinha por São Tomé e Príncipe, sem qualquer carro de apoio que não fosse a confiança nas suas possibilidades e a amabilidade, acolhedora e hospitaleira das muitas pessoas com quem se ia cruzando ou lhe franqueavam a entrada nas suas humildes cubatas

 “Instalou-se num ponto fixo, o mais possível no centro das ilhas, e a partir daí saía todos os dias para um ponto diferente. Rute ía fazendo percursos em forma de estrela, todos os dias ia – e regressava.
Sendo o seu estilo de viagens lento, com muitas paragens e conversas pelo caminho, e ainda uns mergulhos de vez em quando, não conseguiu mesmo assim conhecer todos os pontinhos das duas ilhas.
Vinte e nove dias não foram suficientes. Mas a maior parte do país ficou vista – e bem vista, com toda a calma.”  -
O turista comum não conhece grande coisa, vai simplesmente aos locais habituais sugeridos pelas agências de viagens, e adicionalmente não tem muito tempo, as viagens são relativamente rápidas, de carro.
Ora São Tomé e Príncipe não é só praias e crianças sorridentes, tem de haver muito mais do que isso”  - Refere . https://bttlobo.com/ciclista-portuguesa-rute-norte-fez-550-km-de-bicicleta-sozinha-por-sao-tome-e-principe/

Hoje damos-lhe a conhecer, mais algumas imagens, com que ilustrou a crónica, intitulada  Príncipe - Praia Banana


Vou passar uma hora aqui na maravilhosa praia Banana. Aproveito para abastecer de combustível. Para descansar e usufruir.
Estas sandes de ovo cozido e açúcar são uma maravilha, tenho que ceder.
São 8h30, é hora de partir para novos destinos. Agora vou em direção à praia Macaco. Estes nomes das praias são no mínimo originais… Hão-de ter uma razão, provavelmente, mas apenas posso imaginar qual é. Uma terá a forma de banana? Noutra teria macacos? Pois não sei.

A entrar no miradouro de onde se vê a Praia Banana. (Já tive que subir muito para chegar aqui…)

Vejo as minhas próprias pegadas na praia. Ainda não são 9 da manhã, todos os turistas andam de volta do pequeno-almoço, nos hotéis. Não circulam ainda. A estas horas o Príncipe pertence à população que trabalha – e a mim.

Este chafariz – na Roça Belo Monte – com um chuveirinho é o ideal para dar uma lavadela rápida na bicicleta. Mas rapidamente desisto, pois uma bicicleta não pode ser lavada assim. Se porventura alguma gordura vai para os discos, nunca mais conseguirei travar. Os discos têm de ser protegidos com sacos plásticos enquanto a bicicleta é lavada. Fui-me embora, portanto.

Este é o guarda da Roça, na cancela da saída. Enquanto eu passava na bicicleta, mostrou-me este colar feito com conchas e sementes. Efetivamente ando à procura duma pulseira para o meu namorado, que me disse querer uma daqui de São Tomé e Príncipe. Hoje estou no 9º dia de viagem, é a segunda oportunidade que me surge. Não está fácil. A primeira oportunidade foi no aniversário da Reserva da Biosfera, em que eu fotografei uns colares e pulseiras (crónica 23), mas não tinham nada para homem. Será que este rapaz consegue fazer uma pulseira para homem? E com quê? Talvez só com os búzios? “Em quanto fica uma pulseira?”, perguntei-lhe. 50 dobras (2€). Bom, vou arriscar. Ele vai então fazer uma pulseira aqui no momento e eu vou esperar sentada na sua própria cadeira de segurança, que se vê atrás dele. Não vou estar sentada muito tempo, de qualquer forma, porque quero ir tirando fotos.

Dá jeito ter estas ofertas pelo caminho, devia mesmo ser incentivado o comércio destas pequenas lembranças feitas com materiais naturais da ilha. Conforme referi na crónica 16, na Roça Sundy trabalha-se com a população local no sentido de produzirem objetos de artesanato. Este rapaz deveria ser aproveitado também, com esta sua habilidade de fazer colares e pulseiras. Qual é o turista que não gosta de levar uma lembrança feita de sementes e conchas do Príncipe? E também quero uma pulseira para mim, agora. Para mim pode ser de conchas e sementes vermelhas. Não quero colares, quero uma pulseira também.- Veja as imagens e outros pormenores desta sua crónica em .https://rutenorte.com/cronicas-de-viagens/sao-tome-e-principe-550-km-de-bicicleta-sozinha-29-dias/#toggle-id-27

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