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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Tonecas Prazeres: “O Príncipe das Ilhas Verdes do Equador” – Vai estar ao vivo na UCCLA, dia 25 de Novembro -Uma das grandes vozes de São Tomé e Príncipe irá abrilhantar a noite do dia 25 de outubro, na UCCLA.

Jorge Trabulo Marques - jornalista
O compositor, guitarrista e intérprete Tonecas Prazeres atuará ao vivo pelas 21 horas., no dia 25 de Outubro, na UCLLA
“Nasceu na Ilha de Príncipe e viveu oito anos da infância em Angola, antes de o seu país conseguir a independência. Frequentou o ensino secundário em São Tomé, num lar para estudantes da ilha originária. Nesse lar entrou na música através dos Canucos das Ilhas Verdes.

Após os anos de tropa, chegou a Lisboa para estudar engenharia. Na capital de Portugal encontrou portas abertas para o mundo do espectáculo. No Bairro Alto a música começou a ser a base do seu sustento: “O cachê não era grande coisa, mas dava para viver e para estudar”.
Na Banda Dexa teve a colaboração da Mariza, que naquela altura tinha 15 anos. “A que hoje é uma grande estrela da música começou a cantar comigo nos bares a fazer música africana, essencialmente da Ilha do Príncipe”.
Depois chegou o percurso pela França, Espanha e a Itália, onde cantou para o João Paulo II. Da Europa foi para o Brasil e do Brasil para Macau.
Em 2015 editou o disco Afrovungo Project que consta de dez faixas (Susana, Sant City, Voar para ti, Dexa Modéno, Mamâ, Madumé, Gandu, Lobito, Fia Ibibá e São-tomense) com rumbas, dexa, socopé, reggae… “um disco de raiz, identidade misturada com sons e instrumentos convencionais, com músicos de muita qualidade. Uma força enorme”. http://grandesvozes.com/pt/archivos/2366

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