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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 9 de novembro de 2019

CABO VERDE - UNESCO aprovou o dossiê da morna a Património da Humanidade




Presidente Jorge Fonseca numa visita à Roça Água Izé, em S. Tomé
A doce e tão nostálgica morna cabo-verdiana, que a diáspora difundiu pelas setas partidas do mundo, tão genuína dos sentimentos, cantares e  melodiosos  sons destas tão sacrificadas ilhas, pelas adversidades climáticas  - sol em demasia mas chuva muito escassa –  mas  que a determinação e coragem do seu povo, tem logrado superar, mereceu a aprovação do dossier apresentado pelo ministro da Cultura de Cabo Verde, Abraão Vicente, como património da Humanidade
Foi nestes termos, que fez o honroso anúncio:
 Caros cabo-verdianos, tenho a sorte, a honra e o privilégio de vos comunicar que hoje o comité técnico dos peritos da UNESCO aprovou o dossiê da morna a Património da Humanidade”, revelou Abraão Vicente, na noite de quinta-feira, na sua página pessoal no Facebook.


Na mensagem nesta rede social, o ministro adiantou que “a decisão será ratificada em dezembro”, na Colômbia, “mas a nação já pode celebrar: a morna já é Património da Humanidade”, escreveu, confiante.


A publicação é acompanhada de três fotografias com tocadores e cantores de morna, e uma cópia da passagem do texto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, em inglês) que decide classificar o género musical cabo-verdiano.


Esta semana, durante uma visita à Cidade Velha, sítio histórico classificado como Património Mundial da Humanidade na ilha de Santiago, Abraão Vicente disse que a morna seria elevada a Património Imaterial da Humanidade ainda este mês.



Cabo Verde apresentou em março do ano passado a candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade, cuja decisão pública deverá ser conhecida entre 09 e 14 de dezembro, em Bogotá, Colômbia, durante a reunião do Comité do Património Cultural Imaterial da UNESCO.

O dossiê cabo-verdiano contou com colaboração do antropólogo Paulo Lima, especialista português na elaboração de processos de candidatura a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, como o fado, o cante alentejano e a arte chocalheira.

(Notícia corrigida às 13:22. Apesar de Abraão Vicente afirmar que "a morna já é Património da Humanidade", o facto é que a decisão final ainda não foi tomada. O título e entrada desde artigo foram alterados para clarificar esta questão). https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cabo-verde-ja-pode-celebrar-a-morna-foi-classificada-patrimonio-da-humanidade




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