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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Morna de Cabo Verde - Declarada Património Imaterial da Humanidade - Dia histórico, de coração em festa e de muita alegria no seu Povo, no Governo, no seu Presidente - Muito signficativo na sua cultura musical

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 





















A Morna foi  proclamada Património Imaterial da Humanidade. – Justíssima atribuição da expressão musical que, desde há muito, faz parte dos sentimentos do povo cabo-verdiano e da sua diáspora espalhada pelo mundo – A noticia foia acolhida com natural regozijo  pelo ministro da cultura e Industrias  Criativas de Cabo  Verde, Abraão Vicente, em língua cabo-verdiana, no discurso de celebração, perante o Comité do Património Cultural Imaterial da UNESCO, que se .congratulou com a  consagração desta prática musical que é a alma de Cabo Verde, agradecendo à UNESCO, aos peritos e a toda a comunidade.


Também, o Presidente   cabo-verdiano disse hoje que a proclamação da morna a Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO é uma "data histórica" e espera que possa contribuir para aprofundar o seu estudo, divulgação internacional e aprendizagem pelos mais jovens.
"Quero dar os meus parabéns a todas as equipas envolvidas neste processo, pelo sucesso obtido, e desejar que esta importante classificação possa contribuir para o aprofundamento do estudo da morna, sua maior divulgação internacional, maior aprendizagem pelos mais jovens, e o desenvolvimento de todos os requisitos que resultam deste novo estatuto, para o bem da nossa música, da nossa cultura, e desta terra sonora que é Cabo Verde", escreveu Jorge Carlos Fonseca.




O texto foi publicado na sua página da rede social Facebook, minutos depois de o género musical ser classificado pela Organização das Nações Unid
para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), na 14.ª reunião anual do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da organização, que decorre desde segunda-feira no Centro de Congressos Agora, em Bogotá, Colômbia.


Para o chefe de Estado cabo-verdiano, a classificação vem coroar não apenas quem apresentou a candidatura, mas também aqueles que deram continuidade e este "desígnio nacional", bem como aos milhares de músicos, compositores, intérpretes, cantadeiras, amantes e apaixonados por este estilo musical, nas ilhas, na diáspora ou mesmo nos diversos
"É com grande júbilo que recebemos a notícia de que a morna é, a partir de agora, oficialmente, Património Imaterial da Humanidade, classificada pela UNESCO, ao lado de diversas outras expressões artísticas e culturais", notou.
Jorge Carlos Fonseca traçou o percurso histórico da morna, desde a sua criação, considerando que é um "reconhecimento oficial", pela UNESCO, do humanismo que esta forma particular de expressão identitária encerra.
O Presidente disse que a proclamação é também um "grande júbilo para todo o povo cabo-verdiano, nas ilhas, mas sobretudo na diáspora, lá onde a morna é sentida de forma muito própria, onde se assume como espaço imanente desse sentimento intrinsecamente da terra crioula". https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1375637/proclamacao-da-morna-a-patrimonio-imaterial-da-humanidade-e-historico

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