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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Homenagem a Jorge Sampaio – Com Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e Fernando Medina

Por Jorge Trabulo Marques – Jornalista 

Jorge Sampaio Homenageado numa noite calorosa mas fria e chuvosa nas ruas da cidade




 antigo Presidente da República, Jorge Sampaio foi esta semana  homenageado pela autarquia lisboeta, no cineteatro Capitólio, durante uma cerimónia evocativa aos 30 anos do Moderno Planeamento Estratégico de Lisboa,  introduzido pela primeira vez durante o seu mandato  à frente  do maior município português.

O ato evocativo,  presidido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na altura adversário de Sampaio na corrida à câmara da capital, contou ainda com as presenças do Primeiro-Ministro, António Costa., que foi diretor de campanha do antigo presidente da Câmara e da República, bem como do atual Presidente da C.M de Lisboa, Fernando Medina, além de outras personalidades.

Depois da visualização de um vídeo, com diversas imagens de Lisboa, panorâmicas e de pormenor, alusivas às grandes obras efetuadas, seguiram-se intervenções elogiosas do Presidente do Município, do Chefe do Governo e do Chefe do Estado, e, por último, foi a vez de o homenageado, agradecer as palavras que lhe foram dirigidas, aproveitando o momento para propor a elaboração de um plano estratégico para Lisboa em 2050, defendendo que o desenvolvimento da cidade deve ser pensado num horizonte de 20-30 anos.

Com a aceleração do tempo e o tropel de desafios que enfrentamos, com a transição demográfica, digital e energética a rondar e as alterações climáticas já bem patentes, importa pensar Lisboa no horizonte de 20-30 anos. Importa agora articular uma visão e um plano estratégico para 2050", afirmou o antigo chefe de Estado



Imagens de uma noite de Janeiro, em Lisboa, fria, cinzenta e chuvosa, nas ruas da cidade mas que, no interior do Cineteatro Capitólio,  era bem calorosa  e alegre, com muitos aplausos, quer no friso das altas personagens no  palco, como na distinta plateia, além das  belas imagens da  capital portuguesa,   que foram  passadas num  grande ecrã, no inicio da cerimónia.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Sampaio foi o grande protagonista da mudança da visão! Da movida jovem! Da mobilidade social e pessoal e social, da preparação do século que estava a chegar! Ao mesmo tempo que liderava a oposição nacional, concorria à chefia do Governo e depois à Presidência da República!


Marcelo Rebelo de Sousa- Na homenagem a Jorge Sampaio, “do período inesquecível 89-96”

“Jorge Sampaio personificou essa nova Lisboa[…]. Ao mesmo tempo que liderava a oposição nacional, concorria à chefia do Governo e depois à PR. Foi incansável, determinado, inabalável. Desmentindo aqueles que o viam como um intelectual mas não realista, sonhador mas não fazedor, utópico mas não capaz de chegar ao povo maus humilde, mais sofrido, mais marginalizado”,


Marcelo Rebelo de Sousa- Na homenagem a Jorge Sampaio, “do período inesquecível 89-96



Falar de 1989 a 1996 é porem muito mais de que isso: é falar de um tempo marcado por uma prioridade estratégica sobre a gestão casuística! Ou mesmo o mero ordenamento urbanístico clássico, por um debate e um consenso pós eleitoral, apreciável e virtuoso! Por uma liderança clara, dialogante e prospectiva ! E  uma oposição atenta, incómoda mas construtiva: por uma atenção comum e especial ao ambiente, ao social, à abertura à sociedade: ao nacional e ao internacional! Á juventude, à cultura; ao repensar nas infraestruturas existentes! À  revitalização do património cultural!

A esses grandes passos, que tanto lhe devem! Por ser Jorge Sampaio! Em que o governo de então, teve o papel que cumpre reconhecer! ... E o combate aos bairros de lata, datado mas na altura crucial! E o arranque da Lisboa 98 na Lisboa oriental por mais tempo esquecida e que acabaria por ser inserida no enquadramento global, então em curso.

(...) Jorge Sampaio foi o grande protagonista da mudança da visão! Da movida jovem! Da mobilidade social e pessoal! Da preparação do século que estava a chegar! Ao mesmo tempo que liderava a oposição nacional, concorria à chefia do Governo e depois à Presidência da República!

 Foi incansável, determinado, inabalável, demitindo aqueles que o viam como intelectual mas não realista, sonhador mas não fazedor! Utópico mas não capaz de chegar ao povo mais humilde,mais sofrido, mais marginalizado! E lançou, com voluntarismo e entusiasmo, um repensar estratégico de largo fôlego, olhando ao contexto internacional, nacional e metropolitano! Aos sinais vindo do envelhecimento e do esvaziamento da urbe! Do esgotamento de um modernismo convertido em formas sem conteúdo! E fê-lo a pensar em pessoas e comunidades! E não em betão

P.M. António Costa – Na homenagem a Jorge Sampaio: “marco da Lisboa Europeia





Lisboa está hoje no roteiro dos  grandes espectáculos internacionais: Hoje, tendo como  residente, a Madona, que parte de Lisboa para a sua turnê Mundial. Mas a verdade é que, na altura, era um deserto fora dos circuitos internacionais do espectáculo, frisando que, que foi  Jorge Sampaio, com a sua inabalável arte diplomática, a conseguir fundir  essas organizações mundiais como uma prioridade. 

O grande mérito da presidência de Jorge Sampaio e toda a sua equipa foi facto de terem compreendido que não era possível pensar Lisboa, sem pensar além de Lisboa. Porque Lisboa é a capital do país, porque é uma capital Europeia, porque é o centro de uma área metropolitana particularmente dinâmica. E [em 1989] a coesão interna da cidade e a resolução dos problemas internos da cidade implicava valorizar a competitividade da cidade no quadro metropolitano, no quadro nacional e no quadro internacional e que Lisboa tinha de ser e podia ser como grande motor da competitividade e da afirmação do país”, disse o Chefe do Governo
Entre outras medidas, António Costa salientou ainda que este “novo desafio do Portugal europeu e aquele mandato de 89 foi decisivo” e que marcou a cidade do ponto de vista da “coesão interna” ficou marcado, principalmente, pelo facto de “terem conseguido erradicar dezenas de milhares de barracas que existiam em grandes áreas da cidade
“Creio que foram cerca de 23 mil fogos construídos nessa altura para erradicação das barracas da cidade de Lisboa”, recordou o primeiro-ministro
Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, que abriu a sessão dos discursos,  elogiou a “extraordinária dignidade” e o “trabalho notável” de Jorge Sampaio no exercício das suas funções, sublinhando o valor das ideias de Sampaio,  as quatro linhas de força para o presente e para o futuro: a consciência da inserção global de Lisboa, a capital como centro económico e motor da região metropolitana, a marca da centralidade para o equilíbrio social da cidade e a importância da sustentabilidade ambiental.
No final do seu discurso, Medina entregou ao antigo chefe de Estado um troféu de Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

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