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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Ilha do Príncipe – Descoberta por navegadores portugueses, há 549 anos – Nós participámos na celebração há 49 anos para uma reportagem da revista angolana, Semana Ilustrada, de que éramos correspondente - A efeméride, depois da independência, perdeu relevo mas é um facto histórico que não pode ser ignorado - Em Lisboa, é recordada hoje num almoço de confraternização por um grupo de portugueses e santomenses

Jorge Trabulo Marques - Jornaista e investigador 


 Estas as primeiras palavras, com que, uma semana depois,  editámos a reportagem  para a revista Semana Ilustrada, de Luanda, alusiva à efeméride. "A Ilha do Príncipe, a linda irmã Ilha de S. Tomé, teve no passado dia 17 (Janeiro de 1971),  um dia de grande festa, ao comemorar  com assinalável brilho,  a  passagem  dos 501 anos da sua descoberta.

Sublinhando que, a  esta 'tão significativa efeméride associou-se o sr. Governador, Coronel Cecílio Gonçalves, que no aeroporto  e às portas da pequena cidade de Santo Ant6nio, foi ali uma vez mais carinhosamente recebido pela população local. 

Desconhecemos se hoje decorrem alguns eventos, na cidade de Santo António, capital da Ilha relacionados com a histórica data, no entanto, a mesma não é esquecida por um grupo de portugueses e santomenses, que hoje vão reunir-se num almoço de confraternização, em Lisboa.

São Tomé

Ilha do Principe

A formosa lha do Príncipe é a segunda maior ilha do arquipélago de São Tomé e Príncipe, administrativamente, desde 29 de Abril de 1995, constituída por  uma região autónoma, formada pelo distrito de Pagué. A ilha tem uma área de 142 km² e uma população estimada, em 2006, de 6737 habitantes..  A capital é Santo António.

Em Julho de 2012, foi declarada a primeira reserva mundial da Biosfera pela Unesco do arquipélago são-tomense, e a primeira reserva africana a integrar a rede mundial da biosfera costeira.



"O descobrimento das ilhas do Golfo da Guiné está mal referenciado na documentação antiga, motivo esse que têm suscitado alguma controvérsia entre historiadores, contudo, admite-se que a Ilha de S. Tomé, foi descoberta em 21 de Dezembro de 1470, dia do apóstolo do mesmo nome, e, a do  Príncipe, a 17 de Janeiro de 1471, pelos navegadores portugueses,   João de Santarém e Pero Escobar, que a denominaram como "Ilha de Santo Antão". 

Visando incentivar o seu povoamento, em 1502 tornou-se uma donataria, denominada como "Ilha do Príncipe", sendo-lhe introduzida a cultura da cana-de-açúcar. Fora nomeada ilha do Príncipe por D. João II de Portugal. O rei tanto adorava o seu único filho e herdeiro Afonso, Príncipe de Portugal (1475) que, em sua homenagem, designou como "Príncipe" a ilha mais pequena do arquipélago de São Tomé e Príncipe.

Em 1573 a donataria reverteu à posse da Coroa Portuguesa. No contexto da Dinastia Filipina foi invadida e ocupada por corsários Neerlandeses de agosto a outubro de 1598, e novamente em 1600. Nesse ano, visando incentivar o seu povoamento e defesa, a Ilha do Príncipe recebe Carta de Foral.

ILHAS QUE CONSTITUEM A GUINÉ EQUATORIAL - ALÉM DA PARTE CONTINENTAL 

Relativamente às Ilhas, que hoje fazem parte da Guiné Equatorial, Bioko, Corisco e Ano Bom, é referido, que, a  ilha que hoje é denominada por Bioko, a  mais extensa, com cerca de 2.018 Km2, e  também a mais setentrional, que se ergue  a escassas milhas  da costa de Camarões e da Nigéria, batizada inicialmente por Ilha Formosa, passou depois a ser conhecida pelo nome  do descobridor português, Fernão do Pó ou Fernando Pó, fidalgo da Casa de D. Afonso V, Capitão de um navio da Coroa portuguesa.. É um dos territórios vizinhos de São Tomé e Príncipe. Sua principal cidade é Malabo, capital da Guiné Equatorial. O relevo é dominado por dois vulcões: no centro da ilha, o Pico Basilé, com mais de 3000 m de altitude; a sul, o vulcão San Carlos, acima dos 2200 m.

Os mesmos navegadores portugueses povoaram também as ilhas de Ano Bom e Corisco, em 1494, tendo-as convertido em entrepostos para o tráfico de escravos. Ano-Bom é uma pequena ilha e província da Guiné Equatorial, localizada no Atlântico Sul, a 350 km da costa oeste do continente africano e 180 km a sudoeste da ilha de São Tomé (São Tomé e Príncipe). O território mede aproximadamente 6,4 km (comprimento) por 3,2 km (largura), com área superficial total de 17,5 km². A população da ilha é determinada em 5 008 pessoas. As atividades econômicas principais são a pesca e extração de madeira.

A ilha constitui a pequena Província de Annobón, uma das sete províncias da Guiné Equatorial. Sua capital é a cidade de San Antonio de Palé (português.

A ilha foi igualmente descoberta por exploradores portugueses (sob comando de Fernão do Pó) a caminho das Índias, em 1º de janeiro de 1472, daí o nome Ano-Bom, que em português é sinónimo de ano-novo. Era uma ilha desabitada até o início da colonização em 1474, com africanos de Angola. Em 1778, o seu domínio foi transferido para a Espanha, juntamente com o domínio da ilha de Fernando Pó (atual Bioko) e toda a costa da Guiné, em troca de territórios espanhóis no novo mundo. Enquanto a Espanha visava ampliar seu território em solo africano, Portugal desejava ampliar o seu domínio nas ricas terras de “Novo Portugal” (atual Brasil). A colônia formada pela Espanha foi posteriormente chamada de Guiné Espanhola.

De recordar que,  D. João II, Rei de Portugal, proclamou-se juntando aos seus títulos reais como Rei de Portugal e dos Algarves, aquém e além mar em África, senhor do comércio, da conquista e da navegação, da Guiné, da Etiópia, Arabia, Pérsia e Índia e como primeiro Senhor de Corisco.



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