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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 8 de fevereiro de 2020

A SÓS NO MAR OU EM TERRA, E ABANDONADO, IR EM PAZ DE DEUS







Só! – Ao ermita sozinho da montanha
Visita-o Deus e dá-lhe confiança:
No mar, o nauta, que o tufão balança,
Espera um sopro amigo que o céu o tenha...
Só! – Mas quem se assentou em riba estranha,
Longe dos seus, lá tem ainda a lembrança;
E Deus deixa-lhe ao menos a esperança

Ao que a noite soluça em erma penha...
Só! – Não é quem a dor, quem nos cansaços,
Tem um laço que o prenda a esta fadário,
Uma crença, um desejo... e ainda um cuidado...
Mas cruzar, com desdém, inertes braços,
Mas passar, entre turbas , solitário.
Ir é ser só, é ser-se abandonado|”
Antero de Quental

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