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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Ilha do Príncipe – José Cassandra – Faz hoje 56 anos – O Presidente do Governo Regional não quer transformar o território num destino turístico de massas – Diz “que Os Santomenses têm que se unir para desenvolver o nosso país”

Jorge Trabulo Marques - Jornalista

José Cardoso Cassandra , nascido em 17 de Fevereiro de 1964, na Ilha que Albert Einstein  quis validar a Teoria da Relatividade de Einstein, também tem a sua teoria: Diz que "Os antomenses têm que se unir para desenvolver o nosso país: falhamos na questão dos trabalhos; nós trabalhamos pouco ! Temos vindo a trabalhar menos. Nós produzimos 10 mil toneladas de cacau em finais dos anos 80 e estamos a produzir 3 mil.




Não vamos desenvolver o nosso pais! Nós falhamos na linha da  degradação dos  grandes valores da nossa sociedade: a família e outros. Temos que repor tudo isso!

Eu acredito que vamos a tempo! Porque nós temos a consciência do falhanço. E é preciso, então agora, não perdermos o tempo com coisas insignificantes

Declarações prestadas,  de José Cassandra, em Julho de 2015, na Roça Agostinho Neto, antiga Roça Rio do Ouro, numa cerimónia pública, que ali decorreu, integrada nas comemorações dos 40 anos da independência de S. Tomé e Príncipe, cujo registo aqui recordo neste dia do seu aniversário, com os  meus parabéns e votos  de que o Príncipe não seja, de facto, uma ilha degrada pelo turismo de massas, mas que, ao menos aqueles  que  ali vão usufruir de avultados lucros,  possam  de algum modo contribuir com alguma pequena massa  para o   bem-estar de quem não tem massa alguma.  

A noticia não é recente, é  de  há 4 anos,mas esta parece continuar ser a  vontade  do   presidente do governo regional da ilha do Príncipe, em Tomé e Príncipe, António José Cassandra,  que recusa transformar o território num destino turístico de massas, apesar dos apetites dos operadores internacionais.

Atualmente com cem camas, o Príncipe é um alvo cada vez mais apetecível para o turismo internacional, depois de ter sido classificado como Reserva da Biosfera em 2012 e várias revistas da especialidade terem indicado a ilha como um dos últimos paraísos escondidos do mundo.

No entanto, António José Cassandra recusa euforias e afirma que os projetos do governo prevêem somente equipamentos hoteleiros com 300 a 500 camas, recusando a massificação da oferta. “Desenvolvimento sim, mas com muito equilíbrio para não destruirmos” a ilha, avisa António José Cassandra, salientando que aquilo que distingue o Príncipe são as características quase intocáveis da natureza

Desenvolvimento sim, mas com muito equilíbrio para não destruirmos” a ilha, avisa António José Cassandra, salientando que aquilo que distingue o Príncipe são as características quase intocáveis da natureza. “Se nós não tivermos maior qualidade na preservação da nossa densa e virgem floresta” e combater a “pressão que há sobre a floresta e sobre a extração das areias na praia”, corre-se o risco de fragilizar o equilíbrio do ecossistema, o grande cartão de visita da ilha. https://www.dinheirovivo.pt/economia/presidente-da-ilha-do-principe-recusa-transformar-a-ilha-para-turismo-de-massas/


AS VAGAS DE TURISMO DESCONTROLADO – ENRIQUECE ALGUNS MAS AGRAVAM O CUSTO DE VIDA E DAS POPULAÇÕES E  DEGRADAM COSTUMES - São questionáveis os benefícios do turismo para a maioria:  -  A industria do turismo não é um sector produtivo: nas cidades ou países onde o turismo é a  grande riqueza de alguns, o custo de vida sobe em flecha e  agrava a precariedade do desemprego com baixos salários – Além disso, o património, quando não é vandalizado é  dessacralizado:

“O turismo não traz só vantagens. Fique a conhecer 20 atrações turísticas que estão satura alguns dos locais mais emblemáticos do mundo têm vindo a ser prejudicados pelo turismo de massas. Se, por um lado, permite um maior encaixe para os cofres dos países em questão, por outro acaba por saturar determinadas áreas históricas e arruinar as expectativas dos turistas. De multidões, a fluxos constantes de visitantes e desconfortáveis abordagens de comerciantes, que encontram no turismo o meio de subsistência para as suas vidas, o LoveExploring selecionou 20 atrações turísticas mundiais que sofrem com o seu próprio sucessas pelo turismo de massas. Alguns dos locais mais emblemáticos do mundo têm vindo a ser prejudicados pelo turismo de massas. Se, por um lado, permite um maior encaixe para os cofres dos países em questão, por outro acaba por saturar determinadas áreas históricas e arruinar as expectativas dos turistas. https://www.dinheirovivo.pt/fotogaleria/galeria/20-atracoes-turisticas-destruidas-pelo-turismo-de-massa-6/
  




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