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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Olinda Beja  - “No barro do chão rubro de Batepá “ 03-02-53 -Homenagem aos que, injustamente, tombaram neste mês e neste ano”  - Recorda a poetiza nascida em S. Tomé  -  Cujaevocação, no passado dia 3 de Fevereiro,  contou com a tradicional  Marchada Liberdade que juntou milhares de santomenses, liderada pelo PM JorgeBom  Jesus

Jorge Trabulo Marques - Jornalista


"3 de fevereiro de 53" - Homenagem aos que, injustamente, tombaram neste mês e neste ano – Por Olinda Beja na sua página do Facebook 
silenciaram-se as palavras nascidas da tua esperança
retalhos frondosos do grito escaldante da floresta
palmilhamos ainda a estrada de solidão que percorreram nossos avós
é nosso o frio das manhãs de 53
manhãs longínquas em caminhos indómitos, sombreados na praia deserta de Fernão Dias
no barro do chão rubro de Batepá
ainda escorrem em nossas mãos lágrimas de sangue
ainda há pérgulas sem flores
ainda há praias desertas onde nunca se espraiaram búzios
Olinda Beja (inédito"


Olinda Beja, poeta e narradora de São Tomé e Príncipe, nascida em Guadalupe a 12 de fevereiro de 1946, filha de José de Beja Martins (português) e de Maria da Trindade Filipe (santomense. -  Embora tendo partido adolesente para Portugal, nem por isso,  nas suas veias, deixou de lhe correr a matriz  das raízes da  sua ancestralidade africana, genuinamente santomense, que tem surpreendentemente expressado, quer através dos seus belos versos, quer em prosa, nomeadamente na singularidade dos seus  contos, traduzidos em várias línguas,  revelando-se, por isso, desde há vários anos, uma verdadeira embaixatriz da cultura do seu pais de origem, tanto em récitas poéticas, como noutros eventos ou iniciativas, em que geralmente se faz acompanhar à viola e cântico pelo músico  e pintor,  Filipe Santos, 


Ao mesmo tempo que, de entre as múltiplas peregrinações, que faz especialmente  pelos PALOP,  vai também repartindo o seu tempo por se deslocar até ao seu antigo lar materno onde  se  vai reencontrar com as memórias mais distantes da sua vida, reforçar o  convívio alegre e acolhedor das pessoas, ante a  contemplação da paisagem luxuriante e paradisíaca da sua ilha, motivos da sua inspiração, nomeadamente sobre o fatídico massacre de 3 de Fevereiro, até tão presente na lembrança dos sobreviventes

"Enviada por seu pai para  Portugal (Mangualde – Beira Alta) com quase 3 anos de idade, aqui estudou e obteve o Diploma Superior dos Altos Estudos Franceses da Alliance Française e, mais tarde, a Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês), pela Universidade do Porto. Fez ainda o Curso de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (LALP) pela Universidade Aberta além de ter feito, na Suíça (onde viveu e leccionou) vários outros cursos inerentes à sua actividade profissional e literária (professora do Ensino Secundário e escritora/contadora de histórias). https://pt.wikipedia.org/wiki/Olinda_Beja





OLINDA BEJA –  A Poesia e o Cântico comovente  da  mulher que tem as suas raízes na aldeia martirizada do Batepá, casa dos  seus avós maternos,  versos que sentem  e choram ainda as lágrimas dos dos que tombaram no fatídico massacre do Batepá.  –  Récita proferida, em Dezembro de 2013, numa sessão de lançamento do seu livro “Um Grão de Café”, dedicado  às crianças do mundo, mas muito especialmente , às crianças do S. Tomé e Príncipe., apresentado no Centro de Intercultura da Cidade, em noites da Roça, em Lisboa – A que nos referimos em http://www.odisseiasnosmares.com/2013/12/olinda-beja-da-poesia-ficcao-cantou-e.html


 Jorge Bom Jesus lidera marcha da liberdade em honra dos heróis de 53

É referido nas noticias que  o  primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus,  na manhã do passado 3 de Fevereiro, “liderou  a tradicional marcha da liberdade, partindo, desde a capital de São-Tomé, distrito Agua Grande, até Fernão Dias, distrito de Lobata, por ocasião de 03 Fevereiro, dia  dos heróis da liberdade, feriado nacional, que se comemora hoje no arquipélago.


Além de Chefe do governo, participaram ainda o ministro de Trabalho e Solidariedade, Adlander de Matos, Ministro da Juventude e Desporto, Vinício de Pina entre outras entidades públicas e privadas que se juntaram aos jovens nesta edição de marcha da liberdade numa das suas maiores enchentes de sempre.

Tendo-se congratulado com a participação em massa da juventude neste acto de homenagem aos heróis da liberdade, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus disse que facto demonstra o despertar dos jovens pela valorização cultural, patriótica são-tomense e consequentemente o envolvimento dos mesmos no processo de desenvolvimento do País.
“ Temos de associar liberdade ao desenvolvimento” – disse Jorge Bom Jesus tendo defendido o envolvimento de “sangue novo” a juventude em ações de continuidade as aspirações dos mártires de liberdades no âmbito da conquista do “bem-estar” social e económico para todos são-tomenses. http://www.stp-press.st/2020/02/03/jorge-bom-jesus-lidera-marcha-da-liberdade-em-honra-dos-herois-de-53/

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