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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 28 de março de 2020

COVID-19 - “Senhor dos dias e das noites tristes” – “PRECE” De Dom Manuel Santos – Bispo da Diocese de S. Tomé e Principe - Versos escritos, há 11 anos, em Angolares, mas parecem enquadrar-se nas horas dos dias que correm

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 




“Senhor dos dias e das noites tristes,
Que eu possa ser som, cor, poema rezado
Mensageiro de Paz que Tu viste
Quando foste por nós crucificado.

Guiai meus passos sós pelos caminhos
Que atravessam os bairros da tua dor,
Onde as crianças brincam no destino
De um  amanhã riscado de temor.

Que as minhas palavras sejam as tuas,
Gritadas nas esquinas da cidade
Perdida  em avenidas, becos e ruas.

Quero  ser mensageiro da Verdade,
Tua Luz, nas noites tristes, sem lua,
Esperança  em corações sem idade.

Angolares (São Tomé) 7 de Agosto de 2009

Manuel António Mendes dos Santos, C.M.F. (São Joaninho, Distrito de Viseu, Portugal, 20 de maio de 1960) é um bispo católico português, actualmente Bispo de São Tomé e Príncipe, um país insular localizado no Golfo da Guiné, na costa equatorial ocidental da África Central. Filho de uma família numerosa, com três irmãos e quatro irmãs, em 1978 ingressou no Seminário Menor da Diocese de Lamego e, mais tarde, passou para o Seminário da Congregação dos Missionários Claretianos em Carvalhos, Vila Nova de Gaia.

Feito o noviciado em Loja-Granada, Espanha, emitiu a sua primeira profissão em Fátima, a 26 de setembro de 1980, e a profissão perpétua no dia 16 de setembro de 1883. Frequentou os estudos filosóficos e teológicos entre 1978 e 1985 no Instituto das Ciências Humanas e Teológicas do Porto, e na Universidade Católica Portuguesa de Lisboa.



Foi ordenado presbítero na sua terra natal a 20 de julho de 1985. De 1985 a 1993, permaneceu no Seminário “dos Carvalhos” (Vila Nova de Gaia), onde exerceu as funções de promotor vocacional da Província Claretiana Portuguesa (1986-1993) e de Formador e Reitor do Seminário Menor “dos Carvalhos” (1989-1993). Sucessivamente, de 1994 a 1995, fez a experiência missionária em São Tomé, donde partiu em 1995 para a especialização em Teologia Pastoral na Pontifícia Universitá Salesiana, em Roma. De regresso a Portugal, de 1997 a 2001 foi Pároco de São Sebastião e responsável pela Vigararia do Coração de Maria na Diocese de Setúbal.
 No dia 19 de abril de 2001 foi eleito, no X Capítulo em Fátima, Superior Provincial dos Missionários Claretianos.
 De 2003 a 2005, foi Presidente da Conferência Nacional dos Superiores Maiores dos Institutos Religiosos – CNIR.
 No dia 1 de dezembro de 2006 o Papa Bento XVI o nomeia Bispo Diocesano de São Tomé e Príncipe.


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