expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Quem sou eu

Minha foto
Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

terça-feira, 10 de março de 2020

Maçonaria de jovens Santomense – Quem são e o que os levou há décadas a integrar as misteriosas ou secretas organizações da maçonarias em Portugal? – Uma delas adia agora congresso por via do Coronavírus - Tive oportunidade de conhecer alguns jovens “irmãos” e “irmãs” de STP, nos anos 80, num caloroso e fraternal convívio no solar de A. H. de Oliveira Marques – 23-06-1933; 23-01-2007 - Destacado professor oriente Lusitano (1984-1986)universitário, historiador e maçon português - Grão-Mestre Adjunto do Grande e Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 (1991-1994).

Jorge Trabulo Marques – Jornalista e investigador



Maçons Santomenses – Todos eles, nesta altura, já deverão ter acima dos 50 a 55  anos Tive oportunidade conhecer alguns jovens “irmãos” e “irmãs” de STP,  nos anos 80, num  caloroso e fraternal convívio no solar de  A. H. de Oliveira Marques – 23-06-1933;  23-01-2007 - Destacado professor universitário, historiador e maçon português -  Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano (1984-1986) e Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 (1991-1994).


UMA NOTICIA QUE JÁ VEM TARDIA

Em Janeiro de 2015, era noticiado de que a maçonaria portuguesa recrutou altos dirigentes dos países lusófonos, apontando, entre os recrutados,  os nomes do então  Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, e do primeiro-ministro Patrice Trovoada, como pertencentes à  Grande Loja Legal de Portugal (GLLP),  reconhecida pela Grande Loja Unida de Inglaterra (UGLE) e pela maioria das Obediências Maçónicas que com esta mantêm mútuo reconhecimento - o que corresponde à esmagadora maioria das Obediências da Maçonaria Regular a nível mundial.[] https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Loja_Legal_de_Portugal


Uma das mulheres santomenses, foi Manuela Margarido,   falecida em Março de 2007, aos 80 anos. Grande poetisa, escritora, diplomata de São Tomé e Príncipe - Maria Manuela da Conceição Carvalho Margarido nasceu na Roça Olímpia, na ilha do Príncipe, a 11 de Setembro de 1925. - Foi embaixadora de São Tomé e Príncipe em diversos países após o 25 de Abril - Tida como uma personalidade marcante da luta anti-salazarista, pertencia ainda à maçonaria feminina..


Apresentação do livro  Intitulado "Patrice Trovoada -- Uma Voz Africana", a obra, da autoria de Carlos Oliveira, contou com a presença da nata da maçonaria portuguesa
De recordar, que, na sessão de lançamento de “Patrice Trovoada — Uma Voz Africana”,  biografia que foi escrita por Carlos Oliveira Santos, professor de Ciência Política, prefaciada por Ângelo Correia e Vítor Ramalho, estiveram presentes várias figuras ligadas à maçonaria.

Já lá vão os tempos em que tudo se passava apenas entre paredes, que nada transparecia para o exterior,  em que apenas os eleitos, uma certa elite era portadora das instruções e dos conhecimentos ali emanados e  podia participar nos rituais que ali decorriam. Os tempos mudaram, a sua influencia social, politica, judicial, económica e cultural,  conquanto ainda continue a ter o seu peso, também de algum modo se esbateu
Contudo “mesmo sem exercer hoje a força e influência que marcou a instituição no passado, por trás das quatros paredes sem janelas (característica das lojas maçónicas) continuam se reunindo empresários, advogados, formadores de opinião que seguem os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e buscam a dominação mundial e o aperfeiçoamento. 

Coronavírus. Grande Oriente Lusitano adia congresso

Consultados e ouvidos diversos Obreiros, reputados profissionais na área da saúde com larga experiência e profundo conhecimento técnico-científico, ponderados diversos fatores relacionados com características das nossas instalações, atentos ao elevado sentido de responsabilidade que é marca do Grande Oriente Lusitano, comunica-se o adiamento do 16º Congresso do Grande Oriente Lusitano previsto para os dias 13 e 14 de Março e do evento "Maçonaria de Portas Abertas" agendadas para 4 e 5 de Abril."- Diz um comunicado divulgado pelo site oficial da mais antiga obediência maçónica em Portugal  http://www.gremiolusitano.pt/

UMA DOS MAIS DESTACADOS HISTORIADORES PORTUGUESES, COM QUEM TIVE O PRAZER DE CONVIVER 

"A. H. de Oliveira Marques (1933-2007) nasceu em São Pedro do Estoril. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Depois de um estágio na Universidade de Wüzburg, na Alemanha, iniciou funções docentes em 1957, na FLUL, onde se doutorou em História em 1960. Em 1965, partiu para os EUA, lecionando como professor associado e catedrático nas universidades de Auburn, Florida, Columbia, Minnesota e Chicago. Em 1970, regressou definitivamente a Portugal. Foi diretor da Biblioteca Nacional de Lisboa (1974-1976), tornou-se professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa (1976), presidiu à Comissão Instaladora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade (1977-1980) e também ao seu Conselho Científico (1981-1986). Em 1997, recebeu o doutoramento Honoris Causa pela Universidade de La Trobe, Melbourne, Austrália, e em 1988 foi condecorado pelo presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. É autor de uma obra historiográfica de mais de 60 volumes, sendo considerado um dos grandes especialistas em História da Idade Média Portuguesa. https://www.wook.pt/autor/a-h-de-oliveira-marques/7360


Em Portugal existem várias Obediências Maçónicas reconhecidas ao nível das principais organizações maçónicas internacionais   Porém, segundo é referido  por estudiosos, entre dezenas de organizações maçónicas,  atualmente existentes, apenas duas assumem relevância na  maçonaria: o Grande Oriente Lusitano (GOL) é a mais antiga obediência maçónica portuguesa, fundada em 1802. e a Grande Loja Legal de Portugal / GLRP.

É  divulgado que,  “ de modo genérico, a maçonaria é uma sociedade semi-secreta e que se caracteriza por seguir os princípios da fraternidade, da liberdade, da igualdade, do humanismo ou da filantropia, e que, sendo progressista, tem como objetivo a construção de uma sociedade livre e justa. Porém, há ainda muita controvérsia em torno do tema.

Obediências maçónicas portuguesas

"Entre dezenas de organizações maçónicas, em Portugal, existem atualmente duas grandes obediências ligadas à maçonaria: o Grande Oriente Lusitano (GOL) e a Grande Loja Legal de Portugal / GLRP.

A primeira, fundada em 1802, de caráter agnóstico e intimamente ligada ao liberalismo, é a mais antiga e influente em território nacional. A segunda, de cariz mais tradicional e reconhecida a nível internacional como regular, foi criada em 1991 sob o nome de Grande Loja Regular de Portugal. Em 1996, as divergências internas levariam, no entanto, a uma cisão e à criação de uma nova obediência: a Grande Loja Legal de Portugal (GLLP). Uma divisão que, mais tarde, em 2011, viria a culminar numa reconciliação e na criação de uma única obediência.
No total, serão cerca de 5 mil os maçons agregados às várias obediências e lojas portuguesas. Excerto de https://www.tsf.pt/sociedade/maconaria-em-portugal-como-funciona-e-porque-o-secretismo-5716303.html

EXPRESSO  - “Nos templos há cada vez menos políticos influentes e a esfera de intervenção da maçonaria diminuiu. Os “irmãos” estão preocupados e têm estratégias para recuperar o poder. Mas permanecem os rituais, os códigos secretos, as teias de negócios e o peso maçónico em áreas como as autarquias e os serviços secretos a de preocupação nos corredores do Grande Oriente Lusitano, onde no dia 3 e 4 de junho se disputam eleições para grão-mestre. E, por isso, os três candidatos apostam em estratégias de reconquista do poder e de notoriedade. O atual líder e ex-presidente da Galilei, Fernando Lima, quer lançar uma unidade de cuidados continuados, num terreno em Chelas doado à maçonaria para recuperar o prestígio da instituição; o economista Daniel Madeira de Castro diz ser urgente mudar a má imagem que a obediência tem na sociedade; e o professor universitário José Adelino Maltez garante que vai colocar de novo o GOL na esfera de influência do país, estabelecer relações com o Estado e pedir audiências formais ao primeiro-ministro e a partidos políticos.


“Adelino da Palma Carlos foi indicado pelo GOL ao Presidente Spínola”, nota Adelino Maltez, recordando o peso que amaçonaria tinha nos bastidores das nomeações políticas, no caso da do primeiro-ministro do primeiro governo provisório depois do 25 de Abril — época em que os maçons voltaram a ter poder depois de terem estado na clandestinidade entre 1935 e 1974. Para muitos, é essa a situação atual da maçonaria. “Ainda existe a mentalidade da clandestinidade”, diz o urologista Joshua Ruah, de 76 anos, que foi iniciado na maçonaria em 1986, noutra obediência, a Grande Loja Regular de Portugal, e depois, há 18 anos, passou para o GOL, onde se tornou membro da Universalis, a mais poderosa loja maçónica. Esta, em vários dos últimos governos, conseguiu ter entre os seus elementos um elo de ligação forte ao primeiro-ministro, como sucedeu no último governo socialista de José Sócrates o maçom e então espião e quadro do Serviço de Informação e Segurança (SIS), José Manuel Gouveia Almeida Ribeiro, escolhido para seu secretário de Estado-adjunto
(...)A verdade é que hoje a necessidade de mudar e reconquistar a influência é um dos temas de conversa dos maçons, que, sempre que entram no palácio do GOL, se deparam com os sucessos do passado. No museu maçónico, situado por baixo das salas onde se reúnem, estão símbolos do poder que já tiveram: ali está o malhete em prata que pertenceu ao general Gomes Freire de Andrade e o avental de Gago Coutinho. https://expresso.pt/sociedade/2017-06-04-Maconaria-em-busca-da-influencia-perdida
JN - (...) A Maçonaria integra muitas teorias da conspiração. Como poderia definir-se tal organização? Quais os seus propósitos, e quando é que se instalou em Portugal?

Vale a pena citar um eminente historiador português e poderoso maçon, o Prof. Oliveira Marques: "A Maçonaria de qualquer país acha-se organizada como um Estado dentro do Estado. Tem a sua Constituição, a sua lei penal, o seu código de costumes, as suas finanças, a sua lei internacional até". Note-se que nada disto se situa no domínio das teorias da conspiração; na verdade, a Maçonaria faz parte da estrutura interna dos Estados modernos. Especificamente quanto a Portugal, escreve o mesmo Oliveira Marques: "Estudar a Maçonaria do nosso país é o mesmo que estudar a História de Portugal, pelo menos a partir de 1817". Muitos países foram, aliás, fundados por maçons. O caso mais flagrante é o dos EUA. Ora o livro recorre à prova pericial ou científica, a mais segura de todas. Mas não se trata de prova circunstancial ou indirecta. Não. É prova lógico-científica directa, com recurso a maquinaria pesada. https://www.jn.pt/domingo/o-estado-novo-e-o-augedo-estado-maconico-1191922.html


(..)Quando o assunto é a mais famosa das sociedades secretas, não faltam criativas teorias da conspiração que situem seus membros entre guerreiros das cruzadas, arquitetos do templo do Rei Salomão e até entre egípcios responsáveis pelas pirâmides – sim, Dan Brown, estamos falando de você. A versão oficial diz que os maçons surgiram, na realidade, no fim da Idade Média, em canteiros de obras. Conhecimentos sobre o então prestigiado ofício passaram a ser compartilhados com um grupo seleto e confiável de aprendizes dentro das chamadas “lojas”. Foi em 1717 que a unificação de quatro destas unidades deu origem à Grande Loja de Londres, marco oficial da criação da maçonaria.

Entre o final do século 18 e começo do século 19, não havia nada mais cool do que pertencer a este seleto clube do bolinha (só homens acima de 21 anos indicados por um irmão maçom podem participar), famoso por reunir mentes inquietas, brilhantes e, principalmente, influentes. Para além de teorias mirabolantes, os maçons estiveram por muito tempo envolvidos em grandes marcos mundiais. Acredita-se que os maiores acontecimentos da independência dos EUA, país onde a instituição maior exerceu influência, foram decididos em lojas maçônicas. Entre os mais ilustres membros da turminha das antigas estadunidense estão ninguém menos que Benjamin Franklin e George Washington. No Brasil, o time de notáveis também não fica atrás: José Bonifácio, Patriarca da Independência, foi o primeiro grão-mestre da instituição no país; D. Pedro I, Rui Barbosa, marechal Deodoro da Fonseca e Joaquim Nabuco também compartilharam o título.
Mesmo sem exercer hoje a força e influência que marcou a instituição no passado, por trás das quatros paredes sem janelas (característica das lojas maçônicas) continuam se reunindo empresários, advogados, formadores de opinião que seguem os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e buscam a dominação mundial o aperfeiçoamento intelectual.
.
Outras organizações misteriosas ligadas aos maçons povoam o imaginário popular. O ex-presidente americano Bill Clinton foi dirigente da Ordem DeMolay, sociedade fundada em 1919 nos Estados Unidos patrocinada pela maçonaria – um grupo formado por jovens do sexo masculino de 12 a 21 anos. As mulheres, deixadas de fora destes dois grupos, fazem parte da Ordem da Estrela do Oriente, organização paramaçônica, fundada em 1850, que aceita membros acima dos 18 anos com parentesco maçônico. A organização dá suporte à Ordem Internacional do Arco-Íris para Meninas, clube de serviço criado pela maçonaria em 1922 que tem como membros mulheres entre os 11 e 20 anos e se assemelha à Ordem Internacional das Filhas de Jó – organização também patrocinada pela maçonaria, criada em 1920, da qual participam mulheres entre 10 e 20 anos. https://super.abril.com.br/blog/superlistas/6-sociedades-secretas-famosas/
.

Nenhum comentário :