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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Corona-virus 19 - Quem vive ou quem morre? – António Gentil Martins, defende o direito à vida: A outra face cruel da eutanásia nalguns dos países que a aprovaram ou há muito a fazem - “As pessoas dizem que a liberdade é mais importante que a vida e eu penso que, quando a vida termina, acabou a liberdade! Acabou tudo! – Palavras ajustadas à atualidade, que hoje recordamos de uma breve entrevista que nos concedeu , na Feira do Livro de Lisboa, num debate sobre a Eutanásia.


Jorge Trabulo Marques – jornalista - António Gentil Martins defende o direito à vida. -  A sua voz enquadra-se nos dias que correm onde há países  que já vêm os idosos como trapos

A defesa da vida, continua na ordem do dia, em face da pandemia do corona-virus, todavia, os critérios não são iguais em todo o mundo , até porque, a aposta na assistência hospital, coletiva,  também, nesses países,  tem sido negligenciada em favor  dos endinheirados: na vizinha Espanha, há relatos e imagens de  idosos abandonados e. encontrados mortos em asilos ou mesmo na rua. 
A mesma crueldade, estende-se aos animais de estimação, que, antes do caos se estender por falta de cuidados sanitário, ofereciam aos seus donos o tão apreciado carinho,  estão sendo muitas vezes atirados para fora das casas, quando não sacrificados, como estão denunciando os veterinários. É um holocausto filho de um pânico irracional. https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-03-17/a-face-mais-cruel-do-coronavirus-e-abandonar-sem-nenhuma-razao-cientifica-os-animais-de-estimacao.html

Eutanásia. "Porquê uma morte digna e não uma vida digna?” – Advogam os defensores da vida
“Humanizar Portugal”, este  o lema de um manifesto lançado, na fase da polémica gerada pelo movimento da sociedade civil STOP Eutanásia, advogando que mais cuidados paliativos, mais serviços de saúde e humanização dos cuidados clínicos.
Como é do conhecimento público, o Parlamento Português aprovou, no passado dia 20,  a despenalização da eutanásia, em Portugal.

O Prof. Doutor, António Gentil da Silva Martins,   conceituado cirurgião plástico e cirurgião pediatra português, celebrizado pelas várias operações de separação de gémeos siameses que liderou, tem sido uma das vozes a contestar os  argumentos dos defensores da  eutanásia, afirmando que o medo da dor e do sofrimento não justifica o fim da vida, porque a medicina evoluiu e é possível aos doentes viverem sem dor e com dignidade. Tendo considerado que o referendo, apesar de ter uma “boa intenção e ser correto”, é “erro” e precipitado, “tal como os projetos de lei dos partidos”, porque “as pessoas não estão suficientemente esclarecidas”. https://rr.sapo.pt/2020/02/12/pais/stop-eutanasia-porque-uma-morte-digna-e-nao-uma-vida-digna/noticia/181705/E/




ANTÓNIO GENTIL MARTINS APONTA O EXTREMISMO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, QUE NÃO ACEITAM AS TRANSFUSÕES DE SANGUE  E  DIZ :”Quando a vida termina, acabou-se a liberdade.

Registamos as suas declarações, há 4 anos, no final de um debate, que decorreu na Feira do livro em Lisboa, que aqui reproduzimos, visto nos parecem adequadas aos dias de  angústia e de instabilidade por que passa a humanidade, em que os cuidados de saúde não são iguais nem abrangem todos as pessoas infetadas, cujas entidades públicas, geridas pelo liberalismo selvagem, por não terem criado estruturas sanitárias suficientes, não se importando, também agora, que milhares de doentes não sejam tratados e  nem sequer providenciando à eficiente recolha dos cadáveres – havendo já países onde os mais idosos, são  cruelmente abandonados.

Diz o conceituado médico, que “as pessoas dizem que a liberdade é mais importante que a vida e u penso que, quando a vida termina, acabou a liberdade! Acabou tudo!
A única coisa que é verdadeiramente inviolável é a vida humana! E, a liberdade tem condicionantes, como todos nós sabemos!

Nós não somos 100% livres!... Nós estamos limitados em muita coisa!.. E, portanto, a primeira coisa é informação: perceber exactamente o que estão a falar!... Ninguém quer sofrer, como é evidente!... Mas hoje  há formas de que a pessoa sofra fisicamente !... E, mesmo moralmente também há possibilidade de fazer isso!... Nós temos é que lutar pelo que consideramos a dignidade da pessoa
Reportando-se  às Testemunhas de Jeová,  que não permitem fazer sangue, confessou-nos as discussões que tem tido com eles, que não permitem fazer sangue: como sabe, a lei portuguesa permite o socorro aos tribunais! E que se tire o poder paternal aos pais, se não deixarem tratar os filhos!

E eu, nessa altura, muito o problema, muito simples: Meus Caros Senhores! Eu sou católico e acredito na defesa da vida!... Os senhores acreditam que não devem fazer transfusões! Portanto, a vossa religião proibi-os de fazer sangue! Mas, olhem, a mim, obriga-me a fazer sangue se for a única forma de salvar o doente!.. Portanto, é a minha religião contra a sua!... Agora, tenha paciência temos ficar em acordo!

Eu vou procurar respeitar a sua religião! O Senhor tem que respeitar a minha!... E, geralmente, chega-se à conclusão que a coisa se faz  como é preciso ser feito!
Quanto aos defensores da morte assistida  (eutanásia) respondeu-nos que é simplesmente suicídio! Ou assassinato!... A única coisa importante que se tem é a intenção!... Se a intenção que eu tenho é fazer bem ao doente, não há eutanásia!.. É o que muda de  principio!... E, muitas vezes, é quase impossível dizer o que é!... Só o próprio é que sabe!  A defesa da vida para mim é indiscutível!


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