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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Dia Mundial da Dança - 2020 - Temos promovido a Dança nos Templos do Sol, aldeia de Chãs, V. N. De Foz Côa – Nas celebrações dos Equinócios e Solsticios -

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador 



Além de danças, que espontaneamente surgem na alegria do esplendorosos momentos, que ali celebramos,também já pudemos contar   com Amalgama - Companhia de Dança e com um grupo de bailarinos da Companhia de dança de Lisboa, junto dos monumentos pré-históricos, existentes no Maciço dos Tambores, nos arredores da aldeia de Chãs, de Vila Nova de Foz Côa, alinhados com o nascer do sol dos equinócios da Primavera e do Outono, e com o pôr-do-sol e o nascer do sol, no solstício do verão e do Inverno.


Retratar o belo, a graciosidade de um movimento,  a harmonia de uma expressão. Estes os ideais dos bailarinos que integram a Companhia de Dança de Lisboa – Mas também este o mesmo espírito que ali levou a Amalgama Companhia de  Dança - Que aceitaram trocar o bulício da capital para rumarem quase ao Norte do país e associarem-se a uma celebração que pretende  evocar tradições antigas, aproximar o homem do fluxo das energias da Terra, dos  verdadeiros ritos da Natureza  e saudar a estação mais romântica do ano.






É um local mágico e faz parte dos poucos lugares da terra onde  a beleza e o esplendor solar se podem repetir à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios.  .

O convite tem sido dirigido não só  à população da aldeia e às gentes do concelho e redondezas, convidando-as a evocar as festas dos ciclos da natureza dos seus antepassados, fazendo com que as mesmas continuem a fazer parte do seu património cultural, como também a  todos aqueles que se interessam pelo estudo e pesquisa do passado longínquo da História do Homem e das particularidades desta região, cheia de um passado riquíssimo, contribuindo com o seu testemunho e partilhando num acontecimento de rara beleza e significado. Se as condições atmosféricas o permitirem, a organização está confiante de que os participantes, poderão ali viver momentos de raro esplendor, alegria e misticismo, tal como, nos tempos idos, os seus antepassados, quando ali se reuniam para agradecerem às suas divindades ( em especial à Deusa-Mãe) os frutos que a terra lhes oferecia. 

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