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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 23 de abril de 2020

DIA MUNDIAL DO LIVRO – Tributo ao poeta , sacerdote e professor –Elevado a Cardeal pelo Papa Francisco., em Outubro passado, como responsável do Arquivo Apostólico do Vaticano e Bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana e a quem o Sumo Pontificie da Igreja Católica, lhe pediu o combate à “indiferença” - Aqui o lembramos com uma das imagens de quando ele ainda não imaginava tão altas funções

Jorge Trabulo Marques - Jornalista


O 23 de Abril celebra o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. A data tem como objetivo reconhecer a importância e a utilidade dos livros, assim como incentivar hábitos de leitura na população.Os livros são um importante meio de transmissão de cultura e informação, e ainda, elementos fundamentais no processo educativa – Este ano, pelas razões conhecidas, sem as iniciativas de anos anteriores 
Conheço  José Tolentino Mendonça, desde há vários anos, especialmente como  poeta e escritor , tendo entrevistado algumas vezes. A última vez que troquei umas palavras com ele foi na feira do livro, em Lisboa, há uns cinco anos, longe, então, também eu de imaginar que estava perante um homem que viria a ser um dos  Cardiais do Vaticano.
O bispo Tolentino Mendonça foi  investido cardeal numa cerimónia no Vaticano, no dia 5 de Outibro, tornando-se no sexto cardeal português deste século e no 46.º da História, a quem foi atribuída a igreja de São Jerónimo da Caridade, em Roma.

Referia, então a imprensa, que  “ o arquivista e bibliotecário do Vaticano recebeu o anel e barrete cardinalícios, assim como a bula, numa cerimónia na Basílica de São Pedro,

 José Tolentino Calaça de Mendonça, nasceu na ilha da Madeira, em Machico, a 15 de Setembro de 1865.. Estudou Ciências Bíblicas em Roma e vive no Vaticano desde 2018, onde é responsável pela Biblioteca Apostólica e pelo Arquivo Secreto do Vaticano. Em 2019, foi elevado a Cardeal pelo Papa Francisco. Tem publicado a sua poesia na Assírio & Alvim e, desde 2017, a sua obra ensaística na Quetzal. Para José Tolentino Mendonça, «a poesia é a arte de resistir ao seu tempo». Os seus livros têm sido distinguidos com vários prémios, entre eles o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998), o Prémio Pen Club de Ensaio (2005), o italiano Res Magnae, para obras ensaísticas (2015), o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE (2016), o Grande Prémio APE de Crónica (2016) e, mais recentemente, o prestigiado Prémio Capri-San Michele (2017).

José Tolentino Calaça de Mendonça, foi ordenado padre em 1990 e bispo em 2018. Biblista, investigador, poeta e ensaísta, foi professor e vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e também diretor da Faculdade de Teologia da mesma instituição em 2018. É comendador da Ordem do Infante D. Henrique, título que lhe foi atribuído em 2001 pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio, e da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, esta última atribuída pelo antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva. No ano passado, orientou o retiro quaresmal que o Papa Francisco cumpriu em Ariccia, nos arredores de Roma.

Em julho, aceitou o convite de Marcelo Rebelo de Sousa para presidir no 10 de junho de 2020, “apesar das funções que exerce na Santa Sé”, onde é arcebispo titular de Suava. “É um homem do diálogo. É um homem da cultura, e um poeta sobretudo, mas também filosofo e ensaísta”, referiu na altura o Presidente da República.
O Colégio Cardinalício conta atualmente com 118 eleitores, 57 dos quais nomeados pelo Papa Francisco, e 197 cardeais com mais de 80 anos, que não têm direito a voto num eventual Conclave para a eleição de um novo Papa. Dos cadeais eleitores, 50 são europeus, 33 americanos e 31 oriundos da África e Ásia. Portugal teve até hoje 45 cardeais, o primeiro dos quais o Mestre Gil, escolhido pelo Papa Urbano IV (1195-1264).

O Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa, já manifestou “o mais profundo júbilo pela elevação do Senhor Dom José Tolentino de Mendonça ao Cardinalato”. Numa nota publicada no site oficial da presidência, o Presidente diz que “tenciona” estar presente na cerimónias de imposição do barrete cardinalício, afirma que esta nomeação é “o reconhecimento de uma personalidade ímpar, assim como da presença da Igreja Católica na nossa sociedade, o que muito prestigia Portugal”. https://expresso.pt/sociedade/2019-09-01-Tolentino-Mendonca-nomeado-Cardeal



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