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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 25 de abril de 2020

"O 25 de Abril é essencial e tinha de ser evocado"Marcelo "nunca hesitou um segundo" em ir ao Parlamento - Declarou na sua mensagem que leu na cerimónia que decorreu na AR

Jorge  Trabulo Marques -Jornalista



Hoje passam 46 anos sobre o 25 de Abril – Numa circunstância em que, os velhos do Restelo, nos queriam impor uma paralisia e um isolamento ainda maior: ou seja, que a Casa da Democracia, Assembleia Nacional, estivesse encerrada e que o Povo Português se rendesse á fatalidade imposta pela epidemia.


 A FESTA DA GRÂNDOLA VILA MORENA NÃO PODE SER CANTADA NA RUA -  Mas aqui lhe deixo o registo, em vídeo,  de um dia de festa do 25 de Abril no coração de Lisboa, no Rossio 



É destacado pela imprensa que, "Marcelo Rebelo de Sousa assegura que nunca teve dúvida nenhumas em comparecer na sessão parlamentar de hoje.  

"O Presidente de República nunca hesitou um segundo em aqui vir", diz, afirmando que toda a polémica resultou apenas de "pulsões efémeras" e "passageiras".
Marcelo elogiou também a decisão da AR de se manter em funcionamento, apesar de todas as pressões em sentido contrário.


Recordando que o país está sob tutela de um estado de emergência que dá ao Governo poderes excepcionais, o PR salienta que, por isso mesmo, "maiores devem ser os poderes da Assembleia da República."
“Seria verdadeiramente incompreensível e vergonhoso era haver todo um país a viver este tempo de sacrifício e a Assembleia da República demitir-se de exercer todos os seus poderes, numa situação em que eles são mais do importantes que nunca”, sublinha ainda.
Pelas 11h50, o Presidente da República termina o seu discurso com uma nota de esperança: Vamos vencer!".
Canta-se de seguida o Hino Nacional e Ferro Rodrigues dá por encerrada a sessão."Dhttps://www.dn.pt/poder/25-de-abril-siga-aqui-minuto-a-minuto-a-sessao-solene-no-parlamento-12113815.htm




 25 de Abril 1974 - 46 anos depois - Evocar "a vitória da Inteligência da comunidade sobre a opressão, sobre a ignorância e sobre a miséria económica, social e política da maioria do seu povo. Celebrar o 25 de Abril significa também comemorar o fim da PIDE, da Legião, da Censura, da guerra colonial e dos abusos fascistas da ditadura" 

 Evocar Abril é também lembrar a libertação dos povos africanos do colonialismo fascista e de uma guerra que deixou para trás milhares  de vitimas em ambas as partes – E de um Portugal, em que só os privilegiados, poderiam ter acesso à saúde e ao ensino médio ou superior.  
Em ambas das partes do conflito - Numa guerra que haveria de prolongar-se por mais 13 anos, até 1974, e deixar um rasto de 8 600 mortos entre os mobilizados . Destes, 3 736 nunca retornaram a Portugal, nem sequer puderem ser chorados junto aos seus corpos pelos seus entes queridos . - Por isso, essa memória não pode ser esquecida, seja em que circunstância for

«Com a revolução de 25 de Abril de 1974, os portugueses iniciaram o caminho da liberdade e da democracia e abandonaram a ideia do  império com a libertação das colónias portuguesas em África. Quem viveu esse dia jamais o esquecerá e aquilo que era para ser mais um dia normal transformou-se num marco histórico, com um impacto tremendo na vida de muitas pessoas. Mas afinal o que aconteceu no dia 25 de Abril de 74? Esta caça ao tesouro ajudar-te-á a reconstruir os passos da revolução e a compreender a importância deste dia na História de Portugal.»
Conforme é reconhecido, e também o pude testemunhar, “em  vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico. Último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas e à incomodidade dos seus tradicionais aliados.

“Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal de há vinte anos, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proibidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada.

A anestesia a que o povo português esteve sujeito décadas a fio, mau grado os esforços denodados das elites oposicionistas, a par das injustiças sociais agravadas e do persistente atraso económico e cultural, num contexto que contribuía para a identificação entre o regime ditatorial e o próprio modelo de desenvolvimento capitalista, são em grande parte responsáveis pela euforia revolucionária que se viveu a seguir ao 25 de Abril, durante a qual Portugal tentou viver as décadas da história europeia de que se vira privado pelo regime ditatorial.
António Reis - Portugal 20 Anos de Democracia

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