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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Páscoa  2020 – Redentora e santificada!  - Despede-se no coração e na intimidade da noite solitária e sem o povo celebrá-la, com profunda mágoa mas talvez mais enriquecida pela reflexão à efemeridade da vida e de que, afinal, a  solidariedade na Terra é fundamental para auxiliar a humanidade na mesma dor e ansiedade global

Meus votos amigos de que, nestes dias de incerteza e de ansiedade, nunca vos falte a saúde, harmonia e tranquilidade


Ó noite íntima, amável, eterna, de estrelas coroada!
Quantos corações, a estas horas mortas e silenciosas
cansados de vos perscrutar, assolados pela dura,ansiedade
das suas dúvidas, gelados por perguntas mudas impiedosas!
Aguardam uma resposta no alvor de uma doce, nova alvorada

Sim! Vai alta a lua descendo nostálgica e já curvada
sob o etéreo azul do infinito arco, brilhando silenciosa
e paulatinamente no seu brilho impassível p'ra madrugada|
Descendo p'ró horizonte no celestial percurso ou caminhada!
Vem ó noite dos esquecidos, coração sofrido e atormentado!
Trazer-lhe no perpétuo ritual universal a paz tão desejada!

Jorge Trabulo Marques - Peregrino Da Luz - 
Escrito há algumas horas para o facebok na noite prestes  a findar


Padre Roberto Repole, teólogo sistemático, diretor da faculdade de Teologia de Turim, reflete sobre as consequências da pandemia do coronavírus que levou as autoridades eclesiásticas a proibir as celebrações religiosas com o povo, e depois a determinar que a celebração da Semana Santa e Páscoa fosse “sem a participação do povo”

Acredito que nenhum cristão autêntico não sinta, hoje, a desoladora falta da Eucaristia dominical, ainda mais das celebrações da Páscoa. Mas isso não significa que não podemos celebrar a Páscoa. Podemos fazer com os gestos que estão à nossa disposição na ausência da liturgia: a oração, o silêncio, a liturgia das horas, momentos de oração nas nossas famílias. Tudo isso com a certeza de que santificar o tempo é reconhecer que a minha vida vem de Deus. Santificar o tempo e fazer festa é algo bem maior do que, simplesmente, respeitar um preceito. Se há um preceito na Igreja que justamente nos convida a celebrar a Eucaristia, todos os domingos, é algo que devemos colocar em uma dimensão mais profunda: há um tempo que é de Deus e dá sentido a todo o resto do tempo. Essa é mais uma oportunidade que nos é dada: redescobrir que a Eucaristia dominical não conclui a celebração da festa. https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2020-04/pascoa-teologo-repole-coronavirus.html



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