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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Amor e Música de Maestro António Victorino d'Almeida - Parabéns pelos 80 anos de vida - Confissões do seu Primeiro Amor e sobre outras paixões

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA 





















António Victorino de Almeida – Compositor, pianista e maestro, completa hoje 80 anos – Na década de  80 concedeu-nos uma interessante entrevista, sobre a 1ª Vez, na sequência de uma série de entrevistas que estávamos a fazer para o Jornal Tal &; Qual, com várias personalidades públicas 

Neste dia especial da sua vida, aqui lhe recordamos, o diálogo que tivemos o prazer de estabelecer com ele, sobre as questões da sua vida amorosa e de outros pontos de vista, além da sua vida profissional


António Victorino Goulartt de Medeiros e Almeida, de seu nome completo, nasceu no em Lisboa, no dia 21 de maio de 1940, além de  compositor, maestro, pianista, também é escritor, apresentador e,  esporadicamente a outras actividades, como a realização de programas de televisão sobre música. - Sem dúvida, a par de todas essas facetas, um brilhante comunicador 

Segundo refere a sua biografia, é originário de uma família da alta burguesia, com raízes na aristocracia açoriana, foi marcado pelas referências culturais que o ambiente familiar lhe proporcionou — o seu avô paterno, Achilles d'Almeida, era músico amador, poeta, autor e encenador de peças de teatro; a mãe, Maria Amélia Goulart de Medeiros, de origem açoriana, fizera uma breve carreira de cantora lírica. A sua primeira sogra, Odette de Saint-Maurice, foi escritora e locutora de rádio. O pai, o advogado Victorino d'Almeida, incentivou António, filho único, a desenvolver o seu gosto pela música.
Com tais ascendentes artísticos, o jovem António Vitorino d'Almeida começou desde muito cedo a aprender música e cedo também se revelou o seu talento extraordinário — aos cinco anos compôs a primeira obra. Com sete anos deu a primeira audição e interpretou obras de Mozart e Beethoven, para além de duas peças de sua autoria. Uma crítica da época, no Século Ilustrado, baptiza o pequeno prodígio de "Antonito" e considera «maravilhoso o seu poder de interpretação». Uma notícia do Diário Popular, de 16 de Abril de 1955, refere o seu primeiro concerto no Conservatório Nacional.

O maestro diria que, apesar da precocidade do seu desempenho artístico, teve uma infância «normal». Victorino d'Ameida frequentou o liceu em simultaneidade com o Curso Superior de Piano no Conservatónio Nacional de Lisboa. Campos Coelho terá sido o professor de música que mais o influenciou. Concluiu o curso com 19 valores e obteve uma bolsa de estudo do Instituto de Alta Cultura para estudar composição em Viena de Áustria, na Academia de Música. Foi aluno do professor austríaco Karl Schiske, e concluiu esta pós-graduação com a mais alta classificação dada por aquela escola: a distinção por unanimidade do júri e consequente prémio especial do Ministério da Cultura da Áustria. Fixou residência em Viena, onde viveu durante duas décadas, sem contudo deixar de fazer visitas regulares ao seu país.
Durante sete anos (1974-1981), foi adido cultural da Embaixada Portuguesa em Viena, cargo que lhe valeu uma condecoração atribuída pelo Presidente da República da Áustria. Em 1989 decidiu entrar na arena política e apresentou a sua candidatura ao Parlamento Europeu como cabeça de lista pelo MPD/CDE, não tendo sido eleito. Victorino d'Almeida leccionou ainda cursos de musicologia na Universidade do Porto e em Tavira.
A sua carreira como concertista entrou algumas vezes em conflito com a actividade de composição e ambas sofrem da dispersão por áreas aparentemente tão distintas como o cinema, a televisão, a escrita e a rádio. Apesar de ter sempre o tempo muito ocupado, privilegia sempre a música, pois considera ser essencialmente um compositor e argumenta que a música é o elo que dá consistência a tudo o que faz. A sua obra é muito vasta, e abrange os mais variados géneros musicais, desde a música a solo, para piano e outros instrumentos, à música de câmara, à música sinfónica e coral-sinfónica, ao "Lied" ou à ópera, além de muita música para cinema ou para teatro e fado, sendo sem dúvida um dos compositores portugueses que mais obra produziu. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Victorino_de_Almeida

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