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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sábado, 16 de maio de 2020

Em São Tomé e Principe - A bióloga Sara Afonso e a irmã Lúcia - O belo exemplo de dedicação e de generosidade de duas mulheres portuguesas , que, em conjunto com outros rostos das ilhas e de outros países, lideram uma acção notável - Uma em defesa das tartarugas, procurando salvar milhares da sua extinção, outra numa missão de sacerdócio de apoio e proteção a centenas de crianças e idosos


 Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador -



.A  “Irmã Lúcia, é, de facto, um dos generosos e dedicados rostos da obra das Irmãs Franciscanas, cujo trabalho meritório foi elogiado pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa,  na visita que efetuou, em Fevereiro de 2018, a STP , destacando  o projeto que apoia atualmente milhares de crianças, jovens e idosos mais carenciados, localizado na cidade de Neves, a cerca de 30 quilómetros da capital São Tomé.
Foi então sublinhado que  a referida obra religiosa e social, , integra o Lar de São Francisco e Santa Catarina, um espaço para 250 idosos com internato, apoio domiciliário e que contempla também a distribuição de cabazes mensais de alimentos.
Englobando  também a Escola Mãe Clara, com 720 alunos, o jardim-de-infância ‘Pimpolho’ com 512 crianças e uma creche para 42 meninas e meninos mais pequenos.
O serviço de ATL, de atividades ligadas ao preenchimento dos tempos livres, funciona com mais de 1200 crianças e jovens




Marcelo visita escola das Irmãs franciscanas em Neves

A benemérita obra é  dirigida pela Irmã Lúcia, que está  em S. Tomé, desde há 20 anos, conta ainda com outras valências, como uma biblioteca e uma sala de informática para a formação de jovens.
E dois projetos que funcionam como polo de criação de emprego, um atelier de costura e uma carpintaria.
“A carpintaria tem 28 jovens a trabalhar, que já recebem o seu salário, e que também já é sustentável, com  a venda  dos produtos para todo o país, para as escolas, jardins de infância. E, no atelier de costura temos 16 jovens a trabalhar – Fonte https://agencia.ecclesia.pt/portal/sao-tome-e-principe-marcelo-rebelo-de-sousa-levou-carinho-de-portugal-a-obra-das-irmas-franciscanas/



SARA VIEIRA, EXEMPLO DE DEDICAÇÃO E DE AMOR EM DEFESA DAS TARTARUGAS MARINHAS

Corações dedicados e generosos 
Há vidas que são um exemplo de dedicação e de amor à Natureza ou ao Próximo, em que não se olham a sacrifícios pessoais, a meras vaidades ou caprichos de ostentação, mas à defesa de  uma causa, quantas vezes longe do lar, da família e dos amigos mais próximos   – Um verdadeiro apostolado, em prol do bem-comum: de uma fé, de um ideal, de uma causa nobre – Este é realmente o exemplo seguido pela bióloga, Sara Vieira, coordenadora dos trabalhos da ATM, em S. Tomé e Príncipe, com larga experiência em projetos de tartarugas marinhas em Cabo Verde, por onde passou, antes de, há três anos, ter rumado às Ilhas Verdes do Equador.


Durante a minha estadia, em S. Tomé, em finais de Janeiro, Fevereiro e alguns dias de Março, graças ao apoio do então Presidente Manuel Pinto da Costa, que me teve a amabilidade de me proporcionar alojamento numa das residências do Palácio do Povo - de outro modo, não teria possibilidades financeiras de suportar os custos da minha hospedagem  tive   o prazer de ter tido a oportunidade de visitar as instalações da  ONG Marapa, uma das principais parceiras da ATM em são Tomé e Príncipe, uma organização não governamental e sem fins lucrativos, que trabalha em regime de voluntariado, pugnando pela conservação das tartarugas marinhas, assim como de assistir à largada, na praia Jalé, ao sul da Ilha, de S. Tomé, de algumas centenas de pequenas tartarugas, acabadas de sair de um ninho do centro incubador para onde são recolhidos os ovos, quando as tartarugas ali vão desovar, de modo a serem protegidos dos predadores e de outras ameaças.  - Trabalho a que me referi, na altura, mas que julgo ser importante voltar a recordar. 


Na coordenação  do projeto, está a bióloga, Sara Vieira, sem dúvida,  uma verdadeira peregrina em defesa da proteção das tartarugas marinhas, palmilhando as praias de norte a sul, Micolóló, Fernão Dias. Morro Peixe,  Santana, Porto Alegre e outras praias - Além de ficar a conhecer uma personalidade de uma grande generosidade, um coração sensível, dedicado e amoroso, bem como de  também poder saber das suas preocupações, em relação à falta de mecanismos capazes de uma fiscalização eficaz - Pois teme que a lei, que foi aprovada. se transforme numa lei morta e a matança das tartarugas persiga.. 



EXISTEM HÁ MILHÕES DE ANOS - MAS HÁ ESPÉCIES QUE ESTÃO EM VIAS DE EXTINÇÃO


As tartarugas marinhas existem há mais de 150 milhões de anos,  conseguiram sobreviver a todas as mudanças do planeta, mas atualmente são dos seres mais vulneráveis do planeta. De acordo com estimativas cientificas, de 1000 filhotes nascidos, apenas um chega à idade adulta.

"E o grande problema das tartaruguinhas é que, se elas desaparecerem, nós também vamos ficar com o ecossistema marinho mais pobre – Reconhece a bióloga, Sara Viera,  frisando que a sua importância ecológica é muito grande, principalmente nas zonas de recrutamento dos peixes, onde os peixes se vão reproduzir e desenvolver"


De facto, São Tomé e Príncipe podia ser o maior santuário mundial da desova de tartarugas marinhas, já que, das sete espécies existentes no mundo, cinco são atraídas pelas maravilhosas praias das Ilhas Verdes do Equador -  Tantas como as que se dirigem à costa brasileira, sendo que, quer no outro lado do Atlântico, quer nas duas Ilhas do Golfo da Guiné, duas espécies estão em risco de extinção

As tartarugas marinhas, além de contribuírem para o equilibro do biodiversidade, podiam trazer grandes dividendos turísticos e à investigação científica e ambiental,  bem maiores da atracão que, atualmente,  já exercem, aos visitantes que demandam as praias para assistirem à  maravilhosa largada dos ninhos em direcção ao mar, porém,  as organizações, que, em regime de voluntariado,  proporcionam a incubação dos seus ninhos, em lugares protegidos, ainda se vêm a braços, tanto  com falta de apoios, como, sobretudo, pelas capturas indiscriminadas para o consumo da sua carne.


Em 2014, foi aprovado pelo Governo de São Tomé e Príncipe. uma lei sobre a captura e comercialização de tartarugas marinhas – Considerada, então, pelas organizações ecologistas, uma grande vistoria – Mas o receio da bióloga Sara Viera, a coordenadora dos projetos científicos e de fiscalização, é que se transforme numa lei morta: não basta que a lei tenha sido vertida ao papel: é preciso fiscalizar porque é um problema realmente muito grande. Não são somente quatro ou cinco pessoas que capturam tartarugas marinhas, são centenas de pessoas que dependem desta atividade como meio de subsistência", explicou Sara Vieira, pelo que a bióloga defende um "maior compromisso" do Governo para ajudar a encontrar alternativa económicas para essas pessoas, porque caso contrário "essa captura nunca vai acabar".

 Contamos editar neste espaço um video,  do momento maravilhoso da largada de um ninho de tartarugas em direção ao oceano, junto à linha do Equador na Praia Jalé - Recanto de um paraíso rodeado de coqueiros, areia fina, dourada e macia, a perder-se por extensa superfície de um azul esmeralda de água quente, brilhante e cristalina – Um raro privilégio que jamais se apagará da retina de quem o contempla -


Carne e ovos de tartaruga à venda 

Boa Noticia, que parece transmitir resultados positivos. Que é o facto de ter  sido noticiado de que as “Palayes”-  as vendedeiras de peixe, terem sido incentivadas a abandonar a venda de carne de tartarugas

26/01/2017  A Associação de Conservação das Tartarugas Marinhas em São Tomé e Príncipe está a criar outras fontes de rendimento para as mulheres “Palayes” do arquipélago que comercializam a carne de tartarugas marinhas.
Há três anos que a associação presidida por Sara Vieira em parceria com a organização São-tomense Marapa trabalha para mudar o comportamento da população no que toca à comercialização e consumo de carne e derivados de tartarugas marinhas.
A tarefa é difícil tendo em conta a situação de pobreza da maioria da população marcada pelo desemprego e baixos rendimentos.
Mas há resultados positivos.


A bióloga Vieira, que é filha do Presidente do clube de futebol Sport Lisboa e Benfica, garante que nos últimos anos há menos pessoas a capturar as tartarugas marinhas. São Tomé e Príncipe: “Palayes” incentivadas a abandonar a venda de

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