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Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Ex-Presidente, Manuel Pinto da Costa - O fundador da Nacionalidade Santomense, continua acreditar nas potencialidades do seu pais - Reconhece que “São Tomé e Principe tem um enorme desafio, de um pais no Golfo da Guiné, potencialmente rico , com muitas possibilidades!... Não tem que ter necessariamente petróleo!..Temos uma situação geográfica invejável no mundo de hoje" - . Palavras da honrosa entrevista que me concedeu, na sua residência, em S. Tomé, há um ano e que tenciono editar neste sábado, muito oportuna na atualidade

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA



Manuel Pinto da Costa,
exemplo de Generosidade, Dedicação, Seriedade e de Amor Pátrio   -  A  mais prestigiada  e carismática figura histórica do MLSTP,   um dos mais distintos heróis da  fundação da pátria santomense, declarou-me, em Maio do ano passado, quando ali me desloquei a convite da Associação de jornalistas de STP, para a participar  no  Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. "Eu não tenho ambições de liderar nada mas estou disponível a dar o meu contributo naquilo em que possa ser útil.

E ASSIM O DEMONSTRA ESTE SEU GENEROSO GESTO  - "Disponível para abdicar de 1/3 do seu salário  para o fundo destinado a mitigação dos impactos negativos da Covid-19, tendo reconhecido o esforço do governo de Jorge Bom Jesus e exortado ao Presidente da República, Evaristo Carvalho a assumir a liderança do processo de combate a pandemia - STP-PRESS

E, de facto, depois da doação que fez, através da Fundação Manuel Pinto da Costa, com um lote de vários materiais de proteção  para com o Covid-19,  nomeadamente, 50 fatos de biosegurança; 5000 máscaras cirúrgicas;2000 máscaras PRO-TECK;2000 máscaras de tecido (reutilizáveis);5000 luvas;90 termómetros infravermelhos;100 unidades de GEL 5l;200 unidades de GEL 200 ml; 200 unidades de GEL 100 ml – teve agora um gesto, pouco comum na classe politica

Foi noticiado pela Agência STP-PRESS, que “O antigo Chefe de Estado são-tomense fez estas declarações a imprensa quando explicava o motivo da sua Fundação “Pinto da Costa” ter doado sexta-feira ultima ao governo um lote de materiais médicos-hospitalares e de proteção individual para combater a propagação do coronavírus no arquipélago.
 “ Eu estaria disponível para que 1/3 do meu salário fosse depositado num fundo deste género durante o período que for necessário para nós sairmos realmente disto”, – disse Pinto da Costa, tendo sublinhado que “toda a classe política, os dirigentes do País devem agir no sentido de se entusiasmar e motivar a população em geral para alimentar esse fundo”.
Manuel Pinto da Costa assegurou ainda que “ estou disponível para fazer tudo que for necessário e que estiver dentro das minhas possibilidades e da minha Fundação para continuar a ajudar o País a sair desta situação que nos encontramos”.

“Há um fundo que está criado, me parece, que esse fundo devia ter um nome que permitisse as pessoas compreenderem de que se trata”-, disse Pinto da Costa, sublinhando que “ se fosse um fundo de solidariedade nacional toda gente compreenderia e, se esse fundo tivesse sido gerido por gente que realmente merecesse maior confiança da população, naturalmente que nós poderíamos mobilizar muita gente para depositar neste fundo que, nós vamos ter que precisar dele, e, temos todos que dar a nossa contribuição, a começar pelos dirigentes do País”.
Tendo declarado que “ nós precisamos, neste processo de uma liderança”, Pinto da Costa, sublinhou que “ ninguém melhor que Presidente da República [Evaristo Carvalho] vir a jogar um papel de liderança nesse processo”, acrescentando que “ o momento que estamos atravessar não podemos ter vários líderes, cada um, pensando o que quer fazer, como quer e, quando quer.

“ Tem de haver uma liderança forte neste momento de crise para criar condições, para ouvir opiniões de todos, de todas as forças políticas, social, diáspora, sobre o São Tomé e Príncipe que temos hoje, que realmente pretendemos e podemos ter” – argumentou o antigo Chefe de Estado são-tomense.
Além reconhecido que “ o governo está a fazer todo esforço possível e imaginário”, no âmbito de combate a pandemia, Pinto da Costa questionou se “será que esse governo está a fazer as coisas que devem ser feitas agora? E, que permite realmente São Tomé e Príncipe sair desta situação de crise em que nos encontramos”.
Tendo declarado que “ se não soubermos gerir convenientemente esta situação, vai ser um desastre toral do ponto de vista económico, do ponto de vista social, do ponto de vista político”, Pinto da Costa admitiu que “ vamos ter uma reviravolta tão grande que a desgraça que vai seguir a pandemia será ainda maior que a própria pandemia”.
“ Esta pandemia é uma desgraça enorme que recai sobre São Tomé e Príncipe e gente que não acredita nisto é um erro tremendo”, disse Manuel Pinto da Costa, acrescentando que “ não estamos preparados para enfrentar esta pandemia e, está demonstrado que quase nenhum governo estava preparado para isto”.
Tendo afirmado que “ nós estamos completamente desorganizados, estamos a improvisar muitas coisas”, Pinto da Costa disse que “ o nível de organização que nós temos internamente não nos garante sucesso nessa luta contra esta pandemia”.
“ Não é momento de nós estarmos a indicar culpados, porque nós todos estamos dentro do mesmo barco e que se não soubermos, realmente, em conjunto, unir as nossas forças, esquecendo as nossas diferenças, se não soubermos fazer isto, então vamos cair num precipício, que não sei quando teremos a possibilidade de sair”, – disse Pinto da Costa, acrescentando que “ deveria criar um espaço para permitir um diálogo entre todos os são-tomenses para permitir ter uma análise profunda do País que temos hoje …”.
Os últimos dados revelam que São Tomé e Príncipe regista um total de 441 casos de Covid-19 positivos acumulados, sendo, 349 casos positivos em isolamento domiciliar, 68 já recuperados, 12 em internamento no hospital de campanha, bem como um registo de 12 mortes desde da declaração da doença no País. http://www.stp-press.st/2020/05/27/covid-19-estaria-disponivel-para-que-1-3-do-meu-salario-fosse-ao-fundo-de-mitigacao-dos-impactos-da-pandemia/




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