expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

Quem sou eu

Minha foto
Entre outros assuntos, falo da escalada ao Pico Cão Grande e das minhas aventuras em canoas – Visam defender a teoria de que antigos povos africanos, podiam ter sido os primeiros povoadores das Ilhas do Golfo da Guiné, antes dos colonizadores – Parti à meia-noite, disfarçado de pescador, ligando a ilha do Príncipe. Para me orientar, uma rudimentar bússola – A canoa era minúscula, à segunda noite adormeci: rolei na escuridão das vagas. No regresso fui distinguido com sopapos da policia salazarista, enviado para os calabouços – Cinco anos depois, numa piroga maior, fiz a ligação São Tomé-Nigéria. Partindo igualmente à noite, 13 dias depois atingia uma praia de Calabar, tendo sido detido 17 dias por suspeita de espionagem. - No mesmo ano, já com São Tomé e Príncipe independente, tentei a travessia São Tomé ao Brasil, usando os mesmos recursos. Além de pretender reforçar a minha teoria, desejava evocar a rota da escravatura e repetir a experiência de Alain Bombard. Porém, quis a ironia do destino que vivesse a difícil provação de um naufrágio de 38 longos dias, tendo aportado numa praia de Bioko (Bococo)onde fui recambiado para a famosa prisão de Black Beach

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Na solidão silenciosa de graníticos penhascos, procurando palavras com algum sentido divino e poesia


POESIA NO CIMO DE PENHASCOS  ONDE O RAIO FUSTIGA MAS NÃO ENTRA O  VIRUS DA PANDEMIA 

JORGE TRABULO MARQUES - EM PEREGRINO DA LUZ


Naqueles dias, eu era apenas o solitário peregrino
que buscava no cimo dos ermos cinzentos penhascos
palavras despidas de asas mas com algum sentido
ciente, pois, de que ali encontraria o sinal intangível
e, naquele espaço rodeado de fetos avermelhados,
a fulguração de um olhar ou signo do incognoscível


Por isso, sempre que posso, não desisto de contemplar
estes esquecidos e sagrados altares de outras eras
ainda que apenas ali sinta o silêncio solitário das pedras



SEM O FERMENTO DO AMOR O QUE SERIA A VIDA?
O poeta e declamador português, Euclides Cavaco, dá-lhe um sentido 
com mais um dos seus belos versos




Nenhum comentário :